{"id":13504,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/tumulo-e-ruinas-de-s-martinho-poem-dume-na-rota-dos-monumentos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"tumulo-e-ruinas-de-s-martinho-poem-dume-na-rota-dos-monumentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tumulo-e-ruinas-de-s-martinho-poem-dume-na-rota-dos-monumentos\/","title":{"rendered":"T\u00famulo e ru\u00ednas de S. Martinho p\u00f5em Dume na rota dos monumentos"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 84 anos depois, o mausol\u00e9u de S. Martinho de Dume vai regressar \u00e0 freguesia de onde foi roubado em 1918, num per\u00edodo politicamente conturbado de Portugal. A hist\u00f3ria do t\u00famulo foi contada pelo padre Armindo Alves, p\u00e1roco da Mausol\u00e9u regressa mais de 80 anos depois freguesia e um dos que mais lutou para que este regresso seja, brevemente, uma realidade.  O t\u00famulo \u00e9 um sarc\u00f3fago em pedra de an\u00e7\u00e3, com trabalho em relevo. Tem dois metros e cinco de cumprimento e 0,39 de altura. Na cabeceira tem 0,67 metros e 0,57 nos p\u00e9s. Esteve durante v\u00e1rios s\u00e9culos na capela-mor da Igreja Paroquial de Dume. Em 1911, depois da implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e da separa\u00e7\u00e3o da Igreja do Estado, o sarc\u00f3fago foi arrolado como perten\u00e7a da Igreja, assim como todos os objectos que ent\u00e3o nela se encontravam.  E foi em 1918 que foi \u00abarrebatado\u00bb da igreja pela calada da noite e levado para o Museu D. Diogo de Sousa, onde ficou arrumado numa arrecada\u00e7\u00e3o, no meio do lixo e utens\u00edlios de limpeza, tendo sofrido fracturas que levaram anos a restaurar. O pedido de devolu\u00e7\u00e3o foi oficializado h\u00e1 25 anos, num processo longo e dif\u00edcil. H\u00e1 sete anos foi intensificado pela Comiss\u00e3o Fabriqueira que contactou o ent\u00e3o director do Museu D. Diogo de Sousa, Rigar de Sousa, que demonstrou sensibilizado com o pedido e se prontificou a colaborar para que as dilig\u00eancias tivessem um bom fim.  \u00abA dita batalha parece estar a chegar ao fim. Oxal\u00e1 que o acontecimento de hoje seja a \u00faltima etapa, antes da chegada do dito mausol\u00e9u. Quando isto acontecer, todos lucraremos: a par\u00f3quia e a freguesia ficar\u00e3o mais enriquecidas e ficar\u00e1 a cultura em geral mais ao alcance de todos os residentes e dos que nos venham visitar, nacionais e estrangeiros\u00bb, disse o padre Armindo Ribeiro Alves.  A popula\u00e7\u00e3o juntou-se, ontem, \u00e0s autoridades civis e religiosas da freguesia de Dume e do concelho de Braga para participar na cerim\u00f3nia de b\u00ean\u00e7\u00e3o da primeira pedra para a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio que vai acolher o T\u00famulo de S. Martinho de Dume. Todos est\u00e3o convencidos de que com o regresso do t\u00famulo e com a musealiza\u00e7\u00e3o das ru\u00ednas, Dume vai entrar na rota dos monumentos nacionais de visita obrigat\u00f3ria. No entanto, ao contr\u00e1rio do que foi previamente anunciado, a cerim\u00f3nia n\u00e3o teve as presen\u00e7as esperadas, nomeadamente de um representante do IPAAR, de Lu\u00eds Fontes, da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, nem da directora do Museu D. Diogo de Sousa, Isabel Silva.  Esta enviou, ainda assim, uma mensagem, onde reafirma o compromisso assumido no protocolo assinado, deste que sejam respeitadas as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas. Mesmo o presidente da C\u00e2mara Municipal de Braga, Mesquita Machado n\u00e3o se fez acompanhar de nenhum vereador, como foi feito crer.  O per\u00edodo pr\u00e9-eleitoral ter\u00e1 inibido algumas presen\u00e7as no lan\u00e7amento de uma obra de ineg\u00e1vel valia patrimonial e hist\u00f3rica em termos locais regional e nacional. A cerim\u00f3nia foi presidida por D. Carlos Pinheiro, Bispo Titular de Dume, ele que simbolicamente ocupa a cadeira do bispo S. Martinho de Dume.  A obra \u00e9 a primeira fase de uma interven\u00e7\u00e3o de grande envergadura na freguesia. Al\u00e9m do edif\u00edcio onde vai estar o t\u00famulo de S. Martinho, cuja primeira pedra foi benzida ontem; vai ser constru\u00edda uma galeria de cerca de dois mil e quinhentos metros quadrados, interligando as v\u00e1rias sec\u00e7\u00f5es das ru\u00ednas romanas, com destaque para um balne\u00e1rio romano e para a Bas\u00edlica do santo, considerado um dos mais antigos mosteiros constru\u00eddos no ocidente.  Estas duas estruturas est\u00e3o classificadas como Patrim\u00f3nio Nacional. O projecto prev\u00ea ainda a reconvers\u00e3o da casa da Quinta da D. Rita, num espa\u00e7o museol\u00f3gico para acolher todo o esp\u00f3lio encontrado, bem como os achados que possam ser descobertos nos trabalhos de prospec\u00e7\u00e3o.   <b>Problema processual adia arranque da obra<\/b> A data da inaugura\u00e7\u00e3o da obra continua marcada para o dia 6 de Agosto de 2006, dia da Festa de S. Martinho. No entanto, as obras j\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o ter in\u00edcio no dia 16, nem tem dia para come\u00e7ar.  Embora o presidente da Junta de freguesia de Dume esteja confiante que elas arranquem dentro de oito a 15 dias, o certo \u00e9 que uma das empresas alegou irregularidades no processo e tudo est\u00e1 parado \u00e0 espera da decis\u00e3o judicial. Das cinco construtoras previamente convidadas a apresentar propostas, foram escolhidas duas, a Construbracara e a Construtora da Loureira. Uma delas vai executar a empreitada.  No seu discurso, Mesquita Machado declarou-se satisfeito por estar a partilhar a alegria da popula\u00e7\u00e3o de Dume por verem que, proximamente, podem ter de volta o t\u00famulo de S. Martinho na freguesia.  O autarca n\u00e3o esqueceu a longa demora at\u00e9 o processo estar desbloqueado. \u00abQuando se trata de patrim\u00f3nio h\u00e1 sempre muitos obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos. Mas finalmente vai chegar ao fim. Trata-se de um projecto de qualidade que vai valorizar o patrim\u00f3nio vis\u00edvel e o escondido. Acredito que Dume vai entrar na rota tur\u00edstica dos monumentos. Ser\u00e1 motivo de orgulho para os dumienses e uma mais valia para Braga para o Pa\u00eds\u00bb, disse.  O presidente da edilidade bracarense prometeu apoiar financeiramente a obra. \u00abA C\u00e2mara sente na obriga\u00e7\u00e3o de fazer esta obra que vai custar umas centenas de milhares de contos. Mas as principais car\u00eancias de Dume est\u00e3o resolvidas, por isso, n\u00e3o ser\u00e1 por falta de dinheiro que esta obra n\u00e3o estar\u00e1 pronta em breve\u00bb.  Por sua vez, Constantino Caldas, presidente da Junta de freguesia de Dume, real\u00e7ou o papel de muita gente para que, 25 anos depois, o sonho esteja prestes a tornar uma realidade. Da\u00ed ter considerado que a cerim\u00f3nia foi um momento hist\u00f3rico.  \u00abEm termos hist\u00f3ricos, religioso e cultural \u00e9 a maior obra que alguma vez se ir\u00e1 fazer na nossa freguesia \u00bb, acredita.  O Bispo Titular de Dume tamb\u00e9m estava satisfeito pelo arranque das obras. Al\u00e9m do calor que se fazia sentir, sentiu tamb\u00e9m o \u00abcalor da alma das pessoas\u00bb, por verem restitu\u00eddo um bem que lhes tinha sido retirado \u00ababusivamente em 1919. A arquidiocese de Braga, especialmente os seus paroquianos, regozijam- se com esta iniciativa\u00bb, afirmou.  D. Carlos Pinheiro aplaude tamb\u00e9m as autoridades e todos aqueles que est\u00e3o a contribuir para o regresso do sarc\u00f3fago que tem as rel\u00edquias de S. Martinho de Dume.  O padre Armindo Ribeiro Alves, p\u00e1roco de Dume, e o presidente da Assembleia de freguesia tamb\u00e9m se pronunciaram sobre a obra, regozijando-se com a b\u00ean\u00e7\u00e3o da primeira pedra, que significa o come\u00e7o dos trabalhos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 84 anos depois, o mausol\u00e9u de S. Martinho de Dume vai regressar \u00e0 freguesia de onde foi roubado em 1918, num per\u00edodo politicamente conturbado de Portugal. 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