{"id":135341,"date":"2019-04-28T20:00:48","date_gmt":"2019-04-28T19:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=135341"},"modified":"2019-04-28T19:08:25","modified_gmt":"2019-04-28T18:08:25","slug":"esperanca-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/esperanca-no-futuro\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a no futuro"},"content":{"rendered":"<p><em>LOC\/MTC<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Acab\u00e1mos de comemorar com alegria o 45\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de Abril de 1974 que \u00e9 o acontecimento maior da hist\u00f3ria portuguesa contempor\u00e2nea, pelas conquistas alcan\u00e7adas para o povo portugu\u00eas, pela liberdade e democracia que foram institu\u00eddas, pelo desenvolvimento econ\u00f3mico e social do pa\u00eds e pela melhoria de vida de grande parte da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, principalmente da mais desfavorecida.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que para al\u00e9m de se alcan\u00e7ar a paz, a liberdade e a democracia, a vida da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, principalmente a mais desfavorecida, melhorou muito com a revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril de 1974. Basta lembrar que logo em 1975 foi institu\u00eddo o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional que triplicou os sal\u00e1rios da esmagadora maioria dos trabalhadores; que o ensino foi alargado a todos, tendo terminado com o analfabetismo que atingia cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o; que foi criado o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade para toda a popula\u00e7\u00e3o que em poucos anos colocou Portugal como 12\u00ba pa\u00eds no mundo, com melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, e num dos primeiros pa\u00edses do mundo, com menor mortalidade infantil.<\/p>\n<p>\u00c9 bom continuar a lembrar essa data, que derrubou a ditadura em que viv\u00edamos, nos trouxe a liberdade, aboliu a censura, acabou com a PIDE, com os presos pol\u00edticos e com a guerra colonial, instaurou a democracia, fez-nos viver muitos sonhos e realizar alguns anseios com conquistas e transforma\u00e7\u00f5es na nossa sociedade, muitas das quais ainda hoje perduram.<\/p>\n<p>Tudo isto aconteceu com entusiasmo e alegria, de forma pac\u00edfica, sem viol\u00eancias, envolvendo o povo com as For\u00e7as Armadas o que denominou esta a\u00e7\u00e3o libertadora como \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d. Os seus autores que ficaram conhecidos por \u201cCapit\u00e3es de Abril\u201d, pela sua generosidade, coragem e clem\u00eancia demonstrada no derrube da ditadura e pelo seu desapego ao poder, devolveram, cumprindo as suas promessas, o poder \u00e0 popula\u00e7\u00e3o civil, atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es livres e democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Da\u00ed resultou a liberdade e a aprova\u00e7\u00e3o de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o da Republica Portuguesa, que ainda \u00e9 garante dos valores e princ\u00edpios de Abril e consagra o direito \u00e0 liberdade, \u00e0 democracia e \u00e0 igualdade, afirmando no seu artigo 1\u00ba: \u201cPortugal \u00e9 uma rep\u00fablica soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular, empenhada na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade livre, justa e solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A LOC\/MTC que permaneceu cerca de 40 anos em ditadura, viveu em Abril de 1974, tempos de esperan\u00e7a pela realiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade nova atrav\u00e9s de um processo libertador e criativo como nos revela um comunicado conjunto da JOC\/JOCF e da LOC\/LOCF, publicado no 1\u00ba de Maio de 1974, sobre o momento que se vivia nessa altura no pa\u00eds, de que referimos um pequeno extrato: <em>\u201c O Povo portugu\u00eas vive desde o passado dia 25 de Abril acontecimentos que marcam certamente o in\u00edcio de uma nova etapa da sua hist\u00f3ria. Depois de quarenta e oito anos de ditadura repressiva, abrem-se a todos n\u00f3s horizontes novos onde se anunciam as condi\u00e7\u00f5es essenciais para que sejamos os autores da nossa liberta\u00e7\u00e3o e os construtores do nosso futuro\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Infelizmente muitas conquistas essenciais conseguidas t\u00eam vindo a ser postas em causa em permanente ced\u00eancia ao capital, ao poder econ\u00f3mico e \u00e0s pol\u00edticas de retrocesso da Europa, pelo que \u00e9 tempo de olhar em frente e caminhar em busca de uma sociedade mais justa, mantendo vivos os valores de Abril para que estes se projetem, consolidem e desenvolvam.<\/p>\n<p>O futuro tem que ser de esperan\u00e7a, novos desafios t\u00eam de ser ultrapassados e novos projetos sociais ir\u00e3o surgir para serem concretizados. Afirmar Abril passa hoje por salientar que sem os valores de Abril n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda de progresso e justi\u00e7a social para Portugal.<\/p>\n<p>O 1\u00ba de Maio que se aproxima \u00e9 outra data muito importante para os trabalhadores, pois \u00e9 reconhecido, em democracia, desde 1889, como Dia Internacional dos Trabalhadores, para comemorar e dar for\u00e7a \u00e0s lutas por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho, nas quais muitos perderam a vida. Tamb\u00e9m infelizmente no mundo do trabalho, para al\u00e9m das situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e de falta de dignidade e de humaniza\u00e7\u00e3o que conhecemos, de perto, e podemos ver todos os dias, existem por todo o mundo situa\u00e7\u00f5es de trabalho muito pr\u00f3ximas da escravatura que mais justificam lembrar e continuar essas lutas.<\/p>\n<p>Comemorar o 25 de Abril e o 1\u00ba de Maio \u00e9 mostrar vontade e capacidade de lutar pela mudan\u00e7a e pelo desenvolvimento social e econ\u00f3mico da popula\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds e tamb\u00e9m da Europa e do Mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LOC\/MTC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":107044,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-135341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}