{"id":14041,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/indios-festejam-homologacao-da-terra-em-roraima\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"indios-festejam-homologacao-da-terra-em-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/indios-festejam-homologacao-da-terra-em-roraima\/","title":{"rendered":"\u00cdndios festejam homologa\u00e7\u00e3o da terra em Roraima"},"content":{"rendered":"<p>Mais de quatro mil \u00edndios celebram a vit\u00f3ria da terra no grande \u201cmaloc\u00e3o\u201dde Maturuca, a 320 quil\u00f3metros de Boa Vista, capital do estado de Roraima.   Uma vit\u00f3ria sofrida durante 34 longos anos de luta, em que 21 l\u00edderes foram assassinados, d\u00e1-lhes o direito a habitar a terra onde sempre viveram, na \u00e1rea Raposa Serra do Sol. A 15 de Abril passado, o presidente brasileiro, Lula da Silva, assinou o decreto da homologa\u00e7\u00e3o, superadas praticamente todas as numerosas barreiras legais que foram colocadas pelos advers\u00e1rios. As dificuldades a superar foram tantas que, no dizer de juristas e governantes, o caso tornou-se um modelo para outros, cujos processos est\u00e3o em curso. A festa iniciou em Maturuca, uma aldeia s\u00edmbolo, onde h\u00e1 34 anos os \u00edndios assumiram o compromisso de lutar pela sua terra, dizendo \u201cn\u00e3o ao \u00e1lcool, sim \u00e0 comunidade\u201d. Hoje senhores da sua terra, a sua cultura est\u00e1 mais viva do que nunca, demonstram uma grande capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e apresentam-se como povos cheios de dignidade e dinamismo. No grande \u201cmaloc\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o\u201d, uma maloca redonda constru\u00edda em apenas um m\u00eas para os festejos, ao lado da \u201cmaloca da demarca\u00e7\u00e3o\u201d, recebem os convidados de outras comunidades de \u00edndios, assim como os amigos do pa\u00eds e do estrangeiro que estiveram ao seu lado nesta longa caminhada. Dia ap\u00f3s dia, entre celebra\u00e7\u00f5es e dan\u00e7as, s\u00e3o recordados os passos mais importantes, assim como v\u00e1rios momentos dram\u00e1ticos da sua longa caminhada. A festa mostrou a todos e de um modo particular \u00e0s autoridades, se ainda fosse necess\u00e1rio, a unidade e a capacidade de organiza\u00e7\u00e3o dos povos macuxi, ingarik\u00f3, wapichana, taurepang e patamona, que habitam a \u00e1rea homologada da Raposa Serra do Sol. Nem a malvadez e a insensatez de um punhado de fazendeiros conseguiu toldar a alegria dos \u00edndios. Nas primeiras horas da madrugada de 22 de Setembro incendiaram uma ponte, na tentativa de impedir os visitantes de regressarem a Boa Vista ap\u00f3s os festejos. Felizmente um chefe da regi\u00e3o deu conta do sucedido e acorreu com alguns \u00edndios a apagar o fogo. Ficaram danificadas 40 pranchas de madeira, que impedem somente os autocarros de regressarem a Boa Vista, uma vez que os carros ligeiros, embora com alguma dificuldade conseguem passar. Passadas cerca de 24 horas, apesar de alertadas as autoridades ainda n\u00e3o se mexeram. Os mission\u00e1rios est\u00e3o a mobilizar uma equipa para reparar a ponte, embora provisoriamente, de modo a dar passagem aos autocarros.    De Maturuca, Roraima: El\u00edsio Assun\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de quatro mil \u00edndios celebram a vit\u00f3ria da terra no grande \u201cmaloc\u00e3o\u201dde Maturuca, a 320 quil\u00f3metros de Boa Vista, capital do estado de Roraima. 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