{"id":14391,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/d-teodoro-de-faria-sauda-105-anos-de-fundacao-pontificio-colegio-portugues-de-roma\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"d-teodoro-de-faria-sauda-105-anos-de-fundacao-pontificio-colegio-portugues-de-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-teodoro-de-faria-sauda-105-anos-de-fundacao-pontificio-colegio-portugues-de-roma\/","title":{"rendered":"D. Teodoro de Faria sa\u00fada 105 anos de Funda\u00e7\u00e3o Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Portugu\u00eas de Roma"},"content":{"rendered":"<p>Desde h\u00e1 105 anos que a hist\u00f3ria da Igreja em Portugal n\u00e3o pode ser estudada sem uma refer\u00eancia ao Col\u00e9gio Portugu\u00eas. Encontram-se antigos alunos do Col\u00e9gio em todos os campos, sobretudo na forma\u00e7\u00e3o do Clero, semin\u00e1rios, ensino universit\u00e1rio, apostolado dos leigos, vida pastoral e cultural. Onde o Col\u00e9gio Portugu\u00eas teve maior incid\u00eancia foi na Hierarquia de Portugal, com dezenas de bispos diocesanos, al\u00e9m dos que presidem a dioceses em Angola, Mo\u00e7ambique, Goa e Macau.    1. No dia 15 de Outubro o Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Portugu\u00eas de Roma comemorou 105 anos da sua funda\u00e7\u00e3o, 30 anos da abertura do novo edif\u00edcio na Via Nicol\u00f3 V, 3 e da presen\u00e7a das Irm\u00e3s Franciscanas de Nossa Senhora das Vit\u00f3rias, e presta homenagem aos antigos reitores.  A diocese do Funchal teve uma rela\u00e7\u00e3o muito forte com o Col\u00e9gio Portugu\u00eas, tendo contribu\u00eddo com tr\u00eas reitores \u2013 Mons. Teod\u00f3sio Clemente de Gouveia (1934-36), Vice-Reitor (1929-34); D. Teodoro de Faria (1976-82), Vice-Reitor (1967-76); Padre Jos\u00e9 Tolentino Cala\u00e7a de Mendon\u00e7a (2001-2002).  V\u00e1rios sacerdotes diocesanos foram enviados a estudar em Roma, sendo os primeiros C\u00f3n. Manuel Gomes Jardim em 1905, C\u00f3n. Francisco Fulg\u00eancio de Andrade em 1909, Padre Angelino de Sousa Barreto em 1928, C\u00f3n. Agostinho Gon\u00e7alves Gomes (1934), Padre Joaquim da Mata em 1936, Padre Jos\u00e9 Maur\u00edcio de Freitas (1942), Padre Jorge de Freitas e Padre Orlando Mois\u00e9s de Freitas Morna (1945), e depois do pedido de Pio XII para as dioceses enviarem ao menos dois sacerdotes, D. Maur\u00edlio Jorge Quintal de Gouveia e D. Teodoro de Faria (1957), Padre Abel Augusto da Silva e Jo\u00e3o Arnaldo Rufino Silva (1958), Padre Sid\u00f3nio Gomes Peixe (1960), D. Manuel Ferreira Cabral (1962), C\u00f3n. Agostinho Figueira Faria (1965), continuando esta tradi\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos nossos dias, actualmente com dois alunos o Padre Marcos Gon\u00e7alves e Padre Giselo Andrade.   2 \u2013 A cria\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Portugu\u00eas em Roma, nasceu de uma ideia laical. Antes da sua cria\u00e7\u00e3o algumas dioceses enviaram estudantes para outros Col\u00e9gios romanos principalmente para o Capranica.  A 28 de Abril de 1898 reuniu-se em Roma a Comiss\u00e3o promotora para o novo Col\u00e9gio, nos aposentos dos Viscondes de S\u00e3o Jo\u00e3o da Pesqueira, estando estes dispostos a proporcionar os meios necess\u00e1rios para a funda\u00e7\u00e3o e, em 1900, perante o Papa Le\u00e3o XIII, tomaram o compromisso de deixar o capital necess\u00e1rio para assegurar o futuro da casa. Os Viscondes conheceram no Porto a beata Maria do Divino Cora\u00e7\u00e3o que lhes assegurou ser vontade do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus a cria\u00e7\u00e3o deste Col\u00e9gio em Roma.  O Comendador Ant\u00f3nio Braz, que vivia na cidade de Roma, teve um sonho e ideou esta obra providenciando para que Portugal possu\u00edsse um col\u00e9gio como os outros pa\u00edses europeus. Nascido em Braga em 1816 foi estudar Belas Artes e Matem\u00e1tica em Roma, tendo ali casado e estabelecido definitivamente.  O Visconde da Pesqueira visitou todos os bispos portugueses nas suas dioceses, pedindo para enviarem alunos a estudar em Roma, tanto mais que o Santo Padre aprovava esta iniciativa.  Os primeiros alunos foram alojados numa Casina de Vila Borghese, obra de Rafael, passando depois a viver no pal\u00e1cio Alberini, junto ao castelo de Sant\u2019Angelo, casa doada pelo Papa Le\u00e3o XIII. Ap\u00f3s algumas adapta\u00e7\u00f5es os alunos deram entrada na sua resid\u00eancia no ano lectivo (1900-1901).  Todos os Papas mostraram grande solicitude e amizade por esta casa de forma\u00e7\u00e3o sacerdotal. Pio X recebeu os Condes da Pesqueira, superiores e alunos, acompanhados pelo Cardeal Patriarca de Lisboa. Bento XV condecorou os Viscondes da Pesqueira com a Ordem do Espor\u00e3o de Ouro. Pio XI recebeu por duas vezes os superiores e alunos e benzeu a imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima que se encontra no Col\u00e9gio, primeiro gesto de um Papa a favor das apari\u00e7\u00f5es da Cova da Iria. Pio XII, nos 50 anos da funda\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio, recebeu em audi\u00eancia os superiores e alunos. Jo\u00e3o XXIII, por ocasi\u00e3o dos 80 anos ofereceu ao Col\u00e9gio uma bela casula. Paulo VI fica ligado ao Col\u00e9gio pela constru\u00e7\u00e3o da nova sede. Jo\u00e3o Paulo II visitou o Col\u00e9gio, rezou v\u00e9speras e tomou uma refei\u00e7\u00e3o com os alunos e antigos reitores. Bento XVI, como Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o da F\u00e9, visitou-o particularmente v\u00e1rias vezes, para repouso e medita\u00e7\u00e3o.   3 \u2013 Desde h\u00e1 105 anos que a hist\u00f3ria da Igreja em Portugal n\u00e3o pode ser estudada sem uma refer\u00eancia ao Col\u00e9gio Portugu\u00eas. Encontram-se antigos alunos do Col\u00e9gio em todos os campos, sobretudo na forma\u00e7\u00e3o do Clero, semin\u00e1rios, ensino universit\u00e1rio, apostolado dos leigos, vida pastoral e cultural. Onde o Col\u00e9gio Portugu\u00eas teve maior incid\u00eancia foi na Hierarquia de Portugal, com dezenas de bispos diocesanos, al\u00e9m dos que presidem a dioceses em Angola, Mo\u00e7ambique, Goa e Macau. Tamb\u00e9m dioceses estrangeiras, principalmente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, agradecem ao Col\u00e9gio a forma\u00e7\u00e3o de muitos sacerdotes, tanto da \u00c1frica e \u00c1sia, como da Europa e Am\u00e9rica Latina, a pedido dos bispos diocesanos ou da Congrega\u00e7\u00e3o da Propaganda da F\u00e9. Alguns deles s\u00e3o bispos diocesanos  Grande parte dos cat\u00f3licos portugueses desconhece a import\u00e2ncia do Col\u00e9gio para a vida da Igreja em Portugal, embora n\u00e3o tenham faltado sacerdotes e leigos que manifestaram a sua simpatia e ajuda. Para a constru\u00e7\u00e3o da nova sede, Deus concedeu um grande benfeitor, a Diocese de Col\u00f3nia, na Alemanha, atrav\u00e9s do Senhor Cardeal Joseph Hoeffner.  O Col\u00e9gio n\u00e3o pode esquecer a ac\u00e7\u00e3o generosa e dedicada das religiosas que se tomaram todos os servi\u00e7os dom\u00e9sticos, lit\u00fargicos e sociais desta casa de forma\u00e7\u00e3o sacerdotal. As primeiras religiosas que desempenharam estas fun\u00e7\u00f5es foram as filhas de S\u00e3o Jos\u00e9, Instituto fundado pelo beato Clemente Marchisio, seguindo-se em 1938 as Irm\u00e3s de S\u00e3o Jos\u00e9 (de Chamb\u00e9ry) que durante tr\u00eas dezenas de anos serviram os estudantes portugueses com a maior dedica\u00e7\u00e3o.  A 4 de Outubro de 1975 entraram ao servi\u00e7o do Col\u00e9gio as Irm\u00e3s Franciscanas de Nossa Senhora das Vit\u00f3rias que, at\u00e9 hoje, t\u00eam demonstrado uma dedica\u00e7\u00e3o e simplicidade que faz pare do patrim\u00f3nio espiritual da sua Fundadora, Mary Jane Wilson. A primeira superiora foi a Irm\u00e3 Irene, hoje depauperada de for\u00e7as mas rica de m\u00e9ritos, que deixou no Col\u00e9gio a imagem da bondade, servi\u00e7o desinteressado, bom gosto e o amor a Deus e \u00e0 Santa Liturgia.  Hoje, como em 1957, podemos afirmar o que Pio XII disse aos superiores e alunos do Col\u00e9gio: \u00abO espect\u00e1culo consolador de tanto bem, por merc\u00ea de Deus realizado, obriga a levantar os olhos e o cora\u00e7\u00e3o ao C\u00e9u, para bendizer, louvar e render infinitas gra\u00e7as ao supremo Autor e Dador de todo o bem\u2026\u00bb   Funchal, 16 de Outubro de 2005  <i>\u2020Teodoro de Faria, Bispo do Funchal<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde h\u00e1 105 anos que a hist\u00f3ria da Igreja em Portugal n\u00e3o pode ser estudada sem uma refer\u00eancia ao Col\u00e9gio Portugu\u00eas. Encontram-se antigos alunos do Col\u00e9gio em todos os campos, sobretudo na forma\u00e7\u00e3o do Clero, semin\u00e1rios, ensino universit\u00e1rio, apostolado dos leigos, vida pastoral e cultural. 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