{"id":142620,"date":"2019-07-06T19:28:31","date_gmt":"2019-07-06T18:28:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=142620"},"modified":"2019-07-08T12:40:06","modified_gmt":"2019-07-08T11:40:06","slug":"nota-da-obra-nacional-da-pastoral-do-turismo-para-o-inicio-da-epoca-balnear-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-da-obra-nacional-da-pastoral-do-turismo-para-o-inicio-da-epoca-balnear-de-2019\/","title":{"rendered":"Nota da Obra Nacional da Pastoral do Turismo para o in\u00edcio da \u00c9poca Balnear de 2019"},"content":{"rendered":"<p><em>Pastoral do Turismo e Miss\u00e3o<\/em><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por vontade expressa do Santo Padre, o pr\u00f3ximo m\u00eas de Outubro ser\u00e1 vivido como \u00abM\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio\u00bb<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, celebrando-se, assim, o centen\u00e1rio da Carta Apost\u00f3lica <em>Maximum Illud<\/em>, do Papa Bento XV<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, mas igualmente com o objetivo de \u00abdespertar em medida maior a consci\u00eancia da <em>missio ad gentes<\/em> e retomar com novo impulso a transforma\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da vida e da pastoral\u00bb<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, na hora presente da vida eclesial.<\/p>\n<p>Como resposta \u00e0 iniciativa do Papa, quis a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa realizar um \u00abAno Mission\u00e1rio\u00bb<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, que estamos a viver, e que se prolongar\u00e1 precisamente at\u00e9 ao pr\u00f3ximo m\u00eas de Outubro. De entre os princ\u00edpios definidos pela Igreja Portuguesa, para este Ano Mission\u00e1rio, recolhidos do pensamento do Papa Francisco, destacamos a necessidade de \u00abpassar de uma pastoral de mera conserva\u00e7\u00e3o para uma pastoral decididamente mission\u00e1ria\u00bb; bem como o convite a que a Igreja n\u00e3o fique entre si, sem correr riscos, mas tenha a coragem de ser uma Igreja viva, acolhedora, dos exclu\u00eddos e dos estrangeiros\u00bb<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Convidando-nos, ainda, a que \u00abcomo disc\u00edpulos mission\u00e1rios\u00bb, entremos \u00abdecididamente com todas as for\u00e7as nos processos constantes de renova\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, pois, hoje, cada terra e cada dimens\u00e3o humana s\u00e3o terra de miss\u00e3o \u00e0 espera do an\u00fancio do Evangelho\u00bb<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>A Pastoral do Turismo coloca-se precisamente nesta perspetiva, em comunh\u00e3o com o sentir e o agir da Igreja: seja no dinamismo da renova\u00e7\u00e3o pastoral, que n\u00e3o apenas de conserva\u00e7\u00e3o, mas de renovada resposta mission\u00e1ria aos novos desafios colocados \u00e0 Igreja; seja especificamente no acolhimento dos estrangeiros; seja, ainda, na consci\u00eancia de que a atividade tur\u00edstica constitui uma dimens\u00e3o humana em que urge anunciar o Evangelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio e Ano Mission\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>De entre os m\u00faltiplos aspetos sublinhados pelo Papa Francisco, especialmente na sua mensagem para o <em>Dia Mundial das Miss\u00f5es<\/em>, do presente ano, sobressaem, para n\u00f3s, alguns elementos que urge considerar, em tr\u00eas perspetivas complementares: a miss\u00e3o da Igreja, a dignidade de filhos de Deus e um verdadeiro encontro de culturas.<\/p>\n<p>Desde logo, como afirma o Papa, todos somos chamados \u00e0 miss\u00e3o, como dever que adv\u00e9m do \u00abdom gratuito do batismo\u00bb<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. O que significa que a miss\u00e3o n\u00e3o incumbe apenas a alguns ou a algumas estruturas eclesiais, mas que \u00e9 constitutivo da identidade batismal de todos, como, de resto, o considera o pr\u00f3prio <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em>, quando afirma que, pelo batismo, todos somos \u00abtornados participantes na miss\u00e3o\u00bb<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> da Igreja. Depois, na consci\u00eancia de que cabe a toda a Comunidade Eclesial, na diversidade de minist\u00e9rios e de carismas, estar permanentemente em miss\u00e3o no mundo, fazendo-nos ver este mesmo mundo \u00abcom os olhos e o cora\u00e7\u00e3o de Deus\u00bb<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Numa atitude de gratuidade e de universalidade, porquanto todos \u00abrecebemos gratuitamente o dom da vida divina e gratuitamente o partilhamos, sem excluir ningu\u00e9m\u00bb<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. Bem como, ainda, numa permanente sa\u00edda mission\u00e1ria<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>, que n\u00e3o \u00e9 um distanciamento geogr\u00e1fico, mas sim a abertura de novos horizontes de presen\u00e7a e de acolhimento, em di\u00e1logo profundo com o mundo a que somos enviados, em permanente muta\u00e7\u00e3o e a exigir de n\u00f3s aut\u00eantica convers\u00e3o mission\u00e1ria<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Mas o fim \u00faltimo da miss\u00e3o \u00e9 sempre a comunica\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a da filia\u00e7\u00e3o divina, dom que Deus nos oferece e que a Igreja deve servir. Uma filia\u00e7\u00e3o que nos faz participantes da vida divina, nos permite reconhecer a nossa verdadeira dignidade e nos leva a reconhecer o valor intr\u00ednseco de cada vida humana.<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a><\/p>\n<p>Por fim, se estas realidades se vivem e partilham em viv\u00eancias pessoais e comunit\u00e1rias de proximidade geogr\u00e1fica e cultural, nunca podem olvidar um mundo em comunica\u00e7\u00e3o global e, consequentemente, a necessitar de abertura a novas culturas, etnias e demais religi\u00f5es. N\u00e3o ser\u00e1 demais inferir este convite da afirma\u00e7\u00e3o do Papa Francisco, na sua refer\u00eancia \u00e0 <em>Maximum Illud<\/em>, do Papa Bento XV: \u00abA abertura da cultura e da comunidade \u00e0 novidade salv\u00edfica de Jesus Cristo requer a supera\u00e7\u00e3o de toda a indevida introvers\u00e3o \u00e9tnica e eclesial. Tamb\u00e9m hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do batismo, respondam generosamente \u00e0 chamada a sair da sua pr\u00f3pria casa, da sua fam\u00edlia, da sua p\u00e1tria, da sua pr\u00f3pria l\u00edngua, da sua Igreja Local\u00bb. Se Bento XV promovia, assim, a missiona\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de uma cent\u00faria pret\u00e9rita, ilumina igualmente o presente, quando a sa\u00edda n\u00e3o ser\u00e1 j\u00e1 algo de estranho, num mundo moderno que se encontra em permanente mobilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. Pastoral do Turismo na Miss\u00e3o da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>A Pastoral do Turismo define-se, na sua identidade e miss\u00e3o, precisamente pela sua a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Tal pode aferir-se dos seus objetivos fundamentais, de onde sobressai a finalidade de \u00abiluminar a realidade humana do turismo com a Palavra de Deus\u00bb<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. Para a\u00ed nos remetem os documentos da Igreja, particularmente as <em>Orienta\u00e7\u00f5es para a Pastoral do Turismo<\/em>, ao afirmar: \u00abo turismo pode ser considerado, sem d\u00favida, como um desses novos are\u00f3pagos da evangeliza\u00e7\u00e3o, um dos vastos campos da civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea e da cultura, da pol\u00edtica e da economia, em que o crist\u00e3o \u00e9 chamado a viver a sua f\u00e9 e a sua voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria\u00bb<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>E esta mesma identidade e miss\u00e3o s\u00e3o afirmadas, de uma forma bem expl\u00edcita, pelo Senhor Arcebispo Primaz de Braga, em confer\u00eancia proferida em Aparecida, no Brasil: \u00abn\u00e3o me \u00e9 muito dif\u00edcil delinear a miss\u00e3o e a identidade da Pastoral do Turismo. Como miss\u00e3o, integra-se na vida da comunidade eclesial em atitude de an\u00fancio de Deus\u00bb, devendo \u00ablevar \u00e0 convers\u00e3o a Jesus Cristo efetuada pela alegria do Evangelho\u00bb<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>. Deixando-nos, j\u00e1 ali, um convite \u00e0 convers\u00e3o mission\u00e1ria: \u00abA Igreja tem de regressar \u00e0 rua para, como Cristo, percorrer os caminhos dos homens, deixando a\u00ed o odor do Evangelho, ou seja, o amor testemunhado\u00bb<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p>Mas se toda a a\u00e7\u00e3o pastoral no \u00e2mbito da solicitude para com a atividade tur\u00edstica \u00e9 envolvida por este des\u00edgnio evangelizador, devemos tomar, nestas breves p\u00e1ginas, a rela\u00e7\u00e3o estreita com os convites formulados pelo Santo Padre e pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa para o <em>Dia Mundial das Miss\u00f5es<\/em> e para o <em>Ano Mission\u00e1rio<\/em>, respetivamente.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a Pastoral do Turismo n\u00e3o pode reduzir-se a uma estrutura ou conjunto de estruturas \u2013 nacional ou diocesanas -, nem t\u00e3o pouco a um conjunto de atividades avulsas propostas pela Igreja \u00e0s comunidades crist\u00e3s e a quem nos visita. A Pastoral do Turismo, como toda a a\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja, deve permear a vida das pessoas que trabalham nesta \u00e1rea da atividade humana, para que a\u00ed vivam o seu apostolado crist\u00e3o. Isto \u00e9, enquanto dever de cada batizado de testemunhar o Evangelho no comum da sua vida, exige-se-nos que formemos os crist\u00e3os para o seu compromisso laical tamb\u00e9m no seio do turismo. Este ser\u00e1 sempre um des\u00edgnio maior para a Pastoral do Turismo, sem desprimor para as demais atividades celebrativas, culturais ou de anima\u00e7\u00e3o, que esta deve desenvolver.<\/p>\n<p>Depois, devemos ajudar as comunidades crist\u00e3s a alargar o seu olhar, a sair de si, das suas estruturas, e a acolher quem nos visita, em sincera gratuidade e universalidade, sem excluir ningu\u00e9m. No fundo, somos chamados a viver aquela solicitude, a que nos convida o Papa Francisco, de olharmos com os olhos e o cora\u00e7\u00e3o de Deus aqueles que v\u00eam at\u00e9 n\u00f3s, seja no encontro interpessoal, seja na celebra\u00e7\u00e3o ou viv\u00eancia comunit\u00e1ria. Nunca nos detendo nos espa\u00e7os habituais, mas indo ao encontro dos turistas onde estes se encontram, como aut\u00eantica Igreja em sa\u00edda.<\/p>\n<p>Como nos demais \u00e2mbitos da a\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja, \u00e9 miss\u00e3o da Pastoral do Turismo ajudar a pessoa de cada turista ou visitante a reconhecer o amor de Deus, a acolh\u00ea-lo, a celebr\u00e1-lo e a estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o filial com o Senhor que o chama \u00e0 comunh\u00e3o Consigo. A\u00ed se descobre amado, reconhece a sua dignidade e redescobre a dignidade dos demais, a quem chama irm\u00e3os. Muitos dos momentos de lazer, constitutivos da atividade tur\u00edstica, no meio da natureza, na praia, nas visitas a monumentos e demais atividades, s\u00e3o oportunidades singulares que propiciam este encontro e celebra\u00e7\u00e3o. Desde logo pela disponibilidade interior, que os tempos de atividade laboral nem sempre proporcionam. Da\u00ed considerarmos que os tempos de turismo e de lazer, se bem vividos, possam constituir-se como aut\u00eantico tempo de gra\u00e7a.<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>Vivemos hoje num mundo cada vez mais pr\u00f3ximo \u2013 geograficamente, devido aos meios de desloca\u00e7\u00e3o; culturalmente, com os meios de comunica\u00e7\u00e3o ao nosso dispor; e mesmo espiritualmente, com a partilha da diversidade de viv\u00eancias espirituais, pr\u00f3prias de algumas comunidades e culturas. Um dos riscos desta proximidade \u00e9 a dilui\u00e7\u00e3o cultural ou espiritual pr\u00f3prias diante de outras express\u00f5es culturais ou espirituais, eventualmente mais atrativas pelo seu exotismo. Ou, n\u00e3o raro, uma pretensa s\u00edntese, que nada mais \u00e9 sen\u00e3o um sincretismo empobrecedor, onde se procuram tra\u00e7os espec\u00edficos de v\u00e1rias culturas e espiritualidades que respondam apenas a desejos ou interesses culturais e espirituais individuais. Sem nunca abdicarmos dos valores centrais da nossa cultura e da nossa espiritualidade, a pastoral do turismo dever\u00e1 promover o acolhimento e respeito por cada cultura, etnia ou religi\u00e3o, permitindo que todos se expressem segundo a sua identidade, celebrando, inclusive, a sua f\u00e9, mas sem nunca diluir o centro do seu an\u00fancio: a pessoa de Jesus Cristo Vivo, o Ressuscitado! Nada impondo, mas dialogando. Na consci\u00eancia de que um di\u00e1logo aut\u00eantico, em que cada um se expressa na sua identidade e acolhe a diversidade do outro, conduz ao verdadeiro encontro, \u00e0 fraternidade e \u00e0 paz. E o turismo tem esta capacidade: pelo di\u00e1logo aut\u00eantico, \u00e9 capaz de construir, assim, a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o do amor e da paz\u00bb<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a>, como lhe chamou o Papa Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. Propostas de a\u00e7\u00e3o pastoral<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0 <\/strong>Com o intuito de ajudar as comunidades crist\u00e3s a viverem este per\u00edodo do ano como verdadeira oportunidade mission\u00e1ria, quando verificamos uma maior presen\u00e7a tur\u00edstica ou de visitantes, em busca de descanso e de lazer, em muitas das nossas est\u00e2ncias tur\u00edsticas ou balneares, propomos algumas indica\u00e7\u00f5es pastorais, que n\u00e3o dispensam, de modo algum, a imensa criatividade a que a miss\u00e3o nos apela:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-alpha;\">\n<li>Acolher cada turista ou visitante, na consci\u00eancia de que nada substitui o encontro interpessoal e o testemunho da caridade vivido no encontro sincero com o outro. De igual modo, formar as comunidades crist\u00e3s para o acolhimento, seja no \u00e2mbito das suas atividades e espa\u00e7os de a\u00e7\u00e3o, seja no compromisso de testemunhar a mesma caridade crist\u00e3, nos espa\u00e7os de trabalho e de atividade tur\u00edstica.<\/li>\n<li>Complementarmente, redigir uma pequena mensagem de sauda\u00e7\u00e3o e de acolhimento, a difundir, em pequeno <em>flyer<\/em>, nos espa\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o ou de hospedagem dos turistas ou visitantes.<\/li>\n<li>Desenvolver catequeses, confer\u00eancias, encontros informais, saraus musicais de mensagem crist\u00e3, ou outras atividades, a propor aos turistas e visitantes.<\/li>\n<li>Promover a venda, em espa\u00e7os apropriados, de algumas publica\u00e7\u00f5es que possam ajudar os turistas e visitantes a redescobrir o amor benevolente de Deus e o sentido profundo da sua filia\u00e7\u00e3o divina. Igual empenho deve ser posto na divulga\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es que formem para o sentido do compromisso crist\u00e3o.<\/li>\n<li>Celebrar convenientemente os mist\u00e9rios da f\u00e9, especialmente a Eucaristia dominical ou ferial, de modo a que os visitantes possam deixar-se conduzir at\u00e9 ao Senhor que os chama e sacia.<\/li>\n<li>Proporcionar outros momentos de celebra\u00e7\u00e3o sacramental, especialmente da reconcilia\u00e7\u00e3o, para que os visitantes possam viver o encontro \u00edntimo com o Pai Misericordioso (neste sentido, tomamos j\u00e1 como exemplo a Vigararia de Tavira, no Algarve).<\/li>\n<li>Proporcionar aos visitantes outras formas de celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9, incluindo algumas express\u00f5es de piedade popular, convenientemente purificadas e valorizadas, de modo a permitirem o encontro pessoal de cada um com o Senhor da Vida e da Hist\u00f3ria.<\/li>\n<li>Afixar os hor\u00e1rios das celebra\u00e7\u00f5es e demais a\u00e7\u00f5es da comunidade crist\u00e3 e, se poss\u00edvel, divulg\u00e1-los nos postos de turismo, hot\u00e9is e demais espa\u00e7os convenientes de informa\u00e7\u00e3o para os turistas e visitantes.<\/li>\n<li>Disponibilizar o patrim\u00f3nio religioso, como meio privilegiado de evangeliza\u00e7\u00e3o, acompanhando, se poss\u00edvel, as visitas, para que este possa ser fru\u00eddo em toda a sua riqueza cultural e espiritual. Fomentar a cria\u00e7\u00e3o, onde poss\u00edvel, de roteiros tem\u00e1ticos ligados a algumas express\u00f5es da espiritualidade crist\u00e3.<\/li>\n<li>Proporcionar, em casas religiosas, o turismo espiritual, para que quem usufrui de tempo de descanso possa reencontrar-se com Deus, quando o desejar.<\/li>\n<li>Promover alguma a\u00e7\u00e3o de solidariedade, a favor dos mais desfavorecidos da comunidade, envolvendo os turistas e visitantes, permitindo viver, assim, o amor de Deus, no servi\u00e7o aos mais pobres.<\/li>\n<li>Preparar os crist\u00e3os que trabalham na atividade tur\u00edstica, com encontros pontuais, para a import\u00e2ncia do seu testemunho e do seu compromisso laical junto daqueles com quem se relacionam no \u00e2mbito do seu trabalho.<\/li>\n<li>Ajudar cada crist\u00e3o a viver o seu testemunho de f\u00e9, quando se desloca para f\u00e9rias, em lazer ou turismo, na consci\u00eancia de que todos e em toda a parte \u00abs\u00e3o pregoeiros itinerantes de Cristo\u00bb (AA. 14), procedendo como tal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luso, 06 de julho de 2019<\/p>\n<p><em>Pe. Carlos Alberto da Gra\u00e7a Godinho<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Papa Francisco \u2013 <em>Carta do Papa Francisco por ocasi\u00e3o do Centen\u00e1rio da promulga\u00e7\u00e3o da Carta Apost\u00f3lica \u00abMaximum Illud\u00bb.<\/em> Vaticano, 22 de outubro de 2017.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> <em>Ibidem<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> <em>Ibidem<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa \u2013 <em>Todos, Tudo e Sempre em Miss\u00e3o<\/em>. Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa para o Ano Mission\u00e1rio e o M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio. F\u00e1tima, 20 de maio de 2018, n\u00ba 1.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> <em>Ibidem<\/em>, n\u00ba 2.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>n\u00ba 5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Papa Francisco \u2013 <em>Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em miss\u00e3o no Mundo.<\/em> Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o Dia Mundial das Miss\u00f5es de 2019. Vaticano, 9 de junho de 2019.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em>. Coimbra: Gr\u00e1fica de Coimbra, 2013, p. 319, n\u00ba 1213.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Papa Francisco \u2013 <em>Batizados e enviados<\/em>\u2026 <em>Op. Cit<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> <em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Cf. <em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Cf. <em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Cf. <em>Ibidem.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> Obra Nacional da Pastoral do Turismo \u2013 <em>Estatutos,<\/em> Art. 4\u00ba, al\u00ednea a).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes \u2013 <em>Orienta\u00e7\u00f5es para a Pastoral do Turismo. <\/em>Edi\u00e7\u00e3o da Obra Nacional da Pastoral do Turismo. Braga: Libreria Editrice Vaticana, 2015, p. 25, n\u00ba 18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> D. Jorge Ortiga \u2013 <em>Pastoral do Turismo: identidade e miss\u00e3o<\/em>. Confer\u00eancia no 2\u00ba Encontro Nacional da Pastoral do Turismo. Aparecida, S\u00e3o Paulo, 04 de novembro de 2015, pp. 7 \u2013 8.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 2<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> Cf. <em>Orienta\u00e7\u00f5es para a Pastoral do Turismo. Op. Cit.<\/em>, n\u00ba 14, pp. 20 \u2013 21.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> Papa Jo\u00e3o Paulo II \u2013 <em>O Turismo, um instrumento ao servi\u00e7o da paz e do di\u00e1logo entre as civiliza\u00e7\u00f5es.<\/em> Mensagem de Sua Santidade Jo\u00e3o Paulo II por ocasi\u00e3o do XXII Dia Mundial do Turismo. Vaticano, 9 de junho de 2001, n\u00ba 5.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pastoral do Turismo e Miss\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":86953,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[320],"class_list":["post-142620","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142620\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}