{"id":14080,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/olhar-dos-cristaos-vai-mais-alem\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"olhar-dos-cristaos-vai-mais-alem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/olhar-dos-cristaos-vai-mais-alem\/","title":{"rendered":"Olhar dos Crist\u00e3os vai mais al\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para a Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA qual a import\u00e2ncia de iniciativas como as Jornadas da Comunica\u00e7\u00e3o Social no plano de ac\u00e7\u00e3o da nova Comiss\u00e3o <!--more--> <i>Ag\u00eancia ECCLESIA \u2013 Momentos de reflex\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o como as Jornadas da Comunica\u00e7\u00e3o Social continuam a ser fundamentais para que as v\u00e1rias realidades ligadas \u00e0 Igreja cumpram a sua miss\u00e3o? D. Manuel Clemente \u2013<\/i> Sem d\u00favida: no meu entendimento, as actividades da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e dos organismos da CEP, como a nossa Comiss\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o do que se vai fazendo Diocese a Diocese, mas s\u00e3o de apoio e de sugest\u00e3o para que essas mesmas actividades se fa\u00e7am da melhor maneira poss\u00edvel. No campo das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, como noutros campos que esta Comiss\u00e3o Episcopal alargada agora acompanha, eu penso que o mais importante \u00e9 que os homens e mulheres da comunica\u00e7\u00e3o social crist\u00e3, nas suas v\u00e1rias especifica\u00e7\u00f5es (jornais, r\u00e1dio, mesmo a televis\u00e3o), sejam apoiados pela Comiss\u00e3o no seu trabalho. Por isso, ao menos uma vez por ano, nas Jornadas que cada sector tem, n\u00f3s dispomos de colabora\u00e7\u00e3o que pode ajudar as pessoas que est\u00e3o no terreno, a trabalhar da melhor maneira poss\u00edvel.  <i>AE \u2013 A prioridade vai para temas da actualidade. MC \u2013<\/i> Temos a preocupa\u00e7\u00e3o de a forma\u00e7\u00e3o estar ligada \u00e0 actualidade e a actividade da comunica\u00e7\u00e3o social, precisamente, \u00e9 acompanhar a vida nacional e da Igreja nos pontos que sejam oportunos. Se tivermos em conta as Jornadas dos \u00faltimos anos, vemos que temos ido nesse sentido, procurando ver o que est\u00e1 a necessitar mais de elucida\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e com crit\u00e9rios evang\u00e9licos. Escolhemos sempre o tema a partir do debate que se faz periodicamente com os consultores da comunica\u00e7\u00e3o social, pessoas ligadas a v\u00e1rios aspectos dessa comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, portanto, perceber que a vida pol\u00edtica tem hoje uma urg\u00eancia muito grande de elucida\u00e7\u00e3o. Nessa urg\u00eancia percebe-se a necessidade de que a vida pol\u00edtica seja \u201canimada\u201d, o que significa dar-lhe alma, e dar-lhe uma alma crist\u00e3. Por outro lado, as pessoas est\u00e3o desconsoladas em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da actividade pol\u00edtica, quando s\u00e3o convidadas a desempenhar cargos pol\u00edticos n\u00e3o v\u00e3o, por causa do desgaste pessoal e at\u00e9 familiar ou social. H\u00e1 uma desconfian\u00e7a de base na sociedade em rela\u00e7\u00e3o aos pol\u00edticos que faz com que eventuais protagonistas, pessoas que teriam muito para dar ao bem comum e \u00e0 vida p\u00fablica, se abstenham e que as pr\u00f3prias fam\u00edlias n\u00e3o os apoiem \u2013 com as suas raz\u00f5es. Por tudo isto, pensamos que seria oportuno dar \u00e0queles que trabalham na comunica\u00e7\u00e3o social crist\u00e3 uma oportunidade de reflex\u00e3o, para ver tudo o que est\u00e1 em causa neste aspecto da vida social e para que tenham um olhar de esperan\u00e7a, de esperan\u00e7a activa, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 actividade pol\u00edtica, percebendo o que \u00e9 que os homens e mulheres ligados a essa actividade podem dar \u2013 sobretudo se forem estimulados por um olhar que, por ser l\u00facido, \u00e9 mais largo\u2026  <i>AE \u2013 Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 t\u00eam de assumir o desafio de oferecerem um olhar diferente e n\u00e3o serem ref\u00e9ns de outras agendas? MC \u2013<\/i> Sim, eu acho que a\u00ed a inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 vale tudo: \u00e0 luz de Cristo, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 t\u00eam uma vis\u00e3o alargada das coisas, aliando uma vis\u00e3o religiosa \u00e0 circunst\u00e2ncia, porque temos o Verbo Incarnado nas diferentes situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 esta a vantagem de alargar o horizonte, falando do Divino e pontualizando esse discurso na circunst\u00e2ncia como ela acontece. Essa \u00e9 uma enorme contribui\u00e7\u00e3o que o Cristianismo pode dar: o jornalista, o homem de comunica\u00e7\u00e3o social crist\u00e3o sabe o que est\u00e1 a comunicar, sabe que comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 a activar. Quem tem uma perspectiva t\u00e3o alargada das coisas, n\u00e3o se deixa enredar pelo imediatismo e, nesse sentido, podemos falar de esperan\u00e7a.  <i>AE \u2013 Antes das Jornadas, a Comiss\u00e3o Episcopal reuniu-se em F\u00e1tima para delinear projectos. Como tem sido o arranque desta nova realidade? MC \u2013<\/i> J\u00e1 tivemos duas reuni\u00f5es da Comiss\u00e3o que tem, al\u00e9m dos seus Bispos e secret\u00e1rios, os directores dos tr\u00eas secretariados nacionais: o das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que tem uma longa hist\u00f3ria dentro dos nossos secretariados na Igreja; o dos Bens Culturais, que j\u00e1 existia; e o da Pastoral da Cultura, que est\u00e1 a come\u00e7ar. O debate que se consegue sempre com a complementaridade de contributos, em cada reuni\u00e3o, repercute-se em ac\u00e7\u00f5es comuns. \u00c9 certo que existem jornadas pr\u00f3prias para a \u00e1rea da pastoral da cultura, das comunica\u00e7\u00f5es sociais e do Patrim\u00f3nio e Bens Culturais, mas \u00e9 importante estarem todas interpenetradas na planifica\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um acto cultural, a cultura refor\u00e7a o seu aspecto comunicativo e os bens culturais ganham com isso.  <i>AE \u2013 Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social podem ser instrumento para articular todas essas realidades? MC \u2013<\/i> Eu penso que sim, at\u00e9 porque o que se pretende \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o com a Cultura, englobando aqui os Bens Culturais. A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma realidade meramente t\u00e9cnica e instrumental, porque nela entramos claramente no campo da cultura, uma cultura que tem a ver com aquilo que pessoal e comunitariamente vamos fazendo, a n\u00edvel de valores, perspectivas. Comunica\u00e7\u00e3o e cultura t\u00eam toda a vantagem em andar de m\u00e3os dadas, at\u00e9 porque uma pervers\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 cultivar-se apenas a si pr\u00f3pria, como instrumento de distrac\u00e7\u00e3o, no sentido fraco do termo, e n\u00e3o como instrumento de valoriza\u00e7\u00e3o. Se isso acontecesse, ela distrair-se-ia a si pr\u00f3pria como maneira de distrair para, distraindo, conquistar n\u00e3o se sabe bem o que. Ora, para evitar estas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 fundamental cultivar, culturalmente, valores e perspectivas alargadas relativos ao mundo, \u00e0 vida, \u00e0 sociedade, \u00e0 arte e ao que ela representa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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