{"id":138191,"date":"2019-05-27T10:31:56","date_gmt":"2019-05-27T09:31:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=138191"},"modified":"2019-05-27T10:31:56","modified_gmt":"2019-05-27T09:31:56","slug":"equacao-da-potencia-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/equacao-da-potencia-do-amor\/","title":{"rendered":"Equa\u00e7\u00e3o da Pot\u00eancia do Amor"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m ama mal ou bem. Ou estamos treinados no amor ou n\u00e3o estamos. Por outro lado, o amor \u00e9 mais do que um sentimento, decis\u00e3o, ou at\u00e9 escolha, embora seja tudo isso. Amar \u00e9 uma aut\u00eantica for\u00e7a dinamizadora e transformadora do Universo. \u00c9 uma esp\u00e9cie de energia renov\u00e1vel que renova todas as coisas. Renova o nosso interior, os relacionamentos com os outros e com o mundo que nos rodeia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_138192\" aria-describedby=\"caption-attachment-138192\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-138192 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/LovingTogether1-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-138192\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Tim Marshall em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil definir <em>amar<\/em>, mas convido o leitor a acolher uma: <em>amar \u00e9 ser dom-de-si-mesmo.<\/em> Por outro lado, amar \u00e9 um verbo e implica ac\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, imagina que a pot\u00eancia do amor corresponde \u00e0 vari\u00e1vel <em>a<\/em>.<\/p>\n<p>Qualquer pot\u00eancia define-se como a rela\u00e7\u00e3o entre uma energia trocada num determinado intervalo de tempo. Assim, a pot\u00eancia do amor (<em>a<\/em>) seria a raz\u00e3o entre a energia do amor (<em>A<\/em>) vivida num per\u00edodo de tempo (<em>dt<\/em>), expressando-se como<\/p>\n<p><strong>a = A\/dt<\/strong><\/p>\n<p>Logo, aumentar a pot\u00eancia do amor (<em>a<\/em>) passa por amar cada vez mais e melhor (crescer <em>A<\/em>) no mais \u00ednfimo intervalo de tempo que \u00e9 o momento presente (onde <em>dt<\/em> tende para zero). Aplicar esta equa\u00e7\u00e3o exige treino.<\/p>\n<h3>Treinar o Amor-Dentro<\/h3>\n<h4>&#8230; no corpo<\/h4>\n<p>Os sentimentos s\u00e3o o modo mais evidente de experimentar o amor. \u00c9 claro que n\u00e3o se deve reduzir o amor aos sentimentos, mas o facto \u00e9 que, experimentar amar e ser amado, leva-nos a <em>sentir<\/em>. E o \u00fanico modo de sentir \u00e9 atrav\u00e9s do corpo. Sem corpo, n\u00e3o se sente. Cuidar bem do corpo significa cuidar bem do modo como sentimos. Mas significa algo mais para treinar o amor-dentro.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00e3o sabeis que o vosso corpo \u00e9 o templo do Esp\u00edrito Santo, que habita em v\u00f3s, porque o recebestes de Deus, e que v\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o vos pertenceis?\u201d (1 Cor 6, 19)<\/p><\/blockquote>\n<p>Cuidar bem do corpo assegura um templo do Esp\u00edrito Santo sempre disposto a amar. Por isso, cuidar do nosso corpo n\u00e3o \u00e9 uma atitude de quem se volta para si pr\u00f3prio, mas de quem cuida do templo do Esp\u00edrito Santo. Esse cuidado expressa-se das maneiras mais simples como:<\/p>\n<ul>\n<li>dormir 7-8h por noite;<\/li>\n<li>hidratar-se;<\/li>\n<li>caminhar;<\/li>\n<li>fazer exerc\u00edcio de manuten\u00e7\u00e3o, por exemplo, com pesos de 1kg (ou pacotes de arroz);<\/li>\n<li>respira\u00e7\u00e3o profunda;<\/li>\n<li>comer saud\u00e1vel e moderadamente.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>&#8230; na mente<\/h4>\n<p>A mente \u00e9 mais do que o lugar onde temos ideias ou desenvolvemos pensamentos. \u00c9 o lugar onde habita a nossa consci\u00eancia e atrav\u00e9s da qual podemos escutar a voz de Deus, de modo a amarmos como Ele nos ama. Amarmos sabendo ser dom-de-n\u00f3s-mesmos. Mas como treinar o amor-dentro atrav\u00e9s da mente?<\/p>\n<p>De todas as formas existem duas que prefiro: ler e escrever. <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ler-aguca-e-abre-a-mente\/\">Ler agu\u00e7a e abre a mente<\/a>. Escrever liberta-a para que seja criativa. Um dos h\u00e1bitos que iniciei em novembro de 2018 foi escrever 3 <a href=\"https:\/\/www.miguelpanao.com\/paginas-matinais\/\">p\u00e1ginas matinais<\/a> assim que me levanto. Sem filtros escrevo o que bem me apetece e quantas vezes n\u00e3o termino em ora\u00e7\u00e3o, ou com a vontade de amar mais e melhor.<\/p>\n<h4>&#8230; no esp\u00edrito<\/h4>\n<p>A nossa vida n\u00e3o est\u00e1 completa sem cuidarmos bem da sua dimens\u00e3o espiritual. \u00c9 uma parte de n\u00f3s que d\u00e1 sentido e significado ao corpo e \u00e0 mente, de tal modo que se tornam uma unidade indivis\u00edvel.<\/p>\n<p>Um esp\u00edrito s\u00e3o \u00e9 um esp\u00edrito livre de tudo o que o volta para si mesmo. Desse modo, cuidar bem do esp\u00edrito significa intensificar a vida de ora\u00e7\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quietude\/\">quietude<\/a> dos nossos pensamentos, e o resultado \u00e9 um despertar do <em>amor-dentro<\/em> treinado para as outras duas formas de treinar o amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Treinar o Amor-Outro<\/h3>\n<p>Se amar implica <em>ser dom-de-mim<\/em>, ser\u00e1 ao <em>outro<\/em> que se destina o meu amor. E se amar o outro incondicionalmente, como n\u00e3o despertar no outro o desejo de amar tamb\u00e9m? Da\u00ed que treinar o Amor-Outro se fa\u00e7a cuidando bem dos relacionamentos.<\/p>\n<p>Existem seis pontos simples que nos podem ajudar:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>ser o primeiro a amar<\/strong> &#8211; Quando estou com algu\u00e9m, seja quem for, procurar a primeira oportunidade de amar. Por exemplo, dar o meu lugar num meio de transporte p\u00fablico; dar espa\u00e7o para que um carro vindo de um cruzamento possa entrar na fila; dar uma pe\u00e7a de roupa que uso pouco ou que sinta ter a mais; emprestar um livro ou mesmo d\u00e1-lo. N\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00e3o \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>fazer-se um<\/strong> &#8211; Se o outro est\u00e1 triste, estou triste com ele. Se est\u00e1 alegre com algum sucesso, alegro-me com ele. Se est\u00e1 preocupado, sinto essa preocupa\u00e7\u00e3o como se fosse minha. <em>\u201dFazer-se um\u201d<\/em> significa mais do que estar na pele do outro, significa <em>entrar<\/em> na pele do outro para entender o que est\u00e1 a viver e fazer-lhe sentir de que n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. \u00c9 a revolu\u00e7\u00e3o da empatia que o mundo anseia.<\/li>\n<li><strong>amar a todos<\/strong> &#8211; N\u00e3o fazer acep\u00e7\u00e3o de pessoas. N\u00e3o interessa se \u00e9 pobre ou rico, alto ou magro, bonito ou feio. Interessa que \u00e9 pessoa e am\u00e1-la est\u00e1 ao meu alcance. Quando amamos a todos os que se cruzam no nosso caminho, treinamos o Amor-Outro e constru\u00edmos a fraternidade universal que queremos ver realizada no mundo.<\/li>\n<li><strong>amar os inimigos<\/strong> &#8211; Nada nos impede de amarmos as pessoas de quem n\u00e3o gostamos. Dar a outra face implica encontrar o modo criativo de superar os obst\u00e1culos ao relacionamento com aqueles de quem n\u00e3o gostamos. Pode ser um gesto genu\u00edno de interesse, ou n\u00e3o prolongar um desentendimento, procurar ir al\u00e9m do negativo e pensar que pode haver uma causa exterior, uma ferida, um sofrimento. Um inimigo \u00e9 uma oportunidade de fazer da compaix\u00e3o um modo de treinar o Amor-Outro.<\/li>\n<li><strong>ver Jesus no outro<\/strong> &#8211; Se Deus est\u00e1 em n\u00f3s, est\u00e1 no outro tamb\u00e9m. Logo, nesta perspectiva, qualquer relacionamento encontra o seu <em>dever-ser<\/em> no relacionamento entre Jesus em mim e Jesus no outro. Quantos obst\u00e1culos n\u00e3o seriam ultrapassados se mais do que uma ideia fosse uma experi\u00eancia de vida do quotidiano.<\/li>\n<li><strong>amar reciprocamente<\/strong> &#8211; Treinar o amar implica tamb\u00e9m treinar ser amado. Quantas vezes temos uma vontade imensa de amar, mas, depois, n\u00e3o estamos abertos a que algu\u00e9m nos ame. Se nos amarmos uns aos outros, asseguramos a maior fonte da energia do amor: Jesus entre n\u00f3s (Mt 18, 20).<\/li>\n<\/ol>\n<h2><\/h2>\n<h3>Treinar o Amor-Universal<\/h3>\n<p>O \u00faltimo treino refere-se ao amor universal que n\u00e3o cuida somente de si e do relacionamento com os outros, mas inclui o mundo natural que nos rodeia e do qual somos uma parte inextric\u00e1vel.<\/p>\n<p>A fraternidade n\u00e3o pode ser aut\u00eantica e verdadeiramente universal se n\u00e3o incluir o mundo natural. Este treino passa por estimular um novo relacionamento com a natureza que seja express\u00e3o de uma comunh\u00e3o e n\u00e3o mero usufruto.<\/p>\n<p>H\u00e1 um modo simples e muito pr\u00e1tico: passear pela natureza. Al\u00e9m de contribuir para a sa\u00fade do nosso corpo, restaurar a aten\u00e7\u00e3o da nossa mente e fazermos uma experi\u00eancia particular da presen\u00e7a de Deus sob todas as coisas (Amor-Dentro), ainda serve para fortalecer os relacionamentos com os outros ao partilhar uma experi\u00eancia \u00fanica com a natureza, por exemplo, como acontece nos grupos que fazem o caminho de Santiago ou v\u00e3o a p\u00e9 at\u00e9 ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, crescendo juntos no Amor-(ao)-Outro.<\/p>\n<p>A pot\u00eancia do amor passa por treinarmos o nosso amar. Podemos levar uma vida inteira at\u00e9 experimentarmos o fruto deste treino, mas s\u00f3 a <em>consist\u00eancia<\/em> vence a resist\u00eancia. Se tiveres lido at\u00e9 aqui sem te distra\u00edres ou desistires, quem sabe se n\u00e3o podes come\u00e7ar agora: respirando; olhando \u00e0 tua volta, procurando o teu pr\u00f3ximo; e convidando-o para dar um passeio por um jardim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-138191","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138191\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}