{"id":146268,"date":"2019-08-13T22:57:54","date_gmt":"2019-08-13T21:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=146268"},"modified":"2019-08-13T23:16:24","modified_gmt":"2019-08-13T22:16:24","slug":"comunicas-emojivamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicas-emojivamente\/","title":{"rendered":"Comunicas \u201cemojivamente\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Quando andava pelas redes sociais, n\u00e3o me esque\u00e7o do dia em que uma pessoa amiga partilha a partida de um ente querido e de ver v\u00e1rios \u201c<em>Likes<\/em>\u201d de outras pessoas. Estranho, n\u00e3o? Cada \u201c<em>Like<\/em>\u201d ou \u201cGosto\u201d era apenas uma reac\u00e7\u00e3o que queria dizer tantas coisas, mas em vez das pessoas se darem ao trabalho de fazer um coment\u00e1rio escrito e sentido, preferiram um <em>Emoji<\/em>. Como o \u00fanico dispon\u00edvel na altura era o \u201c<em>Like<\/em>\u201d, reagiram deste modo. Como se ter\u00e1 sentido esta amiga com tantas pessoas a \u201cgostarem\u201d da partida do seu familiar?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que estamos a perder o valor da palavra escrita a favor de <em>Emojis<\/em>?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/FacebookLike.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-146270 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/FacebookLike-370x260.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/FacebookLike-370x260.jpg 370w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/FacebookLike-768x540.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/FacebookLike.jpg 968w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a>Uma vez um amigo partilhou num grupo WhatsApp onde estou incluido que tinha regressado de uma iniciativa internacional cujo tema envolvia a incultura\u00e7\u00e3o e as quest\u00f5es ambientais. Perguntei-lhe como tinha sido a experi\u00eancia. Ele responde-me com um Snoopy a bater palmas. Confesso que fiquei na mesma.<\/p>\n<p>Tenho notado que as pessoas usam cada vez mais <em>emojis<\/em> e escrevem cada vez menos o que pensam. As reac\u00e7\u00f5es emotivas t\u00eam substitu\u00eddo a mensagem pensada e elaborada, justificado pelo facto das pessoas n\u00e3o terem tempo para responder, sendo prefer\u00edvel reagir no imediato. Mas, ser\u00e1 que n\u00e3o corremos o risco de tornar as nossas mensagens <em>superficiais<\/em>?<\/p>\n<p>A ambiguidade dos <em>emojis<\/em> pode levar a interpreta\u00e7\u00f5es incorrectas da mensagem transmitida, especialmente quando as pessoas conhecem-se menos bem, ou pertencem a culturas diferentes.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o da superficialidade \u00e9 o de diminuir elementos importantes na comunica\u00e7\u00e3o humana, sobretudo a n\u00e3o-verbal corporal como a express\u00e3o facial da pessoa, ou o seu tom de voz. Por outro lado, quando todos usam o mesmo <em>emoji<\/em>, ser\u00e1 que a mensagem transmitida \u00e9 a mesma? Se cada <em>emoji<\/em> representa um gesto, n\u00e3o estaremos tamb\u00e9m a banalizar esses gestos em detrimento da mensagem criativa e sentida que podemos transmitir? Basta pensar neste&#8230;<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Pray-emoji.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-146271  alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Pray-emoji-400x214.png\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Pray-emoji-400x214.png 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Pray-emoji.png 560w\" sizes=\"(max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quer isto dizer que dev\u00edamos de deixar de usar <em>emojis<\/em> nas nossas mensagens? Como em tudo na vida, o segredo est\u00e1 na <em>consci\u00eancia plena<\/em> e sentido equilibrado no uso destas formas concisas e acess\u00edveis de transmitir emo\u00e7\u00f5es simples e universais.<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Daantje_Derks2\/publication\/216011791_Emoticons_and_Online_Message_Interpretation\/links\/5746f48108ae9ace8426518b\/Emoticons-and-Online-Message-Interpretation.pdf\">estudo<\/a>; realizado por investigadores Holandeses argumenta que o uso de <em>emojis<\/em> fortalece a intensidade da mensagem verbal, de tal modo que servem a mesma fun\u00e7\u00e3o existente no comportamento n\u00e3o verbal. De facto, esta \u00e9 a minha experi\u00eancia. Recentemente partilhei num grupo de WhatsApp um artigo que tinha escrito com base numa caminhada que fiz, ao qual um amigo responde com<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Resposta-Emoji-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-146272\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Resposta-Emoji-1.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"65\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diante desta resposta, perguntei-lhe se tinha tr\u00eas quest\u00f5es. A conversa ficou por ali. Com toda a honestidade, eu n\u00e3o entendi esta sequ\u00eancia de <em>emojis<\/em> e menos ainda os tr\u00eas pontos de interroga\u00e7\u00e3o. Sem uma mensagem escrita, elaborada e pensada, a comunica\u00e7\u00e3o torna-se amb\u00edgua. Se estes <em>emojis<\/em> estivessem inseridos numa mensagem escrita teria sido totalmente diferente, pois, o objectivo dos <em>emojis<\/em> &#8211; tal como indica o estudo que citei &#8211; \u00e9 o de intensificar determinados aspectos de uma mensagem, sem a substituir. Por\u00e9m, o uso excessivo de <em>emojis<\/em> n\u00e3o fica por aqui.<\/p>\n<p>Em 2009, Fred Benenson, o artista de <em>Emojis<\/em> americano mais conhecido, lan\u00e7ou uma campanha no Kickstarter para traduzir a c\u00e9lebre obra <em>Moby Dick<\/em> de Herman Melville e conseguiu $3500 para lan\u00e7ar o <em>\u201d<a href=\"http:\/\/www.emojidick.com\">Emoji Dick<\/a>\u201d<\/em>. A primeira frase traduz-se, ent\u00e3o, por<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Emoji_Dick_eg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-146273 alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Emoji_Dick_eg-400x83.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"60\" data-wp-editing=\"1\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Emoji_Dick_eg-400x83.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Emoji_Dick_eg.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sinceramente, se n\u00e3o fosse a frase em cima escrita em Ingl\u00eas, nunca teria entendido a frase em <em>emoji<\/em>. J\u00e1 no Antigo Egipto a escrita era hierogl\u00edfica, mas se pensarmos na evolu\u00e7\u00e3o cultural que houve at\u00e9 hoje, esse modo de comunicar pictogr\u00e1fico n\u00e3o vingou. Pelo que, voltar a essa estrat\u00e9gica de comunica\u00e7\u00e3o, mas com novos hieroglifos, os <em>emojis<\/em>, talvez n\u00e3o seja uma boa ideia, ou evolutiva.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, creio que podemos distinguir <em>emojis<\/em> de pictogramas. Recordo-me de uma tese de Mestrado de um aluno onde, em vez de usar v\u00e1rias vezes uma express\u00e3o para obst\u00e1culos num canal que podem ter diversos formatos e direc\u00e7\u00f5es, optou por usar pictogramas, pois havia uma raz\u00e3o espec\u00edfica e clara para o fazer.<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-146269 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP-400x137.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP-400x137.png 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP-768x263.png 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP-1024x350.png 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP-1080x369.png 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/MScTeseMOP.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando respondemos a mensagens, ou comentamos, usando <em>emojis<\/em>, se perguntasse a <strong>raz\u00e3o<\/strong> de o terem feito, desconfio que muitos n\u00e3o saberiam explicar. Os motivos poderiam ser <em>\u201cpoupamos tempo\u201d<\/em>, ou <em>\u201c\u00e9 melhor reagir que nada dizer\u201d<\/em>, ou <em>\u201cporque n\u00e3o?\u201d<\/em>, mas duvido que algu\u00e9m apresentasse como motivo <em>\u201cporque expressa melhor o que quero dizer\u201d<\/em> quando tantos o fazem, usando os mesmos <em>emojis<\/em>. Com a mensagem escrita \u00e9 diferente porque somos pessoas diferentes.<\/p>\n<p>Uma mensagem escrita cont\u00e9m o modo \u00fanico como uma pessoa se expressa. E mensagens sobre o mesmo tema, mas escritas por pessoas diferentes, nunca s\u00e3o iguais, porque cada mensagem cont\u00e9m o que \u00e9 pr\u00f3prio da pessoa que a escreve. A mensagem <strong>diferencia-nos<\/strong> e torna \u00fanico aquilo que quero expressar ao outro atrav\u00e9s de palavras. Por outro lado, uma mensagem escrita exige que se pense bem no que se escreve para n\u00e3o ser mal interpretado, logo, demora mais tempo, mas se cortarmos todo o tempo que passamos a fazer <em>swipe<\/em> e <em>Like<\/em>, depressa nos dar\u00edamos conta de termos tempo que sobra para dedicar ao outro.<\/p>\n<p>Pensemos em frases como<\/p>\n<blockquote><p>\u201dAs melhores e mais belas coisas do mundo n\u00e3o podem ser vistas ou tocadas. Elas t\u00eam de ser sentidas com o cora\u00e7\u00e3o.\u201d (Helen Keller)<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cUma pessoa tem de segurar o seu cora\u00e7\u00e3o, pois, se n\u00e3o o fizer, perde, tamb\u00e9m, o controlo da cabe\u00e7a.\u201d (Friedrich Nietzsche)<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cNingu\u00e9m pode fazer-te sentir inferior sem o teu consentimento.\u201d (Eleanor Roosevelt)<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cQuando te levantares pela manh\u00e3 pensa no privil\u00e9gio que \u00e9 estar vivo, pensar, gozar, amar.\u201d (Marco Aur\u00e9lio)<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cPerguntei \u00e0 terra,<br \/>\nao mar, \u00e0 profundeza<br \/>\ne, entre os animais, \u00e0s criaturas que rastejam,<br \/>\nPerguntei aos ventos que sopram<br \/>\ne aos seres que o mar encerra.<br \/>\nPerguntei aos c\u00e9us, ao sol, \u00e0 lua e \u00e0s estrelas<br \/>\ne a todas as criaturas \u00e0 volta da minha carne:<br \/>\na minha pergunta era o olhar que eu lhes lan\u00e7ava,<br \/>\na sua resposta era a sua beleza.\u201d (Santo Agostinho)<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cEu renovo todas as coisas.\u201d (Ap 21, 5)<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8230; \u00e9 imposs\u00edvel traduzir estas frases em <em>emojis<\/em>.<\/p>\n<p>O que de \u00fanico queres dizer unicamente a uma pessoa \u00fanica prov\u00e9m das palavras \u00fanicas que lhe podes dirigir. A tuas palavras s\u00e3o insubstitu\u00edveis e se demora tempo a partilhar algo que pode tornar-se intemporal para o outro, porque n\u00e3o? \ud83d\ude09<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-146268","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146268\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}