{"id":14675,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/terramoto-e-congresso-em-lisboa\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"terramoto-e-congresso-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/terramoto-e-congresso-em-lisboa\/","title":{"rendered":"Terramoto e Congresso em Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>Os congressos n\u00e3o t\u00eam grande fama. S\u00e3o por vezes acontecimentos diletantes, testemunhos de finas teorias sobre qualquer tema, com tradu\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas e gente a dizer que sim quando passa a c\u00e2mara de televis\u00e3o a captar assist\u00eancia. Com um pouco de sorte, dois anos depois surgem publicadas as actas que j\u00e1 apanham esmorecido o entusiasmo inicial, ou mesmo em comprova\u00e7\u00e3o de que fazer discursos \u00e9 uma coisa, transformar as vidas \u00e9 outra. Nesse sentido, o que ora se realiza em Lisboa, depois de Viena e Paris, e antes de Bruxelas e Budapeste, \u00e9 outro acontecimento. \u00c9 um movimento, um dinamismo eclesial que se confronta com o ritmo do pr\u00f3prio mundo urbano e se questiona e o questiona nos porqu\u00eas da dist\u00e2ncia e da aproxima\u00e7\u00e3o, nos amuos e nos afectos, nos caminhos por andar no encal\u00e7o duma troca generosa e desarmada de aprendizagens. O que a Igreja tem para oferecer \u00e9 apenas Cristo. O Congresso de Lisboa tem uma particularidade: vive do discurso experimentado e celebrado e n\u00e3o apenas de teoria acad\u00e9mica sobre o Evangelho e a urbe. Segue o itiner\u00e1rio duma inquieta\u00e7\u00e3o pastoral que n\u00e3o tolera dist\u00e2ncias prim\u00e1rias entre a Igreja e o nosso mundo. Pretende, do lado da Igreja, atravessar a cidade com as tochas luminosas do Evangelho, sem conflito com o tecido moderno, dir\u00edamos mesmo, p\u00f3s-Pombalino, que alterou a configura\u00e7\u00e3o de Lisboa, mas tamb\u00e9m todo o seu modo de estar perante o mundo e a Igreja. J\u00e1 percebemos que o Terramoto de Lisboa n\u00e3o apenas destruiu e motivou a reedifica\u00e7\u00e3o de grande parte da Capital Portuguesa. Fez estremecer a Europa. Lan\u00e7ou rela\u00e7\u00f5es novas entre a Igreja e a sociedade, com a expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas, o controle das escolas, uma nova presen\u00e7a da Igreja e do religioso na sociedade. Duzentos e cinquenta anos depois ainda vivemos a r\u00e9plica desse sismo e muitas vezes fechamos as an\u00e1lises em pessoas e factos estreitos que antes se deveriam enquadrar nos movimentos tel\u00faricos das placas da hist\u00f3ria. O presente Congresso sobre a Nova Evan-geliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um novo terramoto para Lisboa. Nem \u00e9 apenas uma festa. Mas, como diz com lucidez o Cardeal Patriarca, \u201c\u00e9 um momento duma peregrina\u00e7\u00e3o, dum caminho que queremos percorrer\u2026 A for\u00e7a da Igreja reside na unidade entre a sua visibilidade e a dimens\u00e3o misteriosa e invis\u00edvel\u2026 Lisboa tem alma pr\u00f3pria\u201d . N\u00e3o \u00e9 um acontecimento acad\u00e9mico. S\u00e3o mil formas de dizer a cidade e a f\u00e9.  <i>Ant\u00f3nio Rego<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os congressos n\u00e3o t\u00eam grande fama. S\u00e3o por vezes acontecimentos diletantes, testemunhos de finas teorias sobre qualquer tema, com tradu\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas e gente a dizer que sim quando passa a c\u00e2mara de televis\u00e3o a captar assist\u00eancia. 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