{"id":148589,"date":"2019-09-16T11:39:32","date_gmt":"2019-09-16T10:39:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=148589"},"modified":"2019-09-16T11:39:32","modified_gmt":"2019-09-16T10:39:32","slug":"as-irmas-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-irmas-arvores\/","title":{"rendered":"As irm\u00e3s \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Sempre me fascinou como S. Francisco se dirigia a todos os elementos da natureza, mas reparei que n\u00e3o se refere \u00e0s \u00e1rvores. Em certa medida est\u00e3o inclu\u00eddas na m\u00e3e terra. O que significa uma \u00e1rvore para ti? Oxig\u00e9nio? Beleza? Uma mesa? Calor numa lareira? Nada?<\/p>\n<figure id=\"attachment_148591\" aria-describedby=\"caption-attachment-148591\" style=\"width: 1296px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-148591\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"864\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash.jpg 1296w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/dustin-scarpitti-eWBseWsTEpA-unsplash-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-148591\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Dustin Scarpitti em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>A onda em torno das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas continua a crescer. \u00c9 importante, mas ganha outro sabor se for acompanhada por outros actos ecol\u00f3gicos que n\u00e3o se dirijam apenas \u00e0 ecologia ambiental, mas tamb\u00e9m \u00e0 social e \u00e0 interior (Felix Guattari). S\u00f3 no equil\u00edbrio dos diversos tipos de relacionamentos podemos obter uma perspectiva <em>integral<\/em> dos ecossistemas, uma Ecologia orientada para a Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A ecologia \u00e9 a ci\u00eancia dos relacionamentos. Uma discuss\u00e3o sem sentido com algu\u00e9m pode, neste prisma, ser um acto poluidor por quebrar os relacionamentos. Mas \u00e9 mais f\u00e1cil respirar o oxig\u00e9nio das \u00e1rvores, dizer que s\u00e3o bonitas (ou feias), tirar umas fotos, ou at\u00e9 ir ao ponto de as plantar. Este \u00faltimo acto \u00e9 mais do que um gesto simb\u00f3lico. Diante do desastre que assistimos na Amaz\u00f3nia, \u00e9 uma necessidade. Mas ser\u00e1 que plantar uma \u00e1rvore leva-nos \u00e0 experi\u00eancia de nos relacionarmos com elas como \u201cirm\u00e3s\u201d? Talvez sim, mas n\u00e3o na maior parte dos casos. O mais certo \u00e9 sentirmos que fizemos a nossa parte, mas construir um relacionamento com as \u00e1rvores est\u00e1 fora do nosso contexto relacional. Parece, inclusive, fantasioso, certo?<\/p>\n<p>S. Francisco era um fantasioso? Seria o seu discurso teol\u00f3gico, meramente espiritual? N\u00e3o sei. N\u00e3o o conheci pessoalmente, ou tive oportunidade de perguntar, ou conhe\u00e7o algu\u00e9m que tenha a certeza absoluta de que esse Santo pudesse estabelecer um relacionamento aut\u00eantico com cada entidade do mundo natural ao ponto de se dirigir a essas como irm\u00e3o e irm\u00e3. Mas precisamos de saber se S. Francisco era \u201cfantasioso\u201d ou n\u00e3o para entender o \u00e2mago das suas palavras? Afinal de contas, o relacionamento com as \u00e1rvores \u00e9 um problema, ou algo que faz parte da nossa vida?<\/p>\n<p>Os problemas resolvem-se com solu\u00e7\u00f5es. A vida desenvolve-se com caminhos. Creio que o relacionamento com as \u00e1rvores seja mais uma parte da nossa vida do que um problema. Logo, o desafio est\u00e1 em encontrar o(s) caminho(s) a percorrer para aprofundar esse relacionamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O caminho do conhecimento<\/h3>\n<p>Depois de ler <em>\u201dVerde Brilhante\u201d<\/em> (Gradiva) do neurobi\u00f3logo vegetal Stefano Mancuso e da jornalista Alessandra Viola, fiquei a saber que percebia muito pouco do reino vegetal do qual as \u00e1rvores fazem parte.<\/p>\n<p>Sabiam que o explorador e naturalista Lineu sustentava que as plantas <em>dormiam<\/em>? O pr\u00f3prio Darwin estava convicto de que as ra\u00edzes das plantas possuem milhares de extremidades radiculares, cada uma dotada de uma esp\u00e9cie de \u201ccentro de c\u00e1lculo\u201d, logo semelhantes ao funcionamento de um c\u00e9rebro. Ali\u00e1s, embora menos conhecido mundialmente, Francis Darwin, cientista de renome em fisiologia vegetal (e filho de Charles Darwin) chegou a afirmar que &#8211; <em>\u201dAs plantas s\u00e3o seres inteligentes.\u201d<\/em><\/p>\n<p>De facto, um modo de aprofundarmos o relacionamento com algu\u00e9m passa por o conhecermos cada vez mais e melhor. H\u00e1 algum tempo que a ci\u00eancia demonstrou como as plantas possuem sensibilidade, estabelecem complexas rela\u00e7\u00f5es sociais, comunicam entre si e com os animais, mas poucos sabemos ou nos apercebemos disto. Talvez porque a escala de tempo em que essa comunica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 \u00e9 bem maior do que a escala a que estamos habituados. Nesse sentido, criar um relacionamento com as \u00e1rvores implica tempo. Algo criativamente explorado no Senhor dos An\u00e9is por J.R.R. Tolkien quando, depois de um dia inteiro de di\u00e1logo, os Ents conclu\u00edram que Merry e Pippin n\u00e3o eram orcs! Isto \u00e0 beira de uma guerra sem precedentes na hist\u00f3ria da Terra M\u00e9dia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-148590\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1183\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-281x260.jpg 281w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-768x710.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-1024x946.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-1080x998.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-980x906.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Hobbits_Ents-480x444.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Num mundo acelerado como o nosso, o relacionamento com as \u00e1rvores pode ajudar-nos a desfrutar mais e melhor do tempo, dando-lhe um valor diferente.<\/p>\n<p>Sabiam que 99.7% da vida no planeta Terra \u00e9 de origem vegetal? As plantas s\u00e3o os seres dominantes deste planeta e porqu\u00ea? A explica\u00e7\u00e3o que os cientistas encontram \u00e9 a de que as plantas s\u00e3o organismos muito mais sofisticados do que pensamos, adaptam-se melhor do que esperamos e possuem uma intelig\u00eancia que pouco conhecemos.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem pense que a intelig\u00eancia \u00e9 a capacidade de resolver problemas.<\/p>\n<p>As plantas t\u00eam problemas com predadores e resolvem-nos com estrat\u00e9gias complexas que envolvem outros animais.<\/p>\n<p>As plantas t\u00eam problemas para se reproduzir e resolvem-nos com animais de confian\u00e7a &#8211; sim, as plantas s\u00e3o selectivas a esse ponto &#8211; para polinizar.<\/p>\n<p>H\u00e1 plantas cujos nutrientes da terra s\u00e3o insuficientes, logo, t\u00eam um problema de alimenta\u00e7\u00e3o que resolveram com sofisticadas t\u00e9cnicas de \u201csedu\u00e7\u00e3o\u201d de animais dos quais se alimentam.<\/p>\n<p>Se a intelig\u00eancia fosse apenas a capacidade de resolver problemas, as plantas s\u00e3o inteligentes ao seu modo.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia n\u00e3o nos separa do mundo vegetal, mas une-nos. E se conhecermos melhor as \u00e1rvores, uma enorm\u00edssima parte das plantas, descobriremos a possibilidade de um relacionamento diferentes com elas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O caminho da soledade<\/h3>\n<p>No livro que meditei recentemente do P. Vasco Pinto de Magalh\u00e3es s.j. <em>\u201dS\u00f3 avan\u00e7a quem descansa\u201d<\/em> (que recomendo vivamente), h\u00e1 uma parte sobre a <em>solid\u00e3o positiva<\/em> que pode ser importante para nos ajudar a viver caminhando com as \u00e1rvores.<\/p>\n<p>A az\u00e1fama que vivemos na sociedade, sob o disfarce de dinamismo e produtividade, pode ser um s\u00e9rio reflexo da incapacidade de estarmos s\u00f3s. &#8211; Arghh! &#8211; Disse a palavra <em>\u201cs\u00f3s\u201d<\/em> e, seguramente, que a maior parte dos leitores pensa ser uma palavra negativa que nos traz \u00e0 mem\u00f3ria as pessoas com mais idade deixadas sozinhas em casa, ou nos lares, sem visitas. Ou as pessoas que se isolam e pouco se relacionam com os vizinhos. \u00c9 verdade que pensamos estarem s\u00f3s, mas eu prefiro dizer que est\u00e3o <strong>isoladas<\/strong> pelo\/do mundo. S\u00e3o marginalizados e abandonados, ou fecham-se sobre si pr\u00f3prios contruindo barreiras relacionais com tudo e todos \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>Estar <em>s\u00f3<\/em> \u00e9 outra coisa.<\/p>\n<p>Diz o P. Vasco Pinto de Magalh\u00e3es que<\/p>\n<blockquote><p>\u201d\u2026temos uma necessidade absoluta de estar s\u00f3s. S\u00f3 para me encontrar; s\u00f3 para perceber o meu ritmo e quem sou; s\u00f3 para falar comigo; s\u00f3 para me poder encontrar mais com os outros e com Deus.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Parece um contrasenso ter necessidade de estar s\u00f3 para me <em>\u201dencontrar com\u2026\u201d<\/em>, mas \u00e9 uma necessidade para nos <strong>centrarmos<\/strong> na vida.<\/p>\n<p>Quando usamos o GPS podemos com o dedo ver o que est\u00e1 mais adiante, ou mais de um lado, ou de outro e a um dado momento, perdemos o rasto da nossa posi\u00e7\u00e3o. Nesse caso usamos a fun\u00e7\u00e3o \u201cre-centrar.\u201d Estar \u201cs\u00f3,\u201d como exprime o P. Vasco \u00e9 encontrar de novo o centro da nossa vida, as raz\u00f5es de viver. \u00c9 uma solid\u00e3o positiva ou <em>soledade.<\/em><\/p>\n<p>As \u00e1rvores acolhem-nos sempre e proporcionam um ambiente privilegiado para crescermos na soledade.<\/p>\n<p>Podemos ficar a pensar o que devemos fazer quando contemplamos ou passeamos pela natureza na companhia das \u00e1rvores, mas isso \u00e9 pensar demais e de modo funcional. N\u00e3o funciona bem. O que fazemos \u00e9 semelhante \u00e0 intui\u00e7\u00e3o de Santo In\u00e1cio de Loyola,<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00e3o \u00e9 o muito saber que farta e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente.\ufffc\ufffc\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Da\u00ed que o caminho do conhecimento que falava anteriormente n\u00e3o prescinde do caminho da soledade. Se o caminho do conhecimento \u00e9 mais exterior, o caminho da soledade \u00e9 interior. E o resultado reflecte-se numa vida de comunh\u00e3o que nos ajuda a encontrar o real valor que todos os seres t\u00eam e fazermos uma experi\u00eancia concreta de sermos <em>fam\u00edlia da cria\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Levanta-te. Procura as irm\u00e3s \u00e1rvores e convido-te a caminhar com elas. Quem sabe que inspira\u00e7\u00f5es suscitar\u00e3o dentro de ti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-148589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148589\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}