{"id":135476,"date":"2019-05-04T08:40:27","date_gmt":"2019-05-04T07:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=135476"},"modified":"2025-03-14T12:40:38","modified_gmt":"2025-03-14T12:40:38","slug":"ninguem-e-mae-de-substituicao-sandra-anastacio-diretora-da-ajuda-de-berco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ninguem-e-mae-de-substituicao-sandra-anastacio-diretora-da-ajuda-de-berco\/","title":{"rendered":"Especial: \u00abNingu\u00e9m \u00e9 m\u00e3e de substitui\u00e7\u00e3o\u00bb &#8211; Sandra Anast\u00e1cio, diretora da Ajuda de Ber\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><em>Na comemora\u00e7\u00e3o do Dia da M\u00e3e, a Ecclesia visitou a Ajuda de Ber\u00e7o, institui\u00e7\u00e3o que acolhe beb\u00e9s e crian\u00e7as desprotegidos, no Patriarcado de Lisboa. <\/em><!--more--><\/p>\n<p><em>Ali, na casa de Monsanto, onde vivem atualmente 20 crian\u00e7as, o ambiente \u00e9 familiar, os risos e as brincadeiras enchem a casa\u2026 A equipa e as volunt\u00e1rias d\u00e3o colo e afeto mas n\u00e3o substituem as m\u00e3es daquelas crian\u00e7as.<\/em><\/p>\n<p>\u201cA Ajuda de Ber\u00e7o \u00e9 o colo que segura os beb\u00e9s, os que n\u00e3o podem estar junto das suas m\u00e3es e s\u00e3o quase 400 crian\u00e7as que, por algum motivo as m\u00e3es n\u00e3o conseguiram ser nalgum momento\u201d, diz Sandra Anast\u00e1cio em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ecclesia.<\/p>\n<p>\u00c9 desta forma simples que a diretora e fundadora da Ajuda de Ber\u00e7o resume estes 20 anos de exist\u00eancia em que foi poss\u00edvel ainda \u201crecuperar m\u00e3es, pais, av\u00f3s e tios\u201d e a maior parte das \u201ccrian\u00e7as voltar para as fam\u00edlias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma m\u00e3e quando n\u00e3o consegue ser m\u00e3e tem de ter algum problema de sa\u00fade. Sa\u00fade mental, psicol\u00f3gica, de adi\u00e7\u00f5es, quadro de viol\u00eancia dom\u00e9stica, n\u00e3o estando dispon\u00edvel para se entregar a um amor incondicional\u201d, explica.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o trabalha em parceria e articula\u00e7\u00e3o com outras institui\u00e7\u00f5es que ajudam a reeguer m\u00e3es e pais, e respetivas fam\u00edlias para ser depois poss\u00edvel recuperar o amor.<\/p>\n<p>\u201cO amor que ficou num cantinho e depois abrir esta casa \u00e0s m\u00e3es para que aprendam a dar colo, a olhar para as crian\u00e7as\u201d, refere Sandra Anast\u00e1cio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ajudadeberco.jpg\" \/><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cUma m\u00e3e vinha visitar as filhas e, na sala de visitas, havia coisas para desenhos, para que haja intera\u00e7\u00e3o. As crian\u00e7as queriam estar com a m\u00e3e mas aquela m\u00e3e desenhava\u2026 Ora \u00e9 uma m\u00e3e que n\u00e3o teve tempo para ser filha, n\u00e3o foi amada e por isso n\u00e3o podia dar o que n\u00e3o tinha.. Teve de aprender a cuidar e a ser m\u00e3e\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A Ajuda de Ber\u00e7o abriu portas h\u00e1 20 anos para acolher, preferencialmente, beb\u00e9s dos zero aos dois anos mas a realidade atual trouxe outras exig\u00eancias e agora trouxe o desafio de acolher crian\u00e7as mais velhas.<\/p>\n<p>\u201cComo casa que pretende estar ao servi\u00e7o temos de nos adaptar \u00e0s novas realidades e h\u00e1 muitas crian\u00e7as que chegam entre os tr\u00eas e os 14 anos a necessitar de acolhimento\u2026 \u00c9 um desafio muito diferente, dar biberons e dar colo e agora h\u00e1 crian\u00e7as que fazem quest\u00f5es e s\u00e3o quase do nosso tamanho&#8230;\u201d, afirma a diretora.<\/p>\n<p>\u201cUma cuidadora n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e3e e uma m\u00e3e pode n\u00e3o ser uma cuidadora\u201d, acrescenta.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cUma crian\u00e7a de dez anos que atualmente \u00e9 muito bom aluno e veio-me contar todo orgulhoso. Elogiei-o e afirmei como era bom ter aquelas notas. E ele disse-me: \u201csou bom porque trabalham aqui pessoas muito boas\u201d\u2026 Estas pessoas que aqui trabalham n\u00e3o s\u00e3o muito boas, como ele diz, mas est\u00e3o dispon\u00edveis para darem colo e ajudar a crescer, a exercer uma maternidade que n\u00e3o \u00e9 a sua\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-135476-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/som1_sandra_.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/som1_sandra_.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/som1_sandra_.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Naquela casa de Monsanto, onde esteve a reportagem da Ecclesia, a equipa de cuidadoras \u00e9 \u201crigorosamente\u201d feminina, funcionando em tr\u00eas turnos fixos de cinco pessoas, que as crian\u00e7as \u201creconhecem como uma fam\u00edlia\u201d. A imagem da paternidade \u00e9 muitas vezes assumida pelos volunt\u00e1rios homens, pelos motoristas e pelo capel\u00e3o da casa, o Frei Filipe.<\/p>\n<p>Quando Sandra Anast\u00e1cio fundou a Ajuda de Ber\u00e7o coincidiu com a sua pr\u00f3pria maternidade e a gest\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o tem afetado a forma de ser m\u00e3e, n\u00e3o sendo as cuidadoras substitutas das m\u00e3es.<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m \u00e9 m\u00e3e de substitui\u00e7\u00e3o, somos cuidadoras e cuidar \u00e9 uma grande responsabilidade &#8211; ter muito amor e muito afeto e isto basta-nos &#8211; damos colo enquanto aquela, a \u00fanica m\u00e3e, n\u00e3o o pode fazer\u2026 haver\u00e1 a m\u00e3e que chega para a abra\u00e7ar, biol\u00f3gica ou adotiva\u201d, sustenta Sandra Anast\u00e1cio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ajuda_berco.jpg\" \/><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cTocou-me quando eu ainda dava de mamar a uma das minhas filhas e havia aqui uma crian\u00e7a que n\u00e3o comia. Eu permiti amamentar algumas vezes aquela crian\u00e7a\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cComove-me quando chega aqui um beb\u00e9 com poucos dias de vida, e n\u00e3o pode estar com o cheiro e a voz da m\u00e3e e \u00e9 assaltada por um \u2018batalh\u00e3o de cuidadoras\u2019\u2026 ou quando entra aqui com a pol\u00edcia um mi\u00fado de dez anos, a deixar para tr\u00e1s os pais, a fam\u00edlia, porque, independentemente de todas as realidades, aquela era a fam\u00edlia que a crian\u00e7a conhecia, que confiava e amava, era ali que ela queria estar, ao colo daquela m\u00e3e\u2026\u201d, confessa enquanto as l\u00e1grimas teimam em cair.<\/p>\n<p>Apesar de adorar estar com as crian\u00e7as Sandra diz, gracejando, que \u201cn\u00e3o \u00e9 para brincadeiras\u201d e confessa que ela \u00e9 a pessoa com quem eles conversam\u2026 porque apesar de n\u00e3o ter tempo para brincar \u00e9 a refer\u00eancia que t\u00eam, a diretora, mas quer sempre que a vejam como a sua maior amiga.<\/p>\n<p>Sandra Anast\u00e1cio olha para aquelas crian\u00e7as e entende que naquela casa o \u201csofrimento e a alegria parecem dar as m\u00e3os\u201d e acredita que \u00e9 nesta gest\u00e3o das duas emo\u00e7\u00f5es que d\u00e1 sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>\u201cO problema da humanidade de hoje \u00e9 que est\u00e1 tudo bem, se tem marido, casa, sa\u00fade, mas quando algo corre mal, j\u00e1 n\u00e3o sabemos lidar com essa frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entrou h\u00e1 dias aqui um beb\u00e9 com 20 dias, independentemente da realidade o colo que o acolheu, decerto que houve ali uma transforma\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cN\u00e3o somos, n\u00e3o queremos ser nem pretendemos ser a m\u00e3e\u2026 A verdadeira m\u00e3e para eles \u00e9 a melhor&#8230; N\u00e3o h\u00e1 m\u00e1s m\u00e3es, eles reconhecem a sua m\u00e3e\u201d.\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/foto04.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Na cozinha para os fazer felizes<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 na cozinha que Clotilde Martins passa a maior parte do tempo de trabalho na ajuda de Ber\u00e7o, onde chegou h\u00e1 nove anos depois de ter ca\u00eddo no desemprego. Aquele lugar transformou-a e sente que \u00e9 muito mais que um local de trabalho. Ali, entre tachos e panelas, consegue realizar desejos e colmatar apetites de crian\u00e7as com todos os sonhos do mundo.<\/p>\n<p>\u201cGostam de escolher as ementas deles, querem sempre batata frita, hamb\u00farguer e pizza e eu tenho de saber gerir a situa\u00e7\u00e3o\u201d, conta entre risos.<\/p>\n<p>J\u00e1 os dias de peixe s\u00e3o horr\u00edveis e no dia a seguir Clotilde tem reclama\u00e7\u00f5es na porta da cozinha, que recebe com toda a simpatia.<\/p>\n<p><strong>\u201cEles sabem que o meu posto \u00e9 na cozinha, batem \u00e0 porta ou espreitam mesmo para me falar, antes do pequeno almo\u00e7o est\u00e3o todos para me dar um abra\u00e7o\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Clotilde Martins \u00e9 m\u00e3e de dois filhos na casa dos 20 anos e ali abre os bra\u00e7os a muitos filhos mais pequenos\u2026 \u00e9 uma pe\u00e7a chave na organiza\u00e7\u00e3o da casa, tornou-se a m\u00e3e, a tia ou at\u00e9 a av\u00f3 destas crian\u00e7as&#8230;<\/p>\n<p>\u201cAs minhas colegas at\u00e9 dizem que eu estrago os mi\u00fados com tantos mimos\u2026\u201d conta a rir.<\/p>\n<p>Os risos e as conversas das crian\u00e7as enchem a casa\u2026 da ajuda de ber\u00e7o em Monsanto. Vivem\u00a0 20 crian\u00e7as que trazem hist\u00f3rias e realidades de vida muito diferentes. Uma coisa as une o desejo de serem cuidadas e amadas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/clotilde_martins_ajuda-berco.jpg\" \/><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cRecebi um beb\u00e9 de dias no meu colo, ali colocado pela psic\u00f3loga. Dei bebier\u00e3o, troquei fraldinha e vesti aquele beb\u00e9. Ficou a dormir mas depois faz-me pensar como \u00e9 que pode\u2026 ser t\u00e3o pequenina e estar ali\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-135476-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/clotildemartins.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/clotildemartins.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/clotildemartins.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Clotilde Martins leva muitas quest\u00f5es para casa, conversa com os filhos e sente que \u00e9 sempre uma aprendizagem a cada dia. Quando \u00e9 avisada que alguma crian\u00e7a vai sair fica logo em choque.<\/p>\n<p>\u201cQuando se v\u00e3o embora \u00e9 um vazio, ficam as roupas, as coisas, \u00e9 horr\u00edvel\u2026 \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o nos prendermos \u00e0s crian\u00e7as, eles s\u00e3o todos nossos!\u201d, diz de l\u00e1grimas nos olhos.<\/p>\n<p>Sabendo que saem da Ajuda de ber\u00e7o para irem para uma vida melhor mas na altura que v\u00e3 \u00e9 dif\u00edcil de gerir a situa\u00e7\u00e3o para Clotilde que, entre tachos e panelas, vai fazendo as del\u00edcias dos mais pequenos e agora d\u00e1 muito mais valor ao seu trabalho e \u00e0quela casa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ana-maria-goncalves_ajuda-berco.jpg\" \/><\/p>\n<h4><strong>Do sonho de ser m\u00e3e a volunt\u00e1ria<\/strong><\/h4>\n<p>Ana Maria Gon\u00e7alves \u00e9 uma de muitas volunt\u00e1rias que d\u00e3o o seu tempo ao servi\u00e7o naquela casa, a dar colo \u00e0quelas crian\u00e7as. Chega e veste uma bata aos quadradinhos vermelhos, identifica a volunt\u00e1ria que teve o sonho de ser m\u00e3e.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cTive o sonho de ser m\u00e3e, gostaria de ter sido m\u00e3e e n\u00e3o fui e j\u00e1 me t\u00eam dito que foi por isso que vim parar aqui \u00e0 Ajuda de Ber\u00e7o\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-135476-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/voluntaria_som.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/voluntaria_som.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/voluntaria_som.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Na visita da Ecclesia a volunt\u00e1ria, de 67 anos, encontrava-se sentada numa mesa a agrupar pares de meias das crian\u00e7as e s\u00e3o muitas as crian\u00e7as que j\u00e1 conheceu e agora, no seu \u00edntimo se vai lembrando e desejando o melhor.<\/p>\n<p>\u201cLembro-me muito delas, pergunto por elas, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber\u2026 \u00c0s vezes interrogo-me se estar\u00e3o bem, o que far\u00e3o da vida delas,\u00a0 como estar\u00e3o hoje na vida de adolescentes, se continuar\u00e3o bonitas como partiram&#8230;S\u00e3o muitos pontos de interroga\u00e7\u00e3o\u201d, confessa.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cSinto estes anos como retribui\u00e7\u00e3o m\u00fatua\u2026 Algumas crian\u00e7as deixam saudades e eu n\u00e3o me esque\u00e7o, pelos olhares, pela aten\u00e7\u00e3o connosco\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O sonho de ser m\u00e3e foi adiado na vida de Ana Maria Gon\u00e7alves mas, naquela tarde por semana, sente a maternidade de forma diferente. Das tarefas mais simples, \u00e0 ajuda na cozinha, \u00e0 brincadeira e aos mimos que distribui o tempo passa depressa na Ajuda de Ber\u00e7o.\u201cVejo aqui crian\u00e7as muito fortes, carentes de afeto e de colo, de muita aten\u00e7\u00e3o mas ensinam-me muito. Eu saio daqui mais forte e com a certeza de conseguir superar os obst\u00e1culos que temos na vida de adultos\u201d, refere Ana Maria.<\/p>\n<p>Um ber\u00e7o em forma de casa que se enche de sorrisos e afetos gra\u00e7as \u00e0s cuidadoras, equipa t\u00e9cnica e volunt\u00e1rias. A Ajuda de Ber\u00e7o tamb\u00e9m a ajudar a ver a maternidade de um prisma diferente.<\/p>\n<p>Este tema da maternidade \u00e9 mote para os programas de r\u00e1dio Ecclesia, na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablica, nos pr\u00f3ximos dia 6 a 10 de maio pelas 22:45h.<\/p>\n<p><em>Texto e fotos: S\u00f3nia Neves<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Manuel Costa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00e3o acolhe beb\u00e9s e crian\u00e7as desprotegidos, no Patriarcado de Lisboa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":135527,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-135476","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135476","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135476"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135476\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}