{"id":149781,"date":"2019-10-01T12:48:20","date_gmt":"2019-10-01T11:48:20","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=149781"},"modified":"2019-10-14T11:32:14","modified_gmt":"2019-10-14T10:32:14","slug":"a-cruz-escondida-69","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-69\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>IRAQUE: Cinco anos depois da invas\u00e3o jihadista, crist\u00e3os lan\u00e7am alerta<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-149788\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/iraque-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3>At\u00e9 ao fim<\/h3>\n<p>Fez, em agosto, cinco anos. Parece ter sido ontem. A brutal invas\u00e3o dos jihadistas do Daesh das terras b\u00edblicas da Plan\u00edcie de N\u00ednive, no Iraque, provocou a fuga a mais de 120 mil crist\u00e3os. Cinco anos depois, os crist\u00e3os continuam a sentir-se abandonados e pedem ajuda. E deixam um alerta: o fim do cristianismo no Iraque pode ser mesmo uma dolorosa realidade\u2026<\/p>\n<p>D. Petros Mouche e D. Bashar Warda: dois bispos, duas vozes que se t\u00eam erguido na den\u00fancia da situa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel em que se encontra a comunidade crist\u00e3 no Iraque. Desde Agosto de 2014, quando a regi\u00e3o b\u00edblica da Plan\u00edcie de N\u00ednive foi invadida por centenas de jihadistas fortemente armados, que tanto D. Petros como D. Bashar n\u00e3o se t\u00eam poupado na defesa dos crist\u00e3os que se viram, de um dia para o outro, de m\u00e3os vazias e completamente desprotegidos. Foram mais de 120 mil crist\u00e3os. Cinco anos depois, a cada dia que passa cresce o desespero de uma comunidade que se sente desamparada, que se v\u00ea a caminhar para a irrelev\u00e2ncia, talvez mesmo para a extin\u00e7\u00e3o. D. Petros Mouche e D. Bashar Warda pretendem alertar a consci\u00eancia da comunidade internacional. Se nada se fizer, o cristianismo estar\u00e1 mesmo \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o no Iraque. S\u00e3o palavras duras que n\u00e3o podem ser ignoradas. D. Bashar Warda \u00e9 arcebispo de Erbil, no Iraque. J\u00e1 esteve em Portugal, em 2016, para a apresenta\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio da AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo. Agora, numa entrevista \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, perante a pergunta se o cristianismo est\u00e1 mesmo amea\u00e7ado nesta regi\u00e3o, D. Bashar n\u00e3o poupa as palavras. \u201cPode bem ser. O Cristianismo no Iraque, uma das Igrejas mais antigas, est\u00e1 perigosamente pr\u00f3ximo da extin\u00e7\u00e3o. Antes de 2003 cheg\u00e1vamos ao milh\u00e3o e meio, 6% da popula\u00e7\u00e3o. Hoje talvez j\u00e1 nem cheguemos aos 250 mil. Talvez menos. Os que permanecem t\u00eam de estar prontos a enfrentar o mart\u00edrio\u2026\u201d \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o recuar a esses dias de inf\u00e2mia quando fam\u00edlias inteiras tiveram de fugir em sobressalto apenas com a roupa que traziam vestida. D. Bashar fala dos militantes jihadistas do Daesh como \u201cos algozes\u201d. E lembra que, por causa desse ataque, a comunidade crist\u00e3 foi for\u00e7ada a fugir. \u201cIsso deixou-nos\u201d, recorda o Arcebispo de Erbil, \u201cnuma s\u00f3 noite, sem abrigo e sem ref\u00fagio, sem trabalho e sem propriedades, sem igrejas e sem mosteiros\u201d. E acrescenta: \u201cOs nossos algozes roubaram-nos o presente enquanto procuravam apagar a nossa hist\u00f3ria e destruir o nosso futuro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Faltam projectos<\/h3>\n<p>Foi h\u00e1 cinco anos. Mudou entretanto muita coisa? Infelizmente, n\u00e3o. D. Petros Mouche, respons\u00e1vel pela Igreja Cat\u00f3lica Sir\u00edaca em Kirkuk, no Curdist\u00e3o, faz tamb\u00e9m um balan\u00e7o preocupante da situa\u00e7\u00e3o em que se encontra a regi\u00e3o. Do que foi feito, diz, \u201cnenhum cr\u00e9dito vai para o Estado, mas sim para as organiza\u00e7\u00f5es religiosas e humanit\u00e1rias que correram para nos apoiar\u201d. No entanto, acrescenta, \u201cainda n\u00e3o temos fundos suficientes para concluir a reconstru\u00e7\u00e3o de todas as casas\u201d destru\u00eddas pelos jihadistas. Sem ajudas, resta a f\u00e9. N\u00e3o haver\u00e1 futuro sem perd\u00e3o nem reconcilia\u00e7\u00e3o. E os Crist\u00e3os t\u00eam, por isso, um papel fundamental a desempenhar. \u201cN\u00f3s perdoamos \u00e0queles que nos assassinaram, que nos torturaram, que nos violaram, que procuraram destruir tudo o que somos. Perdoamos-lhes\u201d, explica o Arcebispo de Erbil. \u201cEm nome de Cristo, perdoamos-lhes. E por isso dizemos aos nossos vizinhos mu\u00e7ulmanos: aprendam isto connosco. Deixem-nos ajudar-vos a sarar. As vossas feridas s\u00e3o t\u00e3o profundas quanto as nossas. Sabemo-lo. Rezamos pela vossa cura. Deixem-nos curar juntos o nosso pa\u00eds torturado e ferido.\u201d<br \/>\nO futuro \u00e9 incerto. Mas sem os Crist\u00e3os o Iraque nunca mais ser\u00e1 o mesmo pa\u00eds. \u00c9 preciso ajudar a Igreja para que esta comunidade possa continuar a sua presen\u00e7a nestas terras b\u00edblicas. At\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IRAQUE: Cinco anos depois da invas\u00e3o jihadista, crist\u00e3os lan\u00e7am alerta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-149781","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149781\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}