{"id":14533,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/sinodo-de-viana-discute-comunhao-e-participacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"sinodo-de-viana-discute-comunhao-e-participacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sinodo-de-viana-discute-comunhao-e-participacao\/","title":{"rendered":"S\u00ednodo de Viana discute &#8220;comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Assembleias do S\u00ednodo chegam ao fim no pr\u00f3ximo s\u00e1bado <!--more--> As Assembleias do S\u00ednodo Diocesano de Viana do Castelo chegam ao fim, no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, com a vota\u00e7\u00e3o das propostas respeitantes ao \u00faltimo tema &#8211; Comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o na vida da Igreja \u2013 numa altura em que se iniciam as comemora\u00e7\u00f5es anuais da cria\u00e7\u00e3o desta parcela de \u201cPovo de Deus\u201d, desmembrada da Arquidiocese de Braga, a 3 de Novembro de 1977. Na Assembleia do passado fim-de-semana, onde se iniciou a discuss\u00e3o desta tem\u00e1tica, padre Jorge Barbosa, com uma interven\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria, referiu que as respostas sobre a tem\u00e1tica, obtidas atrav\u00e9s de inqu\u00e9rito, revelam \u00abestamos no in\u00edcio do caminho\u00bb. Esta leitura \u00e9 refor\u00e7ada, explicou pela forma como \u00abfoi genericamente encarada pelos diversos agentes e intervenientes, a proposta, a convocat\u00f3ria, a prepara\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos trabalhos deste S\u00ednodo\u00bb. Recorrendo a uma imagem do mundo da m\u00fasica apresentou a \u00abverdade\u00bb como \u00abuma sinfonia\u00bb e a unidade como \u00abcomunh\u00e3o na verdade, onde as diferen\u00e7as n\u00e3o se decomp\u00f5em nem se auto-isolam em particularismos ruinosos, mas se solidificam numa reciprocidade de amor que olha sempre ao bem maior\u00bb. Assim, frisou, na Igreja, \u00abn\u00e3o temos uma verdade \u00fanica que todos devam reproduzir\u00bb , nem se trata de um espa\u00e7o onde algu\u00e9m \u00abprop\u00f5e as ideias, d\u00e1 as ordens e os outros se limitam a acompanhar\u00bb, mas uma realidade onde \u00ab\u00e9 necess\u00e1rio o contributo de todos, cada um \u00e0 sua maneira e dentro das suas possibilidades, na procura de um consenso que \u00e9 a verdade do Evangelho proposta para cada tempo e cada lugar\u00bb. Por isso, \u00abcomunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o\u00bb s\u00e3o conceitos que \u00abdefinem a identidade e a ac\u00e7\u00e3o da Igreja, no sentido de encontrar e propor a verdade do Evangelho para os homens de hoje\u00bb, alertou aquele sacerdote. Numa leitura das respostas chegadas \u00e0 Comiss\u00e3o Sinodal, o padre Jorge Barbosa encontrou a \u00abden\u00fancia da exist\u00eancia de comunidades\u00bb onde \u00abos agentes da pastoral se limitam a dizer \u201cam\u00e9m\u201d \u00e0 palavra s\u00e1bia de algu\u00e9m que imp\u00f5e as suas regras e v\u00ea a comunh\u00e3o como a obriga\u00e7\u00e3o de os outros comungarem das suas ideias\u00bb.  Express\u00f5es e atitudes do g\u00e9nero \u201cfa\u00e7o isto porque aqui quem manda sou eu\u201d ou afirma\u00e7\u00f5es como \u201ceu dei ordens para que\u2026\u201d ou \u201cquando tiver d\u00favidas eu consulto-vos\u201d revelam que \u00abvai por a\u00ed um grande alheamento da comunh\u00e3o na Igreja\u00bb. Este tipo de atitude, esclareceu, n\u00e3o s\u00f3 \u00abinibe os outros \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o ou participa\u00e7\u00e3o\u00bb, mas, igualmente, \u00abnega a pr\u00f3pria identidade da Igreja que pretendemos construir e a verdade do Evangelho que queremos apresentar\u00bb.  Este tipo de \u00abexerc\u00edcio do poder\u00bb e de \u00abafirma\u00e7\u00e3o pessoal\u00bb, acaba por \u00abcontaminar\u00bb os pr\u00f3prios leigos, bem espelhado naqueles que \u00abse deixam aliciar por ofertas ou pela oportunidade de controlar dinheiros ou outras formas de poder\u00bb e, muitas vezes, denunciou, os movimentos de apostolado, \u00abem vez de serem factor de comunh\u00e3o, transformam-se em capelinhas, manifestando tend\u00eancias ego\u00edstas\u00bb.  A Igreja desenha-se na sua insepar\u00e1vel dimens\u00e3o de comunh\u00e3o dos crist\u00e3os com Cristo e de comunh\u00e3o dos crist\u00e3os entre si, sublinhou o sacerdote que advertiu para a necessidade de n\u00e3o interpretar a comunh\u00e3o eclesial \u00absimplesmente como uma realidade sociol\u00f3gica e psicol\u00f3gica\u00bb. \u00abAtingir a verdade\u00bb \u00e9 o grande objectivo da realiza\u00e7\u00e3o da Igreja que s\u00f3 ser\u00e1  alcan\u00e7ado no exerc\u00edcio da \u00abcaridade\u00bb, na cujo roteiro \u00e9 a \u00abcomunh\u00e3o de vida\u00bb, inspirada pela Trindade. Neste capitulo \u00e9 \u00abfundamental\u00bb, defendeu, que se deixa a ideia de fazer concess\u00f5es no sentido de \u00abpermitir aos leigos que exer\u00e7am determinadas fun\u00e7\u00f5es na Igreja\u00bb, mas antes se  \u00abpromovam as fun\u00e7\u00f5es e of\u00edcios que pela condi\u00e7\u00e3o de leigos s\u00f3 a estes pertencem\u00bb.  Em Viana do Castelo, concluiu, falta \u00abum verdadeiro conceito de Igreja-comunh\u00e3o onde todos e cada um tenham consci\u00eancia da realidade e da miss\u00e3o da Igreja, onde todos e cada um conhe\u00e7am, possam e queiram exercer com dignidade as implica\u00e7\u00f5es do seu Baptismo, Matrim\u00f3nio, Ordem e sobretudo da participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia\u00bb. \u00c9 urgente reflectir, prosseguiu, \u00abque Igreja somos, que Igreja queremos ser, que \u00e9 que a sociedade de hoje, que j\u00e1 n\u00e3o sente necessidade da f\u00e9 e rejeita os valores crist\u00e3os, pode ainda esperar dos disc\u00edpulos de Cristo enquanto presen\u00e7a viva da Palavra e como Boa Nova tamb\u00e9m para ela\u00bb. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assembleias do S\u00ednodo chegam ao fim no pr\u00f3ximo 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