{"id":145665,"date":"2019-08-01T17:57:31","date_gmt":"2019-08-01T16:57:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=145665"},"modified":"2019-08-01T18:36:14","modified_gmt":"2019-08-01T17:36:14","slug":"ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ferias\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><em>Paulo Rocha, Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mesmo sem inqu\u00e9ritos ou sondagens, o m\u00eas de agosto \u00e9 refer\u00eancia para tempo de f\u00e9rias, nomeadamente no ambiente lusitano, para a maioria de quem tem o privil\u00e9gio de as gozar. A \u201cparagem\u201d do m\u00eas de agosto passa por todas as \u201ccarreiras\u201d, em muitas classes profissionais, nem que seja pela necessidade de organizar ritmos de trabalho, deixando a cargo dos \u201cservi\u00e7os m\u00ednimos\u201d um per\u00edodo determinado do ano. Claro que os v\u00ednculos laborais transformaram-se e os ciclos de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. N\u00e3o ao ponto de apagar esse momento de abrandamento, bem ao jeito do tempo estival.<\/p>\n<p>O tempo de f\u00e9rias repete interpela\u00e7\u00f5es acerca da necessidade e do sentido do descanso, dos dias para o \u00f3cio, aquele que possibilita a emerg\u00eancia de novas ideias e projetos, convoca energias eventualmente adormecidas e motiva recome\u00e7os.<\/p>\n<p>De facto, as f\u00e9rias s\u00e3o os fundamentos de um ano de trabalho ou estudo. N\u00e3o apenas porque permitem \u201crecarregar baterias\u201d, mas sobretudo pela possibilidade de pensar, preparar, programar, rever, reorientar valores, op\u00e7\u00f5es, escolhas! E os fundamentos v\u00e3o ditar a consist\u00eancia do muito ou pouco que for poss\u00edvel fazer.<\/p>\n<p>Depois, f\u00e9rias s\u00e3o encontros, comemora\u00e7\u00f5es, festas. Na fam\u00edlia, nos amigos, nos conterr\u00e2neos, entre grupos que se definem por v\u00e1rios tipos de afinidades ou entre os que retomam epis\u00f3dios ocasionais. E s\u00f3 os encontros permanecem na mem\u00f3ria, n\u00e3o a digital, mas a que oferece vitalidade a um quotidiano que nem sempre se cumpre de acordo com o previsto.<\/p>\n<p>F\u00e9rias s\u00e3o tamb\u00e9m celebra\u00e7\u00f5es, liturgias, cultos. Um n\u00famero significativo de portuguesas e portugueses n\u00e3o imagina o m\u00eas de agosto sem o fator religioso, sem as tradi\u00e7\u00f5es populares e religiosas, numa deriva constante, \u00e9 certo, mas com uma identidade que permanece e que \u00e9 necess\u00e1rio distinguir. O que seria se desaparecesse o 13 de agosto e a presen\u00e7a de emigrantes em F\u00e1tima no que essa frequ\u00eancia tem de significativo para um ano de trabalho que termina e outro que se projeta? E se o 15 de agosto deixasse de celebrar Nossa Senhora, a do Monte, na Madeira, e a que \u00e9 evocada nas igrejas catedrais do Algarve, Aveiro, Braga, \u00c9vora, Guarda, Lamego, Leiria-F\u00e1tima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco e Viseu? E ser\u00e1 poss\u00edvel um agosto sem a Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, no que gera de presen\u00e7as, tradi\u00e7\u00f5es, ritos, cultos? E tantas outras festas se poderiam acrescentar a este elenco, como as do Mar em Peniche ou Cascais, as evoca\u00e7\u00f5es a Nossa Senhora em Castro Marim ou Borba, Gaia ou Vila Real, Bragan\u00e7a ou Santa Maria, nos A\u00e7ores.<\/p>\n<p>De facto, o m\u00eas de agosto n\u00e3o se reduz a praias ou sombrinhas. Ele deixa muitas marcas ao longo de todo o ano, n\u00e3o tanto por causa dos \u201camores de ver\u00e3o\u201d, mas pela possibilidade de projetar os outros 11 meses e o que neles se pode fazer pelo bem, o pr\u00f3prio, o da fam\u00edlia, da comunidade&#8230; o bem comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":90469,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-145665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145665\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}