{"id":14840,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/fez-se-natal-mais-cedo-com-o-icne\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"fez-se-natal-mais-cedo-com-o-icne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fez-se-natal-mais-cedo-com-o-icne\/","title":{"rendered":"Fez-se Natal mais cedo com o ICNE"},"content":{"rendered":"<p>Em plena tarde de Outono desci uma das colinas de Lisboa em direc\u00e7\u00e3o ao centro da metr\u00f3pole. As folhas caducas que as \u00e1rvores libertavam, juntamente com as gotas vindas do \u00abalto\u00bb, previam um boa sementeira. Um caminho observador&#8230; misturado com a miscel\u00e2nea de culturas e cores que Lisboa oferece. Numa das cal\u00e7adas parei junto a uma Igreja e vi um cartaz publicit\u00e1rio que anunciava que \u201cCristo est\u00e1 vivo\u201d.  Questionei-me e fui \u00e0 procura desta novidade. Desci aquela ruela empedrada e recordei-me da Lisboa que partiu para outras paragens continentais. Ao longe via o Tejo e junto a mim sintomas desta \u00abaldeia global\u00bb misturados num ambiente da aldeia mais t\u00edpica portuguesa: taberna, mercearia e pessoas a conversar na rua. O rio corria em direc\u00e7\u00e3o ao Atl\u00e2ntico e l\u00e1 longe ouvia, muito fugazmente, \u201cGrita comigo porque Cristo est\u00e1 contigo\u201d. Lembrei-me das palavras que vi na fachada da Igreja e continuei a minha caminhada. A chuva continuava&#8230; e a minha foz era o Largo de S. Domingos, centro nevr\u00e1lgico da cidade de Lisboa. Olhei e parei estupefacto durante uns instantes&#8230; Recordei-me da mensagem &#8211; \u201cCristo est\u00e1 vivo\u201d \u2013 e vi um jovem mission\u00e1rio a falar com  um sem abrigo estendido no ch\u00e3o. O meu olhar \u00abinquisidor\u00bb focou tamb\u00e9m um grupo de pessoas \u2013 um pouco afastadas &#8211; atentas \u00e0 m\u00fasica anunciadora. No largo estava um transeunte que gritava: \u201co mundo \u00e9 hip\u00f3crita\u201d. Aproximei-me e ouvi um jovem mission\u00e1rio a explicar, calmamente, que a culpa era dos homens porque \u201ca mensagem de Jesus Cristo \u00e9 o amor\u201d.  Mais uns passos para a frente e entrei na Igreja de S. Domingos. Estava composta com congressistas do ICNE. Apesar da diminuta luminosidade, os cachec\u00f3is e os d\u00edsticos identificava-os. Vozes melodiosas entoavam c\u00e2nticos lit\u00fargicos para a luz central: Exposi\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo. Nas naves laterais, olhares embevecidos penetravam os quadros \u2013 a preto e branco \u2013 que convidavam \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o. Sil\u00eancio no interior e ru\u00eddo anunciador c\u00e1 fora. Voltei para o exterior&#8230;  Como \u00e9 um Congresso Internacional para a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, Lisboa tamb\u00e9m recebe testemunhos de v\u00e1rias metr\u00f3poles europeias. Naquele momento, a l\u00edngua francesa dominava. \u201cAleluia\u201d era palavra dominante sa\u00edda do sorriso daqueles jovens semeadores. A chuva incomodativa n\u00e3o desafinava as vozes e os passos dan\u00e7antes daquela juventude. Bem perto de mim, um \u00abgrupo de pescadores\u00bb lan\u00e7ava as redes no mar alto. A traineira n\u00e3o tinha bombordo nem estibordo mas somente canas de pesca, estilo S. Pedro. Tocam-me nas costas e abordam-me: \u201cn\u00e3o quer pescar a mensagem que Cristo tem para si?\u201d.  Resposta repentina: \u201cEstou a ver os m\u00e9todos e o isco utilizado\u201d.  Mais passo, menos passo e fico a pensar na abordagem. \u201cDeveria tentar\u201d \u2013 pensei com os meus bot\u00f5es. Tal como eu, muitos dos passageiros daquela cal\u00e7ada portuguesa pensavam assim. Coloquei de lado o gelo emocional e peguei na \u00abarma piscat\u00f3ria\u00bb. Como recompensa tive um peixe das profundezas: \u201cDeus \u00e9 o nosso ref\u00fagio e a nossa for\u00e7a, ajuda permanente nos momentos de ang\u00fastia\u201d (Salmo 46, 2). Nova abordagem do mission\u00e1rio de rua: \u201cgostou?\u201d Respondi-lhe secamente: \u201cGostei\u201d. Nova pergunta mission\u00e1ria: \u201cSabe o que est\u00e1 a acontecer em Lisboa?\u201d Disse-lhe prontamente: \u201co Congresso Internacional da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, de 5 a 13 deste m\u00eas\u201d. Percebeu que eu estava a par do encontro&#8230; Recuei um pouco e olhei para um stand que estava ao lado e me apelava: \u201cqueres conversar tens aqui um amigo\u201d. Sou um desconhecido e convidam-me para a pesca e para conversar com um amigo. Neste mundo onde todos duvidam de tudo e de todos senti-me importante. Entrei e um jovem com pronuncia brasileira disse-me: \u201cvou buscar um amigo pra voc\u00ea.\u201d  \u201cN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio\u201d \u2013 afirmei. Com olhar atento vi um \u00edcone eucar\u00edstico, iluminado com uma vela, e duas cadeiras laterais que esperavam dois dedos de conversa. No centro da sala estava um \u201cCristo multicolor\u201d que sobressa\u00eda e centenas de pessoas a segui-Lo. C\u00e1 fora, a chuva caia intensamente. Fixei o olhar no mission\u00e1rio que me convidou para o jogo da pesca. Ele falava com um potencial pescador. Palavra puxa palavra e vejo-os a entrar para a Igreja de S. Domingos. Pensei: \u201ca pesca foi boa. Agora foram para o banquete\u201d.  A noite aproximava-se. As luzes natal\u00edcias acendiam-se e anunciavam que o Natal estava pr\u00f3ximo. Para alguns fez-se Natal mais cedo com este congresso porque Ele nasceu e renasceu nos cora\u00e7\u00f5es da cidade de Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em plena tarde de Outono desci uma das colinas de Lisboa em direc\u00e7\u00e3o ao centro da metr\u00f3pole. As folhas caducas que as \u00e1rvores libertavam, juntamente com as gotas vindas do \u00abalto\u00bb, previam um boa sementeira. Um caminho observador&#8230; misturado com a miscel\u00e2nea de culturas e cores que Lisboa oferece. 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