{"id":1498,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-mar-como-forca-de-apostolado\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-mar-como-forca-de-apostolado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-mar-como-forca-de-apostolado\/","title":{"rendered":"O mar como for\u00e7a de apostolado"},"content":{"rendered":"<p>A. S\u00edlvio Couto <!--more--> \u00c9 um facto que setenta e cinco por cento das dioceses portuguesas t\u00eam por fronteira natural o mar &#8211; Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Set\u00fabal, Beja, Algarve, Madeira, A\u00e7ores e Ordinariato Castrense (na vertente da marinha). No entanto pergunta-se: haver\u00e1 uma pastoral de teor mar\u00edtima, em que, tanto bispos como padres e leigos destas dioceses, ter\u00e3o uma perspectiva pastoral para quem est\u00e1 ligado ao mar? Estes podem ser pescadores, armadores, marinha mercante, desportistas, ligados \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o, ao turismo, \u00e0s actividades l\u00fadicas, etc.  Cada vez &#8211; quase na propor\u00e7\u00e3o inversa dos recursos marinhos &#8211; \u00e9 maior a sensibilidade \u00e0s quest\u00f5es relacionadas com o mar. At\u00e9 tivemos, em Portugal, uma exposi\u00e7\u00e3o mundial &#8211; recordam-se (?) &#8211; foi em 1998. De ent\u00e3o para c\u00e1 que foi feito mais sistematicamente pela pastoral do mar? Diga-se que o &#8216;Apostolado do mar&#8217; teve na \u00abExpo\/98\u00bb um momento de refunda\u00e7\u00e3o, pois foram unidos esfor\u00e7os, energias e meios para revitalizar os &#8216;Stella maris&#8217;, que nalgumas localidades estavam em processo de decrepitude. Com efeito, a prociss\u00e3o do &#8216;dia do pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9&#8217; deixou marcas e abriu perspectivas. O director nacional do &#8216;Apostolado do mar&#8217;, Padre Carlos Augusto Noronha, p\u00e1roco de Buarcos, conseguiu aglutinar mais sacerdotes\/p\u00e1rocos de zonas mar\u00edtimas, tendo ganho nova dimens\u00e3o o retiro anual (pela Quaresma) e o encontro de praias (em finais de Maio, princ\u00edpios de Junho). Hoje s\u00e3o dez &#8211; Viana do Castelo, Caxinas, Buarcos, Nazar\u00e9, Peniche, Sesimbra, Set\u00fabal (Anunciada e S\u00e3o Sebasti\u00e3o) e Fuzeta &#8211; as localidades mar\u00edtimas, que regularmente se encontram para partilhar iniciativas, programar eventos comuns e, sobretudo, fazer uma caminhada com um objectivo comum: traduzir para os homens e mulheres do mar a mensagem do Evangelho. Para isso h\u00e1 um boletim quadrimestral &#8211; &#8216;Estrela do mar&#8217; &#8211; onde \u00e9 desenvolvido um tema, se d\u00e1 uma troca de not\u00edcias entre todos e s\u00e3o lan\u00e7ados novos desafios a este sector pastoral. Na conflu\u00eancia do passado e em ordem ao futuro, vemos no presente os seguintes aspectos da pastoral do mar:  * Aproveitar e purificar a religiosidade popular &#8211; As festas dos mar\u00edtimos t\u00eam um cunho de grande religiosidade, que se for bem aproveitada poder\u00e1 ser ben\u00e9fica para evangelizar muitos dos homens e mulheres do mar que &#8216;s\u00f3&#8217; se lembram de Deus, de Nossa Senhora ou dos santos nas horas de afli\u00e7\u00e3o e por ocasi\u00e3o das suas festas. H\u00e1 muito de religioso, mas com aten\u00e7\u00e3o, discernimento e audaz prud\u00eancia poder-se-\u00e1 fazer melhor do que deixar correr!  * Evangeliza\u00e7\u00e3o de meio: dos pescadores para os pescadores &#8211; Muitos que estavam mais cristianizados est\u00e3o a envelhecer, por isso, \u00e9 urgente captar (tamb\u00e9m neste sector) os mais novos, em ordem a re-evangelizar muitas fam\u00edlias. Com efeito, nota-se a necessidade de formar animadores de grupos nas v\u00e1rias localidades para viver, testemunhar e ajudar a viver a f\u00e9 crist\u00e3 entre os companheiros de trabalho.  * Presen\u00e7a nos portos &#8211; A partir dos encontros europeus e mundiais sente-se o apelo a que o &#8216;Apostolado do mar&#8217; deve estar nos portos, indo ao encontro dos que, mesmo que por breves horas, atracam. \u00c9 linha de pensamento dos respons\u00e1veis, a partir da Santa S\u00e9, revitalizar uma presen\u00e7a eclesial na marinha mercante.   * Intervir profeticamente &#8211; Em ordem a aprofundar novas vertentes est\u00e3o programadas para Novembro pr\u00f3ximo umas jornadas do &#8216;Apostolado do mar&#8217;, versando as quest\u00f5es: quem somos, onde estamos, o que fazemos? Desta forma se pretende corresponder aos novos desafios, sabendo cada um dos intervenientes dar as raz\u00f5es da sua esperan\u00e7a. Tal como nos s\u00e9culos passados, o mar continua a lan\u00e7ar provoca\u00e7\u00f5es aos portugueses, particularmente \u00e0queles que t\u00eam responsabilidade na Igreja e no mundo.  Para quando a defini\u00e7\u00e3o, pelas dioceses com mar, de linhas pastorais mais adequadas \u00e0s exig\u00eancias dos homens e mulheres do mar? Para quando uma reflex\u00e3o mais atenta e interventora da fam\u00edlia com liga\u00e7\u00f5es ao mar? Como aproveitar os sinais e\/ou apetrechos mar\u00edtimos para a celebra\u00e7\u00e3o da liturgia em localidades mar\u00edtimas?  Acreditamos que h\u00e1 muito a aprender e a fazer&#8230; melhor!  A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A. 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