{"id":141005,"date":"2019-06-24T10:42:57","date_gmt":"2019-06-24T09:42:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=141005"},"modified":"2019-06-24T10:42:57","modified_gmt":"2019-06-24T09:42:57","slug":"arte-de-amar-ecologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/arte-de-amar-ecologica\/","title":{"rendered":"Arte de Amar Ecol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Excerto adaptado incluido no livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.fnac.pt\/Etica-Relacional-Varios\/a1409710\">\u00c9tica Relacional: um caminho de sabedoria<\/a>\u201d, UCEditora, 2017.<\/em><\/p>\n<p>Quando \u00e9 que o ser humano ser\u00e1 capaz de se reconhecer como <em>comunh\u00e3o<\/em>? Comunh\u00e3o que significa uma intimidade tal que experimentamos uma unidade entre n\u00f3s para al\u00e9m das nossas capacidades. \u00c9 uma express\u00e3o da nossa voca\u00e7\u00e3o a <em>ser-amor<\/em>. E amar \u00e9 uma arte. Enquanto n\u00e3o descobrirmos o que significa amar a natureza, ser\u00e1 dif\u00edcil construir uma \u00e9tica <em>com<\/em> a natureza e ficar-nos-emos pela \u00e9tica da natureza. Pois, uma \u00e9tica <em>\u201dcom\u201d<\/em> implica rela\u00e7\u00e3o, ou seja, comunh\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_141006\" aria-describedby=\"caption-attachment-141006\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-141006\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/patrick-bosiger-80267-unsplash.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-141006\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Patrick B\u00f6siger em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Inspirado pela <em>Arte de Amar<\/em> do modo como <a href=\"http:\/\/focolares.pt\/chiara-lubich\/\">Chiara Lubich<\/a> a sugeriu, podemos encontrar um modo simples e pr\u00e1tico de experiment\u00e1-la para renovar o nosso relacionamento com o mundo natural e descobrir novos horizontes do agir \u00e9tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amar Jesus no outro<\/h3>\n<p>A convic\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 a de que Jesus est\u00e1 presente em cada um.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cTudo o que fizerdes a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes\u201d (Mt 25, 40). <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Por isso, independentemente das nossas convic\u00e7\u00f5es, este convite implica elevarmos cada pessoa ao patamar da mais alta dignidade que podemos dar a algu\u00e9m. Enquanto que isso pode parecer relativamente evidente quando o outro \u00e9 um ser humano, o mesmo n\u00e3o acontece quando o \u201coutro\u201d \u00e9 o mundo natural. Como ver Jesus na natureza?<\/p>\n<p>Como afirma o Papa Francisco na sua Carta Enc\u00edclica <em>Laudato Si\u2019<\/em>, o universo \u00e9 a linguagem atrav\u00e9s da qual Deus nos fala, logo, tudo na natureza \u00e9 como uma palavra pronunciada por Deus, e Jesus \u00e9 a Palavra de Deus incarnada. Quando amamos Jesus no outro, amamos a \u201cpalavra\u201d que Deus escreve na hist\u00f3ria atrav\u00e9s da vida de cada um. Nesse sentido, ver Jesus na natureza e am\u00e1-la corresponde a amar a \u201cpalavra\u201d que Deus escreveu na hist\u00f3ria atrav\u00e9s de cada entidade do mundo natural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amar a todos<\/h3>\n<p>O amor verdadeiro n\u00e3o distingue o simp\u00e1tico do antip\u00e1tico, o bonito do feio, o grande do pequeno, o compatriota do estrangeiro. N\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas, mas ama a todos.<\/p>\n<p>A diversidade na natureza leva-nos a momentos de verdadeira contempla\u00e7\u00e3o pela beleza que nos transmitem, mas tamb\u00e9m a momentos de verdadeira repulsa pela fealdade que encerram. Amar tudo na natureza significa exercer com essa a \u201cgin\u00e1stica\u201d espiritual de amar tudo o que \u00e9 belo e o que n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ser o primeiro a amar<\/h3>\n<blockquote><p>\u201cDeus amou e, por isso, criou.\u201d (Chiara Lubich)<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00f3 o Amor poderia ter sido o primeiro a amar, e com isso ensinar que o amor n\u00e3o espera ser amado para amar, mas \u00e9 o primeiro a tomar a iniciativa de o fazer.<\/p>\n<p>A natureza \u00e9 o meio onde vivemos. \u00c9 a pintura subjacente a cada dia que come\u00e7a ou termina. Cada vento, chuva ou c\u00e9u limpo. Tudo simplesmente est\u00e1 presente e segue o curso que a din\u00e2mica natural dita em cada momento. A natureza n\u00e3o espera ser amada de forma consciente, uma vez que n\u00f3s, seres humanos, somos a natureza consciente de si mesma. E nesse sentido, o convite a ser o primeiro a amar a natureza \u00e9 evidente. Antes de tomar uma atitude, ser\u00e1 que \u00e9 uma atitude de amor?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amar o outro como a si mesmo<\/h3>\n<p>Existe uma regra universal, presente em muitas religi\u00f5es da Terra, e compreendida\/acolhida por quem n\u00e3o tem sequer religi\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cFaz aos outros o que gostarias que fizessem a ti.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 a Regra de Ouro.<\/p>\n<p>Um convite a agir com o outro do mesmo modo como gostar\u00edamos que agissem connosco. Quando pensamos naquilo que a humanidade faz, por vezes, ao mundo natural, sem estudar antes para perceber a melhor forma de agir, \u00e9 como se agisse contra outro ser humano sem pensar. \u00c9 verdade que cortamos o cabelo quando est\u00e1 grande, assim como podamos os ramos de uma \u00e1rvore para que continue a crescer. Mas ningu\u00e9m tira ao outro os pulm\u00f5es, caso contr\u00e1rio n\u00e3o consegue respirar, pelo que o desbaste de \u00e1rvores na <a href=\"http:\/\/www.synod.va\/content\/synod\/it\/attualita\/sinodo-da-amazonia--documento-preparatorio--amazonia--novos-cami.html\">Amaz\u00f3nia<\/a> \u00e9 referido por muitos como um ataque ao pulm\u00e3o do planeta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Fazer-se um<\/h3>\n<p>Amar assim significa fazer nossas as dores, alegrias, tristezas do outro, ou seja, \u201cfazer-se um\u201d com o outro. Enquanto o outro for um ser humano, embora por vezes n\u00e3o seja f\u00e1cil, o modo de o fazer sabemo-lo bem, basta-nos a coragem de tomar a iniciativa. Mas quando esse outro \u00e9 o mundo natural, questionamos o que significa \u201cfazermo-nos um\u201d com a natureza. Todos os ser vivos que s\u00e3o natureza e sentem, possibilitam este \u201cfazer-se um\u201d, mas quanto ao que na natureza n\u00e3o possui \u201csentimentos\u201d, leva-nos a questionar o sentido e significado deste ponto da Arte de Amar.<\/p>\n<p>Penso que a resposta possa estar no <em>acto de contemplar<\/em>.<\/p>\n<p>Ao contemplar a natureza podemos fazer uma experi\u00eancia profunda de unidade com a din\u00e2mica e hist\u00f3ria que se desenrola no universo e da qual fazemos parte. Contemplar pode ser um acto de profunda comunh\u00e3o atrav\u00e9s do olhar, ouvir, tocar, saborear, cheirar. Atrav\u00e9s dos sentidos experimentamos um contacto com tudo o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta, e experimentar um momento rico de sentido e significado pode levar-nos \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o, a experimentar como fazemos parte da mesma din\u00e2mica e hist\u00f3ria, ou seja, como \u201csomos-um\u201d, de certo modo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amar o inimigo<\/h3>\n<p>Este ponto da arte de amar \u00e9 um aut\u00eantico desafio. \u00c9 por muitos considerado um contra-senso. Mas \u00e9 precisamente aqui que o Cristianismo marca o limite do amor aut\u00eantico, que n\u00e3o cessa enquanto n\u00e3o for para al\u00e9m dos limites da compreens\u00e3o humana, surpreender e for revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>O inimigo \u00e9 aquele que nos faz mal e, por vezes, existem cat\u00e1strofes naturais que nos fazem mal, pelo que, em diversas circunst\u00e2ncias, a natureza \u00e9 considerada pelo homem como um inimigo. Por\u00e9m, a dor e o sofrimento com origem no mundo natural, por exemplo, um tsunami, ou o surto de um virus mortal, fazem parte da din\u00e2mica da hist\u00f3ria do mundo natural. E ser parte do mundo natural, mas querer ficar \u00e0 parte dos eventos contingentes \u00e9 querer controlar a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria. H\u00e1 que reconhecer os limites daquilo que somos e procurar aceitar, cada vez mais, fazermos parte da hist\u00f3ria contingente do mundo. Sempre que esses momentos acontecem, no fundo, podemos ver a natureza como um inimigo, e s\u00e3o uma oportunidade de a amar nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amar-se reciprocamente<\/h3>\n<p><em>\u201cAmai-vos uns aos outros como eu vos amei.\u201d<\/em> O amor torna-se aut\u00eantico e verdadeiro quando \u00e9 rec\u00edproco. Afirma-se que a medida do amor \u00e9 amar sem medida, mas por que raz\u00e3o? Na arte de amar percebemos que \u201camar sem medida\u201d significa amar at\u00e9 que se torne rec\u00edproco. O desafio quando procuramos entender a transposi\u00e7\u00e3o disto para o relacionamento com o mundo natural \u00e9: como pode a natureza devolver o nosso amor e o que nos leva a reconhec\u00ea-lo como rec\u00edproco?<\/p>\n<p>Se pensarmos bem, n\u00f3s &#8211; como natureza consciente de si mesma &#8211; agimos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza transformando-a, e cuidando dessa \u00e0 luz do equil\u00edbrio dos sistemas ecol\u00f3gicos. A natureza, na reciprocidade, d\u00e1-nos hist\u00f3ria e aqui \u00e9 essencial reconhecer o valor da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O ser humano possui um desejo insaci\u00e1vel de saber, mas esse saber n\u00e3o significa apenas estar informado, mas, tamb\u00e9m, compreender. Por\u00e9m, para compreender verdadeiramente certas coisas importa tempo, hist\u00f3ria, uma sinfonia de eventos sequenciais e simult\u00e2neos que nos permite compreender por que raz\u00e3o houve coisas que aconteceram de uma certa maneira. Ora, poderemos considerar essa como um forma da natureza nos amar. D\u00e1-nos hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por outro lado, se vivemos \u00e9 porque respiramos o oxig\u00e9nio proveniente das \u00e1rvores, beneficiamos da luz do Sol, ou da inspira\u00e7\u00e3o da noite. Toda a natureza, quando contemplada, n\u00e3o deixa de nos deslumbrar. Ser\u00e1 que poderemos considerar esse deslumbramento uma experi\u00eancia de nos sentirmos amados? Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender que esse amor provenha da natureza. \u00c9 aqui que me parece essencial entender que a alteridade na natureza que me permite v\u00ea-la como um outro n\u00e3o prov\u00e9m da pr\u00f3pria natureza, mas da experi\u00eancia da presen\u00e7a de Deus que fazemos atrav\u00e9s dela.<\/p>\n<hr \/>\n<p>No fundo, quando nestes pontos foi necess\u00e1rio personalizar a natureza, na realidade, seria a pessoa de Deus e a Sua presen\u00e7a com quem vivemos esta Arte de Amar. Algo que se torna um desafio quando n\u00e3o se cr\u00ea em Deus. Nesse caso emerge um vazio outrora ocupado pela experi\u00eancia da presen\u00e7a de Deus. Ou seja, seria antes a experi\u00eancia da aus\u00eancia de Deus. Mas tamb\u00e9m na Arte de Amar existe uma resposta.<\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, independentemente das nossas cren\u00e7as contemplamos um \u00edcone de Jesus que na Cruz experimenta o abandono do Pai. Um Deus-Filho que experimenta o Abandono de Deus-Pai. Um paradoxo. N\u00e3o h\u00e1 nada como experimentar amar esse Paradoxo, mesmo que n\u00e3o acreditemos nele. Amar o Paradoxo significa o \u00eaxodo limite de si mesmo e daquilo que \u00e9 racional para mergulhar totalmente no relacional e deixarmo-nos fluir pelo rio da hist\u00f3ria que nos conduz a todos at\u00e9 \u00e0 experi\u00eancia do inesperado, desafiando a cada momento a nossa capacidade de nos deixarmos surpreender.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-141005","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141005\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}