{"id":139978,"date":"2019-06-12T13:02:22","date_gmt":"2019-06-12T12:02:22","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=139978"},"modified":"2025-03-14T15:56:39","modified_gmt":"2025-03-14T15:56:39","slug":"nos-passos-de-santo-antonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nos-passos-de-santo-antonio\/","title":{"rendered":"\u00abNos passos de Santo Ant\u00f3nio\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>O santo de Lisboa, de P\u00e1dua e do Mundo<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/capa_livro_cadilhe1.png\" width=\"270\" height=\"418\" \/>Este \u00e9 o t\u00edtulo de uma publica\u00e7\u00e3o que deu \u00e0 luz um poss\u00edvel itiner\u00e1rio que Santo Ant\u00f3nio ter\u00e1 feito quando saiu de Lisboa para ir em miss\u00e3o. O viajante Gon\u00e7alo Cadilhe percorreu esta viagem medieval e atrav\u00e9s da escrita revela paisagens, lugares e sensa\u00e7\u00f5es que trazem outra perspetiva deste santo popular.<\/p>\n<p>Muitas s\u00e3o as biografias que existem sobre Santo Ant\u00f3nio e que Gon\u00e7alo Cadilhe leu e investigou pois n\u00e3o queria relatar os milagres nem as tradicionais lendas associadas ao santo. O escritor quis pegar no mapa e ir desenhando a sua progress\u00e3o da viagem que \u201ccorresponde quase sempre \u00e0 cronologia ascendente da exist\u00eancia de Santo Ant\u00f3nio\u201d, como se l\u00ea na sua introdu\u00e7\u00e3o. A Ecclesia conversou com Gon\u00e7alo Cadilhe que foi abrindo o \u201cba\u00fa das hist\u00f3rias\u201d desta viagem medieval.<\/p>\n<p>\u201cNo seguimento do que venho a desenvolver como escritor viajante surgiu esta publica\u00e7\u00e3o\u00a0 e esta figura da Hist\u00f3ria de Portugal merecia que eu percorresse o seu percurso.<\/p>\n<p>Santo Ant\u00f3nio foi um grande viajante, talvez um dos mais extraordin\u00e1rios, o primeiro e \u00e9 preciso perceber esta viagem em que n\u00e3o havia estradas, numa \u00e9poca em que era extremamente dif\u00edcil viajar ele foi um grande viajante\u201d, referiu Gon\u00e7alo Cadilhe \u00e0 Ecclesia.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Cadilhe, natural da Figueira da Foz, explicou que a faceta de viajante deste santo \u201cn\u00e3o \u00e9 posta na ribalta, nem causa admira\u00e7\u00e3o\u201d e por isso lhe quis dar relevo neste livro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-139978-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ecclesia_11jun2019b.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ecclesia_11jun2019b.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ecclesia_11jun2019b.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/uploads.knightlab.com\/storymapjs\/770ac88df89a2f5f542fc695034924eb\/nos-passos-de-santo-antonio\/index.html\" width=\"100%\" height=\"800\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/goncalo_cadilhe.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>\u201cEu quis ser companheiro de marcha de Santo Ant\u00f3nio, com falta de humildade, nem sei se me aceitaria, como tal\u2026\u201d<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 30 anos a seguir esta vida de escritor viajante, jornalista em viagem, Gon\u00e7alo Cadilhe p\u00f5e em compara\u00e7\u00e3o a sua viagem com \u201ca viagem de um mission\u00e1rio do in\u00edcio do s\u00e9culo XIII\u201d.<\/p>\n<p>Antes de surgirem letras e palavras nas p\u00e1ginas da obra surge um mapa com o percurso percorrido, um pedido do autor por considerar importante que o leitor tivesse a no\u00e7\u00e3o da viagem.<\/p>\n<p>\u201cA viagem de Santo Ant\u00f3nio mostra bem a qualidade deste viajante. Ele parte de Coimbra, porque se sabe que ele foi de Lisboa para l\u00e1 pelos 14 ou 15 anos, junta-se aos franciscanos e \u00e9 a partir da\u00ed que abandona a vida de claustro e biblioteca e vive pela estrada.<\/p>\n<p>Marrocos, Tun\u00edsia, atravessou para Palermo, na Sic\u00edlia, sobe at\u00e9 Assis, onde conhece S\u00e3o Francisco, recebe encargos pelo norte de It\u00e1lia e sul de Fran\u00e7a, ter\u00e1 atravessado os Alpes, e depois segue para Toulouse; regressa a It\u00e1lia com a morte de S\u00e3o Francisco, e depois continua por v\u00e1rias prov\u00edncias de It\u00e1lia at\u00e9 P\u00e1dua, onde acaba por falecer\u201d, resume o autor.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/santo_antonio_lisboa_manchete_esq1.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este viajante do nosso tempo passou \u201ccerca tr\u00eas meses\u201d nesta viagem medieval mas depois foi a v\u00e1rios locais outras vezes para se documentar e entrevistar pessoas.<\/p>\n<p>Partiu de Coimbra, onde Santo Ant\u00f3nio ter\u00e1 vivido e se tornado franciscano, e seguiu para Lisboa, onde Gon\u00e7alo Cadilhe encontrou o cardeal patriarca de Lisboa.<\/p>\n<p>\u201cEstive no museu de Santo Ant\u00f3nio, um ponto \u00f3bvio de pesquisa, porque precisava de conhecer quer a vida e o tempo de Santo Ant\u00f3nio, pois o livro \u00e9 uma an\u00e1lise hist\u00f3rica e pesquisa de todas as possibilidades reais da vida dele.<\/p>\n<p>E, S\u00e3o Vicente de Fora, antigo mosteiro onde ter\u00e1 vivido Santo Ant\u00f3nio como agostiniano, tive a sorte de poder ter o depoimento de D. Manuel Clemente e sabemos que \u00e9 um grande \u2018aficionado\u2019 do santo e apanhei um resumo, umas luzes que me davam todo o panorama geral para depois partir para os pormenores\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Na sua obra Gon\u00e7alo Cadilhe traz a realidade de Lisboa naquela \u00e9poca, tinha sido conquistada aos mouros h\u00e1 pouco tempo e o autor afirma que \u201cSanto Ant\u00f3nio ter\u00e1 sempre vivido entre mouros e crist\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNa altura ainda de seu nome Fernando Martins, que vinha de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia-alta, certamente teria contactos com a comunidade mu\u00e7ulmana e teria conhecimentos da l\u00edngua \u00e1rabe\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro dos locais de destaque \u00e9 a Bas\u00edlica de Assis onde o autor confessa se ter emocionado com um quadro onde figura este santo popular, um quadro de Giotto, que viria a ser \u201cum dos maiores revolucion\u00e1rios da arte\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTocou-me porque Giotto tem essa capacidade de colocar pela primeira vez a emo\u00e7\u00e3o, a carga humana, num quadro. A roupa mexe-se, as crian\u00e7as choram\u2026 e neste caso Santo Ant\u00f3nio estava ali, estava o esp\u00edrito do caminho, a sacralidade do lugar, foi muito forte\u2026\u201d, confessou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a style=\"font-weight: bold;\" href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-18-_-_Apparition_at_Arles.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-140000\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-18-_-_Apparition_at_Arles.jpg\" alt=\"\" width=\"648\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-18-_-_Apparition_at_Arles.jpg 648w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Giotto_-_Legend_of_St_Francis_-_-18-_-_Apparition_at_Arles-225x260.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&#8220;Apari\u00e7\u00e3o em Arles&#8221;, Giotto, Bas\u00edlica Superior de Assis<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/022a-Montepaolo1500.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O caminho pelas p\u00e1ginas do livro e pela viagem medieval vai prosseguindo na conversa com a Ecclesia e Gon\u00e7alo Cadilhe p\u00e1ra para destacar um lugar peculiar na vida de Santo Ant\u00f3nio, em Montepaolo.<\/p>\n<p>\u201cMais do que a gruta, que entretanto foi tapada pela fachada de uma capela, n\u00e3o h\u00e1 dimens\u00e3o da beleza, da rocha, dos sentimentos rom\u00e2nticos no indiv\u00edduo em confronto consigo pr\u00f3prio mas temos um lugar isolado, n\u00e3o se ouve atividade humana.<\/p>\n<p>Foi um dos lugares em que eu percebi a necessidade santo Ant\u00f3nio se refugiar, ausentar e ficar a s\u00f3s\u201d, esclareceu o autor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cMas quando Santo Ant\u00f3nio esteve aqui nem igreja havia. O que havia, sim, era uma gruta num dos barrancos que descem da crista. Encontro o trilho arranjadinho e arejado que se enfia pelos bosques e desce em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 gruta de Santo Ant\u00f3nio\u201d. livro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro lugar que se tornou predileto para o escritor foi La Verna, um santu\u00e1rio e mosteiro, a 1100m de altitude, que acolhe peregrinos e lhes d\u00e1 uma experi\u00eancia de \u201csil\u00eancio e serenidade\u201d onde \u00e9 poss\u00edvel se \u201causentar do mundo\u201d, como o autor explica na obra.<\/p>\n<p>La Verna foi um dos lugares prediletos de S\u00e3o Francisco de Assis e decerto tamb\u00e9m visitado por Santo Ant\u00f3nio, um ermo solit\u00e1rio e assombrado que deixa passar o lado mais \u201cespiritual do eremita medieval\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cEm La Verna o peregrino que existia em mim chegou ao seu destino\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o autor o livro deixa ainda um \u201cparadoxo por resolver\u201d, as duas puls\u00f5es de Santo Ant\u00f3nio, o lado de uma \u201csolid\u00e3o recatada\u201d e a rela\u00e7\u00e3o que tinha com as \u201cgrandes massas das grandes cidades\u201d.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Cadilhe fez a sua viagem medieval at\u00e9 P\u00e1dua, cidade onde est\u00e1 sepultado Santo Ant\u00f3nio, o santo que ele considera como \u201cprincipal construtor do movimento franciscano\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLiberta sementes do humanismo, coloca o Homem no centro do Universo, abre as portas do futuro laico e cient\u00edfico onde nos colocamos hoje todos n\u00f3s\u201d, l\u00ea-se.<\/p>\n<p>&#8220;Santo Ant\u00f3nio de Lisboa, de P\u00e1dua e do mundo&#8221; \u00e9 mote para os programas de r\u00e1dio Ecclesia, na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablica, at\u00e9 dia 14 de Junho, pelas 22h45, ficando online depois em agencia.ecclesia.pt.<\/p>\n<p><em>Reportagem: S\u00f3nia Neves<\/em><br \/>\n<em>Fotos: Gon\u00e7alo Cadilhe<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O santo de Lisboa, de P\u00e1dua e do Mundo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":140016,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-139978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139978\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}