{"id":14925,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/visao-do-cinema-sobre-cristo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"visao-do-cinema-sobre-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/visao-do-cinema-sobre-cristo\/","title":{"rendered":"Vis\u00e3o do Cinema sobre Cristo"},"content":{"rendered":"<p>A Cinemateca Portuguesa apresentou, agrupados num ciclo, cinco filmes referentes \u00e0 vida de Cristo, cinco trabalhos de ineg\u00e1vel interesse e valor. S\u00e3o cinco obras que encaram as narrativas do Novo Testamento de diferente forma, desde a pintura adocicada muito ao gosto do p\u00fablico americano (e boa parte do europeu) at\u00e9 tratamentos mais rigorosos, com maior impacto, capazes de suscitar formas mais avan\u00e7adas de an\u00e1lise e de debate. \u00abO Rei do Reis\u00bb (1927), de Cecil B. De Mille, foi escolhido para abertura do ciclo. Realizador adepto do grande espect\u00e1culo, De Mille transmite no seu flme toda a grandiosidade da \u00faltima fase da Vida de Cristo, com incid\u00eancia especial na Paix\u00e3o e Crucifix\u00e3o. Embora longe de ser o primeiro filme sobre a vida de Cristo, esta obra de cinema mudo marcou um grande passo em termos da forma de tratamento, sendo capaz de atingir uma vasta gama de p\u00fablico. O mesmo t\u00edtulo viria a ser adoptado em 1961 para o filme de Nicholas Ray, que embora seguindo as pisadas de De Mile contava em adicional com a cor e, sobretudo, com o sonoro, para facilitar o resultado da realiza\u00e7\u00e3o. Tal n\u00e3o impede que neste t\u00edtulo tenha sido De Mille a marcar a mais forte posi\u00e7\u00e3o, embora com um filme mudo e a preto e branco, com dois pequenos apontamentos a cores. \u00abActo de Primavera\u00bb (1962), de Manoel de Oliveira, apresenta de uma forma exemplar a Paix\u00e3o de Morte de Cristo vista pelo povo, num document\u00e1rio etnol\u00f3gico, filmado com todo o realismo na aldeia de Curalha, no interior de Tr\u00e1s-os\u2013Montes. \u00abO Evangelho segundo S. Mateus\u00bb (1964), de Pier Paolo Pasolini, foi uma obra pol\u00e9mica por ocasi\u00e3o do seu lan\u00e7amento. Assumidamente ateu e marxista, Pasolini transcreveu com rigor o texto original, com a dureza pr\u00f3pria das circunst\u00e2ncias que envolveram a vida de Cristo, mas bem longe de qualquer via melodram\u00e1tica ou qualquer romancear capaz de atenuar a crueza da realidade. Num escorreito preto e branco e com actores na sua maioria amadores, a obra veio a impor-se com o tempo, sendo um testemunho de f\u00e9 por parte de algu\u00e9m que afirmava n\u00e3o a possuir. Por fim, em termos cronol\u00f3gicos de produ\u00e7\u00e3o, \u00abA Paix\u00e3o de Cristo\u00bb (2004), de Mel Gibson, \u00e9 uma obra muito sincera e de grande dureza, que por ter estreado em data recente est\u00e1 ainda na mem\u00f3ria de grande parte dos espectadores.  Francisco Perestrello <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Cinemateca Portuguesa apresentou, agrupados num ciclo, cinco filmes referentes \u00e0 vida de Cristo, cinco trabalhos de ineg\u00e1vel interesse e valor. 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