{"id":13575,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/experimentamos-a-beleza-de-pertencer-a-uma-familia-tao-grande-como-o-mundo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"experimentamos-a-beleza-de-pertencer-a-uma-familia-tao-grande-como-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/experimentamos-a-beleza-de-pertencer-a-uma-familia-tao-grande-como-o-mundo\/","title":{"rendered":"Experimentamos a beleza de pertencer a uma fam\u00edlia t\u00e3o grande como o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Discurso do Papa Bento XVI na Vig\u00edlia com os jovens  <!--more--> \u00abQueridos amigos, esta n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria distante, de tempos passados. \u00c9 uma presen\u00e7a.\u00bb   Queridos jovens  Na nossa peregrina\u00e7\u00e3o com os misteriosos Magos do Oriente chegamos ao momento que S. Mateus descreve assim no seu Evangelho: \u00abEntraram na casa (sobre a qual tinha parado a estrela), viram o menino com Maria, sua M\u00e3e, e prostrando-se diante d\u2019Ele, adoraram-no\u00bb (Mt 2, 11). O caminho exterior daqueles homens terminou. Chegaram \u00e0 meta. Mas neste ponto come\u00e7a um novo caminho para eles, uma peregrina\u00e7\u00e3o interior que muda toda a sua vida. Porque certamente tinham imaginado este Rei rec\u00e9m-nascido de modo diferente. Pararam precisamente em Jerusal\u00e9m para obter do Rei local informa\u00e7\u00e3o sobre o Rei prometido que tinha acabado de nascer. Sabiam que o mundo estava desordenado e, por isso, estavam inquietos. Estavam convencidos de que Deus existia e que era um Deus justo e bondoso. Talvez tivessem ouvido falar tamb\u00e9m das grandes profecias nas quais os profetas de Israel tinham anunciado um Rei que estaria em \u00edntima harmonia com Deus e que, em seu nome e da sua parte, restabeleceria a ordem no mundo. Tinham-se posto a caminho para encontrar este Rei; no mais profundo do seu ser buscavam o direito, a justi\u00e7a que devia vir de Deus e queriam servir esse Rei, prostrarem-se a seus p\u00e9s e assim servir tamb\u00e9m eles \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do mundo. Eram dessas pessoas que \u00abtem fome e sede de justi\u00e7a\u00bb (Mt 5, 6). Uma fome e sede que os levou a empreenderem o caminho; fizeram-se peregrinos para alcan\u00e7ar a justi\u00e7a que esperavam de Deus e para se porem ao seu servi\u00e7o.  Ainda que outros tenham ficado em casa e os considerassem ut\u00f3picos e sonhadores, na realidade, eram seres com os p\u00e9s na terra e sabiam que para mudar o mundo falta dispor de poder. Por isso, n\u00e3o podiam procurar o menino da promessa sen\u00e3o no pal\u00e1cio do Rei. Agora, por\u00e9m, prostram-se diante de uma criatura de gente pobre, e rapidamente se aperceberam que Herodes \u2013 o Rei com quem tinham falado \u2013 pretendia persegui-lo, de modo que \u00e0 fam\u00edlia n\u00e3o restava outra op\u00e7\u00e3o do que a fuga e o ex\u00edlio. O novo Rei era muito diferente do que esperavam. Deviam, pois, aprender que Deus \u00e9 diferente de como costumamos imagin\u00e1-lo. Aqui come\u00e7ou o seu caminho interior. Come\u00e7ou no mesmo momento em que se prostraram diante deste Menino e o reconheceram como o Rei prometido. Mas deviam ainda interiorizar estes gozosos gestos.  Deviam mudar a sua ideia sobre o poder, sobre Deus e sobre o homem e, com isso, mudar tamb\u00e9m eles pr\u00f3prios. Agora tinham visto: o poder de Deus \u00e9 diferente do poder dos grandes do mundo. Seu modo de agir \u00e9 diferente de como imaginamos e de como o quis\u00e9ramos impor tamb\u00e9m a Ele. Neste mundo, Deus n\u00e3o faz concorr\u00eancia \u00e0s formas terrenas do poder. N\u00e3o contrap\u00f5e os seus ex\u00e9rcitos a outros ex\u00e9rcitos. Quando Jesus estava no Horto das Oliveiras, Deus n\u00e3o lhe envia doze legi\u00f5es de anjos para o ajudar (cf. Mt 26, 53). Ao poder estridente e pomposo deste mundo, Ele contrap\u00f5e o poder desarmado do amor, que na Cruz \u2013 e depois sempre na hist\u00f3ria \u2013 sucumbe e, contudo, constitui a nova realidade divina, que se op\u00f5e \u00e0 injusti\u00e7a e instaura o Reino de Deus. Deus \u00e9 diferente; agora se apercebem disso. E isso significa que agora eles pr\u00f3prios t\u00eam que ser diferentes, t\u00eam que aprender o estilo de Deus.  Tinham vindo para se colocarem ao servi\u00e7o deste Rei, para modelar a sua majestade sobre a de Deus. Este era o sentido de seu gesto de rever\u00eancia, de sua adora\u00e7\u00e3o. Uma adora\u00e7\u00e3o que compreendia tamb\u00e9m os seus presentes \u2013 ouro, incenso e mirra \u2013, dons que se faziam a um Rei considerado divino. A adora\u00e7\u00e3o tem um conte\u00fado e comporta tamb\u00e9m uma doa\u00e7\u00e3o. As personagens que vinham do Oriente, com o gesto de adora\u00e7\u00e3o, queriam reconhecer este menino como seu Rei e p\u00f4r ao seu servi\u00e7o o pr\u00f3prio poder e as pr\u00f3prias possibilidades, seguindo um caminho justo. Servindo&#8211;o e seguindo-o, queriam servir com Ele a causa da justi\u00e7a e do bem no mundo. Nisto tinham raz\u00e3o. Mas agora aprendem que isto n\u00e3o se pode fazer simplesmente atrav\u00e9s de ordens lan\u00e7adas do alto de um trono. Aprendem que devem entregar-se a si mesmos: um dom menor que este \u00e9 pouco para este Rei. Aprendem que a sua vida deve acomodar-se a este modo divino de exercer o poder, a este modo de ser do pr\u00f3prio Deus. H\u00e3o-de converter-se em homens da verdade, do direito, da bondade, do perd\u00e3o, da miseric\u00f3rdia. J\u00e1 n\u00e3o perguntar\u00e3o: para que me serve isto? Perguntar\u00e3o antes: como posso servir para que Deus esteja presente no mundo? T\u00eam que aprender a perderem-se a si mesmos e, precisamente assim, a encontrarem-se a si mesmos. Saindo de Jerusal\u00e9m, permanecer\u00e3o seguindo as pegadas do verdadeiro Rei, no seguimento de Jesus.  Queridos amigos, podemos nos perguntar o que tudo isto significa para n\u00f3s. Pois o que acabamos de dizer sobre a natureza diferente de Deus, que h\u00e1-de orientar as nossas vidas, soa bem, mas fica um pouco vago e confuso. Por isso, Deus deu-nos exemplos. Os Magos que v\u00eam do Oriente s\u00e3o s\u00f3 os primeiros de uma longa lista de homens e mulheres que na sua vida buscaram constantemente com os olhos a estrela de Deus, que buscaram a Deus que est\u00e1 pr\u00f3ximo de n\u00f3s, seres humanos e que nos indica o caminho. \u00c9 a multid\u00e3o dos santos \u2013 conhecidos ou desconhecidos \u2013 mediante os quais o Senhor nos abriu ao longo da hist\u00f3ria o Evangelho, folheando as suas p\u00e1ginas; e continua a faze-lo ainda. Nas suas vidas revela-se a riqueza do Evangelho como num grande livro ilustrado. S\u00e3o a estrela luminosa que Deus tem deixado no percurso da hist\u00f3ria e continua a deixar ainda. Meu venerado predecessor, o Papa Jo\u00e3o Paulo II, beatificou e canonizou um grande n\u00famero de pessoas, tanto de tempos recentes como distantes. Nestas figuras quis demonstrar-nos como se consegue ser crist\u00e3os; como se consegue levar uma vida do modo justo: a viver \u00e0 maneira de Deus. Os beatos e os santos foram pessoas que n\u00e3o procuraram obstinadamente a pr\u00f3pria felicidade, mas quiseram simplesmente entregar-se, porque foram alcan\u00e7ados pela luz de Cristo. Deste modo, eles indicam-nos o caminho para ser felizes e mostram-nos como se consegue ser pessoas verdadeiramente humanas. Nas vicissitudes da hist\u00f3ria, foram os verdadeiros reformadores que tantas vezes retiraram a humanidade dos vales obscuros nos quais est\u00e1 sempre em perigo de se precipitar; iluminaram-na sempre de novo, o suficiente para dar a possibilidade de aceitar \u2013 talvez na dor \u2013 a palavra de Deus ao concluir a obra da cria\u00e7\u00e3o: \u00abE era muito bom\u00bb. Basta pensar em figuras como S. Bento, S. Francisco de Assis, S. Teresa de \u00c1vila, S. In\u00e1cio de Loyola, S. Carlos Borromeu, os fundadores das ordens religiosas do s\u00e9culo XVIII, que animaram e orientaram o movimento social ou os santos de nosso tempo: Maximiliano Kolbe, Edith Stein, Madre Teresa, Padre Pio. Contemplando estas figuras compreendemos o que significa \u00abadorar\u00bb e o que quer dizer viver \u00e0 medida do Menino de Bel\u00e9m, \u00e0 medida de Jesus Cristo e do pr\u00f3prio Deus.  Os santos, diz\u00edamos, s\u00e3o os verdadeiros reformadores. Agora queria exprimir de maneira ainda mais radical; s\u00f3 dos santos, s\u00f3 de Deus, prov\u00e9m a verdadeira revolu\u00e7\u00e3o, a mudan\u00e7a decisiva do mundo. No s\u00e9culo passado vivemos revolu\u00e7\u00f5es cujo programa comum foi n\u00e3o esperar nada de Deus, mas tomar totalmente nas pr\u00f3prias m\u00e3os a causa do mundo para transformar as suas condi\u00e7\u00f5es. E vimos que, deste modo, um ponto de vista humano e parcial tornou-se o crit\u00e9rio absoluto de orienta\u00e7\u00e3o. A absolutiza\u00e7\u00e3o do que n\u00e3o \u00e9 absoluto, mas relativo, chama-se totalitarismo. N\u00e3o liberta ao homem, mas priva-o da sua dignidade e escraviza-o. N\u00e3o s\u00e3o as ideologias que salvam o mundo, mas somente dirigir o olhar ao Deus vivo, que \u00e9 nosso criador, a garantia da nossa liberdade, a garantia do que \u00e9 realmente bom e aut\u00eantico. A verdadeira revolu\u00e7\u00e3o consiste unicamente em olhar para Deus, que \u00e9 a medida do que \u00e9 justo e, ao mesmo tempo, \u00e9 o amor eterno. E, o que pode nos salvar sen\u00e3o o amor?  Queridos amigos, permiti-me que acrescente s\u00f3 duas breves ideias. Muitos falam de Deus; no nome de Deus prega-se tamb\u00e9m o \u00f3dio e pratica-se a viol\u00eancia. Portanto, \u00e9 importante descobrir o verdadeiro rosto de Deus. Os Magos do Oriente encontraram-no quando se prostraram diante do menino de Bel\u00e9m. \u00abQuem me viu, viu ao Pai\u00bb, disse Jesus a Filipe (Jo 14,9). Em Jesus Cristo, que por n\u00f3s permitiu que o seu cora\u00e7\u00e3o fosse trespassado, se manifestou o verdadeiro rosto de Deus. Segui-lo-emos junto com a multid\u00e3o dos que nos precederam. Ent\u00e3o iremos pelo caminho certo.  Isto significa que n\u00e3o constru\u00edmos um Deus particular, um Jesus particular, mas que cremos e nos prostramos diante do Jesus que nos mostram as Sagradas Escrituras e que na grande comunidade de fi\u00e9is chamada Igreja se manifesta vivo, sempre connosco e ao mesmo tempo sempre diante de n\u00f3s. Pode-se criticar muito a Igreja. Sabemos, e o pr\u00f3prio Senhor nos disse: \u00e9 uma rede com peixes bons e maus, um campo com trigo e joio. O Papa Jo\u00e3o Paulo II, que nos mostrou o verdadeiro rosto da Igreja nos numerosos santos que proclamou, tamb\u00e9m pediu perd\u00e3o pelo mal causado no decorrer da hist\u00f3ria pelas palavras ou os actos de homens da Igreja. Deste modo, tamb\u00e9m a n\u00f3s nos fez ver a nossa verdadeira imagem, e nos exortou a entrar, com todos nossos defeitos e debilidades, na multid\u00e3o dos santos que se come\u00e7ou a formar com os Magos do Oriente. No fundo, consola que exista o joio na Igreja. Assim, n\u00e3o obstante todos nossos defeitos, podemos esperar estar ainda entre os que seguem a Jesus, que chamou precisamente aos pecadores. A Igreja \u00e9 como uma fam\u00edlia humana, mas \u00e9 tamb\u00e9m, ao mesmo tempo, a grande fam\u00edlia de Deus, mediante a qual Ele estabeleceu um espa\u00e7o de comunh\u00e3o e unidade em todos os continentes, culturas e na\u00e7\u00f5es. Por isso, nos alegramos por pertencer a esta grande fam\u00edlia; de ter irm\u00e3os e amigos em todo o mundo. Exactamente aqui, em Col\u00f3nia, experimentamos a beleza de pertencer a uma fam\u00edlia t\u00e3o grande como o mundo, que compreende o c\u00e9u e a terra, o passado, o presente e o futuro de todas as partes da terra. Nesta grande comitiva de peregrinos, caminhamos juntos com Cristo, caminhamos com a estrela que ilumina a hist\u00f3ria.  \u00abEntraram na casa, viram o menino com Maria, sua M\u00e3e, e prostrando-se diante d\u2019Ele, adoraram-no\u00bb (Mt 2, 11). Queridos amigos, esta n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria distante, de tempos passados. \u00c9 uma presen\u00e7a. Aqui, na H\u00f3stia consagrada. Ele est\u00e1 diante de n\u00f3s e entre n\u00f3s. Como ent\u00e3o, oculta-se misteriosamente num santo sil\u00eancio e, como ent\u00e3o, desvela precisamente assim o verdadeiro rosto de Deus. Por n\u00f3s se fez gr\u00e3o de trigo que cai na terra e morre e d\u00e1 fruto at\u00e9 o final do mundo (cf. Jo 12, 24). Ele est\u00e1 presente, como ent\u00e3o em Bel\u00e9m. E nos convida a essa peregrina\u00e7\u00e3o interior que se chama adora\u00e7\u00e3o. Ponhamo-nos agora a caminho para esta peregrina\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito e pe\u00e7amos-Lhe que nos guie. Am\u00e9n. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso do Papa Bento XVI na Vig\u00edlia com os jovens<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,206,237,248],"class_list":["post-13575","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-madre-teresa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13575\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}