{"id":13780,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/opus-dei-faz-balanco-da-presenca-na-paroquia-de-telheiras\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"opus-dei-faz-balanco-da-presenca-na-paroquia-de-telheiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/opus-dei-faz-balanco-da-presenca-na-paroquia-de-telheiras\/","title":{"rendered":"Opus Dei faz balan\u00e7o da presen\u00e7a na par\u00f3quia de Telheiras"},"content":{"rendered":"<p>O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Jos\u00e9 Policarpo, confiou ao Opus Dei o cuidado pastoral da par\u00f3quia de Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u (par\u00f3quia de Telheiras).O Pe. Rui Rosas da Silva, padre do Opus Dei, tomou posse como p\u00e1roco no dia 5 de Setembro de 2004, faz agora um ano. \u00abSer p\u00e1roco \u00e9 uma nova maneira de servir a Igreja e isso deixa-me muito satisfeito. Oxal\u00e1 possam dizer o mesmo os fi\u00e9is que o Senhor me confiou\u00bb, disse. A par\u00f3quia de Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u foi criada em Abril de 2004. Abrange as zonas de Telheiras, Alto da Faia, Parque dos Pr\u00edncipes, e uma popula\u00e7\u00e3o que ronda as 20.000 pessoas, que at\u00e9 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia pertenciam \u00e0 par\u00f3quia de S. Jo\u00e3o Baptista do Lumiar.  Na cerim\u00f3nia de tomada de posse do novo p\u00e1roco, D. Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa, afirmou que era uma necessidade pastoral criar uma nova comunidade paroquial numa zona da cidade de Lisboa de popula\u00e7\u00e3o crescente e com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias.  Fazendo um balan\u00e7o, diz o novo p\u00e1roco que \u00abfelizmente j\u00e1 funcionam os instrumentos pastorais b\u00e1sicos para iniciar uma par\u00f3quia: a catequese, o agrupamento de escuteiros (continuando uma boa e longa tradi\u00e7\u00e3o na vida da Igreja), o conselho econ\u00f3mico\u00bb.  Mas foi tamb\u00e9m preciso dedicar-se \u00e0s obras de reconstru\u00e7\u00e3o da igreja: \u00abum m\u00eas depois da tomada de posse uma peritagem da EPUL aconselhou o encerramento do templo por raz\u00f5es de seguran\u00e7a&#8230; Parecia um empecilho \u2013 e de certa maneira foi \u2013 mas tamb\u00e9m foi isso que me permitiu sentir um forte esp\u00edrito de entreajuda de muitas pessoas e institui\u00e7\u00f5es para garantir o funcionamento da comunidade paroquial\u00bb \u2013 reconhece o Pe. Rui. As Irm\u00e3s Hospitaleiras da Cl\u00ednica de S. Jos\u00e9, o Biblioteca Municipal Prof. Orlando Ribeiro, o Col\u00e9gio Planalto, s\u00e3o algumas das institui\u00e7\u00f5es a que a par\u00f3quia est\u00e1 agradecida.  No futuro, al\u00e9m da conclus\u00e3o das obras da igreja e da consolida\u00e7\u00e3o das actividades pastorais, um dos seus projectos \u00e9 a assist\u00eancia aos paroquianos mais desfavorecidos. Em Telheiras tamb\u00e9m \u00abh\u00e1 problemas complexos de pobreza, \u00e0s vezes escondida, outras vezes ligados a situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria moral e psicol\u00f3gica, outras ainda \u00e0s vicissitudes da vida, que nem sempre s\u00e3o f\u00e1ceis. Como p\u00e1roco, n\u00e3o pode deixar de me afectar que, na minha par\u00f3quia, haja gente que passa fome.\u00bb   <B>P\u00e1roco aos 60 anos<\/b> O Pe. Rui \u00e9 licenciado em Filosofia. Durante os estudos universit\u00e1rios conheceu o Opus Dei, a que pertence h\u00e1 mais de 40 anos. Foi director de resid\u00eancias universit\u00e1rias, professor de Filosofia no ensino p\u00fablico e, de 1978 at\u00e9 1990, director do Col\u00e9gio Planalto. Doutorou-se em Filosofia na Universidade Pontif\u00edcia da Santa Cruz (ent\u00e3o, Ateneu Pontif\u00edcio da Santa Cruz) e recebeu a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal em 13 de Junho de 1993.  \u00abConfesso que nunca na vida pensei ser p\u00e1roco \u00bb. Como padre do Opus Dei dedicou-se \u00e0 aten\u00e7\u00e3o pastoral sobretudo dos leigos, homens e mulheres, que beneficiam da ac\u00e7\u00e3o evangelizadora da prelatura para os ajudar a viver a santifica\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio do trabalho profissional. Contudo, \u00abquando me propuseram ser p\u00e1roco, pensei que era uma maneira nova de servir a Igreja, e \u00e9 isso que me deixa satisfeito\u00bb.   <b>Igreja de Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u<\/b> Na tomada de posse do novo p\u00e1roco, D. Manuel Clemente salientou que a Igreja de Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u \u00e9 conventual, e foi fundada na primeira metade do s\u00e9culo XVII por um Pr\u00edncipe crist\u00e3o do Ceil\u00e3o, D. Jo\u00e3o de C\u00e2ndia. Esse facto est\u00e1 vivo na mem\u00f3ria dessas terras da \u00c1sia, tanto que, numa sua recente passagem por Roma, um bispo do Sir Lanka lhe referiu essa realidade.  Esse D. Jo\u00e3o de C\u00e2ndia, destronado por um familiar dos seus dom\u00ednios, pediu protec\u00e7\u00e3o ao rei de Portugal \u2013 ent\u00e3o Filipe I \u2013, que o acolheu em Lisboa, dando-lhe uma esp\u00e9cie de dote, com o qual construiu o convento e a igreja anexa. O convento destinava-se a receber religiosos idosos para a\u00ed descansarem ou passarem os \u00faltimos dias, a fim de serem acolhidos por Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u.  Decorrido mais de um s\u00e9culo sobre a morte do fundador, o edif\u00edcio ruiu com o terramoto de 1755. Sendo escriv\u00e3o da irmandade da igreja, Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, futuro Marqu\u00eas de Pombal, reconstruiu o templo, de acordo com a tra\u00e7a pr\u00f3pria da sua \u00e9poca.  Com as lutas liberais, Saldanha expulsa os frades em 1833, a\u00ed instala tropas, que delapidaram os bens do convento. Nessa mesma data \u00e9 extinto, ficando o p\u00e1roco do Lumiar obrigado a garantir a Missa dominical na Igreja para a popula\u00e7\u00e3o local. Em 1910, a igreja \u00e9 encerrada e transformada em oficina de serralharia.  A sua restitui\u00e7\u00e3o ao culto surge v\u00e1rias d\u00e9cadas mais tarde, que fica a cargo, primeiro, dos Franciscanos da Luz, depois de um padre jesu\u00edta e, por fim, at\u00e9 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia, pelos padres marianos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. 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