{"id":14259,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/santarem-assinalou-aniversario-da-tomada-de-posse-do-primeiro-bispo-da-diocese\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"santarem-assinalou-aniversario-da-tomada-de-posse-do-primeiro-bispo-da-diocese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santarem-assinalou-aniversario-da-tomada-de-posse-do-primeiro-bispo-da-diocese\/","title":{"rendered":"Santar\u00e9m assinalou anivers\u00e1rio da tomada de posse do primeiro Bispo da Diocese"},"content":{"rendered":"<p>1. O Bispo garante da apostolicidade da Igreja Na celebra\u00e7\u00e3o dos trinta anos da Diocese de Santar\u00e9m temos hoje presente um acontecimento fundamental que constitui uma Diocese como presen\u00e7a da Igreja una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica: a ordena\u00e7\u00e3o do primeiro Bispo, Dom Ant\u00f3nio Francisco, realizada nesta Igreja de Santa Clara a 4 de Outubro de 1975. O minist\u00e9rio apost\u00f3lico do Bispo \u00e9 um dom do Esp\u00edrito Santo concedido \u00e0 Igreja para congregar e orientar os fi\u00e9is em nome do Senhor, com a coopera\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio presbiteral. Sem Bispo n\u00e3o h\u00e1 Igreja diocesana. A comunh\u00e3o eclesial vivida com o Bispo \u00e9 indispens\u00e1vel para estar integrado na Igreja de Jesus Cristo. \u00c9, sem d\u00favida, uma grande responsabilidade confiada \u00e0 fragilidade de um homem. Quando aceitamos esta miss\u00e3o, \u00e9 porque confiamos que somos apenas sinais e instrumentos do verdadeiro pastor Jesus Cristo que nos assiste com a for\u00e7a do Seu Esp\u00edrito. A primeira leitura, do profeta Ezequiel, afirmava claramente a solicitude pessoal e a presen\u00e7a de Deus no meio do Seu povo: &#8220;Eu pr\u00f3prio irei em busca das minhas ovelhas&#8230; Eu apascentarei o meu rebanho&#8221;. N\u00f3s, pastores terrenos, apenas O representamos, damos eco \u00e0s Suas palavras, tornamos vis\u00edveis os Seus gestos de salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos donos do rebanho. N\u00e3o s\u00e3o nossas as ovelhas que apascentamos. Tomamos conta do rebanho do Senhor e devemos prestar-Lhe contas. Assim comenta Santo Agostinho, num serm\u00e3o sobre os pastores, o trecho do Evangelho que ouvimos: &#8220;Quando confiou as suas ovelhas a Pedro como quem as entrega a outra pessoa diferente de si mesmo, quis fazer dele uma s\u00f3 coisa consigo. Por isso, para n\u00e3o parecer que as entregava a um pastor distinto de si mesmo, o Senhor perguntou-lhe: Pedro tu amas-me?! Apascenta as minhas ovelhas&#8230; Deste modo, o quis fortalecer no amor para o confirmar na unidade. Portanto \u00e9 Ele s\u00f3 que apascenta nos pastores e \u00e9 s\u00f3 Nele que os pastores apascentam&#8221;.  O Sr. Dom Ant\u00f3nio Francisco viveu empenhadamente esta configura\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo. Alicer\u00e7ou a sua vida na f\u00e9 que o levou a procurar sempre conhecer e cumprir a vontade de Deus. Esfor\u00e7ou-se por viver o evangelho na humildade, na simplicidade, na afabilidade, tendo como mestre de vida crist\u00e3, S\u00e3o Francisco de Assis. Como bom pastor esfor\u00e7ou-se por conhecer o povo de Deus que lhe foi confiado para levar a todos a luz do evangelho e a todos congregar na unidade.  2. S\u00e3o Francisco exemplo de comunh\u00e3o e de miss\u00e3o. Esta Igreja dedicada a Santa Clara, irm\u00e3 espiritual de S\u00e3o Francisco e encarregada por ele de orientar a ordem feminina franciscana, evoca a espiritualidade de S\u00e3o Francisco \u00e0 qual a nossa diocese est\u00e1 ligada nas origens. O carisma de S\u00e3o Francisco, ali\u00e1s, foi o de viver o evangelho de forma radical no meio do povo: na pobreza, na humildade, na hospitalidade, na ora\u00e7\u00e3o e na prega\u00e7\u00e3o. A pobreza liberta das preocupa\u00e7\u00f5es materiais e d\u00e1 origem \u00e0 alegria espiritual. S\u00e3o Francisco viveu e irradiou, de facto, essa alegria, experimentou e cantou, como ningu\u00e9m, a beleza do mundo e das criaturas. A sua regra \u00e9 uma proposta de bem aventuran\u00e7a, ou seja, de uma vida com ventura. Numa carta que escreveu a todos os fi\u00e9is, afirma este santo: &#8220;Como s\u00e3o felizes e aben\u00e7oados os que amam o Senhor e praticam o que o mesmo Senhor diz no evangelho: Amar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o e com toda a tua alma e ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&#8230;Procuremos ser simples humildes e puros. Nunca devemos desejar estar acima dos outros, mas devemos antes ser servos e s\u00fabditos de toda a criatura humana por amor de Deus&#8221;. Na origem da voca\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco est\u00e1 um apelo que hoje adquire um significado especial. Uma vez, que estava absorto em ora\u00e7\u00e3o na Igreja de S\u00e3o Dami\u00e3o, ouviu ou sentiu este apelo: &#8220;Francisco reconstr\u00f3i a minha Igreja que est\u00e1 em ru\u00ednas&#8221;. Julgou, a in\u00edcio, tratar-se do edif\u00edcio de S\u00e3o Dami\u00e3o. Depois compreendeu que o restauro que lhe era pedido era mais profundo e complexo: o restauro da Igreja de pedras vivas. Como se restaura esta? Pela fidelidade ao evangelho.  A proposta franciscana n\u00e3o ia na o\u00adnda da cultura da sua \u00e9poca nem do estilo de muitos respons\u00e1veis da Igreja. Apesar disso, este santo sempre se preocupou em viver a comunh\u00e3o eclesial numa liga\u00e7\u00e3o forte e numa obedi\u00eancia total ao Papa e aos bispos do seu tempo. Quando renunciou ao mundo e se despojou das suas ricas vestes, foi perante o Bispo da sua diocese. S\u00e3o Francisco enviava os frades a pregar mas proibia-os de pregar sem licen\u00e7a do Bispo local. Fora desta comunh\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 Igreja de Jesus Cristo. Quando quis avan\u00e7ar com a ordem franciscana, foi pedir aprova\u00e7\u00e3o ao Papa Inoc\u00eancio III. Acompanhado dos seus primeiros o\u00adnze irm\u00e3os dirigiu-se a Roma e foi recebido pelo Papa que deve ter achado muito estranha tanto a regra como a apresenta\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os franciscanos. Mandou-os embora e eles, cheios de tristeza, foram passar a noite numa hospedaria vizinha. Mas, depois, o Papa voltou a cham\u00e1-los e, na segunda audi\u00eancia, concedeu a Francisco a miss\u00e3o de pregar e de receber a obedi\u00eancia dos seus frades. Conta-se que, de noite, o Papa tinha tido um sonho em que via a s\u00f3lida Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o a desmoronar-se. Quando a ru\u00edna do edif\u00edcio parecia sem rem\u00e9dio, surge um homem que sustenta a Igreja e n\u00e3o a deixa cair. O Papa reconheceu os seus tra\u00e7os: era aquele frade pobre que queria a aprova\u00e7\u00e3o da regra.  3. Viver a comunh\u00e3o e a miss\u00e3o. &#8220;Reconstr\u00f3i a minha Igreja&#8221;. O convite feito a S\u00e3o Francisco de Assis foi tamb\u00e9m vivido pelo primeiro Bispo Dom Ant\u00f3nio Francisco. Amou a Igreja diocesana de Santar\u00e9m, gastou a vida ao seu servi\u00e7o, viveu o evangelho na pureza franciscana, ou seja, na pobreza, na humildade, na afabilidade, no acolhimento fraterno de todos. \u00c9 um exemplo que deve permanecer no nosso cora\u00e7\u00e3o e orientar a nossa colabora\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o da Igreja. Amemos a Igreja diocesana e colaboremos na sua constru\u00e7\u00e3o. &#8220;Veja cada um como constr\u00f3i&#8221; alertava-nos S\u00e3o Paulo na segunda leitura. Colaboremos com o nosso testemunho de vida evang\u00e9lica, a exemplo de Dom Ant\u00f3nio Francisco. Hoje, da parte da manh\u00e3, v\u00f3s referistes como a Eucaristia nos leva a viver atitudes crist\u00e3s t\u00e3o necess\u00e1rias no mundo actual, como a capacidade de escuta, o acolhimento m\u00fatuo, a humildade e a vida em comunidade. Estas atitudes, t\u00e3o recomendadas por S\u00e3o Bento, caracterizam tamb\u00e9m o perfil do actual Papa Bento XVI. Neste ano da Eucaristia somos chamados a cultivar empenhadamente estas atitudes eucar\u00edsticas e a irradi\u00e1-las no mundo. A Eucaristia faz a Igreja enquanto a congrega na unidade, a alimenta, a renova pela for\u00e7a do Esp\u00edrito e a envia a levar ao mundo a novidade crist\u00e3 celebrada nos santos mist\u00e9rios. Da missa nasce a miss\u00e3o de sermos fermento da nova civiliza\u00e7\u00e3o do amor.  D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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