{"id":13574,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bento-xvi-sabe-que-os-jovens-aspiram-a-coisas-grandes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bento-xvi-sabe-que-os-jovens-aspiram-a-coisas-grandes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bento-xvi-sabe-que-os-jovens-aspiram-a-coisas-grandes\/","title":{"rendered":"Bento XVI sabe que os jovens aspiram a coisas grandes"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Eucaristia da JMJ 2005  <!--more--> \u00abEu sei que v\u00f3s como jovens aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos por um mundo melhor\u00bb   Queridos jovens  Perante a sagrada H\u00f3stia, na qual Jesus se faz p\u00e3o para n\u00f3s, que interiormente sustenta e nutre a nossa vida (cf. Jo 6,35), come\u00e7amos ontem \u00e0 tarde o caminho interior da adora\u00e7\u00e3o. Na Eucaristia a adora\u00e7\u00e3o deve chegar a ser uni\u00e3o. Com a Celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica encontramo-nos naquela \u201chora\u201d de Jesus, da qual fala o Evangelho de Jo\u00e3o. Mediante a Eucaristia, esta sua \u201chora\u201d converte-se na nossa hora, a sua presen\u00e7a no meio de n\u00f3s. Juntamente com os disc\u00edpulos Ele celebrou a ceia pascal de Israel, o memorial da ac\u00e7\u00e3o libertadora de Deus que tinha conduzido Israel da escravid\u00e3o para a liberdade. Jesus segue os ritos de Israel. Pronuncia sobre o p\u00e3o a ora\u00e7\u00e3o de louvor e b\u00ean\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, sucede algo de novo. Ele d\u00e1 gra\u00e7as a Deus n\u00e3o apenas pelas grandes obras do passado; Ele d\u00e1 gra\u00e7as pela pr\u00f3pria exalta\u00e7\u00e3o que se realizar\u00e1 mediante a Cruz e a Ressurrei\u00e7\u00e3o, dirigindo-se aos disc\u00edpulos com palavras que cont\u00eam o comp\u00eandio da Lei e dos Profetas: \u201cEste \u00e9 o meu Corpo entregue em sacrif\u00edcio por v\u00f3s. Este c\u00e1lice \u00e9 a Nova Alian\u00e7a selada com o meu Sangue\u201d. E assim distribui o p\u00e3o e o c\u00e1lice, e, ao mesmo tempo, deixa-lhes a tarefa de voltar a dizer e a fazer sempre em sua mem\u00f3ria aquilo que estava dizendo e fazendo naquele momento.  Que est\u00e1 acontecendo? Como pode Jesus repartir o seu Corpo e seu Sangue? Fazendo do p\u00e3o o seu Corpo e do vinho o seu Sangue, Ele antecipa a sua morte, aceita-a no mais \u00edntimo e transforma-a numa ac\u00e7\u00e3o de amor. Visto do exterior \u00e9 viol\u00eancia brutal, mas visto do interior transforma-se num acto de um amor que se entrega totalmente. Esta \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o substancial que se realizou no cen\u00e1culo e que estava destinada a suscitar um processo de transforma\u00e7\u00f5es cujo \u00faltimo fim \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o do mundo at\u00e9 que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Cor 15,28). Desde sempre todos os homens esperam em seu cora\u00e7\u00e3o, de algum modo, uma mudan\u00e7a, uma transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Este \u00e9, agora, o acto central de transforma\u00e7\u00e3o capaz de renovar verdadeiramente o mundo: a viol\u00eancia transforma-se em amor e, portanto, a morte em vida. Uma vez que este acto converte a morte em amor, a morte como tal est\u00e1 j\u00e1, desde o seu interior, superada; nela est\u00e1 j\u00e1 presente a ressurrei\u00e7\u00e3o. A morte foi, por assim dizer, profundamente ferida, tanto que, de agora em diante, n\u00e3o pode ser a \u00faltima palavra. Esta \u00e9, para usar uma imagem muito conhecida de todos n\u00f3s, a fus\u00e3o nuclear ocorrida no mais \u00edntimo do ser, a vit\u00f3ria do amor sobre o \u00f3dio, a vit\u00f3ria do amor sobre a morte. Somente esta \u00edntima explos\u00e3o do bem que vence ao mal pode suscitar depois a cadeia de transforma\u00e7\u00f5es que pouco a pouco mudar\u00e1 o mundo. Todas as demais mudan\u00e7as s\u00e3o superficiais e n\u00e3o salvam. Por isto falamos de reden\u00e7\u00e3o: o que desde o mais \u00edntimo era necess\u00e1rio sucedeu, e n\u00f3s podemos entrar neste dinamismo. Jesus pode distribuir o seu Corpo, porque se entrega realmente a si mesmo.  Esta primeira transforma\u00e7\u00e3o fundamental da viol\u00eancia em amor, da morte em vida traz consigo as outras transforma\u00e7\u00f5es. P\u00e3o e vinho convertem-se no seu Corpo e Sangue. Chegados a este ponto a transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deter-se, antes, \u00e9 aqui onde deve come\u00e7ar plenamente. O Corpo e Sangue de Cristo s\u00e3o-nos dados para que, por sua vez, n\u00f3s sejamos transformados. N\u00f3s pr\u00f3prios devemos chegar a ser Corpo de Cristo, os seus consangu\u00edneos. Todos comemos o \u00fanico p\u00e3o e isto significa que entre n\u00f3s chegamos a ser uma s\u00f3 coisa. A adora\u00e7\u00e3o, dissemos, chega a ser, deste modo, uni\u00e3o. Deus n\u00e3o somente est\u00e1 frente a n\u00f3s, como o Totalmente outro. Est\u00e1 dentro de n\u00f3s e n\u00f3s estamos n\u2019Ele. A sua din\u00e2mica penetra-nos e a partir de n\u00f3s quer propagar-se aos demais e estender-se a todo o mundo, para que o seu amor seja realmente a medida dominante do mundo. Eu encontro uma alus\u00e3o muito bela a este novo passo que a \u00daltima Ceia nos indica com a diferente acep\u00e7\u00e3o da palavra \u00abadora\u00e7\u00e3o\u00bb em grego e em latim. A palavra grega \u00e9 proskynesis. Significa o gesto de submiss\u00e3o, o reconhecimento de Deus como nossa verdadeira medida, cuja norma aceitamos seguir. Significa que a liberdade n\u00e3o quer dizer gozar da vida, considerar-se absolutamente aut\u00f3nomo, mas orientar-se segundo a medida da verdade e do bem, para chegar a ser, desta maneira, n\u00f3s pr\u00f3prios, verdadeiros e bons. Este gesto \u00e9 necess\u00e1rio, mesmo quando a nossa \u00e2nsia de liberdade resiste, num primeiro momento, a esta perspectiva. Faz\u00ea-la completamente nossa ser\u00e1 somente no segundo passo que nos apresenta a \u00daltima Ceia. A palavra latina adora\u00e7\u00e3o \u00e9 ad-oratio, contacto boca a boca, beijo, abra\u00e7o e, portanto, em resumo, amor. A submiss\u00e3o se faz uni\u00e3o, porque aquele ao qual nos submetemos \u00e9 Amor. Assim a submiss\u00e3o adquire sentido, porque n\u00e3o nos imp\u00f5e coisas estranhas, mas liberta-nos a partir do mais \u00edntimo do nosso ser.  Voltamos de novo \u00e0 \u00daltima Ceia. A novidade que ali se verificou, estava na nova profundidade da antiga ora\u00e7\u00e3o de b\u00ean\u00e7\u00e3o de Israel, que agora se fazia palavra de transforma\u00e7\u00e3o e nos concedia a possibilidade de participar na hora de Cristo. Jesus n\u00e3o nos encarregou da tarefa de repetir a Ceia pascal que, por outro lado, enquanto comemora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 repet\u00edvel a vontade. Deu-nos a tarefa de entrar na sua \u00abhora\u00bb. Entramos nela mediante a palavra do poder sagrado da consagra\u00e7\u00e3o, uma transforma\u00e7\u00e3o que se realiza mediante a ora\u00e7\u00e3o de louvor, que nos situa em continuidade com Israel e com toda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, nos concede a novidade para a qual apontava aquela ora\u00e7\u00e3o por sua \u00edntima natureza. Esta ora\u00e7\u00e3o, chamada pela Igreja \u00abora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica\u00bb, torna presente a Eucaristia. \u00c9 palavra de poder, que transforma os dons da terra de modo totalmente novo na doa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Deus e que nos compromete neste processo de transforma\u00e7\u00e3o. Por isso chamamos a este acontecimento Eucaristia, que \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o da palavra hebraica beracha, agradecimento, louvor, b\u00ean\u00e7\u00e3o e por isso mesmo transforma\u00e7\u00e3o a partir do Senhor: presen\u00e7a na sua \u00abhora\u00bb. A hora de Jesus \u00e9 a hora na qual vence o amor. Por outras palavras: \u00e9 Deus quem vence, porque Ele \u00e9 Amor. A hora de Jesus quer chegar a ser nossa hora e s\u00ea-lo-\u00e1, se n\u00f3s, mediante a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, nos deixamos arrastar por aquele processo de transforma\u00e7\u00f5es que o Senhor pretende. A Eucaristia deve chegar a ser o centro da nossa vida. N\u00e3o se trata de positivismo ou \u00e2nsia de poder, quando a Igreja nos diz que a Eucaristia \u00e9 parte do domingo. Na manh\u00e3 de P\u00e1scoa, primeiro as mulheres e logo os disc\u00edpulos tiveram a gra\u00e7a de ver o Senhor. Desde ent\u00e3o souberam que o primeiro dia da semana, o domingo, seria o dia d\u2019Ele, de Cristo. O dia do in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o seria o dia da renova\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o. Cria\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o caminham juntas. Por isto \u00e9 t\u00e3o importante o domingo. \u00c9 bonito que hoje, em muitas culturas, o domingo seja um dia livre ou, juntamente com o s\u00e1bado, constitua o denominado \u00abfim-de-semana\u00bb livre. Mas este tempo livre permanece vazio se nele n\u00e3o est\u00e1 Deus. Queridos amigos! \u00c0s vezes, em princ\u00edpio, pode resultar inc\u00f3modo ter que programar no domingo tamb\u00e9m a Missa. Mas se vos empenhais, constatareis mais tarde que \u00e9 exactamente isto que d\u00e1 sentido ao tempo livre. N\u00e3o vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai tamb\u00e9m os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreend\u00ea-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a am\u00e1-la. Comprometendo-nos a isso, vale a pena! Descubramos a \u00edntima riqueza da liturgia da Igreja e sua verdadeira grandeza: n\u00e3o fazemos festa para n\u00f3s pr\u00f3prios, mas \u00e9 antes ao contr\u00e1rio, o pr\u00f3prio Deus vivo que prepara uma festa para n\u00f3s. Com o amor \u00e0 Eucaristia redescobrireis tamb\u00e9m o sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre iniciar de novo nossa vida.  Quem descobriu a Cristo deve levar outros at\u00e9 Ele. Uma grande alegria n\u00e3o se pode guardar para si mesmo. \u00c9 necess\u00e1rio transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo pode funcionar do mesmo modo sem Ele. Mas ao mesmo tempo existe tamb\u00e9m um sentimento de frustra\u00e7\u00e3o, de insatisfa\u00e7\u00e3o de tudo e de todos. D\u00e1 vontade de exclamar: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a vida seja assim! Verdadeiramente n\u00e3o. E deste modo, junto ao esquecimento de Deus existe como que um \u00abboom\u00bb do religioso. N\u00e3o quero desacreditar tudo o que se situa neste contexto. Pode acontecer tamb\u00e9m a alegria sincera da descoberta. Mas exagerando demasiado, a religi\u00e3o converte-se quase num produto de consumo. Escolhe-se aquilo que apraz e alguns sabem tamb\u00e9m tirar proveito. Mas a religi\u00e3o procurada \u00e0 \u00abmedida de cada um\u00bb, a granel n\u00e3o nos ajuda. \u00c9 c\u00f3moda, mas no momento de crise abandona-nos \u00e0 nossa sorte. Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que indica o caminho: Jesus Cristo! Tratemos n\u00f3s mesmos de conhec\u00ea-lo sempre melhor para poder guiar tamb\u00e9m, de modo convincente, os outros para Ele. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante o amor \u00e0 Sagrada Escritura e, em consequ\u00eancia, conhecer a f\u00e9 da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura. \u00c9 o Esp\u00edrito Santo que guia a Igreja na sua f\u00e9 crescente e a fez e faz penetrar cada vez mais nas profundidades da verdade (cf. Jo 16,13). O Papa Jo\u00e3o Paulo II deixou-nos uma obra maravilhosa, na qual a f\u00e9 secular se explica sinteticamente: o \u00abCatecismo da Igreja Cat\u00f3lica\u00bb. Eu pr\u00f3prio, recentemente, pude apresentar o \u00abComp\u00eandio\u00bb de tal Catecismo, que foi elaborado a pedido do falecido Papa. S\u00e3o dois livros fundamentais que queria recomendar a todos v\u00f3s.  Obviamente, os livros por si s\u00f3 n\u00e3o bastam. Constru\u00ed comunidades baseadas na f\u00e9! Nas \u00faltimas d\u00e9cadas nasceram movimentos e comunidades nas quais a for\u00e7a do Evangelho se faz sentir com vivacidade. Procurai a comunh\u00e3o na f\u00e9 como companheiros de caminhada que juntos v\u00e3o seguindo o itiner\u00e1rio da grande peregrina\u00e7\u00e3o que primeiro nos assinalaram os Magos do Oriente. A espontaneidade das novas comunidades \u00e9 importante, mas tamb\u00e9m \u00e9 importante conservar a comunh\u00e3o com o Papa e com os Bispos. S\u00e3o eles que garantem que n\u00e3o se est\u00e3o procurando caminhos particulares, mas que se est\u00e1 vivendo naquela grande fam\u00edlia de Deus que o Senhor fundou com os doze Ap\u00f3stolos.  Quero voltar, uma vez mais, \u00e0 Eucaristia. \u00abUma vez que h\u00e1 um \u00fanico p\u00e3o, n\u00f3s, embora muitos, somos um s\u00f3 corpo, porque todos participamos desse \u00fanico p\u00e3o\u00bb diz S\u00e3o Paulo (1 Cor. 10, 17). Com isto quer dizer: uma vez que recebemos o mesmo Senhor e Ele nos acolhe e nos atrai para si, sejamos tamb\u00e9m uma s\u00f3 coisa entre n\u00f3s. Isto deve manifestar-se na vida. Deve mostrar-se na capacidade de perd\u00e3o. Deve manifestar-se na sensibilidade para as necessidades dos outros. Deve manifestar-se na disponibilidade de partilhar. Deve manifestar-se no compromisso com o pr\u00f3ximo, tanto com o pr\u00f3ximo como com o extremamente distante, que, contudo, nos v\u00ea sempre de perto. Existem hoje formas de voluntariado, modelos de servi\u00e7o m\u00fatuo, dos quais justamente a nossa sociedade tem necessidade urgente. N\u00e3o devemos, por exemplo, abandonar os anci\u00e3os \u00e0 sua solid\u00e3o, n\u00e3o devemos passar longe dos que sofrem. Se pensamos e vivemos em virtude da comunh\u00e3o com Cristo, ent\u00e3o abrem-se-nos os olhos. Ent\u00e3o n\u00e3o nos bastar\u00e1 continuar a viver preocupados somente connosco, mas veremos onde e como somos necess\u00e1rios. Vivendo e agindo assim, rapidamente daremos conta que \u00e9 muito mais belo ser \u00fateis e estar a disposi\u00e7\u00e3o dos outros que preocupar-se apenas das comodidades que se nos oferecem. Eu sei que v\u00f3s como jovens aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos por um mundo melhor. Demonstrai aos homens, demonstrai ao mundo, que espera exactamente este testemunho dos disc\u00edpulos de Jesus e que, sobretudo mediante vosso amor, poder\u00e1 descobrir a estrela que como crentes seguimos.  Caminhemos com Cristo e vivamos a nossa vida como verdadeiros adoradores de Deus! Am\u00e9n.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Eucaristia da JMJ 2005<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,295,168,206,237,246,275,329],"class_list":["post-13574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-diocese-da-guarda","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13574\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}