{"id":1396,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cidades-vilas-e-concelhos-dioceses-e-paroquias\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cidades-vilas-e-concelhos-dioceses-e-paroquias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cidades-vilas-e-concelhos-dioceses-e-paroquias\/","title":{"rendered":"CIDADES, VILAS E CONCELHOS, DIOCESES E PAR\u00d3QUIAS"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio MArcelino, Bispo de Aveiro <!--more--> A evolu\u00e7\u00e3o social e o crescimento demogr\u00e1fico, as novas vias  rodovi\u00e1rias, a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura e a mentalidade corrente aconselham a que se revejam, periodicamente, as estruturas administrativas e sociais e at\u00e9 mesmo as religiosas. Ali\u00e1s, para bem da vida das pessoas, a revis\u00e3o peri\u00f3dica de todas as estruturas que as servem \u00e9 uma exig\u00eancia salutar  que se imp\u00f5e cada vez mais aos respons\u00e1veis p\u00fablicos. Nos \u00faltimos dias t\u00eam dado que falar os novos concelhos, os que esperavam ser e n\u00e3o foram, e ainda as novas cidades e vilas. Tamb\u00e9m, de vez em quando, vem \u00e0 conversa, nos meios eclesi\u00e1sticos, a  necessidade de criar novas dioceses e, aqui e ali, novas par\u00f3quias. N\u00e3o esquecendo a compet\u00eancia de quem pode ou deve tomar decis\u00f5es neste campo, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que as pessoas se empenhem, opinem e se organizem para chamar a aten\u00e7\u00e3o de quem parece alheio ou distra\u00eddo. No campo administrativo jogam demais o bairrismo e as influ\u00eancias pol\u00edtico-partid\u00e1rias. As decis\u00f5es s\u00e3o aceites ou contestadas consoante as promessas eleitorais e os interesses reconhecidos ou rejeitados. Ficam muitas vezes, depois de tudo, tens\u00f5es e disc\u00f3rdias que levam tempo a sarar. Nestas coisas deve prevalecer a objectividade, o bem das popula\u00e7\u00f5es e nunca os jogos partid\u00e1rios. O espect\u00e1culo recente n\u00e3o honrou os pol\u00edticos, nem serviu as popula\u00e7\u00f5es. Na vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem pesar raz\u00f5es passageiras, mas sim o ju\u00edzo cuidadoso sobre os requisitos legais cumpridos, o bem concreto das popula\u00e7\u00f5es e a possibilidade de resposta, no momento, \u00e0s exig\u00eancias da\u00ed emergentes. Mais cidades ou mais vilas (porqu\u00ea estas e n\u00e3o outras?) denunciam um enredo que vence a for\u00e7a decisiva da teimosia e da influ\u00eancia. Corre-se assim o risco de ningu\u00e9m ligar import\u00e2ncia ao facto e apenas fique satisfeito o bairrismo local por ver o nome da sua terra precedido de um vistoso \u201cvila ou cidade de\u2026\u201d Gostava que nestas coisas se andasse por outros caminhos e com outros crit\u00e9rios. Quanto \u00e0s estruturas da Igreja, o princ\u00edpio indiscut\u00edvel \u00e9 o melhor meio de evangelizar, a resposta pastoral poss\u00edvel, a presen\u00e7a mais eficaz da Igreja numa comunidade humana concreta, o n\u00famero de pessoas a beneficiar e o seu meio de vida. O bairrismo ou a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem entrar aqui e, muito menos, outras raz\u00f5es, traduzidas em despique de grandeza ou em outros interesses diversificados. Hoje a Igreja p\u00f5e a  rela\u00e7\u00e3o pessoal do bispo ou do padre com o seu povo como um elemento determinante. As exig\u00eancias de outros tempos, como semin\u00e1rio e tribunal eclesi\u00e1stico pr\u00f3prios, para as dioceses, e o n\u00famero de padres para as novas par\u00f3quias, est\u00e3o hoje  ultrapassadas pelas solu\u00e7\u00f5es interdiocesanas, e pelo alargamento poss\u00edvel  da ac\u00e7\u00e3o pastoral a equipas diversificadas, que n\u00e3o apenas clericais. Temas normais de debate, com pena que o sejam pouco.  D. Ant\u00f3nio Marcelino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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