{"id":149422,"date":"2019-09-27T07:00:00","date_gmt":"2019-09-27T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=149422"},"modified":"2019-09-27T00:48:30","modified_gmt":"2019-09-26T23:48:30","slug":"educacao-reitora-da-catolica-quer-apostar-em-alunos-que-nunca-terao-qualquer-hipotese-de-entrar-no-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/educacao-reitora-da-catolica-quer-apostar-em-alunos-que-nunca-terao-qualquer-hipotese-de-entrar-no-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o: Reitora da Cat\u00f3lica quer apostar em alunos que \u00abnunca ter\u00e3o qualquer hip\u00f3tese\u00bb de entrar no ensino superior"},"content":{"rendered":"<p><em>Reitora da Universidade Cat\u00f3lica \u00e9 a convidada da entrevista da semana \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 Renascen\u00e7a poucos dias ap\u00f3s ter sido reconhecida como a melhor Universidade em Portugal.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Isabel Capeloa Gil comentou o acesso ao ensino superior, que deixa muita gente de fora, disse que Portugal precisa da Faculdade de Medicina que a Cat\u00f3lica deseja lan\u00e7ar, esperando \u201cqualidade e isen\u00e7\u00e3o\u201d na avalia\u00e7\u00e3o do ciclo de estudos proposto, e referiu-se \u00e0 liga\u00e7\u00e3o da UCP ao Papa Francisco, agora com a media\u00e7\u00e3o de um cardeal, D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_149423\" aria-describedby=\"caption-attachment-149423\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-149423 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-149423\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>Entrevista conduzida por \u00c2ngela\u00a0Roque (Renascen\u00e7a) e\u00a0Paulo\u00a0Rocha (Ag\u00eancia ECCLESIA)\u00a0<\/i><\/p>\n<p><em>A Universidade Cat\u00f3lica e as suas faculdades t\u00eam-se destacado nos \u00faltimos anos em v\u00e1rios rankings internacionais. Neste m\u00eas de setembro foi reconhecida pela \u2018Times Higher Education\u2019 com a melhor Universidade em Portugal, com destaque para o desempenho em investiga\u00e7\u00e3o e impacto. Ficou na posi\u00e7\u00e3o 351 a n\u00edvel mundial, mas \u00e0 frente das restantes institui\u00e7\u00f5es de ensino superior nacionais que integram este ranking. Que import\u00e2ncia tem a esta distin\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>O ranking da \u2018Times Higher Education\u2019 \u00e9 um dos mais prestigiados do mundo. H\u00e1 v\u00e1rios tipos de rankings, este \u00e9 o \u00fanico que \u00e9 auditado pela \u2018PricewaterhouseCoopers\u2019 (PwC), para validar de forma robusta e sem d\u00favidas os seus resultados. A \u2018Times Higher Education\u2019 tem um conjunto diferenciado de rankings, este \u00e9 o chamado \u2018World University Rankings\u2019, que congrega 1396 universidades de todo o mundo, que conseguiram os m\u00ednimos, em termos de resultados de investiga\u00e7\u00e3o, para poderem ser avaliados. Cerca de 5000 Universidades apresentam dados, mas o ranking baseia-se num conjunto de dados que n\u00e3o s\u00e3o fornecidos pelas institui\u00e7\u00f5es, e que s\u00e3o os tais dados de investiga\u00e7\u00e3o. O que significa que as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam de ter produzido, nos \u00faltimos cinco anos, pelo menos mil papers (artigos cient\u00edficos) em revistas e publica\u00e7\u00f5es das \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o de cada uma das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Portanto, esta posi\u00e7\u00e3o 351 n\u00e3o \u00e9 desprestigiante?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o, \u00e9 o primeiro quartil, significa que \u00e9 muito prestigiante. H\u00e1 que explicar tamb\u00e9m que este resultado \u00e9 o resultado de toda a Universidade, dos seus centros de investiga\u00e7\u00e3o, dos docentes e sobretudo da estrat\u00e9gia que foi adotada, a partir de 2013, de normaliza\u00e7\u00e3o da afilia\u00e7\u00e3o dos investigadores da institui\u00e7\u00e3o. Os centros de investiga\u00e7\u00e3o da Universidade, que s\u00e3o 15, e as pr\u00f3prias faculdades, cada um dos investigadores quando se apresenta numa confer\u00eancia internacional, ou publica artigo cient\u00edfico, tem de indicar a afilia\u00e7\u00e3o. Na \u00e1rea das humanidades, sobretudo, quando as publica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o feitas em revistas de especialidade, mas em colet\u00e2neas de artigos, muitas vezes as pessoas n\u00e3o colocam a afilia\u00e7\u00e3o. E uma das indica\u00e7\u00f5es que a Universidade, na sua estrat\u00e9gia de desenvolvimento e investiga\u00e7\u00e3o, veio a aplicar e a desenvolver foi que todos t\u00eam um modelo pr\u00f3prio de indicar a sua afilia\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o. O logo \u2018UCP\u2019 tem de estar em tudo aquilo que os investigadores produzem, de forma a poder ser agregado pelos grandes motores de busca, como a Elsevier, que fazem a agrega\u00e7\u00e3o dos dados de investiga\u00e7\u00e3o e depois medem o impacto.<\/p>\n<p>O facto de, antes de 2018, a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o estar considerada foi por duas raz\u00f5es: a primeira era porque n\u00e3o se preenchiam dados e a segunda foi porque os dados de investiga\u00e7\u00e3o e da afilia\u00e7\u00e3o dos investigadores n\u00e3o estava normalizado. Agora est\u00e1!<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o somos n\u00f3s sequer que produzimos. Fic\u00e1mos muit\u00edssimo contentes, \u00e9 um grande resultado para a investiga\u00e7\u00e3o de elevad\u00edssimo topo produzida pela Universidade Cat\u00f3lica, e que deve orgulhar todos os portugueses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E que \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o mais contribu\u00edram para essa posi\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s temos \u00e1reas que, pela sua natureza, porque o modelo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento est\u00e1 mais ancorado em revistas indexadas, \u00e1reas mais quantitativas, como a das ci\u00eancias naturais e da sa\u00fade, tiveram aqui um impacto importante. No entanto a \u2018Scopus \u2013 Elsevier\u2019, as duas institui\u00e7\u00f5es que fazem a agrega\u00e7\u00e3o de dados para a \u2018Times Higher Education\u2019, j\u00e1 n\u00e3o se limitam s\u00f3 a \u00e1reas como a biotecnologia, a qu\u00edmica, a economia, a gest\u00e3o, as engenharias, fazem j\u00e1 uma agrega\u00e7\u00e3o muito lata das \u00e1reas das ci\u00eancias sociais, onde a Universidade Cat\u00f3lica tem muita investiga\u00e7\u00e3o de relevo, e tamb\u00e9m das humanidades. Portanto, este resultado \u00e9 o resultado do conjunto da institui\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 um extraordin\u00e1rio reconhecimento.<\/p>\n<p>Produz-se conhecimento com relevo internacional nas \u00e1reas das humanidades, que muitos consideram que s\u00e3o \u00e1reas menos internacionaliz\u00e1veis. \u00c9 uma fal\u00e1cia, porque n\u00e3o s\u00e3o de todo! S\u00e3o uma \u00e1rea particularmente importante nos tempos que correm, porque nos ajudam a pensar a posi\u00e7\u00e3o do ser humano no mundo de outra forma, como se agregam nas \u00e1reas das ci\u00eancias naturais, da sa\u00fade, da matem\u00e1tica, das engenharias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>J\u00e1 teremos oportunidade de abordar de voltar ao tema das humanidades&#8230;\u00a0<\/em><em>No in\u00edcio de um novo ano letivo, que dados tem sobre o n\u00famero de alunos e os cursos mais relevantes?<\/em><\/p>\n<p>Nas admiss\u00f5es \u00e0 Universidade, estamos basicamente em linha com o ano passado, temos um crescimento de 3%, em m\u00e9dia, nos quatro Campus da Universidade, o que \u00e9 bom. Temos um enorme crescimento nos mestrados e nos estudantes internacionais a n\u00edvel dos ciclos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Nos ciclos de estudo mais requisitados, ou que t\u00eam maior n\u00famero de candidatos, infelizmente muitos n\u00e3o podem ser admitidos (e gostava de dizer alguma sobre as admiss\u00f5es e o modelo de acesso ao ensino superior). Mas, os cursos com maior n\u00famero de candidatos s\u00e3o Direito, em primeiro lugar, Gest\u00e3o e Economia, Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, e depois a \u00e1rea das Ci\u00eancias da Nutri\u00e7\u00e3o e das Bioengenharias, no Centro Regional do Porto. Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais tamb\u00e9m foi um dos cursos que teve um n\u00famero muit\u00edssimo elevado de candidatos este ano, mas em geral todos os cursos cresceram. Nos \u00faltimos anos temos tido tamb\u00e9m um crescimento muito interessante na \u00e1rea da medicina dent\u00e1ria, que \u00e9 um ciclo de mestrado integrado em Viseu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_149425\" aria-describedby=\"caption-attachment-149425\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-149425\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-149425\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00c0 espera da Medicina<\/strong><\/p>\n<p><em>A cria\u00e7\u00e3o de um curso de Medicina \u00e9 um sonho antigo e uma ambi\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica, mas a Ordem dos M\u00e9dicos est\u00e1 contra e enviou recentemente um parecer negativo para a Ag\u00eancia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ensino Superior, que \u00e9 a entidade a quem cabe decidir se o curso vai, ou n\u00e3o, abrir. Como \u00e9 que reage a esse parecer?<\/em><\/p>\n<p>O parecer da Ordem dos M\u00e9dicos \u00e9 um parecer de uma organiza\u00e7\u00e3o profissional que defende o acesso \u00e0 profiss\u00e3o. Escuso-me a comentar os pormenores do parecer, porque em primeiro lugar n\u00e3o cabe \u00e0 Ordem dos M\u00e9dicos avaliar acad\u00e9mica e cientificamente a qualidade de um ciclo de estudos.<\/p>\n<p>As ordens profissionais t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o muito importante que \u00e9 a de regular a profiss\u00e3o. Mas a C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar e a Deus o que \u00e9 de Deus. Portanto, a avalia\u00e7\u00e3o do novo ciclo de estudos tem que ser feita por comiss\u00f5es cient\u00edfica e pedagogicamente qualificadas, e essas s\u00e3o as comiss\u00f5es que n\u00f3s acreditamos que a A3ES (Ag\u00eancia de Avalia\u00e7\u00e3o e Acredita\u00e7\u00e3o do Ensino Superior) ter\u00e1 criado com toda a qualidade e isen\u00e7\u00e3o. \u00c9 essa a expectativa da Universidade Cat\u00f3lica, que haja isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este parecer n\u00e3o \u00e9 vinculativo.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 vinculativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser ignorado\u2026<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o pode ser ignorado, enfim\u2026 A Ag\u00eancia de Acredita\u00e7\u00e3o far\u00e1 o que entender com o parecer. O parecer tem muitas imprecis\u00f5es, como a Universidade j\u00e1 teve ocasi\u00e3o de dizer, faz um conjunto de tresleituras, mas tem que se compreender de onde \u00e9 que o parecer vem, e a quest\u00e3o \u00e9 que um novo curso de Medicina, e sobretudo o curso de Medicina que a Universidade Cat\u00f3lica traz, vai robustecer o sistema cient\u00edfico nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Faz falta este curso?<\/p>\n<p>Faz falta, n\u00e3o s\u00f3 para os estudantes portugueses, mas tamb\u00e9m pela possibilidade de poder vir a atrair estudantes internacionais. \u00c9 um contrassenso pensar que \u00e9 prefer\u00edvel que os estudantes portugueses que desejam seguir cursos de Medicina o fa\u00e7am na Rep\u00fablica Checa, em Espanha, no Reino Unido, refor\u00e7ando o PIB desses pa\u00edses e criando riqueza nesses locais, do que criar um pequeno\u2026 porque o n\u00famero de lugares que a Universidade quer criar neste novo ciclo de estudos s\u00e3o 100 lugares, portanto n\u00e3o estamos a falar de formar mais mil novos m\u00e9dicos por ano. Por isso, \u00e9 um contrassenso pensar que preferimos robustecer aquilo que \u00e9 o sistema cient\u00edfico de outros pa\u00edses do que o nosso. Em segundo lugar \u00e9 um contrassenso pensar que n\u00e3o queremos ter controlo sobre a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica daqueles que v\u00e3o exercer em Portugal, e que \u00e9 prefer\u00edvel contratar m\u00e9dicos formados em sistemas de ensino superior n\u00e3o controlados pela nossa Ag\u00eancia de Acredita\u00e7\u00e3o, por exemplo em Cuba, na Col\u00f4mbia, em Espanha, na Rep\u00fablica Checa, na Ucr\u00e2nia &#8211; e todos sabemos que em Portugal, nos centros de sa\u00fade, temos m\u00e9dicos de todas estas origens, n\u00e3o \u00e9? \u00c9 prefer\u00edvel contratar m\u00e9dicos estrangeiros cuja forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 controlada por aquilo que s\u00e3o os padr\u00f5es de rigor e qualidade nacionais, do que qualificar o sistema cient\u00edfico nacional, permitindo a\u00a0 abertura de um novo curso? Portanto, h\u00e1 aqui um conjunto contrassensos que s\u00e3o, s\u00f3 podem ser entendidos de forma ideol\u00f3gica. Aquilo que a Universidade Cat\u00f3lica criou, e este projeto de medicina \u00e9 um projeto que tem 30 anos, atravessa v\u00e1rias reitorias, s\u00f3 agora foi apresentado para acredita\u00e7\u00e3o porque tem uma maturidade, tudo tem o seu tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas, est\u00e1 em causa o facto de ser apresentado pela Cat\u00f3lica?<\/em><\/p>\n<p>Eu creio que est\u00e1 em causa o facto de ser um novo curso, um aumento de lugares, pelo menos \u00e9 isso que a Ordem dos M\u00e9dicos indica, porque h\u00e1 uma necessidade de regular e limitar o acesso \u00e0 profiss\u00e3o, por um lado. Por outro, h\u00e1 aqui uma mudan\u00e7a de paradigma, que \u00e9 o facto de ser uma universidade n\u00e3o estatal. Mas aquilo que a Cat\u00f3lica tem mostrado, ao longo dos seus 52 anos de exist\u00eancia, \u00e9 que tem feito uma marca not\u00e1vel no ensino superior portugu\u00eas. Creio que temos evid\u00eancia abundante, desde as \u00e1reas das Ci\u00eancias Sociais e das Humanidades, at\u00e9 \u00e0s \u00e1reas das Ci\u00eancias da Sa\u00fade, da Biotecnologia, onde recentemente a Universidade captou um dos maiores investimentos para Portugal, num projeto com uma empresa americana de Silicon Valley, no valor de 50 milh\u00f5es de d\u00f3lares. A investiga\u00e7\u00e3o que temos feito, olhar tamb\u00e9m para aquilo que s\u00e3o os recursos humanos criados e formados na Cat\u00f3lica, que est\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em posi\u00e7\u00f5es de relevo no nosso pa\u00eds, mas que t\u00eam trabalhado muito e de forma consistente para valorizar o nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E o Estudo no \u00e2mbito dos 50 anos da UCP demonstrou isso tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p>Demonstrou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acessos para alunos com mais resultados<\/strong><\/p>\n<p><em>H\u00e1 pouco falou nos crit\u00e9rios de acesso ao ensino superior em Portugal. O que \u00e9 que est\u00e1 mal, o que \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio rever?<\/em><\/p>\n<p>O modelo de acesso da Universidade Cat\u00f3lica \u00e9 id\u00eantico ao do Estado, s\u00f3 que n\u00e3o se faz na mesma plataforma, faz-se na plataforma da Universidade, porque n\u00f3s n\u00e3o somos estatais, mas o modelo e as pondera\u00e7\u00f5es s\u00e3o id\u00eanticos. Como universidade do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), temos regras semelhantes, que s\u00e3o baseadas em m\u00e9dias ponderadas dos resultados do 12\u00ba ano e dos exames finais. N\u00f3s temos um sistema que \u00e9 equitativo, \u00e9 transparente, \u00e9 meritocr\u00e1tico, e deixa muita gente de fora. \u00c9 claro que todas as universidades &#8211; eu falo pela minha, naturalmente, mas todos os reitores querem o mesmo &#8211;\u00a0 querem os melhores alunos, captar os melhores, e \u00e9 para esse recrutamento de talento que n\u00f3s lutamos. Mas, a Universidade Cat\u00f3lica tem uma miss\u00e3o um bocadinho diferente das outras. Um bocadinho n\u00e3o, bastante diferente. O facto de sermos &#8216;cat\u00f3lica&#8217; n\u00e3o \u00e9 um adjetivo simples, \u00e9 substantivado, e isso significa solidariedade, e solidariedade n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s das bolsas de apoio social, integrar estudantes que n\u00e3o tenham meios para estudar, mas mais do que isso, e \u00e9 algo que eu gostaria de lan\u00e7ar este ano e que est\u00e1 em estudo: um programa piloto de responsabilidade social.<\/p>\n<p>H\u00e1 estudantes que conseguem terminar o 12\u00ba ano, mas que s\u00e3o maus alunos e nunca ter\u00e3o qualquer hip\u00f3tese, por quest\u00f5es econ\u00f3micas ou at\u00e9 pelo resultado acad\u00e9mico, de ter acesso a uma universidade. T\u00eam potencial, mas um potencial que est\u00e1 em bruto, porque as condi\u00e7\u00f5es em que se desenvolveram, de fam\u00edlia e outras, n\u00e3o foram as melhores, e \u00e9 nossa responsabilidade demonstrar que a universidade pode ser um verdadeiroelevador social. Ou seja, poder fazer com que pessoas em quem nunca ningu\u00e9m apostou, cujo futuro estaria \u00e0 partida limitado, podem ter um futuro diferente. \u00c9 claro que isso tem de ser feito no modelo piloto, e eu gostava (e \u00e9 uma das coisas em que estamos a trabalhar, sobretudo na \u00e1rea da responsabilidade social), de criar um programa piloto para estudantes que t\u00eam os m\u00ednimos de t\u00e9rmino do ensino superior, mas que t\u00eam mais potencial do que m\u00e9rito, identificar esse potencial e fazer um programa em que, acompanhados com tutorias, possam vir a completar os cursos de maior prest\u00edgio da institui\u00e7\u00e3o e a ter um futuro diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para arrancar no pr\u00f3ximo ano letivo?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o sei, porque estamos a model\u00e1-lo agora. Os alunos teriam de cumprir os crit\u00e9rios m\u00ednimos de condi\u00e7\u00f5es de acesso, mas certamente que em concorr\u00eancia com outros alunos mais qualificados n\u00e3o conseguiriam a m\u00e9dia necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ser\u00e3o crit\u00e9rios al\u00e9m da m\u00e9dia do secund\u00e1rio e dos exames de acesso?<\/em><\/p>\n<p>Exatamente, que teriam a ver com o potencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma descoberta de talentos?<\/em><\/p>\n<p>Descoberta de talentos para aqueles em quem nunca ningu\u00e9m apostou. \u00c9 isso que faz a diferen\u00e7a numa institui\u00e7\u00e3o que se assume como cat\u00f3lica e quer ajudar a qualificar o pa\u00eds e a fazer com que todos possam ter acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As Humanidades habilitam as universidades<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_149424\" aria-describedby=\"caption-attachment-149424\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-149424 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Reitora-UCP_RR_ECCLESIA3.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-149424\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Voltemos \u00e0s \u00e1reas de estudo, nomeadamente \u00e0s Humanidades. V\u00e1rios peritos e comentadores t\u00eam alertado para a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos cursos desta \u00e1rea, nos\u00a0 \u00faltimos anos. Basta ver como nos Media em geral, as not\u00edcias sobre a entrada no ensino superior valorizam, apenas, as engenharias e a medicina. Que import\u00e2ncia d\u00e1 a UCP \u00e0s Humanidades?<\/em><\/p>\n<p>A UCP d\u00e1 muita import\u00e2ncia \u00e0s Humanidades, at\u00e9 porque nasce com uma inspira\u00e7\u00e3o de base human\u00edstica. Os primeiros cursos que a Universidade Cat\u00f3lica tem s\u00e3o Filosofia e Teologia, cursos com base nas Humanidades e cursos ancilares do pensamento humanista.<\/p>\n<p>As Humanidades s\u00e3o absolutamente essenciais a qualquer forma\u00e7\u00e3o superior. Nos \u00faltimos tempos t\u00eam tido m\u00e1 imprensa, como refere e muito bem, porque h\u00e1 uma l\u00f3gica instrumental associada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o no ensino superior. As pessoas v\u00e3o para o ensino superior para ter um bom emprego e t\u00eam as expectativa de que um bom emprego s\u00e3o as forma\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio, que d\u00e3o acesso instrumental a lugares de gestor, m\u00e9dico ou engenheiro. E o que \u00e9 que faz um licenciado em Humanidades? O que \u00e9 uma faz um licenciado em Literatura Inglesa, em Filosofia, Hist\u00f3ria, em Estudos Alem\u00e3es? Olhe, em Estudos Alem\u00e3es \u00e9 a reitora da Universidade Cat\u00f3lica&#8230; Mas, em Literatura Inglesa \u00e9 o Jack Ma, o grande empreendedor chin\u00eas, em Hist\u00f3ria \u00e9 uma das CEO\u2019s da \u2018Hewlett-Packard\u2019, e um dos CEO\u2019s da \u2018Unilever\u2019 \u00e9 licenciado em Literatura Russa.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o errada entre a op\u00e7\u00e3o de primeiro ciclo, as licenciaturas, e o que vai ser o desempenho de uma fun\u00e7\u00e3o no mercado profissional. E cada vez mais os recrutadores notam que \u00e9 necess\u00e1rio um lastro transversal de pensamento, uma capacidade de desenvolver pensamento criativo e pensamento cr\u00edtico, que permita que o profissional em primeiro lugar se v\u00e1 educando ao longo da vida. E hoje em dia o modelo de forma\u00e7\u00e3o que ao fim de tr\u00eas ou quatro anos est\u00e1 terminado, e o resto \u00e9 o desenvolvimento de uma carreira profissional, est\u00e1 completamente de parte. A educa\u00e7\u00e3o vai-se fazendo por pequenos semin\u00e1rios, compet\u00eancias espec\u00edficas em \u00e1reas particulares ao longo da vida.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o \u00e9 substitu\u00edvel \u00e9 essa vis\u00e3o lata, de conjunto, que deve fazer com que todos aqueles que acabam uma forma\u00e7\u00e3o superior sejam educados em termos de literacia e de numeracia. Porque h\u00e1 tamb\u00e9m os estudantes de letras que n\u00e3o querem saber de matem\u00e1tica, o que \u00e9 errad\u00edssimo! As duas compet\u00eancias s\u00e3o absolutamente essenciais. Um exemplo \u00e9 o MIT, que tem o mais prestigiado departamento em estudos sobre Shakespeare! Estamos a falar de uma faculdade de Engenharia, onde toda a gente tem de fazer componentes das \u00e1reas das Humanidades.<\/p>\n<p>O antigo presidente da Universidade de Stanford dizia que eram as Humanidades davam prestigio intelectual \u00e0 universidade, porque habilitavam para pensar e para transformar as organiza\u00e7\u00f5es. Temos de sair destes paradigmas meramente instrumentais, que fazem com que as pessoas acabem uma forma\u00e7\u00e3o que, mesmo sendo muito t\u00e9cnica, rapidamente se torna obsoleta nos tempos que correm. E o que fazer depois?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Cat\u00f3lica e o Papa Francisco<\/strong><\/p>\n<p><em>Falemos da rela\u00e7\u00e3o da UCP com o Papa Francisco, e de Economia &#8211; at\u00e9 que ponto a Cat\u00f3lica promove uma \u201ceconomia que n\u00e3o mata\u201d e qual a participa\u00e7\u00e3o da Universidade no encontro \u201cA Economia de Francisco\u201d, que o Papa convocou para 2020?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s vamos ter uma participa\u00e7\u00e3o muito robusta no encontro que o Papa vai promover em Assis. Temos dois professores que est\u00e3o a participar na organiza\u00e7\u00e3o deste encontro, o professor Am\u00e9rico Mendes, do Centro Regional do Porto, e o professor Tommaso Ramus, da Cat\u00f3lica Lisbon School of Business and Economics. E temos j\u00e1 um grupo enorme de estudantes que se inscreveram para participar.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que a matriz cat\u00f3lica da UCP n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um nome, mas encontra-se em todas as \u00e1reas de conhecimento da institui\u00e7\u00e3o. A forma como olhamos para a economia, como fator de crescimento e desenvolvimento das sociedades, tem de ser necessariamente solid\u00e1ria, inclusiva. O diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f3micas e Empresariais, em Lisboa, \u00e9 ali\u00e1s um dos grandes especialistas em Economia Social.<\/p>\n<p>Entendemos a Economia e Gest\u00e3o como disciplinas que ir\u00e3o tornar a nossa sociedade mais rica, oferecendo melhores possibilidades \u00e0s pessoas, e n\u00e3o uma sociedade com maiores desigualdades, aprofundando o abismo entre os privilegiados e aqueles que o n\u00e3o s\u00e3o. Entendemos que as linhas de orienta\u00e7\u00e3o do Papa Francisco relativamente \u00e0 Economia s\u00e3o perfeitamente integrados e assumidos pela forma\u00e7\u00e3o que fazemos em Economia nas duas escolas de neg\u00f3cios. Os princ\u00edpios da Doutrina Social da Igreja fazem parte integrante da forma\u00e7\u00e3o na Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Outro encontro que o Papa convocou para 2020 tem a ver com a educa\u00e7\u00e3o: \u201cReconstruir o Pacto Educativo Global\u201d. De que forma a UCP pode contribuir para essa reflex\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Nelson Mandela afirmava que \u00e9 atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o que as sociedades podem ter um futuro. Portanto, se queremos acautelar o futuro da humanidade, o futuro dos nossos jovens, \u00e9 oferecendo educa\u00e7\u00e3o generalizada e de qualidade, n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o que a UCP tem no \u00e2mbito da sua Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e Psicologia, das redes e colabora\u00e7\u00e3o com as escolas cat\u00f3licas e com as escolas p\u00fablicas. Temos um legado de pr\u00e1ticas educativas inclusivas nos v\u00e1rios territ\u00f3rios do pa\u00eds e, tal como acontece com o simp\u00f3sio sobre \u201cA Economia de Francisco\u201d, vamos tamb\u00e9m participar na organiza\u00e7\u00e3o deste encontro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>J\u00e1 neste m\u00eas de outubro decorre o S\u00ednodo da Amaz\u00f3nia, tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o da Cat\u00f3lica?<\/em><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, com o N\u00facleo de Responsabilidade Social, coordenado pelo professor Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida, que tem este pelouro. E queremos, naturalmente, estar presentes e ajudar a resolver o que s\u00e3o os grandes desafios da sustentabilidade a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a cardeal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Portugal vai ter em breve mais um cardeal, D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, no Consist\u00f3rio de 5 de outubro. Tendo sido vice-reitor da Cat\u00f3lica e respons\u00e1vel pela Faculdade de Teologia, como reagiu a esta not\u00edcia?<\/em><\/p>\n<p>Com uma grande alegria! Em termos institucionais, a Universidade reagiu em corpo, em bloco com uma grande alegria por esta distin\u00e7\u00e3o. Em termos pessoais tenho tamb\u00e9m uma enorme alegria por conhecer o padre Tolentino: n\u00e3o havia distin\u00e7\u00e3o mais merecida! \u00c9 uma personalidade \u00edmpar da cultura portuguesa, um homem com uma capacidade extraordin\u00e1ria de estabelecer pontes e de integrar neste di\u00e1logo, dentro da Igreja e fora dela, os quadros da contemporaneidade, mesmo que sejam quadros divisivos. \u00c9 um homem de profunda f\u00e9, de grande di\u00e1logo e acho que vai ter uma fun\u00e7\u00e3o fundamental na aplica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos des\u00edgnios do Papa para a Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E deixou marcas na UCP?<\/em><\/p>\n<p>Absolutamente! Temos muitas saudades dele, mas estamos muito felizes pelo lugar que vai ocupar e pelo trabalho que tem feito em Roma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reitora da Universidade Cat\u00f3lica \u00e9 a convidada da entrevista da semana \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 Renascen\u00e7a poucos dias ap\u00f3s ter sido reconhecida como a melhor Universidade em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":149424,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[630],"tags":[321],"class_list":["post-149422","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149422"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149422\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}