{"id":14986,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bens-culturais-da-igreja-sao-patrimonio-vivo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bens-culturais-da-igreja-sao-patrimonio-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bens-culturais-da-igreja-sao-patrimonio-vivo\/","title":{"rendered":"Bens culturais da Igreja s\u00e3o patrim\u00f3nio vivo"},"content":{"rendered":"<p>Concertos nas igrejas devem respeitar normas precisas <!--more--> A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) aprovou na sua \u00faltima assembleia plen\u00e1ria os \u201cPrinc\u00edpios e Orienta\u00e7\u00f5es sobre os Bens Culturais da Igreja\u201d, nos quais estabelece os deveres dos respons\u00e1veis pela gest\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural da Igreja, quer ao n\u00edvel dos im\u00f3veis, quer dos objectos, imagens e alfaias lit\u00fargicas. Os Bispos defendem que \u201co patrim\u00f3nio art\u00edstico da Igreja permanece vivo\u201d quando \u201ccontinua a ser utilizado de acordo com o seu destino\u201d. \u201cOs templos abertos ao culto, bem como as suas imagens e alfaias distinguem-se de museus onde se visita o passado e, para tal, se preservam inalter\u00e1veis os objectos expostos. As igrejas crist\u00e3s s\u00e3o lugares vivos\u201d, acrescentam. Ao longo de 37 pontos s\u00e3o abordadas v\u00e1rias quest\u00f5es que preocupam a Igreja nesta \u00e1rea, definindo como \u201cprimeira obriga\u00e7\u00e3o\u201d, o registo dos im\u00f3veis nas \u201creparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d e o \u201cregisto fotogr\u00e1fico\u201d do patrim\u00f3nio m\u00f3vel. \u201cPorque a Igreja, a par da comunidade crente, \u00e9 tamb\u00e9m mestra de cultura e interessada em tudo o que seja valor humano, devem-se adoptar como crit\u00e9rio para a inventaria\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas a presen\u00e7a de valor art\u00edstico ou econ\u00f3mico, mas tamb\u00e9m o contributo do objecto para a hist\u00f3ria, a ci\u00eancia e a mem\u00f3ria da comunidade\u201d, refere o ponto 14. O documento da CEP afirma que \u201ca Igreja deve ser fiel \u00e0 doutrina do seu fundador, que a ensinou a distinguir a angaria\u00e7\u00e3o reprov\u00e1vel de riquezas opulentas e a utiliza\u00e7\u00e3o proveitosa dos bens que promovem a pessoa em todas as suas dimens\u00f5es\u201d. Quanto \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de templos para actividades fora do culto, a CEP afirma que \u201ca Igreja n\u00e3o se furta a que o seu patrim\u00f3nio cultural seja considerado entre o patrim\u00f3nio nacional ou local, dispondo-se a colaborar nas iniciativas civis destinadas ao conhecimento e aprecia\u00e7\u00e3o dos bens art\u00edsticos do pa\u00eds, da regi\u00e3o ou da localidade\u201d. Por\u00e9m, a Igreja avisa que \u201cexigir\u00e1 a aceita\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de utiliza\u00e7\u00e3o que ela pr\u00f3pria tiver definido\u201d. \u201cAs imagens, pinturas, alfaias lit\u00fargicas destinam-se primeiramente ao culto de Deus e \u00e0 catequese do povo crist\u00e3o\u201d, refere o n\u00ba 22. A medi\u00e1tica quest\u00e3o dos concertos em igrejas \u00e9 abordada, com os Bispos a lembrarem que \u201ca realiza\u00e7\u00e3o destes concertos, que \u00e9 superiormente preconizada, obedecer\u00e1 sempre \u00e0s normas publicadas pela Santa S\u00e9 e pelas dioceses portuguesas \u2013 segundo as quais o repert\u00f3rio dever\u00e1 ser condizente com o lugar sagrado, constitu\u00eddo por m\u00fasica sacra ou religiosa, e sujeito a aprova\u00e7\u00e3o superior\u201d. A ced\u00eancia de espa\u00e7os afectos ao culto para a realiza\u00e7\u00e3o de concertos musicais s\u00f3 ser\u00e1 feita quando se cumprirem as normas estabelecidas no n\u00famero anteriormente referenciado, \u201ccom relevo para a exig\u00eancia de que o repert\u00f3rio seja de m\u00fasica sacra ou religiosa\u201d.  <b> A m\u00fasica nas igrejas<\/b> O uso de muitas igrejas para a realiza\u00e7\u00e3o de concertos &#8211; por motivos pr\u00e1ticos, est\u00e9ticos e ac\u00fasticos \u2013 tem vindo a aumentar nos \u00faltimos anos e obrigou \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de regras claras sobre a m\u00fasica na igreja fora da liturgia. A Santa S\u00e9 j\u00e1 teve ocasi\u00e3o de abordar esta realidade e em Portugal s\u00e3o j\u00e1 v\u00e1rias as Dioceses que t\u00eam um princ\u00edpios e regras pr\u00f3prias para estas situa\u00e7\u00f5es. Em todos os casos, o interesse pela m\u00fasica \u00e9 considerado uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais fortes da cultura contempor\u00e2nea. Ap\u00f3s o Conc\u00edlio Vaticano II e o seu empenho na participa\u00e7\u00e3o activa dos fi\u00e9is nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, os organistas e coros deixaram de poder executar na liturgia grande parte do repert\u00f3rio. Todo o repert\u00f3rio imenso de m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o religiosa passou a ter o seu espa\u00e7o pr\u00f3prio nos concertos, muitas vezes realizados nessas mesmas igrejas que os viram nascer. Em nenhuma situa\u00e7\u00e3o, contudo, \u00e9 admitida a execu\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica que n\u00e3o \u00e9 de inspira\u00e7\u00e3o religiosa, e que foi composta para ser interpretada em contextos bem diferentes dos de uma igreja.  Segundo a Santa S\u00e9, aquilo que podemos ouvir numa igreja \u00e9 a m\u00fasica sacra, que \u201cfoi composta para a liturgia, mas que, por motivos contingentes, n\u00e3o pode ser executada durante a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica\u201d, a m\u00fasica religiosa, \u201cque se inspira num texto da Sagrada Escritura ou na Liturgia, ou que se refere a Deus, \u00e0 Virgem Maria, aos Santos ou \u00e0 Igreja\u201d. As pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es musicais contempor\u00e2neas que n\u00e3o correspondem \u00e0s exig\u00eancias lit\u00fargicas, poder\u00e3o caber nas devo\u00e7\u00f5es e concertos espirituais. A quest\u00e3o agora levantada tem a ver com o processo de decis\u00e3o: em qualquer igreja, \u00e9 ao Bispo que compete a aprova\u00e7\u00e3o do programa musical de cada concerto, auscultada a Comiss\u00e3o Diocesana de M\u00fasica Sacra. O que fica claro do documento da CEP \u00e9 que as igrejas n\u00e3o s\u00e3o meros lugares p\u00fablicos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e para realizar o que quer que seja. O c\u00e2none 1210 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico refere-se simplesmente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o cultual do espa\u00e7o sagrado, podendo o Bispo permitir outros usos que n\u00e3o sejam contr\u00e1rios \u00e0 santidade do lugar. O crit\u00e9rio para a aceita\u00e7\u00e3o ou nega\u00e7\u00e3o de um concerto na igreja \u00e9 o princ\u00edpio de que o uso das igrejas n\u00e3o deve ser contr\u00e1rio \u201c\u00e0 santidade do lugar\u201d. A Igreja n\u00e3o s\u00f3 permite os concertos de m\u00fasica sacra como os promove. Assim, para ser poss\u00edvel realizar um concerto numa igreja \u00e9 necess\u00e1rio que, em tempo \u00fatil e por escrito, se fa\u00e7a o requerimento ao bispo diocesano, indicando o lugar, a data, a hora e o programa do concerto com o nome das obras musicais a apresentar e os seus autores.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=13096\">\u2022 A Santa S\u00e9 e os Concertos nas Igrejas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concertos nas igrejas devem respeitar normas precisas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[295,127,144,147,246,265,285,297],"class_list":["post-14986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-biblia","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-liturgia","tag-musica","tag-patrimonio","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14986"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14986\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}