{"id":138388,"date":"2019-05-28T13:19:06","date_gmt":"2019-05-28T12:19:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=138388"},"modified":"2019-05-28T13:19:06","modified_gmt":"2019-05-28T12:19:06","slug":"a-cruz-escondida-57","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-57\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Leah Sharibu passou o anivers\u00e1rio em cativeiro na Nig\u00e9ria. Pela segunda vez.<\/em><!--more--><\/p>\n<h3><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-138389 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Leah_fais.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>O pre\u00e7o da liberdade<\/strong><\/h3>\n<p>Est\u00e1 em cativeiro desde 19 de Fevereiro de 2018. Foi raptada com mais 110 colegas do seu col\u00e9gio pelo Boko Haram, um dos mais tem\u00edveis grupos terroristas da actualidade. Todas as outras raparigas foram libertadas menos ela. Leah Sharibu recusou renunciar ao Cristianismo, como os terroristas exigiam. Sexta-feira, 17 de Maio, foi o dia do seu anivers\u00e1rio. Fez 16 anos. Leah teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe ao certo como est\u00e1 Leah Sharibu desde que esta jovem crist\u00e3 foi raptada pelo Boko Haram, grupo terrorista de inspira\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica que luta pela cria\u00e7\u00e3o de um \u201ccalifado\u201d no norte da Nig\u00e9ria. Ningu\u00e9m sabe sequer se esta jovem crist\u00e3 est\u00e1 a ser maltratada fisicamente ou n\u00e3o. O simples facto de estar em cativeiro \u00e9 uma viol\u00eancia sem nome, sobretudo tratando-se de uma jovem, uma adolescente. Leah foi raptada juntamente com mais 110 raparigas que estudavam num col\u00e9gio interno na cidade de Dapchi, situada na Diocese de Maiduguri, no nordeste do pa\u00eds, no dia 19 de Fevereiro de 2018. Um m\u00eas depois, todas as outras raparigas foram devolvidas \u00e0s suas fam\u00edlias com excep\u00e7\u00e3o de Leah Sharibu, que sendo a \u00fanica crist\u00e3 do grupo recusou converter-se ao Islamismo como os terroristas exigiam a troco da sua liberta\u00e7\u00e3o. O Boko Haram \u00e9 considerado um dos mais tem\u00edveis e sanguin\u00e1rios grupos terroristas da actualidade. Ningu\u00e9m sabe ao certo como s\u00e3o os dias de Leah Sharibu, mas imagina-se a ang\u00fastia dos seus pais na passada sexta-feira, 17 de Maio, dia em que a filha fez 16 anos. A impot\u00eancia perante o destino de Leah deve ser imensa\u2026 Os dias e as horas s\u00e3o infind\u00e1veis desde que ela foi raptada. A \u00faltima vez em que tiveram not\u00edcias dela foi em Outubro. Nesse m\u00eas, os terroristas divulgaram um v\u00eddeo onde amea\u00e7avam manter a jovem crist\u00e3 como \u201cescrava para a vida\u201d. Imagina-se o sofrimento dos pais de Leah\u2026 Sobra-lhes apenas a certeza da f\u00e9. A mesma f\u00e9 que fez a jovem enfrentar os terroristas para lhes dizer \u201cn\u00e3o\u201d. Leah teve a coragem de n\u00e3o renunciar ao Cristianismo, de n\u00e3o abandonar a sua religi\u00e3o. Teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>O ataque a Dapchi<\/strong><\/h3>\n<p>O assalto \u00e0 escola de Dapchi fez lembrar ao mundo o ataque, em Abril de 2014, a uma outra escola, em Chibok. Dessa vez, mais de duas centenas de raparigas ca\u00edram nas m\u00e3os dos terroristas. Muitas conseguiram fugir, outras foram libertadas e algumas est\u00e3o a estudar no estrangeiro. Respons\u00e1veis de uma dessas escolas, a Universidade Americana de Yola, dizem que essas alunas t\u00eam padr\u00f5es de comportamento que revelam sentimentos profundos de depress\u00e3o que s\u00f3 o tempo poder\u00e1 amenizar. Na verdade, ningu\u00e9m consegue imaginar o medo que todas estas raparigas j\u00e1 experimentaram. Em Maio de 2014, Abubakar Shekay, o l\u00edder do Boko Haram, apareceu num v\u00eddeo onde se viam dezenas de raparigas vestidas dos p\u00e9s \u00e0 cabe\u00e7a com trajes mu\u00e7ulmanos. Eram antigas alunas da escola de Chibok. Abubakar amea\u00e7ou vender todas essas jovens, afirmando que \u201ca escravid\u00e3o \u00e9 permitida\u201d na sua religi\u00e3o. Relatos surgidos ent\u00e3o na imprensa davam conta de que algumas das estudantes de Chibok teriam sido mesmo for\u00e7adas a casar ou teriam sido vendidas como escravas. A BBC chegou a escrever, citando testemunhas, que algumas dessas jovens ter\u00e3o sido vendidas por cerca de 12 euros cada uma. Leah Sharibu fez 16 anos no dia 17 de Maio. Ningu\u00e9m consegue imaginar o medo que esta adolescente crist\u00e3 estar\u00e1 a sentir desde que caiu nas m\u00e3os dos terroristas, desde que foi raptada. H\u00e1 s\u00f3 uma certeza nesta hist\u00f3ria. Leah teve a coragem de n\u00e3o renunciar ao Cristianismo, de n\u00e3o abandonar a sua religi\u00e3o. Teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre. Por isso, Leah Sharibu, que fez agora apenas 16 anos de idade, \u00e9 um exemplo para todos n\u00f3s.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leah Sharibu passou o anivers\u00e1rio em cativeiro na Nig\u00e9ria. 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