{"id":14647,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/braga-ouviu-exemplo-de-beja-na-recuperacao-do-patrimonio\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"braga-ouviu-exemplo-de-beja-na-recuperacao-do-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/braga-ouviu-exemplo-de-beja-na-recuperacao-do-patrimonio\/","title":{"rendered":"Braga ouviu exemplo de Beja na recupera\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p>A diocese de Beja \u00e9 tida no pa\u00eds como aquela que melhor tem sabido gerir, recuperar e potenciar o seu patrim\u00f3nio religioso. Considerada h\u00e1 alguns anos como uma diocese pobre e sem patrim\u00f3nio de destaque, a verdade \u00e9 que um programa de inventaria\u00e7\u00e3o e um arrojado projecto de recupera\u00e7\u00e3o revelou uma vasta riqueza que poder\u00e1 tornar-se motor de desenvolvimento e de fixa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no interior do pa\u00eds. O exemplo bejense foi ouvido durante as Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso organizado, no fim-de-semana, em Braga, pela cooperativa TUREL &#8211; Desenvolvimento e Promo\u00e7\u00e3o do Turismo Cultural e Religioso. A dar voz pela diocese alentejana esteve o arquitecto Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o, director do departamento do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e art\u00edstico diocesano. Ao Di\u00e1rio do Minho, aquele respons\u00e1vel revelou que a necessidade de recuperar o patrim\u00f3nio nasceu \u00abno in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, quando a diocese de Beja, do ponto de vista patrimonial, bateu no fundo\u00bb. O arquitecto indicou que, nessa altura, se multiplicavam os furtos e havia um conjunto de interven\u00e7\u00f5es muito negativas em igrejas hist\u00f3ricas \u2013 demoli\u00e7\u00f5es de partes antigas, entrega das obras a pessoas n\u00e3o qualificadas \u2013 que provocaram fortes cr\u00edticas. Foi decidido ent\u00e3o pela diocese criar uma equipa que primeiro inventariasse e que depois apoiasse de alguma forma a tutelar o patrim\u00f3nio. \u00abO patrim\u00f3nio mesmo desconhecido sempre existiu, embora algum n\u00e3o se encontrasse no seu s\u00edtio, pois tinha sido guardado em casas particulares, por raz\u00f5es v\u00e1rias, entre as quais por quest\u00f5es de seguran\u00e7a\u00bb, afirmou Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o. Ora, tal patrim\u00f3nio estava \u00abrazoavelmente conservado\u00bb e tinha sido defendido de \u00abtentativas de aliena\u00e7\u00e3o e de incorpora\u00e7\u00e3o em museus, inclusive do Estado\u00bb. Embora degradadas muitas pe\u00e7as foram encontradas nas m\u00e3os de particulares sem que tenham sofrido atentados de recupera\u00e7\u00f5es de pessoal n\u00e3o qualificado. A diocese de Beja mant\u00e9m, segundo o arquitecto Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o, uma invej\u00e1vel m\u00e9dia de recupera\u00e7\u00e3o de \u00abuma dezena de igrejas e de 500 pe\u00e7as de arte por ano\u00bb. Mas tal ritmo n\u00e3o seria poss\u00edvel com a actua\u00e7\u00e3o isolada da Igreja. \u00abConseguiu-se organizar um conjunto de ac\u00e7\u00f5es de colabora\u00e7\u00e3o com organismos do Estado e com os munic\u00edpios que disponibilizaram determinadas verbas para estes fins\u00bb, indicou o director do departamento diocesano do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico. Assim, algumas igrejas est\u00e3o a ser intervencionadas pelo Estado, outras conseguiram substanciais subs\u00eddios governamentais, noutros casos foram os pr\u00f3prios munic\u00edpios que se mobilizaram e noutros \u2013 em obras de pouca complexidade \u2013 s\u00e3o as pr\u00f3prias comunidades locais que asseguram o financiamento, indicou o mesmo respons\u00e1vel. Outro dos aspectos cuidados pela diocese \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o de dar alguma autonomia \u00e0s pessoas tornando- as \u00abauto-suficientes naquelas que s\u00e3o as tarefas b\u00e1sicas de salvaguarda do patrim\u00f3nio\u00bb. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o refere ser imposs\u00edvel conceber que uma diocese com cerca de 12.300 quil\u00f3metros quadrados \u2013 a segunda mais extensa do pa\u00eds a seguir a \u00c9vora \u2013 pudesse centralizar em Beja a gest\u00e3o de todo o patrim\u00f3nio diocesano.  <b>\u00c9 preciso pensar o que fazer com igrejas \u201cexcedent\u00e1rias\u201d<\/b> O arquitecto Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o considera que a Igreja portuguesa, na sua hierarquia, enfrenta uma etapa decisiva no que respeita ao patrim\u00f3nio que det\u00e9m. \u00abA Igreja n\u00e3o pode estar empenhada em recuperar e reabilitar patrim\u00f3nio para depois o manter encerrado\u00bb, frisou o respons\u00e1vel do departamento do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e art\u00edstico de Beja. Por outro lado, o arquitecto refere que as igrejas hist\u00f3ricas s\u00f3 conseguir\u00e3o sobreviver se lhe for conferido um uso alternativo, j\u00e1 que \u00aba maior parte delas s\u00e3o excedent\u00e1rias para as necessidades das actuais comunidades \u00bb, acrescentou.  \u00abA n\u00edvel nacional se se fizesse um levantamento seguramente que o mesmo revelava que entre 45 a 50 por cento das igrejas s\u00e3o excedent\u00e1rias para um uso quotidiano e permanente\u00bb, garante Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o. Nos pr\u00f3ximos tempos, aquele especialista sustenta que a sua prioridade e a da sua diocese ser\u00e1 fazer com que, \u00abseja feita uma reflex\u00e3o alargada a n\u00edvel nacional sobre o que \u00e9 que se pretende fazer com o patrim\u00f3nio religioso. \u00c9 que h\u00e1 ainda uma grande indefini\u00e7\u00e3o\u00bb, frisou.  A n\u00edvel interno, Beja tem h\u00e1 dois anos no terreno uma iniciativa que integra as igrejas em rotas que possam ser seguidas por turistas. \u00c9 claro que grande parte das igrejas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel manterem-se continuamente abertas mas foi estipulado um hor\u00e1rio em que podem ser visitadas. Beja criou ainda uma imagem de marca no turismo patrimonial. Tal imagem passou pela concep\u00e7\u00e3o do designado \u201cCaminho das Igrejas Brancas\u201d, numa clara alus\u00e3o ao alvo caiado das tradicionais constru\u00e7\u00f5es alentejanas. Patrim\u00f3nio como motor de progresso Beja fez ou est\u00e1 a completar \u201co trabalho de casa\u201d no que respeita \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f3nio hist\u00f3rico- religioso. Agora todos os agentes querem potenciar essa tarefa como forma de desenvolvimento e de fixa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o salienta que \u00abo turismo deve ser entendido como um complemento muito interessante \u00bb mas, defende terem de ser promovidas e criadas actividades econ\u00f3micas complementares.  \u00abN\u00e3o podemos desejar que seja o turismo a sustentar o vasto territ\u00f3rio bejense\u00bb, frisou o director do departamento do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e art\u00edstico da diocese de Beja. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diocese de Beja \u00e9 tida no pa\u00eds como aquela que melhor tem sabido gerir, recuperar e potenciar o seu patrim\u00f3nio religioso. 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