{"id":13846,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/em-busca-de-um-cristianismo-para-o-seculo-xxi\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"em-busca-de-um-cristianismo-para-o-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/em-busca-de-um-cristianismo-para-o-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Em busca de um Cristianismo para o s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<p>O lugar do Cristianismo no s\u00e9culo XXI foi o tema que reuniu no passado fim-de-semana, em Valadares (Gaia), um grupo de prestigiados fil\u00f3sofos, soci\u00f3logos e outros pensadores. A iniciativa n\u00e3o passou despercebida nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e assumiu-se como um momento diferente de reflex\u00e3o sobre o espa\u00e7o teol\u00f3gico e as suas implica\u00e7\u00f5es na defini\u00e7\u00e3o da sociedade em que vivemos. \u201cDeus no s\u00e9culo XXI e o futuro do Cristianismo\u201d foi o mote para as v\u00e1rias confer\u00eancias, que passaram por temas t\u00e3o diversos como o di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter-religioso, o papel da mulher, a democracia, a globaliza\u00e7\u00e3o, a bio\u00e9tica ou Karl Marx. Em comum o facto de serem desafios que o Cristianismo e os crist\u00e3os t\u00eam de assumir. \u201cO futuro do Cristianismo passa por assumir os grandes desafios da humanidade\u201d, refere em declara\u00e7\u00f5es ao programa ECCLESIA o Pe. Anselmo Borges, organizador deste evento que assinalou os 75 anos da Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova (SMBN). \u201cA globaliza\u00e7\u00e3o, a gen\u00e9tica, as neuroci\u00eancias, os media, todas essas quest\u00f5es devem ser assumidas pelos crist\u00e3os, porque os desafios \u00e0 humanidade s\u00e3o os desafios \u00e0 Igreja, aos crist\u00e3os e nomeadamente aos cat\u00f3licos\u201d, acrescenta. O Pe. Ant\u00f3nio Couto, Superior Geral da SMBN, explicou \u00e0 ECCLESIA que a ideia de um Congresso nasceu da constata\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de factos relacionados com a vida da Igreja. \u201cO que n\u00f3s notamos, cada vez mais, \u00e9 que a mensagem dos padres muitas vezes n\u00e3o passa. Para passar talvez tenhamos todos de reflectir, n\u00e3o s\u00f3 pela palavra dita, mas tamb\u00e9m pela palavra que eu devo dizer: Deus n\u00e3o fala s\u00f3 pelos profetas, fala nos profetas\u201d, aponta.  Sobre o leque de personalidades escolhidas, este respons\u00e1vel assegura que a inten\u00e7\u00e3o era \u201cque o Congresso, por ser muito aberto, chegasse a outras pessoas, porque isso tamb\u00e9m \u00e9 ser mission\u00e1rio\u201d. Os Mission\u00e1rios da Boa Nova s\u00e3o o \u00fanico instituto exclusivamente mission\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o portuguesa. A pedido do Episcopado Portugu\u00eas, foi fundado em 1930 pelo Papa Pio XI. \u00c9 constitu\u00eddo por padres e leigos que se consagram por toda a vida \u00e0 actividade mission\u00e1ria.  <b>Linguagem para hoje<\/b> Uma preocupa\u00e7\u00e3o constante nos trabalhos do Congresso foi a de se encontrar, na Igreja, uma linguagem para o mundo de hoje. \u201cEu, pessoalmente, sou muito sens\u00edvel \u00e0 procura, no normal dos Media, de sinais da Transcend\u00eancia, tentando ver como \u00e9 que Deus fala a partir de acontecimentos, linguagens e express\u00f5es de hoje\u201d, referia Manuel Pinto, um dos conferencistas. O Superior Geral da SMBN, por seu lado, admite um \u201cproblema de linguagem\u201d quando a Igreja procura falar \u201cpara este tempo, para este Homem que tem problemas que n\u00e3o existiam h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s\u201d. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio ter como pano de fundo a Teologia, mas tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rias as ci\u00eancias do homem. N\u00f3s, que nos dedicamos a anunciar a Palavra, temos de saber a quem anunciamos\u201d, ressalta. Dentro dessa procura da linguagem nova ganham destaque problemas como o papel da mulher ou a descentraliza\u00e7\u00e3o da Igreja, debatidos durante o Congresso. Para Anselmo Borges, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio dar autonomia \u00e0s Igrejas que est\u00e3o em \u00c1frica, na \u00c1sia, n\u00e3o podemos continuar a impor a todas uma Hist\u00f3ria do Cristianismo que foi feita aqui na Europa\u201d. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio renovar a Teologia, v\u00ea-la num outro horizonte de compreens\u00e3o\u201d, acrescenta, ao mesmo tempo que acusa a \u201cIgreja oficial\u201d de excluir a mulher. \u201cSe a Igreja n\u00e3o criar estruturas democartizantes n\u00e3o vai ter facilidades no mundo contempor\u00e2neo, pelo contr\u00e1rio\u201d, vaticina. A mudan\u00e7a cultural e de paradigma que actualmente se vive na Europa foi uma das t\u00f3nicas das diversas sess\u00f5es do Congresso. Na confer\u00eancia que concluiu o Congresso, o te\u00f3logo Johann Baptist Metz criticou duramente o texto do Tratado Constitucional da Uni\u00e3o Europeia, considerando que nele triunfou uma l\u00f3gica laicista \u00e0 francesa que, &#8220;no seu cerne, \u00e9 antipluralista\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lugar do Cristianismo no s\u00e9culo XXI foi o tema que reuniu no passado fim-de-semana, em Valadares (Gaia), um grupo de prestigiados fil\u00f3sofos, soci\u00f3logos e outros pensadores. 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