{"id":14814,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/violencia-a-porta\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"violencia-a-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/violencia-a-porta\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia \u00e0 porta"},"content":{"rendered":"<p>Volt\u00e1mos a Maio de 68? O que se tem passado em Fran\u00e7a de viol\u00eancia \u00e9 um sinal dos novos tempos? Da abertura das fronteiras, do despovoamento das aldeias? Da deforma\u00e7\u00e3o das grandes cidades? Dos sub\u00farbios como lugares menores mas repletos de juventude e vigor, ao contr\u00e1rio dos centros onde, simultaneamente apodrecem as pessoas e as casas? A mistura descoordenada de ra\u00e7as e povos, empurrados para a margem da vida, onde o local \u00e9 um simples indicador? Paris tem estado a arder e os sinais externos que nos chegam, parecem configurar uma simples inabilidade pol\u00edtica moment\u00e2nea, ou uma falta de jeito democr\u00e1tico para utilizar for\u00e7as de seguran\u00e7a em defesa de v\u00edtimas? E tamb\u00e9m a quest\u00e3o ideol\u00f3gica j\u00e1 abundantemente exibida: que pol\u00edtica de seguran\u00e7a, di\u00e1logo, desrespeito pelas minorias &#8211; que ser\u00e3o cada vez menos minoria &#8211; ter\u00e1 desaguado numa desordem p\u00fablica sem precedentes e sem controlo? Que far\u00e1 melhor a esquerda que a direita? Existem elementos comuns: jovens e adolescentes; falta de ocupa\u00e7\u00e3o, vida sem projecto, ghetos progressivos convertidos em gangs de cidade (quem n\u00e3o lembra West Side Story?) onde ainda era poss\u00edvel cantar I like to be in Am\u00e9rica..?) N\u00e3o h\u00e1 uma can\u00e7\u00e3o ou um slogan de registo que desenhe a utopia explosiva desta gera\u00e7\u00e3o. Eis uma pergunta importante: onde querem viver estes jovens, portadores de outros genes culturais e embutidos, \u00e0 for\u00e7a, numa sociedade, por imperativo de sobreviv\u00eancia e desejo de melhorias dos pr\u00f3prios pais? Estes jovens de outras culturas, credos e ra\u00e7as est\u00e3o na Europa porque os pais quiseram um futuro melhor para eles. E assim chegamos ao ponto de partida: o desenvolvimento a que todos os pa\u00edses e regi\u00f5es t\u00eam direito. Tal como a gripe das aves, quem pode demarcar as fronteiras desta raiva incontida que rapidamente se espalha em adolescentes e jovens de qualquer parte do mundo? Que armas tem a Europa para este combate, na sequ\u00eancia do terrorismo que, em cada dia, se torna mais absurdo, imprevisto e amea\u00e7ador? Que novos indicadores est\u00e3o latentes neste tresloucado fen\u00f3meno? \u00c9 com esta realidade que temos de viver. Tentando deslindar os porqu\u00eas e aplicando rigorosamente o que nos parece o \u00fanico caminho em condi\u00e7\u00f5es para oferecer uma resposta: o humano, com uma compreens\u00e3o generosa sobre o todo. S\u00f3 com for\u00e7a de choque e discursos auto-justificativos de ministros, n\u00e3o se vai l\u00e1. A quest\u00e3o \u00e9 muito mais que pol\u00edtica. \u00c9 uma quest\u00e3o moral.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volt\u00e1mos a Maio de 68? O que se tem passado em Fran\u00e7a de viol\u00eancia \u00e9 um sinal dos novos tempos? Da abertura das fronteiras, do despovoamento das aldeias? Da deforma\u00e7\u00e3o das grandes cidades? 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