{"id":14053,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/igreja-sem-eucaristia-e-uma-casa-vazia\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"igreja-sem-eucaristia-e-uma-casa-vazia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-sem-eucaristia-e-uma-casa-vazia\/","title":{"rendered":"Igreja sem Eucaristia \u00e9 uma casa vazia"},"content":{"rendered":"<p>Carta Pastoral de D. Ant\u00f3nio Marto sobre &#8220;Servidores da Alegria do Evangelho: Minist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es na Igreja&#8221; <!--more--> Caros Diocesanos, irm\u00e3os e irm\u00e3s no Senhor, Em comunh\u00e3o de cordial e fraterno afecto desejo saudar-vos com as palavras do ap\u00f3stolo Paulo a Tito: a todos v\u00f3s \u201cgra\u00e7a e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador\u201d(1, 4) Quero tamb\u00e9m expressar-vos a profunda gratid\u00e3o pelo caloroso acolhimento, a colabora\u00e7\u00e3o pronta e o testemunho de f\u00e9 que me dispensastes durante o primeiro ano que estou entre v\u00f3s. Considero um dom da Provid\u00eancia ter iniciado o meu minist\u00e9rio na Diocese precisamente quando o saudoso Papa, Jo\u00e3o Paulo II proclamou para toda a Igreja um \u201cespecial ano da Eucaristia\u201d. Sim, a Eucaristia \u00e9 o sacramento que ao longo dos meus anos de estudo e doc\u00eancia mais procurei aprofundar e sempre me fascinou: Deus connosco, Deus por n\u00f3s, Deus para n\u00f3s, Deus em n\u00f3s. \u00c9 um mist\u00e9rio admir\u00e1vel que desconcerta a intelig\u00eancia mas comove o cora\u00e7\u00e3o. Assim vivemos um ano pastoral de 2004\/05 polarizados na contempla\u00e7\u00e3o, no aprofundamento e na viv\u00eancia do mist\u00e9rio da Eucaristia \u201ccora\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d. Ao longo do ano foi grande a alegria da igreja diocesana que se dedicou a contemplar o rosto de Cristo que \u00e9 na Eucaristia o cora\u00e7\u00e3o da Igreja. Sem a Eucaristia, ela tornar-se-ia uma casa vazia, desolada, um museu de coisas antigas e preciosas mas sem dinamismo vital. Por isso, a Igreja vive da Eucaristia. O nosso empenhamento com os seus generosos esfor\u00e7os e as naturais fragilidades s\u00f3 Deus o conhece. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel medir o acontecimento de gra\u00e7a que durante o ano tocou as consci\u00eancias e as comunidades. Mas n\u00e3o posso deixar de lembrar a s\u00e9rie de iniciativas que se empreenderam a n\u00edvel dos arciprestados e, de modo particular, o entusiasmo que despertou nos encontros em que participei com os catequistas, os adolescentes e os jovens. Das mais variadas formas, com o aux\u00edlio dos modernos audiovisuais, eles conseguiram captar e exprimir, com surpresa e at\u00e9 como\u00e7\u00e3o minhas, de modo belo e profundo, as diversas dimens\u00f5es do mist\u00e9rio eucar\u00edstico. Por isso, no termo deste ano pastoral quero convosco agradecer as pequenas e grandes maravilhas que o Senhor fez por n\u00f3s, com as palavras do salmista: \u201cLouvai ao Senhor porque Ele \u00e9 bom, porque \u00e9 eterno o seu amor\u201d (Sl 118, 1). Terminou o ano pastoral dedicado \u00e0 Eucaristia, cora\u00e7\u00e3o da Igreja. Mas n\u00e3o como quem fecha uma gaveta para abrir outra. O mist\u00e9rio da Eucaristia continua a inspirar-nos no nosso caminho pastoral. Abre-nos para o mist\u00e9rio da Igreja, para que esta  resplande\u00e7a cada vez mais na variedade dos seus dons e das voca\u00e7\u00f5es e na unidade do seu caminho. Assim, ap\u00f3s a ampla consulta realizada aos v\u00e1rios conselhos diocesanos, cujos preciosos contributos agrade\u00e7o, apresento-vos, agora, o plano pastoral para o ano 2005\/06 com o t\u00edtulo \u201cMinist\u00e9rios e Voca\u00e7\u00f5es na Igreja\u201d e o lema: \u201cServidores da Alegria do Evangelho\u201d. Neste ano, dedicaremos pois especial aten\u00e7\u00e3o a estes dois aspectos intimamente ligados \u201cminist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es\u201d, t\u00e3o importantes e necess\u00e1rios, para refazer o tecido da comunidade crist\u00e3, prover \u00e0s suas necessidades, renovar as suas energias, a vitalidade da sua f\u00e9 e o dinamismo da miss\u00e3o. 1. A  Assembleia Eucar\u00edstica, rosto vis\u00edvel do mist\u00e9rio da Igreja  \u00c9 deveras significativo o come\u00e7o da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica quando dizemos: \u201cBendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo\u201d. De facto, a Igreja n\u00e3o \u00e9 uma multinacional religiosa \u00e0 qual se possa pertencer \u00e0 dist\u00e2ncia, por inscri\u00e7\u00e3o e pagamento de quotas; nem \u00e9 uma sociedade de televidentes, teleleitores, radiouvintes ou internautas, nem um clube de s\u00f3cios ou amigos. Ela \u00e9 um projecto de comunh\u00e3o de Deus com os homens e destes entre si. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 Igreja de Jesus Cristo sem assembleia eucar\u00edstica. Por sua vez, a assembleia eucar\u00edstica \u00e9 o \u00edcone, o rosto vis\u00edvel, a manifesta\u00e7\u00e3o mais expressiva e acess\u00edvel do mist\u00e9rio da Igreja. Nela acontece a novidade que distingue a Igreja de qualquer associa\u00e7\u00e3o ou comunidade humana. \u00c9 o Senhor ressuscitado que convoca a comunidade dos baptizados; \u00e9 Ele que verdadeiramente preside a cada celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, Se torna realmente presente e celebra a Alian\u00e7a de Deus com os homens; \u00e9 Ele o primeiro servidor, o ministro por excel\u00eancia da sua Igreja. Serve-a oferecendo-lhe os seus dons: a sua Palavra, a Comunh\u00e3o do seu \u201cCorpo entregue\u201d e do seu \u201cSangue derramado\u201d no sacramento do p\u00e3o e do vinho, o seu Amor at\u00e9 ao fim que une na caridade e a participa\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o para o mundo. Em s\u00edntese, Deus entra em contacto connosco, d\u00e1-se a n\u00f3s, faz-se nosso p\u00e3o para vivermos d\u2019Ele.   Assim, a Igreja na celebra\u00e7\u00e3o descobre o que realmente \u00e9 e \u00e9 chamada a ser: comunidade da Palavra, dos Sacramentos da gra\u00e7a, da Caridade e Sacramento (sinal) de salva\u00e7\u00e3o para o mundo. Ela \u00e9 antes de mais obra e constru\u00e7\u00e3o de Deus que nos chama a colaborar com Ele. Na sua bondade, Deus d\u00e1 tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para que esta comunidade se mantenha viva, cres\u00e7a na f\u00e9, flores\u00e7a no amor, d\u00ea testemunho do Evangelho e produza frutos de vida nova no mundo. Para isso, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo suscita e distribui dons, servi\u00e7os e minist\u00e9rios. \u201cA cada um de n\u00f3s foi dada a gra\u00e7a segundo a medida do dom de Cristo&#8230;A uns, Ele constituiu ap\u00f3stolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores e mestres, em ordem a preparar os santos para uma actividade de servi\u00e7o, para a constru\u00e7\u00e3o do Corpo de Cristo at\u00e9 que cheguemos todos \u00e0 unidade da f\u00e9 e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem adulto, \u00e0 medida completa da plenitude de Cristo\u201d (Ef 4, 7. 11-13). A pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia p\u00f5e diante dos nossos olhos esta dimens\u00e3o da Igreja: a assembleia participante, o que preside em nome do Senhor, o leitor ao servi\u00e7o da Palavra, o ac\u00f3lito ao servi\u00e7o do altar, o ministro extraordin\u00e1rio da comunh\u00e3o que a leva aos doentes e idosos (caridade), etc. A assembleia eucar\u00edstica \u00e9 pois a Igreja reunida em comunh\u00e3o na variedade das diferentes voca\u00e7\u00f5es e dos diferentes minist\u00e9rios, \u00e9 a express\u00e3o de um povo ministerial, animado pelo amor do Pai, pela gra\u00e7a do Filho e pela comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e enviado em miss\u00e3o.  2. Os Minist\u00e9rios na Igreja Os carismas e minist\u00e9rios est\u00e3o, pois, ao servi\u00e7o de Jesus Cristo, dos seus dons salv\u00edficos, do seu Evangelho, da vida da comunidade crist\u00e3 e da sua miss\u00e3o no mundo. Visibilizam o mist\u00e9rio invis\u00edvel: atrav\u00e9s deles, a Igreja torna presente no tempo e no mundo a gra\u00e7a do Ressuscitado. Como diz um grande te\u00f3logo H.U.von Balthasar, um carisma e um minist\u00e9rio aut\u00eantico \u00e9 como um clar\u00e3o do c\u00e9u, destinado a iluminar um aspecto da vontade de Deus para a Igreja e para o mundo num determinado lugar e numa determinada \u00e9poca.  Na sua dimens\u00e3o de servi\u00e7o, de disponibilidade e de generosidade, os minist\u00e9rios d\u00e3o express\u00e3o vis\u00edvel \u00e0 beleza do mist\u00e9rio da Igreja-Comunh\u00e3o. Ao n\u00edvel pastoral, a comunh\u00e3o expressa-se na participa\u00e7\u00e3o de todos os baptizados na edifica\u00e7\u00e3o e na miss\u00e3o da Igreja, enquanto comunidade do an\u00fancio da Palavra, da celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos e do testemunho da Caridade. Todavia, trata-se de uma comunh\u00e3o org\u00e2nica, articulada e diferenciada, como acontece num corpo vivo. Realiza-se na diversidade e complementaridade das voca\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es de vida, dos minist\u00e9rios, carismas e responsabilidades. Cada um \u00e9 chamado a dar o seu contributo. Gra\u00e7as \u00e0 inser\u00e7\u00e3o baptismal na Igreja e aos dons do Esp\u00edrito, todo o crist\u00e3o pode e deve, com a vida, as suas obras e o seu testemunho, contribuir para o crescimento da Igreja e a sua miss\u00e3o no mundo. Deste ponto de vista, todos somos sujeitos activos e respons\u00e1veis na Igreja. Colaborar responsavelmente na vida da Igreja, segundo os dons recebidos, \u00e9 direito e dever de todos os crist\u00e3os.  Mas para poder exprimir e realizar mais plenamente a sua natureza, a comunidade crist\u00e3 precisa de homens e mulheres que assumam um minist\u00e9rio, isto \u00e9, um servi\u00e7o mais expl\u00edcito e directo, de algum modo est\u00e1vel e p\u00fablico, reconhecido na e pela comunidade. Todos os minist\u00e9rios participam da \u00fanica miss\u00e3o da Igreja embora a t\u00edtulo diferente, em modalidades diversas e em diversos graus de responsabilidade. Alguns s\u00e3o estruturantes e fundadores da Igreja: os minist\u00e9rios ordenados. T\u00eam a sua origem no sacramento da Ordem gra\u00e7as ao qual \u00e9 conferido o minist\u00e9rio pastoral em ordem a edificar e guiar a comunidade crist\u00e3 em nome de Cristo, Pastor da Igreja, em graus de responsabilidade diversos, como bispo, presb\u00edtero e di\u00e1cono. Outros s\u00e3o minist\u00e9rios institu\u00eddos: t\u00eam o seu fundamento no baptismo mas s\u00e3o oficialmente institu\u00eddos e conferidos pela Igreja em ordem a um determinado servi\u00e7o na comunidade, em raz\u00e3o das necessidades e actividades da Igreja, como por exemplo os minist\u00e9rios de leitor e ac\u00f3lito. E, finalmente, temos ainda os chamados \u201cminist\u00e9rios de facto\u201d: s\u00e3o simplesmente reconhecidos de facto pela Igreja, sem nenhum t\u00edtulo ou miss\u00e3o oficial, para assegurar um servi\u00e7o particular na comunidade. Aos minist\u00e9rios institu\u00eddos ou reconhecidos chamamos minist\u00e9rios n\u00e3o ordenados ou laicais enquanto s\u00e3o pr\u00f3prios dos fi\u00e9is leigos. A eles se refere, de modo significativo, o Papa Paulo VI: \u201cAo lado dos minist\u00e9rios ordenados gra\u00e7as aos quais alguns fi\u00e9is s\u00e3o colocados na ordem dos Pastores e passam a consagrar-se de uma maneira particular ao servi\u00e7o da comunidade, a Igreja reconhece tamb\u00e9m o lugar de minist\u00e9rios n\u00e3o ordenados e que s\u00e3o aptos para assegurar um especial servi\u00e7o da mesma Igreja\u2026 Tais minist\u00e9rios s\u00e3o preciosos para a implanta\u00e7\u00e3o, para a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a pr\u00f3pria mensagem \u00e0 sua volta e para aqueles que est\u00e3o distantes\u201d (EN n.73). Torna-se pois urgente promover a corresponsabilidade nas nossas comunidades crist\u00e3s com a riqueza de todos os minist\u00e9rios e servi\u00e7os necess\u00e1rios para renovar a sua vitalidade a fim de que irradiem a beleza do evangelho e da comunh\u00e3o e a fa\u00e7am chegar ao cora\u00e7\u00e3o de todos os homens.  Minist\u00e9rios laicais 1. Atrav\u00e9s do an\u00fancio da Palavra, a Igreja cresce como \u201ccomunidade de f\u00e9\u201d, na qual os homens e as mulheres escutam a Palavra de Deus e lhe respondem com a sua liberdade, comprometendo-se no seguimento do Senhor Jesus. O an\u00fancio tem como finalidade alimentar-nos da Palavra, a fim de que possamos ser seus ouvintes, disc\u00edpulos e servidores, vivendo a miss\u00e3o evangelizadora da Igreja. Se, como recorda Jo\u00e3o Paulo II, esta \u201c\u00e9 seguramente uma prioridade para a Igreja no in\u00edcio do novo mil\u00e9nio\u201d (NMI n\u00ba 40), \u00e9 significativo e precioso o minist\u00e9rio dos fi\u00e9is leigos que se empenham na catequese para as v\u00e1rias faixas et\u00e1rias, nos itiner\u00e1rios de prepara\u00e7\u00e3o para os sacramentos (concretamente para o matrim\u00f3nio), no apostolado b\u00edblico, nos grupos de escuta ou de leitura orante da b\u00edblia, nas iniciativas de evangeliza\u00e7\u00e3o.  2. Com a celebra\u00e7\u00e3o da Liturgia, a Igreja \u00e9 edificada e cresce como \u201ccomunidade redimida\u201d, continuamente vivificada pela gra\u00e7a do Senhor, na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos. O mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o realizado por Jesus (mist\u00e9rio pascal) alcan\u00e7a os homens mediante um encontro vivo e vivificante com o pr\u00f3prio Senhor ressuscitado que, especialmente nos sacramentos, est\u00e1 sempre presente e actuante na sua Igreja (cf. SC n\u00ba 7). Para que a Palavra e a ac\u00e7\u00e3o santificante de Deus continuem a impregnar a vida dos crist\u00e3os ao longo da sua exist\u00eancia quotidiana, s\u00e3o tamb\u00e9m necess\u00e1rios tempos e espa\u00e7os de ora\u00e7\u00e3o, pessoal e comunit\u00e1ria, como \u201crela\u00e7\u00e3o viva dos filhos de Deus com o seu Pai infinitamente bom, com o seu Filho Jesus Cristo e com o Esp\u00edrito Santo\u201d (CICat n\u00ba 2565) e como prepara\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o das pr\u00f3prias celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, em particular da Eucaristia. Nesta perspectiva, para favorecer a qualidade das celebra\u00e7\u00f5es e para educar \u00e0 ora\u00e7\u00e3o devem ser promovidos os minist\u00e9rios laicais que digam respeito \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u2013 os leitores, os ac\u00f3litos, os animadores lit\u00fargicos, os animadores do canto, os que recolhem as ofertas, os ministros extraordin\u00e1rios da comunh\u00e3o, os animadores da assembleia dominical na aus\u00eancia do presb\u00edtero, os que se ocupam do acolhimento \u2013 como tamb\u00e9m aqueles que se referem \u00e0 anima\u00e7\u00e3o de momentos ou grupos de ora\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as ao seu minist\u00e9rio as nossas par\u00f3quias e todo o grupo ou comunidade eclesial poder\u00e3o tornar-se \u201caut\u00eanticas escolas de ora\u00e7\u00e3o\u201d (NMI n\u00ba 33). 3. H\u00e1, enfim, o testemunho da caridade ou comunh\u00e3o no amor fraterno. Atrav\u00e9s dele, a Igreja, \u00e0 semelhan\u00e7a do seu Senhor e Mestre, constr\u00f3i-se e cresce como comunidade do amor, servindo a pessoa e a sociedade atrav\u00e9s de um amor que se d\u00e1 e partilha, se faz promo\u00e7\u00e3o humana e acolhimento, alma da sociedade e fermento de um mundo novo na solidariedade, na justi\u00e7a e na paz. \u00c9 este o sinal distintivo de cada crist\u00e3o e de cada comunidade crist\u00e3: \u201cVede como eles se amam\u201d! De facto, a Igreja anuncia o Evangelho n\u00e3o s\u00f3 com a prega\u00e7\u00e3o da Palavra e a celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, mas tamb\u00e9m com o testemunho concreto da caridade nas mais diversas formas que ela pode e deve assumir. Entre as muitas formas com que se exprime o testemunho da caridade, ocupa um lugar especial o cuidado ou a solicitude pelos mais necessitados. Para realizar isso \u2013 dando espa\u00e7o \u00e0 \u201cnova fantasia da caridade\u201d, pedida por Jo\u00e3o Paulo II a cada comunidade (NMI n\u00ba 50) \u2013 devemos promover os minist\u00e9rios laicais de aten\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia aos pobres, aos marginalizados, aos imigrados, aos presos, etc; da assist\u00eancia aos doentes, \u00e0s pessoas portadoras de defici\u00eancias e aos idosos como em numerosas formas de voluntariado e na actua\u00e7\u00e3o das obras de miseric\u00f3rdia corporais e espirituais.  O testemunho da caridade exige tamb\u00e9m a solicitude ou o cuidado pela comunidade crist\u00e3 no seu conjunto e nas v\u00e1rias formas de ac\u00e7\u00e3o pastoral, na l\u00f3gica da comunh\u00e3o entre todos e da corresponsabilidade na vida da comunidade. Nesta perspectiva devemos promover e valorizar os organismos de participa\u00e7\u00e3o eclesial em que os fi\u00e9is leigos podem exercer um minist\u00e9rio de (cor)responsabilidade: como membros dos conselhos pastorais paroquiais e das assembleias arciprestais, dos conselhos econ\u00f3micos paroquiais, ou respons\u00e1veis de diversos grupos, associa\u00e7\u00f5es e movimentos eclesiais.  Minist\u00e9rios ordenados Um lugar espec\u00edfico e insubstitu\u00edvel na edifica\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o da Igreja t\u00eam-no os bispos, os presb\u00edteros e os di\u00e1conos, isto \u00e9, todos aqueles que recebem o sacramento da Ordem. Pela ordena\u00e7\u00e3o sacramental, eles recebem um dom e uma miss\u00e3o pr\u00f3prias e peculiares no povo de Deus e ao seu servi\u00e7o. Quero debru\u00e7ar-me, de modo particular, sobre o minist\u00e9rio espec\u00edfico dos presb\u00edteros. \u201cA fun\u00e7\u00e3o dos presb\u00edteros, enquanto unida intimamente \u00e0 ordem episcopal, participa da autoridade com a qual o pr\u00f3prio Cristo faz crescer, santifica e governa o pr\u00f3prio Corpo. (\u2026) Em virtude da un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo s\u00e3o marcados por um especial car\u00e1cter que os configura a Cristo Sacerdote de modo a poderem agir em nome e na pessoa de Cristo Cabe\u00e7a\u201d (PO n\u00ba 2). Pelo dom que recebem no sacramento, eles tornam-se sinal vis\u00edvel e eficaz da presen\u00e7a e da presid\u00eancia de Cristo como Cabe\u00e7a e Pastor da sua Igreja. N\u00e3o se substituem a Jesus. Mas \u00e9 Jesus Cristo que se serve deles para p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos seus fi\u00e9is os dons da salva\u00e7\u00e3o, para a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja na f\u00e9 e no amor, para a santifica\u00e7\u00e3o do povo de Deus. O seu minist\u00e9rio \u00e9 todo ele um servi\u00e7o a Cristo e ao seu povo. Os presb\u00edteros recebem a miss\u00e3o de edificar a comunidade crist\u00e3 como comunidade da Palavra, do Sacramento e da Caridade. O seu modo espec\u00edfico de a edificar \u00e9 o que se exprime no \u201cminist\u00e9rio da presid\u00eancia\u201d entendido como servi\u00e7o \u00e0 comunh\u00e3o dos fi\u00e9is com Cristo e entre eles e como promotor da comunh\u00e3o e da corresponsabilidade de todos na vida e na miss\u00e3o do povo de Deus.  Faz parte do minist\u00e9rio da presid\u00eancia a tarefa de discernir e educar, valorizar, promover e coordenar o exerc\u00edcio concreto dos minist\u00e9rios e servi\u00e7os dos fi\u00e9is em ordem a um crescimento comunit\u00e1rio da comunidade crist\u00e3. Al\u00e9m disso, os presb\u00edteros, pela gra\u00e7a do sacramento e pela liga\u00e7\u00e3o sacramental ao bispo, constituem um \u00fanico presbit\u00e9rio, ao qual \u00e9 confiado solidariamente (in solidum) o servi\u00e7o e a responsabilidade pela Igreja-comunh\u00e3o, nas suas v\u00e1rias articula\u00e7\u00f5es. A comunh\u00e3o entre os presb\u00edteros \u00e9 uma dimens\u00e3o constitutiva e uma realidade decisiva do seu minist\u00e9rio e da sua vida espiritual e pastoral. \u201cEm virtude da comum ordena\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, todos os presb\u00edteros est\u00e3o unidos entre si por um \u00edntima fraternidade que deve manifestar-se espontaneamente e de bom grado na ajuda rec\u00edproca espiritual e material, pastoral e pessoal, nas reuni\u00f5es e na comunh\u00e3o de vida,  de trabalho e de caridade\u201d (LG 28). Eis aqui delineado um programa a desenvolver e actuar, de modo particular nos dias de hoje: a comunh\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a da miss\u00e3o.  Confio ao Secretariado Diocesano do Clero a sua realiza\u00e7\u00e3o em iniciativas concretas que promovam a fraternidade sacerdotal e o trabalho pastoral em comunh\u00e3o de inten\u00e7\u00f5es e projectos pastorais a n\u00edvel arciprestal e diocesano. Para uma revitaliza\u00e7\u00e3o das comunidades e um maior enriquecimento da ministerialidade na Igreja com novos dons e talentos, queremos dar vida na nossa diocese ao Diaconado permanente. \u00c9 um minist\u00e9rio ordenado espec\u00edfico de colabora\u00e7\u00e3o com o bispo e o seu presbit\u00e9rio no servi\u00e7o da Palavra, da Liturgia e da Caridade.  Confio tamb\u00e9m ao mesmo Secretariado a tarefa de criar as condi\u00e7\u00f5es para realizar esta iniciativa: o perfil do candidato, o discernimento vocacional, o itiner\u00e1rio formativo, segundo as indica\u00e7\u00f5es do Direct\u00f3rio para o minist\u00e9rio e a vida dos Di\u00e1conos permanentes.  3. Unidade na diversidade Esta grande variedade de minist\u00e9rios, servi\u00e7os e fun\u00e7\u00f5es est\u00e1 ligada \u00e0 miss\u00e3o prof\u00e9tica (Palavra), sacerdotal (Sacramentos da Gra\u00e7a) e caritativa da Igreja. Deriva da riqueza de carismas ou dons espirituais que o Esp\u00edrito Santo continua a distribuir aos fi\u00e9is para o servi\u00e7o dos irm\u00e3os. E \u00e9 requerida pelas situa\u00e7\u00f5es novas em que o Evangelho deve ser anunciado e testemunhado. Pe\u00e7o pois que em cada articula\u00e7\u00e3o da nossa diocese (par\u00f3quia, arciprestado ou zona pastoral), para al\u00e9m de valorizar os minist\u00e9rios e servi\u00e7os j\u00e1 presentes, se identifiquem outros minist\u00e9rios que devam ser concretamente  promovidos. Trata-se de um discernimento necess\u00e1rio para verificar as exig\u00eancias reais da ac\u00e7\u00e3o pastoral hoje, em cada comunidade crist\u00e3, e criar condi\u00e7\u00f5es para uma resposta adequada a essas exig\u00eancias. A diversidade de minist\u00e9rios n\u00e3o deve p\u00f4r em causa a profunda unidade que h\u00e1-de caracterizar todos os agentes pastorais. Todos os minist\u00e9rios na Igreja existem na comunh\u00e3o e para a comunh\u00e3o. N\u00e3o podemos cair na fragmenta\u00e7\u00e3o ou desagrega\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o pastoral ou, pior ainda, em formas inaceit\u00e1veis de concorr\u00eancia e competitividade. Embora em modalidades diversas, todos e cada um dos minist\u00e9rios est\u00e3o ao servi\u00e7o do \u00fanico Evangelho de Jesus. Todos e cada um dos agentes pastorais est\u00e3o ao servi\u00e7o do Evangelho, da f\u00e9, da edifica\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o da Igreja, n\u00e3o em nome pr\u00f3prio e solit\u00e1rios, mas em nome da Igreja, no sinal da comunh\u00e3o e da corresponsabilidade. \u00c9 pois necess\u00e1rio educar adequadamente para este \u201csentido de Igreja\u201d atrav\u00e9s de cada iniciativa e de cada itiner\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o. Neste sentido, daremos in\u00edcio a uma Escola Diocesana de Forma\u00e7\u00e3o Crist\u00e3, onde se ofere\u00e7a uma forma\u00e7\u00e3o doutrinal e metodol\u00f3gica espec\u00edfica para os v\u00e1rios minist\u00e9rios. Cada ministro deve conhecer e saber desempenhar bem o seu pr\u00f3prio minist\u00e9rio com compet\u00eancia, dignidade e espiritualidade. Esp\u00edrito de servi\u00e7o sem vaidade, aplica\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio para n\u00e3o cair na improvisa\u00e7\u00e3o, disponibilidade sem arrog\u00e2ncia, esfor\u00e7o de coer\u00eancia entre minist\u00e9rio e vida, esp\u00edrito de comunh\u00e3o e comunidade sem individualismo: eis algumas das virtudes indispens\u00e1veis para exercer dignamente um minist\u00e9rio \u00e0 imita\u00e7\u00e3o d\u00b4Aquele que veio para servir e n\u00e3o para ser servido (Mc 10, 45).   4. As Voca\u00e7\u00f5es na Igreja Depois da apresenta\u00e7\u00e3o dos diversos minist\u00e9rios queria ainda reflectir sobre um valor fundamental que lhes est\u00e1 intimamente ligado e \u00e9 condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para o compromisso apost\u00f3lico e mission\u00e1rio: a voca\u00e7\u00e3o. De facto, Deus no seu amor chama e envia todos e cada um ao servi\u00e7o do Evangelho. Mas cada crist\u00e3o recebe d\u2019Ele a sua pr\u00f3pria e espec\u00edfica voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. Em primeiro lugar, o problema vocacional p\u00f5e-se a cada um: a exig\u00eancia de discernir a voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que Deus nos reserva na nossa tarefa de anunciar o Evangelho e edificar a Igreja de Jesus Cristo. Isto significa n\u00e3o s\u00f3 saber o que Deus quer de n\u00f3s, mas tamb\u00e9m o compromisso de fazer o que Ele nos pede. \u00c9 uma responsabilidade pessoal que recebe aquele que \u00e9 chamado: manter sempre viva, grata e alegre a consci\u00eancia da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o e dar uma resposta livre, generosa e cheia de amor a Deus que chama: \u201cE eu respondi: eis-me aqui, envia-me\u201d (Is 6,8). Mas o problema vocacional diz tamb\u00e9m respeito a toda a vida e ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja, chamada a suscitar, discernir, acompanhar e apoiar todas as voca\u00e7\u00f5es na sua variedade e complementaridade: ao matrim\u00f3nio, \u00e0 vida consagrada, aos minist\u00e9rios, ao apostolado em geral. As voca\u00e7\u00f5es na igreja surgem num apelo que vem de Deus, mas que se realiza normalmente atrav\u00e9s da media\u00e7\u00e3o humana. Neste contexto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que deve ser reservada hoje uma singular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s voca\u00e7\u00f5es sacerdotais. Trata-se de \u201cum problema vital para o futuro da f\u00e9 crist\u00e3\u201d, como dizia Jo\u00e3o Paulo II. Sem voca\u00e7\u00f5es suficientes ao sacerd\u00f3cio ser\u00e1 mais dif\u00edcil o servi\u00e7o ao Evangelho e n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel uma renovada evangeliza\u00e7\u00e3o da nossa Igreja e do nosso territ\u00f3rio. N\u00f3s, padres e bispos, em primeiro lugar e a um t\u00edtulo espec\u00edfico, somos chamados a realizar uma verdadeira e pr\u00f3pria pedagogia vocacional que passa, antes de mais, pelo nosso testemunho comunit\u00e1rio, convicto e alegre de vida e servi\u00e7o, que deixe transparecer a beleza do sacerd\u00f3cio. Todavia, suscitar voca\u00e7\u00f5es \u00e9 uma corresponsabilidade de todo o povo de Deus e de cada comunidade crist\u00e3. Na carta apost\u00f3lica \u201cDar-vos-ei Pastores\u201d, o Papa Jo\u00e3o Paulo II insiste especialmente neste ponto de que devemos come\u00e7ar a preparar nas par\u00f3quias um terreno f\u00e9rtil para que a ac\u00e7\u00e3o de Deus se desenvolva e o seu apelo possa ser ouvido e seguido. Para que estes primeiros passos possam ter possibilidades de sucesso \u00e9 preciso estar convicto de que \u201ctodos os membros da Igreja, sem excep\u00e7\u00e3o, t\u00eam a gra\u00e7a e a responsabilidade do cuidado pelas voca\u00e7\u00f5es\u201d (n.41). De um modo particular, as fam\u00edlias crist\u00e3s devem ser o lugar primordial onde se educa e abre o cora\u00e7\u00e3o para as diversas voca\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito.  \u00c9 preciso animar e acompanhar vocacionalmente cada idade desde o come\u00e7o da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 at\u00e9 aos anos da juventude madura. Para esse efeito, a Diocese disp\u00f5e do servi\u00e7o do Pr\u00e9-Semin\u00e1rio, mas cada comunidade tem uma responsabilidade inalien\u00e1vel. Em cada comunidade seria desej\u00e1vel a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de apoio \u00e0s voca\u00e7\u00f5es. Por fim, sabemos que toda a voca\u00e7\u00e3o \u00e9 dom de Deus. Fa\u00e7o pois um apelo sentido a toda a Diocese para dar vida a \u201cuma grande ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es\u201d, uma ora\u00e7\u00e3o vivida com intensa confian\u00e7a e perseveran\u00e7a, capaz de envolver pessoalmente todos os membros do povo de Deus e a realizar com oportunas modalidades comunit\u00e1rias. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio estruturar uma vasta e capilar pastoral das voca\u00e7\u00f5es, que envolva as par\u00f3quias, os centros educativos, as fam\u00edlias, suscitando uma reflex\u00e3o mais atenta sobre os valores essenciais da vida, cuja s\u00edntese decisiva est\u00e1 na resposta que cada um \u00e9 convidado a dar ao chamamento de Deus, especialmente quando este pede total doa\u00e7\u00e3o de si mesmo e das pr\u00f3prias for\u00e7as \u00e0 causa do Reino de Deus\u201d(NMI 46). Pe\u00e7o pois ao Secretariado Diocesano das Voca\u00e7\u00f5es que estude as iniciativas mais oportunas e adequadas a propor \u00e0 Diocese para uma renovada e mais vigorosa pastoral vocacional, como tamb\u00e9m as modalidades concretas para promover \u201ca grande ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es\u201d nas par\u00f3quias, nos arciprestados, nas associa\u00e7\u00f5es e movimentos eclesiais.  5. Servidores da alegria do Evangelho Todos os minist\u00e9rios na Igreja s\u00e3o um servi\u00e7o \u00e0 alegria do Evangelho enquanto not\u00edcia alegre da salva\u00e7\u00e3o de Deus para os homens. Qualquer minist\u00e9rio \u00e9 belo e grande porque, em definitivo, \u00e9 um servi\u00e7o \u00e0 alegria de Deus que quer fazer a sua entrada no mundo e \u00e0 alegria da comunh\u00e3o. \u201cComo s\u00e3o belos os p\u00e9s dos que anunciam a Boa Nova\u201d(Rom 10, 15). Por isso, o pr\u00f3prio exerc\u00edcio do minist\u00e9rio \u00e9 chamado a tornar-se uma fonte e uma experi\u00eancia de alegria. \u00c9 cheio de significado que S. Lucas refira esta experi\u00eancia dos 72 disc\u00edpulos no regresso da miss\u00e3o recebida de Jesus: \u201cOs setenta e dois voltaram cheios de alegria, dizendo: Senhor, at\u00e9 os dem\u00f3nios se sujeitaram a n\u00f3s em teu nome. Disse-lhes Ele: N\u00e3o vos alegreis porque os esp\u00edritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no C\u00e9u\u201d(Lc 10, 17-20). Cada um de n\u00f3s \u00e9 chamado a viver com alegria, serenidade e simplicidade o pr\u00f3prio minist\u00e9rio ou servi\u00e7o, pequeno ou grande que seja.  Acolhamos pois o convite de Paulo VI: \u201cConservemos o fervor do esp\u00edrito. Conservemos a doce e constante alegria de evangelizar, mesmo quando \u00e9 preciso semear nas l\u00e1grimas. Seja isto para n\u00f3s \u2013 como o foi para Jo\u00e3o Baptista, para Pedro e Paulo, para os ap\u00f3stolos e para uma multid\u00e3o de extraordin\u00e1rios evangelizadores ao longo da hist\u00f3ria da Igreja \u2013 um impulso interior que ningu\u00e9m nem nada poder\u00e1 extinguir. Possa o mundo do nosso tempo \u2013 que busca na ang\u00fastia ou na esperan\u00e7a \u2013 receber a Boa Nova n\u00e3o de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes e ansiosos, mas de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, que tenham recebido em primeiro lugar a alegria de Cristo e aceitem arriscar a pr\u00f3pria vida a fim de que o Reino seja anunciado e a Igreja implantada no cora\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (EN 80). N\u00e3o queria terminar esta carta sem expressar mais uma vez todo o meu reconhecimento aos padres da diocese pela sua dedica\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio pastoral e tamb\u00e9m a minha estima particular a todos os leigos que aceitam consagrar uma parte do seu tempo e das suas energias, com tanta generosidade, aos v\u00e1rios servi\u00e7os e minist\u00e9rios em prol da comunidade crist\u00e3.  Sigamos em frente com esperan\u00e7a, confiando a realiza\u00e7\u00e3o do nosso plano pastoral ao Senhor Jesus e a Maria, Sua M\u00e3e:  Senhor Jesus, Concede-nos meditar sobre o sentido do mist\u00e9rio da Igreja Para podermos realizar a responsabilidade eclesial Que cada um deve assumir na pr\u00f3pria comunidade. Concede-nos meditar este mist\u00e9rio de que participamos por tua gra\u00e7a E de que somos chamados a ser colaboradores por chamamento teu. Senhor, Tu vives e est\u00e1s presente na tua Igreja: Nela infundes o teu Esp\u00edrito; nela difundes os teus dons e carismas; Nela nos abrigas, proteges e consolas; nela e por ela crias um Corpo vis\u00edvel Para irradiar a tua luz, a tua gra\u00e7a e a tua paz a todos os homens. Faz-nos conhecer a grandeza da voca\u00e7\u00e3o a que nos chamas Mediante a vida, o servi\u00e7o e o minist\u00e9rio neste Corpo que \u00e9 teu E que irradia o esplendor da tua Beleza no tempo,  \u00c0 espera da tua plenitude na gl\u00f3ria. N\u00f3s to pedimos por intercess\u00e3o de Maria, tua e nossa M\u00e3e, Nossa Senhora da Esperan\u00e7a, que \u00e9 a imagem da Igreja peregrina. \u00c1men!  Festa da Natividade de Nossa Senhora, 08 de Setembro de 2005 Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Viseu  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Pastoral de D. Ant\u00f3nio Marto sobre &#8220;Servidores da Alegria do Evangelho: Minist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es na Igreja&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[98,108,127,184,199,206,221,237,246,294,314,326,329],"class_list":["post-14053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-acolitos","tag-ano-da-eucaristia","tag-catequese","tag-diocese-de-viseu","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-historia-da-igreja","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-sacramentos","tag-solidariedade","tag-vida-consagrada","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14053\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}