{"id":137894,"date":"2019-05-24T08:00:15","date_gmt":"2019-05-24T07:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=137894"},"modified":"2019-07-04T16:29:03","modified_gmt":"2019-07-04T15:29:03","slug":"igreja-media-acabou-o-tempo-em-que-o-trabalho-de-comunicacao-era-feito-em-projetos-isolados-isabel-figueiredo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-media-acabou-o-tempo-em-que-o-trabalho-de-comunicacao-era-feito-em-projetos-isolados-isabel-figueiredo\/","title":{"rendered":"Igreja\/Media: Acabou o tempo em que o trabalho de comunica\u00e7\u00e3o era feito em projetos isolados \u2013 Isabel Figueiredo"},"content":{"rendered":"<p><em>Diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais fala \u00e0 ECCLESIA e Renascen\u00e7a da sua nova miss\u00e3o, sublinhando a necessidade de estar atento ao p\u00fablico para quem se produzem os conte\u00fados<\/em><!--more--><\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica celebra a 2 de junho o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que \u00e9 apresentado em Portugal numa <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evento\/media-esta-e-a-rede-que-queremos-da-mote-a-apresentacao-do-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais-2019\/\">sess\u00e3o<\/a> marcada para 30 de maio, em Lisboa, com a entrega do pr\u00e9mio de jornalismo \u2018D. Manuel Falc\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Paulo Rocha (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA<\/em><\/p>\n<p><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-137899 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003.jpg 2048w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7003-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/>\u00c9 a primeira mulher \u00e0 frente do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais e isso foi destacado assim que se soube da nomea\u00e7\u00e3o. Antes, no cargo, estiveram sempre homens, tr\u00eas deles sacerdotes, todos jornalistas ou com liga\u00e7\u00e3o aos media. Ser mulher, ser leiga \u00e9 uma mais-valia para este cargo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o consigo colocar a quest\u00e3o dessa forma, do ter mais ou menos-valias pelo facto de ser mulher ou leiga. Penso que \u00e9 diferente, claro, ser homem ou mulher, padre ou leiga, mas n\u00e3o gostaria de pensar que umas coisas s\u00e3o mais-valias, porque isso implica pensar que outras s\u00e3o menos-valias. N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed que me coloco: ser\u00e1 diferente, certamente, porque somos pessoas diferentes, e o olhar de uma mulher \u00e9 um, o olhar de um homem \u00e9 outro. Vamos ver o que \u00e9 que o trabalho mostra.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que expectativas existem para o cargo?<\/strong><\/p>\n<p>Num dos primeiros dias em que fui entrevistada, depois da nomea\u00e7\u00e3o, disse que estava orgulhosa, grata, tranquila. As expectativas decorrem desta forma de estar, ou seja, as expectativas que tenho s\u00e3o que possamos continuar o trabalho \u2013 por isso dizia que me sentia orgulhosa, porque vinha atr\u00e1s de pessoas cujo trabalho e qualidade s\u00e3o reconhecidos por todos; quando digo que estou grata \u00e0 Igreja, digo tamb\u00e9m que espero continuar a merecer essa mesma gratid\u00e3o, fazer algo de diferente que mere\u00e7a a confian\u00e7a que \u00e9 depositada; a tranquilidade, outra express\u00e3o que eu utilizei, tamb\u00e9m \u00e9 engra\u00e7ada mistur\u00e1-la com isso \u2013 j\u00e1 tive oportunidade de dizer que tenho dias mais tranquilos e outros menos, \u00e0 medida que o tempo passa.<\/p>\n<p>Diria: vamos ver o que a vida vai trazendo. H\u00e1 alguns acontecimentos que j\u00e1 sabemos que a\u00ed v\u00eam, que s\u00e3o claramente importantes. Vamos ver o que vai trazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 h\u00e1 prioridades definidas?<\/strong><\/p>\n<p>Tive ocasi\u00e3o de dizer, num outro ambiente, que quando era mi\u00fada, cresci numa par\u00f3quia que tinha um p\u00e1roco velhinho. O p\u00e1roco ensinava-nos muitas coisas, \u00e9ramos um grupo de jovens, e uma dessas coisas era: quando se chega a um novo cargo, durante um per\u00edodo de tempo n\u00e3o se deve fazer absolutamente nenhuma mudan\u00e7a, deve ficar-se quieto e observar, s\u00f3 depois \u00e9 que se fazem as mudan\u00e7as. Eu nunca me esqueci desta li\u00e7\u00e3o, dada com muita sabedoria, h\u00e1 muito tempo. Por isso, a minha postura atual \u00e9 observar o que se passa, conhecer a realidade e estar quieta. Depois, com o tempo, havemos de conseguir trabalhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma das fun\u00e7\u00f5es do Secretariado das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais \u00e9 animar este setor, inscrevendo-se na renova\u00e7\u00e3o que o Conc\u00edlio Vaticano II deixou de ajudar na rela\u00e7\u00e3o com os media, ajudando-os a comunicar o fator religioso. Isto implica um alargar de horizontes a todos os media, a todos os jornalistas. Como se encara este desafio de a comunica\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal acontecer de forma cada vez mais eficaz, mais relevante?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um caminho feito pela Igreja Cat\u00f3lica, nos \u00faltimos anos. Estamos a viver uma \u00e9poca extraordin\u00e1ria, do Papa Francisco, que tem falado quase todas as semanas para a Comunica\u00e7\u00e3o Social, de uma maneira ou de outra. Portanto, penso que ele est\u00e1 a fazer esse trabalho de alargar horizontes e penso que \u00e9 \u00f3bvio que temos de alarga-los, cada vez mais, mas \u00e9 um caminho que tem de ser feito sem que pare\u00e7a ser uma novidade, porque n\u00e3o \u00e9. Basta olhar para tr\u00e1s, pensar. Entrei na Renascen\u00e7a h\u00e1 quase 30 anos e h\u00e1 uma diferen\u00e7a enorme entre o que se fazia naquela altura e o que se faz hoje, em termos de trabalho de comunica\u00e7\u00e3o. Basta olhar para a Ecclesia, como come\u00e7ou e o que est\u00e1 a fazer hoje. Daria v\u00e1rios exemplos destes, portanto h\u00e1 um caminho que est\u00e1 a ser feito, h\u00e1 uma continuidade, e \u00e9 nesta continuidade que temos de prosseguir, com a consci\u00eancia de que ser\u00e1 preciso cada vez mais. A\u00ed, as redes sociais s\u00e3o talvez o desafio mais evidente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-137903 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057.jpg 2048w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7057-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>De que forma \u00e9 que se vai conseguir essa rela\u00e7\u00e3o com todos os meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social e como equilibrar esta tens\u00e3o entre ter meios pr\u00f3prios e ajudar outros meios a comunicar o religioso?<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o dos meios pr\u00f3prios e de ajudar outros meios a comunicar assenta num princ\u00edpio que todos partilhamos, embora nem sempre o verbalizemos, isto \u00e9, o que n\u00f3s percebemos em termos de comunica\u00e7\u00e3o de Igreja \u00e9 que n\u00f3s temos de avan\u00e7ar sempre num caminho de comunh\u00e3o. O tempo em que cada um fazia o seu trabalhinho de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 estarmos aqui sentados, \u00e0 mesma mesa, \u00e9 uma evid\u00eancia dessa capacidade de fazermos um trabalho unidos, em partilha -, esse tempo, para mim, pertence ao passado. Foi rico, teve o seu caminho, fizeram-se as suas coisas, mas olhando para o presente e para o futuro, ser\u00e1 sempre uma tentativa de alargarmos o trabalho e todos podermos estar uns com os outros. Julgo que conhecer os secretariados diocesanos, procurar fazer um trabalho a n\u00edvel nacional, \u00e9 precisamente com esse enfoque, \u00e9 isso que a Igreja espera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E isso \u00e9 uma prioridade?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma prioridade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A chamada comunica\u00e7\u00e3o institucional da Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m do Secretariado? Tem havido alguns problemas na forma como as dioceses reagem a determinadas not\u00edcias, como usam as redes sociais, como partilham informa\u00e7\u00e3o nos seus sites, algumas nem sequer t\u00eam site\u2026<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o, porque decorre do momento que n\u00f3s estamos a viver, que tem isto de bom e tem o lado menos bom, se calhar. O facto de, hoje em dia, termos praticamente uma comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea \u2013 o efeito de um post no Facebook \u00e9 replicado em muito pouco tempo, o efeito de uma not\u00edcia ou determinada abertura, sem se ler a not\u00edcia toda, ganha uma velocidade que escapa a toda a gente. Penso que escapa aos pr\u00f3prios jornalistas.<\/p>\n<p>\u00c9 um problema de comunica\u00e7\u00e3o institucional? Sim, claro que \u00e9 um problema de comunica\u00e7\u00e3o institucional. Claro que a Igreja tem sempre de pensar o que \u00e9 comunicar para dentro e o que \u00e9 comunicar para fora, estar com outros \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, sentados \u00e0 mesma mesa. N\u00e3o se pode dizer, de todo, que est\u00e1 tudo feito nos dois campos. Tem de se avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Agora, n\u00e3o me preocupo muito com a quest\u00e3o dos problemazinhos, porque isso s\u00e3o problemas \u2013 verdadeiros, com a sua import\u00e2ncia \u2013 que a vida se encarrega de nos mostrar que aquilo que hoje parece uma coisa, amanh\u00e3 ser\u00e1 outra. Temos de ter a real consci\u00eancia da dimens\u00e3o das coisas, ir tateando e melhorando.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-137904 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7044.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Mas \u00e9 precisa forma\u00e7\u00e3o, por exemplo, apostar numa gest\u00e3o mais profissional dos meios que a Igreja tem ao dispor, nomeadamente secretariados, gabinetes de comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed tamb\u00e9m tenho sentimentos mistos: hoje em dia j\u00e1 h\u00e1 profissionais a trabalhar em muitos, a situa\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o tem nada a ver com o que se vivia h\u00e1 10 anos. \u00c9 um tempo que pode parecer curto, num todo, mas j\u00e1 se modificou muita coisa, h\u00e1 trabalho profissional feito em muitos lados, n\u00e3o podemos dizer que estamos a trabalhar com amadores, em termos institucionais. H\u00e1 gente a fazer muito bom trabalho.<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o a quem consome tudo aquilo que se faz \u00e9 que tem de ser grande. Ou seja, n\u00e3o se produz comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 para comunicadores, produz-se comunica\u00e7\u00e3o para toda a gente e \u00e9 a\u00ed que as redes sociais d\u00e3o uma dimens\u00e3o enorme a tudo isto que estamos a falar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para o bem e para o mal\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Para o bem e para o mal. Portanto, quando se diz que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita para uma multid\u00e3o de gente \u2013 que n\u00e3o fazemos a mais pequena ideia de como \u00e9 que ler, quando \u00e9 que vai ler, quando \u00e9 que vai ver, como \u00e9 que vai ouvir, se vai ouvir do princ\u00edpio at\u00e9 ao fim \u2013 isto \u00e9 que obrigado os profissionais, pelo menos \u00e9 a maneira como eu vejo, a estar permanentemente atentos a isto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como olha para os media, hoje, nesta nova forma de comunicar e tamb\u00e9m num novo enquadramento empresarial dos pr\u00f3prios meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social? <\/strong><\/p>\n<p>Isto j\u00e1 foi alertado por v\u00e1rias pessoas, inclusivamente por D. Am\u00e9rico Aguiar (anterior diretor do Secretariado das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais): estamos a viver um tempo especial e dif\u00edcil, n\u00e3o estamos a viver um tempo f\u00e1cil, em termos de empresas de Comunica\u00e7\u00e3o. Temos de ter consci\u00eancia disso mesmo: estamos a viver um tempo dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Possa explicar recorrendo a uma das \u00faltimas palavras do Papa recentemente, quando ele agradecia o trabalho dos jornalistas e da Comunica\u00e7\u00e3o Social, afirmando que a Comunica\u00e7\u00e3o Social \u00e9 fundamental numa sociedade livre e que n\u00f3s precisamos de gente, de profissionais de Comunica\u00e7\u00e3o Social que saibam p\u00f4r o dedo nas feridas da sociedade atual \u2013 acrescentava, inclusive das feridas, mesmo que sejam eclesiais -, porque sem esse trabalho n\u00f3s n\u00e3o conseguimos, a sociedade n\u00e3o \u00e9 verdadeiramente livre, nem \u00e9 uma sociedade de comunh\u00e3o para a qual todos aspiramos, e todos temos essa inquieta\u00e7\u00e3o interior da comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois, o Papa tamb\u00e9m acrescentava: &#8216;isto \u00e9 tudo verdade, mas n\u00f3s ao mesmo tempo precisamos de gente que seja completamente humilde no seu trabalho, e gente que seja completamente dedicada \u00e0 verdade&#8217;. Eu vejo a dificuldade do que se est\u00e1 a passar em termos empresariais, mas \u00e9 bom que toda a sociedade tenha consci\u00eancia que precisa da Comunica\u00e7\u00e3o Social. N\u00e3o \u00e9 um assunto em que pense que se pode tornar menor, ou ao qual se pode dizer: vamos-lhe dar menos meios, vamos-lhe dar menos import\u00e2ncia, porque h\u00e1 imensas not\u00edcias horr\u00edveis que correm, h\u00e1 imensas mentiras, h\u00e1 imensa coisa mal feita. N\u00e3o \u00e9 isso.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E a presen\u00e7a da Igreja nos m\u00e9dia faz todo o sentido, cada vez mais sentido?<\/strong><\/p>\n<p>Claro que faz. Acreditamos que sim, ou n\u00e3o est\u00e1vamos aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Num dos aspetos que tamb\u00e9m creio ser muito relevante, e que depende do Secretariado das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que \u00e9 a presen\u00e7a no servi\u00e7o p\u00fablico de r\u00e1dio e televis\u00e3o, num espa\u00e7o inter-religioso. Que contributo se v\u00ea, nesse programa em concreto, para a informa\u00e7\u00e3o na sociedade portuguesa sobre a dimens\u00e3o religiosa, e para a conviv\u00eancia e di\u00e1logo inter-religioso que marca a sociedade portuguesa?<\/strong><\/p>\n<p>A pergunta permite-me dizer uma coisa que eu queria dizer, que j\u00e1 disse e quero repetir, que \u00e9 o orgulho que eu tenho no trabalho feito pela Ecclesia. O orgulho que eu tenho, e que todos temos. Ainda hoje me falavam de que no Brasil consultavam a Ecclesia diariamente, tinham o \u00e9cr\u00e3 aberto e tinham a Ecclesia e o Vaticano, as not\u00edcias do Vaticano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-137900 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004.jpg 2048w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_7004-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/p>\n<p><strong>Vamos tendo esse feedback tamb\u00e9m, sim.<\/strong><\/p>\n<p>E eu achei muito simp\u00e1tico, e claro que n\u00e3o tinham necessidade de dizer, portanto, se o disseram \u00e9 porque \u00e9 a pura das verdades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E este programa no servi\u00e7o p\u00fablico de r\u00e1dio e televis\u00e3o acaba por ser mais abrangente e inter-religioso. H\u00e1 a\u00ed uma mais valia nessa marca?<\/strong><\/p>\n<p>Eu penso que sim, mas a experi\u00eancia da Ecclesia \u00e9 a prova evidente disto. Sim, n\u00f3s temos de caminhar para isso, caminhamos exatamente para isso. E eu acho que Portugal, a\u00ed tamb\u00e9m, d\u00e1 muitas cartas, porque a nossa capacidade de estarmos ao lado das outras confiss\u00f5es religiosas, e de fazermos um caminho, \u00e9 algo que tem muitos anos. Eu volto atr\u00e1s, \u00e0 hist\u00f3ria da minha pequena par\u00f3quia, onde eu cresci como adolescente, e h\u00e1 muitos, muitos anos j\u00e1 havia uma Missa que era celebrada em ingl\u00eas, e j\u00e1 t\u00ednhamos momentos de ora\u00e7\u00e3o feita com outras comunidades religiosas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No momento atual dos media h\u00e1 problemas que preocupam as empresas, e nomeadamente os jornalistas, quem trabalha com informa\u00e7\u00e3o diariamente, que s\u00e3o por exemplo as &#8216;fake news&#8217;, e h\u00e1 tamb\u00e9m uma tend\u00eancia, sobretudo televisiva, para o jornalismo espet\u00e1culo, ou o jornalismo de chicote. Como \u00e9 que olhas para esta realidade e que contributo \u00e9 que o Secretariado tamb\u00e9m pode dar para refletir e enfrentar estas dificuldades?<\/strong><\/p>\n<p>Agora, sem querer parecer que eu estou a tentar dar uma m\u00e3ozinha a um lado e outra m\u00e3ozinha a outro, porque n\u00e3o \u00e9 essa a ideia, eu julgo que em rela\u00e7\u00e3o a esta quest\u00e3o das &#8216;fake news&#8217;, a Renascen\u00e7a \u00e9 sin\u00f3nimo de jornalismo de qualidade e de seriedade. Estou h\u00e1 muitos anos nesta casa, j\u00e1 recebemos muitos pr\u00e9mios, e continuaremos a receber certamente, portanto \u00e9 a evid\u00eancia de que \u00e9 poss\u00edvel um \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social fazer um trabalho s\u00e9rio e ser reconhecido por essa seriedade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s &#8216;fake news&#8217;, elas v\u00e3o continuar sempre. Sempre existiram, agora hoje em dia ganhou este impacto completamente fora do habitual porque elas se espalham com uma velocidade enorme e s\u00e3o incontrol\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi um problema que o Papa abordou na mensagem para o Dia das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais do ano passado, mas este ano h\u00e1 outro tema a abordar. Como em cada ano, o Papa indica sempre uma pista para dinamizar esse Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, este ano fala das comunidades, as digitais e as humanas. De que forma \u00e9 que o Secretariado vai dinamizar este dia, que proposta faz, desde logo do encontro no dia 30 de maio?<\/strong><\/p>\n<p>O Papa tamb\u00e9m dizia uma coisa muito interessante, dizia que nesta quest\u00e3o das &#8216;fake news&#8217; e da comunica\u00e7\u00e3o de hoje em dia, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel p\u00f4r aquela errata, que se punha antigamente nos livros, quando havia uma coisa que estava errada, punha-se uma errata e resolvia-se o problema. E hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel p\u00f4r erratas, portanto, as &#8216;fake news&#8217; t\u00eam este problema muito real.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao dia 30, que vamos estar todos juntos no audit\u00f3rio da r\u00e1dio Renascen\u00e7a, \u00e0s 17h00, est\u00e3o todos convidados, \u00e9 uma sess\u00e3o aberta a todas as pessoas. \u00c9 claro que os secretariados (diocesanos de comunica\u00e7\u00e3o) t\u00eam o primeiro convite, s\u00e3o os primeiros a quererem estar presentes, e que n\u00f3s desejamos a sua presen\u00e7a, mas todos est\u00e3o convidados. Entendemos que poder\u00edamos p\u00f4r a mensagem do Papa a ser debatida por diversos olhares &#8211; teremos o olhar do diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas (UCP), Nelson Ribeiro, que j\u00e1 foi diretor da Renascen\u00e7a, e que ensina comunica\u00e7\u00e3o, e queremos perceber como \u00e9 que ele olha para esta mensagem e como \u00e9 que ele a v\u00ea na universidade. Temos uma aluna, que j\u00e1 foi aluna da Cat\u00f3lica, e que neste momento trabalha numa televis\u00e3o, essencialmente na quest\u00e3o das redes, queremos tamb\u00e9m perceber o que \u00e9 que ela tem para dizer. E depois houve a coincid\u00eancia de termos presente em Portugal o Nello Scavo, um jornalista que tem escrito alguns livros, fez um sobre o Papa que se tornou mais conhecido, e agora tem este, que vem lan\u00e7ar em Portugal exatamente sobre as &#8216;fake news&#8217; acerca do Papa, tudo o que se tem feito de &#8216;fake news&#8217; sobre o Papa, e ele vai estar presente tamb\u00e9m para comentar a mensagem e para lan\u00e7ar o livro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-137780\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web-173x260.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web-173x260.jpg 173w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web-768x1152.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web-683x1024.jpg 683w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cartaz_letras_final_web.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/a>E todo este encontro \u00e9 \u00e0 volta da formula\u00e7\u00e3o do tema que tem esta express\u00e3o &#8216;Esta \u00e9 a rede que queremos&#8217;. O que \u00e9 que se quer dizer com esta express\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>And\u00e1mos \u00e0 procura de qual \u00e9 que seria o tema do dia, o mote, e na mensagem do Papa h\u00e1 um determinado momento em que ele tem esta express\u00e3o. E esta express\u00e3o \u00e9 dizer &#8216;n\u00f3s queremos uma rede, mas n\u00e3o queremos a rede como ela se fala habitualmente, queremos uma rede que caminhe para a comunh\u00e3o das pessoas, que cruze as pessoas de outra maneira.<\/p>\n<p>A imagem da rede \u00e9 muito poderosa, porque a rede traz tudo com ela, o que entra dentro da rede, o que sai fora da rede, o que cai da rede, a rede cheia, a rede vazia, a rede que se lan\u00e7a, a rede que se recolhe. Portanto, esta rede \u00e9 uma rede que toca claramente o cora\u00e7\u00e3o das pessoas e eu acho que \u00e9 por a\u00ed que n\u00f3s podemos pegar na mensagem do Papa, olhar para ela de outra maneira e ir \u00e0 procura do que \u00e9 que ela tem a dizer a cada um dos profissionais de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A mensagem deste ano do Papa tem este t\u00edtulo &#8216;Das &#8216;Community&#8217; \u00e0s comunidades&#8217;, e o que Francisco prop\u00f5e, no fundo, \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre a atualidade e a natureza das rela\u00e7\u00f5es que se criam na internet, se s\u00e3o fidedignas, se s\u00e3o s\u00e9rias, como \u00e9 que se devem encarar. \u00c9 um desafio oportuno para os cat\u00f3licos em geral, para os jornalistas em particular, e tamb\u00e9m para a Igreja?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um desafio muito oportuno. Tamb\u00e9m j\u00e1 tive ocasi\u00e3o de o dizer, porque tive de pensar sobre isto. \u00c9 um desafio muito oportuno, e o Papa d\u00e1 exemplos muito concretos num texto que tem, em que ele diz que se uma fam\u00edlia utiliza a rede para comunicar entre si, para combinar coisas, para trocar impress\u00f5es, mas depois ao fim do dia essa mesma fam\u00edlia se senta \u00e0 volta da mesa e fala olhos nos olhos, a rede \u00e9 \u00f3tima. Se uma par\u00f3quia usa a rede para comunicar o que faz, para anunciar iniciativas, para marcar encontros, mas depois as pessoas que usam a rede ao domingo est\u00e3o na Missa todas juntas e fazem comunh\u00e3o, a rede \u00e9 \u00f3tima. Se n\u00e3o \u00e9 assim, o Papa \u00e9 como se nos dissesse &#8216;h\u00e1 aqui um sinal vermelho que tem de se abrir, as pessoas t\u00eam de pensar&#8217;. Avan\u00e7amos neste sentido, somos alertados por isto, e obviamente \u00e9 uma quest\u00e3o pertinente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acredito tamb\u00e9m que todos estes tema das redes e da comunica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 muito relevante antes, durante e depois da Jornada Mundial da Juventude. Que desafio para a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 colocado tamb\u00e9m pela realiza\u00e7\u00e3o em Portugal deste encontro mundial de jovens?<\/strong><\/p>\n<p>Julgo que nem sequer pr\u00f3prios temos consci\u00eancia do desafio. Eu nunca estive presente numa Jornada Mundial da Juventude, estive naquelas primeiras de Roma, j\u00e1 h\u00e1 muito tempo, mas eu acho que nem n\u00f3s, nem as pessoas que j\u00e1 estiveram em Jornadas Mundiais, t\u00eam a consci\u00eancia do que \u00e9 que \u00e9 o desafio de receber uma Jornada Mundial da Juventude, e de comunicar uma JMJ. Portanto, acho que \u00e9 um enorme desafio, sendo que tenho sempre presente, a tocar c\u00e1 na minha campainha que \u2013 e foi dito pelo senhor cardeal-patriarca &#8211; a JMJ \u00e9 dos jovens, feita pelos jovens e para os jovens. E portanto n\u00f3s temos de olhar, at\u00e9 para a comunica\u00e7\u00e3o, temos de olhar assim. Temos de saber o que \u00e9 que eles querem ouvir, o que \u00e9 que eles precisam de dizer, como \u00e9 que eles entendem as coisas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-137906 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_6975.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>No encontro de dia 30 vai ser entregue o Pr\u00e9mio de Jornalismo D. Manuel Falc\u00e3o, de forma honor\u00edfica ao &#8216;Di\u00e1rio do Minho&#8217;, por ocasi\u00e3o dos 100 anos, e a distinguir um trabalho jornal\u00edstico nesta \u00e1rea de Religi\u00e3o. Qual ser\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Este Pr\u00e9mio j\u00e1 teve outra edi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o abertas candidaturas, os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social concorrem, h\u00e1 um j\u00fari, e o j\u00fari escolhe. Neste caso concreto recebemos uma d\u00fazia de trabalhos, foram vistos, comentados, tratados, e depois de muita conversa e de algum pensamento, acab\u00e1mos por optar que quem merecia o pr\u00e9mio \u00e9 um trabalho que tem o t\u00edtulo muito bonito: &#8216;\u00c9 como se a M\u00e3e descesse \u00e0 terra&#8217;. \u00c9 um trabalho muito bom do ponto de vista da imagem, que joga muito bem com a imagem, com a fotografia, com o texto, com a m\u00fasica. Situa-nos no universo da religiosidade popular, e tem ainda uma outra caracter\u00edstica, que \u00e9 muito portuguesa, que \u00e9 a quest\u00e3o mariana. \u00c9 a grande reportagem da TVI, da responsabilidade da Catarina Canelas e que tem a trabalhar com ela em equipa o Jo\u00e3o Franco, o Tiago Donato, o Rodrigo Cortegiano e o Jo\u00e3o Pedro Ferreira. Todos eles estar\u00e3o com certeza presentes, ou se n\u00e3o puderem estar todos, alguns estar\u00e3o presentes, e n\u00f3s vamos ter muita alegria em entregar este pr\u00e9mio no pr\u00f3ximo dia 30.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais fala \u00e0 ECCLESIA e Renascen\u00e7a da sua nova miss\u00e3o, sublinhando a necessidade de estar atento ao p\u00fablico para quem se produzem os conte\u00fados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137902,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[630],"tags":[140],"class_list":["post-137894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-comunicacoes-sociais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137894"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137894\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}