{"id":141364,"date":"2019-06-28T10:26:35","date_gmt":"2019-06-28T09:26:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=141364"},"modified":"2019-06-28T10:26:35","modified_gmt":"2019-06-28T09:26:35","slug":"oit-cem-anos-a-construir-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/oit-cem-anos-a-construir-dignidade\/","title":{"rendered":"OIT \u2013 Cem anos a construir dignidade"},"content":{"rendered":"<p><em> LOC\/MTC<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Fundada em 1919, no final da primeira guerra mundial, a OIT \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, pretendeu responder \u00e0s consequ\u00eancias devastadoras da guerra e das paup\u00e9rrimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho em que viviam a maioria das popula\u00e7\u00f5es, nos diversos pa\u00edses e continentes. Estas realidades levaram a que governos, empregadores e trabalhadores se unissem e criassem uma institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela negocia\u00e7\u00e3o e pelo di\u00e1logo social. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho degradantes, de explora\u00e7\u00e3o e a vida de priva\u00e7\u00f5es e de mis\u00e9ria das pessoas, deu origem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um compromisso comum a favor da justi\u00e7a e coes\u00e3o sociais.<\/p>\n<p>Foi o in\u00edcio de um processo em que o di\u00e1logo social e a luta dos trabalhadores, com todas as dificuldades e sofrimentos inerentes, abriram caminho na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e no reconhecimento do trabalho com direitos. Para a conquista de muitos direitos e melhoria das condi\u00e7\u00f5es laborais e salariais foram tamb\u00e9m imprescind\u00edveis as lutas dos trabalhadores.<\/p>\n<p>E \u00e9 esta mem\u00f3ria de di\u00e1logo e negocia\u00e7\u00f5es, de lutas e de conquistas, que continua a alimentar e fazer renascer em cada dia a for\u00e7a, a coragem e a aud\u00e1cia para encontrar respostas e caminhos futuros.<\/p>\n<p>Para um futuro com trabalho digno, \u00e9 imprescind\u00edvel um plano de desenvolvimento centrado nas pessoas, com a garantia universal de emprego, de prote\u00e7\u00e3o social que inclua todo o tempo de vida, de forma\u00e7\u00e3o e aprendizagem permanentes e de mais investimento na economia rural, verde e de cuidados. Estes s\u00e3o alguns dos desafios e das propostas que a OIT tem em debate nos diversos locais de di\u00e1logo social, na celebra\u00e7\u00e3o do primeiro centen\u00e1rio da sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho, com as novas tecnologias, a robotiza\u00e7\u00e3o, a digitaliza\u00e7\u00e3o e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, obrigam a encontrar respostas coletivas e \u00e0 escala mundial. Uma dessas respostas tem de incluir uma nova forma de entender e organizar o trabalho, hoje e no futuro. A organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, atualmente, n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a vida familiar nem com a qualidade de vida em \u201cabund\u00e2ncia\u201d a que todas e todos t\u00eam direito.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da OIT, governos, sindicatos e empregadores devem trabalhar juntos para tornar a economia e o mundo do trabalho mais justo e inclusivo. O di\u00e1logo social continua a ser fundamental para a negocia\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio de for\u00e7as, de caminhar para a igualdade de oportunidades, de legitimar direitos laborais, de implementar uma melhor redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza criada pelo trabalho e reconhecer a necessidade do equil\u00edbrio que tem de existir entre o tempo laboral, pessoal, familiar e social.<\/p>\n<p>Por isso, na 108\u00aa Confer\u00eancia da OIT em Genebra, realizada entre os dias 10 e 21 de junho, estas realidades e estes desafios constitu\u00edram o essencial de discursos e de busca de consensos para que o trabalho, hoje e no futuro, proporcione dignidade, liberdade, sustentabilidade econ\u00f3mica e qualidade de vida aos trabalhadores e \u00e0s suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Sobre o lema \u201cProte\u00e7\u00e3o social universal para a dignidade humana, a justi\u00e7a social e o desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, foram promovidos debates e f\u00f3runs diversos com o objetivo de impelir um modelo de organiza\u00e7\u00e3o laboral e um desenvolvimento econ\u00f3mico e social que coloque a pessoa no centro, que seja mais justo, inclusivo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o e da Recomenda\u00e7\u00e3o para eliminar a viol\u00eancia e o ass\u00e9dio no mundo do trabalho, foi mais um dos pontos fortes desta 108\u00aa Confer\u00eancia. Com os votos a favor de uma larga maioria dos representantes dos governos, dos empregadores e dos trabalhadores, a viol\u00eancia e o ass\u00e9dio s\u00e3o assumidos, por todos, como um grave atentado aos direitos humanos, \u00e0 dignidade dos trabalhadores e uma amea\u00e7a \u00e0 igualdade de oportunidades. Os Estados Membros da OIT s\u00e3o ainda desafiados a comprometerem-se na toler\u00e2ncia zero \u00e0 viol\u00eancia e ao ass\u00e9dio no mundo do trabalho. A aplica\u00e7\u00e3o destas normas deve impulsionar o respeito pela dignidade de quem trabalha e um mundo de trabalho mais justo, inclusivo e humanizado.<\/p>\n<p>O diretor geral da OIT, Guy Ryder, disse que \u201choje, mais do que nunca, ter oportunidades de trabalho digno, para todos, \u00e9 chave para a inclus\u00e3o, a justi\u00e7a social, a estabilidade e a paz. Neste mundo de trabalho em mudan\u00e7a, governos, empregadores e trabalhadores devem unir for\u00e7as para construir o futuro do trabalho que queremos\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Guterres, secret\u00e1rio geral da ONU, alertou que \u201cn\u00e3o podemos ter um futuro de trabalho mais equitativo sem sustentabilidade. E n\u00e3o podemos ter um futuro sustent\u00e1vel para o mundo do trabalho sem uma resposta urgente e definitiva \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, atrav\u00e9s do Cardeal Peter Turkson, desafiou a OIT e os seus membros a defenderem a dignidade de quem trabalha atrav\u00e9s de trabalho digno e inclusivo, bom para a humanidade e para o planeta.<\/p>\n<p>\u00c9, por isso, tarefa de todos e de cada um de n\u00f3s ajudar a construir alternativas, grandes e pequenas, onde a pessoa e a sua dignidade estejam sempre no centro das decis\u00f5es e das mudan\u00e7as. E a contribuir para melhorar o futuro do trabalho, com mais dignidade e sustentabilidade, com a tecnologia ao servi\u00e7o do trabalho digno. De forma que seja a pessoa a comandar a tecnologia e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LOC\/MTC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":107044,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-141364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}