{"id":146851,"date":"2019-09-02T10:44:10","date_gmt":"2019-09-02T09:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=146851"},"modified":"2019-09-02T10:44:47","modified_gmt":"2019-09-02T09:44:47","slug":"o-tempo-de-que-ou-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-tempo-de-que-ou-quem\/","title":{"rendered":"O tempo de\u2026 qu\u00ea ou quem?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por todo o mundo sente-se que o Papa elevou a consci\u00eancia ambiental ao criar nas redes sociais um <em>hashtag<\/em> #TempoDaCria\u00e7\u00e3o em m\u00faltiplas l\u00ednguas. Ser\u00e1 que resulta?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-146852 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao-1024x408.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao-1024x408.png 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao-400x159.png 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao-768x306.png 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao-1080x430.png 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/TempoDaCriacao.png 1256w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando ponderava sobre o tempo que se iniciou a 1 de setembro com a ora\u00e7\u00e3o mundial pelo cuidado da cria\u00e7\u00e3o (que me parece ser mais transformativo se consider\u00e1ssemos o <em>cuidado pela rela\u00e7\u00e3o<\/em> com a cria\u00e7\u00e3o), pensei n\u00e3o tanto no <em>tempo<\/em>, mas no que queremos dizer com <strong>cria\u00e7\u00e3o<\/strong>. Na pr\u00e1tica celebramos o qu\u00ea? A natureza, as pessoas, o universo, o espa\u00e7o ou at\u00e9 o pr\u00f3prio tempo? Cria\u00e7\u00e3o \u00e9, simplesmente, tudo, certo?<\/p>\n<p>\u00c9 claro que estou ciente de que a palavra <em>cria\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 entendida pela maior parte das pessoas como <em>ambiente<\/em>, mas pensem mais longe. Deus criou-te. Deus criou-me. Deus criou a pessoa que est\u00e1 ao teu lado neste momento. Se cremos que tudo \u00e9, realmente, cria\u00e7\u00e3o de Deus, celebrar o tempo da cria\u00e7\u00e3o seria celebrar o tempo de ti mesmo, de mim, da pessoa que est\u00e1 ao teu lado e, tamb\u00e9m (claro!), do ambiente natural. Honestamente, o #TempoDaCria\u00e7\u00e3o sabe-me a pouco.<\/p>\n<p>Sei que a minha \u00e9 apenas uma opini\u00e3o, mas se me permitem, parece-me que uma modifica\u00e7\u00e3o at\u00f3mica, ou seja, muito, muito pequena traria um algo mais com um n\u00edvel de profundidade maior. N\u00e3o estou nas redes sociais, mas o meu <em>hashtag<\/em> seria #TempoDeDeusNaCria\u00e7\u00e3o. Assim, este m\u00eas celebrar\u00edamos o <em>tempo de Deus em ti<\/em>, o <em>tempo de Deus entre n\u00f3s<\/em>, o <em>tempo de Deus na natureza<\/em>, o <em>tempo de Deus no espa\u00e7o<\/em> e at\u00e9 o <em>tempo de Deus no tempo<\/em>! Partilho o que poderia ser o tempo de Deus em ti, entre n\u00f3s e na natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Tempo de Deus em ti<\/h3>\n<p>O tempo de Deus em ti vive-se a partir do teu interior, chegar \u00e0 consci\u00eancia plena do que somos, fazemos, pensamos e qual o grau de profundidade do nosso relacionamento com Deus. Atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, da doa\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos, da leitura medidativa ou formativa, no encontro com a nossa interioridade, podemos criar a oportunidade de um encontro \u00fanico com Deus.<\/p>\n<p>O desafio est\u00e1 na necessidade humana de algo tang\u00edvel.<\/p>\n<p>Deus em ti manifesta-se atrav\u00e9s da <em>criatividade.<\/em> Criatividade nos gestos simples, nas palavras ou voluntariado. Sinais tang\u00edveis que surgem nos momentos de pausa, de sil\u00eancio, isto \u00e9, de encontro com Deus dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Tempo de Deus entre n\u00f3s<\/h3>\n<p>O tempo de Deus entre n\u00f3s vive-se nos relacionamentos de amor que aprofundamos com os outros. E o maior modo de aprofundar esses relacionamentos \u00e9\u2026 <em>amar.<\/em><\/p>\n<p>Quando amamos os outros, a partir da experi\u00eancia de Deus em n\u00f3s, n\u00e3o o fazemos tanto pelos outros em si quanto por Jesus que reconhecemos nos outros.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Sempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.\u201d (Mt 25, 35-36;40)\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Curiosamente, a unidade que experimentamos nesse relacionamento de amor fraterno, por vezes, \u00e9 t\u00e3o tang\u00edvel que nos parece imposs\u00edvel. Esse \u00e9 o momento, o sinal da presen\u00e7a viva de Deus entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Tempo de Deus na natureza<\/h3>\n<p>Sabemos que a natureza afecta o nosso modo de estar e viver. Numa vida acelerada e <em>stressada<\/em>, o contacto com o mundo natural \u00e9 um verdadeiro b\u00e1lsamo que nos cura. Mas mais.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a natureza em si que nos transforma, mas sim a experi\u00eancia da presen\u00e7a de Deus na natureza que nos liberta, gradualmente, das preocupa\u00e7\u00f5es e nos conduz a uma paz interior com profundas e vis\u00edveis implica\u00e7\u00f5es nos actos exteriores.<\/p>\n<p>Dar tempo para estar imerso no mundo natural serve para nos apercebermos de que um dia seremos n\u00f3s alimento para o mundo natural. Da\u00ed a import\u00e2ncia da Eucaristia, pois, se durante a vida somos cristificados e, por isso, Jesus em n\u00f3s transforma-nos n\u2019Ele, depois de morrermos, n\u00e3o far\u00e1 Jesus de n\u00f3s Eucaristia para a natureza?<\/p>\n<p>Tempo da Cria\u00e7\u00e3o, sim, mas Tempo de Deus na Cria\u00e7\u00e3o talvez nos ajude a perceber que \u00e9 Ele o ponto de partida ousado para uma vida ecol\u00f3gica integral, para uma vida que testemunhe ao mundo uma ecologia de comunh\u00e3o que nos mergulha em Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-146851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146851"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146851\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}