{"id":1448,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ha-mar-e-mar-ha-ir-sem-voltar\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ha-mar-e-mar-ha-ir-sem-voltar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ha-mar-e-mar-ha-ir-sem-voltar\/","title":{"rendered":"H\u00e1 mar e mar, h\u00e1 ir sem voltar&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>  N\u00e3o deixou de causar uma certa surpresa a vaga de afogamentos que se verificaram no primeiro m\u00eas de veraneio. Casos houve em que numa s\u00f3 praia se contabilizou um afogamento em m\u00e9dia por dia. At\u00e9 nas praias fluviais cresceu a um ritmo galopante esta trag\u00e9dia da perda de vidas nas \u00e1guas, que de refrescantes se tornaram sepultura para tantos\/as acalorados\/as. Ser\u00e1 que \u00e9 o mar ou s\u00e3o os rios que est\u00e3o mais perigosos? Ser\u00e1 que as pessoas \u00e9 que se est\u00e3o a tornar mais incautas, imprudentes ou desgra\u00e7adamente v\u00edtimas de inc\u00faria pessoal e\/ou colectiva? Ter-se-\u00e1 investido o suficiente na vigil\u00e2ncia das praias? Teremos uma popula\u00e7\u00e3o educada para usufruir os riscos de \u2018ir a banhos\u2019 ou limitamo-nos a lamentar quando a desgra\u00e7a bate \u00e0 porta? As estruturas de acompanhamento e socorro estar\u00e3o equipadas com o indispens\u00e1vel, sobretudo em recursos humanos respons\u00e1veis? Sendo Portugal um dos pa\u00edses da Europa onde o tempo de sol \u00e9 dos mais longos parece que nem sempre temos sabido aproveitar tanto as potencialidades tur\u00edsticas como o valor energ\u00e9tico com que fomos bafejados. De facto, em muitas localidades mar\u00edtimas ainda vivemos uma etapa bastante rudimentar ao n\u00edvel de rentabilizar as bonitas paisagens, os recortes id\u00edlicos e, mesmo, sem fazer grande coisa por isso, a procura de in\u00fameros estrangeiros. N\u00e3o basta dar areia, comida razo\u00e1vel e esperar que as pessoas gostem da nossa aparente amabilidade. \u00c9 importante investir em sectores tradicionais inovando e encontrar outras vertentes de afirma\u00e7\u00e3o. Vemos como importantes: * Op\u00e7\u00f5es de natureza ecol\u00f3gica \u2013 descobrir conscientemente as belezas e harmonia entre terra\/mar e pessoas. N\u00e3o basta denunciar atentados \u00e0 natureza \u00e9 urgente equilibrar o uso que dela se faz, resguardando-a como a nossa casa comum, que devemos passar condigna aos vindouros.   * Perspectivas religiosas \u2013 para al\u00e9m das festas religiosas (algumas delas ro\u00e7ando um bairrismo pouco salutar) \u00e9 urgente encontrar formas de transmitir Deus a quem se abeira das \u00e1guas, isto \u00e9, fazer uma pastoral do mar em linguagem apropriada e com simbologia adequada. * Dimens\u00f5es etno-folcl\u00f3ricas \u2013 muito do que se pode comunicar com quem chega passa pela m\u00fasica, os trajes, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es, mais do que servir esses enlatados de festivais barulhentos, poluentes e tendencialmente amorais. A moda h\u00e1-de passar e o que ficar\u00e1 ser\u00e1 lixo a rodos, sem qualquer cuidado, excepto as fugazes luzes da ribalta esconsa&#8230; Turismo \u00e9 mais do que sol, passeio e lazer. Defender o mar \u00e9 mais do que salvaguardar as milhas de \u2018zona econ\u00f3mica exclusiva\u2019. Assist\u00eancia nas praias \u00e9 mais do que socorro a n\u00e1ufragos. Pastoral do mar \u00e9 mais do que prociss\u00f5es e romarias. At\u00e9 quando adiaremos reflectir sobre esta nossa voca\u00e7\u00e3o mar\u00edtima? \u00c9 preciso unir sinergias em favor do bem comum e qualidade de vida &#8230; no futuro.  A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o deixou de causar uma certa surpresa a vaga de afogamentos que se verificaram no primeiro m\u00eas de veraneio. Casos houve em que numa s\u00f3 praia se contabilizou um afogamento em m\u00e9dia por dia. 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