{"id":134668,"date":"2019-04-21T02:41:20","date_gmt":"2019-04-21T01:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=134668"},"modified":"2019-04-23T12:25:30","modified_gmt":"2019-04-23T11:25:30","slug":"homilia-do-bispo-de-evora-na-vigilia-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-evora-na-vigilia-pascal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de \u00c9vora na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p>VIG\u00cdLIA PASCAL 2019<!--more--><\/p>\n<p>. Reverend\u00edssimos Senhores C\u00f3negos e demais Sacerdotes<\/p>\n<p>. Caros Di\u00e1conos<\/p>\n<p>. Estimados Seminaristas<\/p>\n<p>. Meus irm\u00e3os e minhas irm\u00e3s,<\/p>\n<p>. Uma sauda\u00e7\u00e3o muito amiga, nesta noite de Vig\u00edlia Pascal, para todos v\u00f3s com votos de Santas Festais Pascais na alegria do Senhor Ressuscitado!<\/p>\n<p>. Uma sauda\u00e7\u00e3o muito particular \u00e0 Comunidade Crist\u00e3 de S\u00e3o Br\u00e1s desta nossa cidade de \u00c9vora, que v\u00ea, nesta noite santa, a sua comunidade aumentada com estes tr\u00eas catec\u00famenos que, nesta celebra\u00e7\u00e3o, ir\u00e3o receber os Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3.<\/p>\n<p>. Sa\u00fado ainda com particular aten\u00e7\u00e3o os 72 irm\u00e3os das Comunidades Neocatecumenais de \u00c9vora e de Elvas que, depois de um longo caminho, ir\u00e3o, hoje, renovar as suas promessas batismais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>Eis o grande preg\u00e3o desta noite; o grande preg\u00e3o que ecoa neste templo e que ressoa por toda a terra: \u00abN\u00e3o est\u00e1 aqui!\u00bb (Lc 24, 6). Esta \u00e9 a \u00abproto-not\u00edcia\u00bb da Ressurrei\u00e7\u00e3o, dada pelos \u00abproto-mensageiros\u00bb da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Jesus n\u00e3o est\u00e1 aqui, ou seja, n\u00e3o est\u00e1 ali, no lugar da morte. Ele agora est\u00e1 aqui, nesta grande, extensa e intensa liturgia. Est\u00e1 no Lume Novo (mais: Ele \u00e9 o Lume sempre novo); est\u00e1 na Liturgia da Palavra, pois \u00e9 Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura; est\u00e1 na Liturgia Baptismal, que iremos celebrar dentro de momentos, pois quando algu\u00e9m baptiza \u00e9 Cristo que baptiza; est\u00e1 na Liturgia Eucar\u00edstica, fonte e cume da vida crist\u00e3; est\u00e1 presente hoje, aqui, na Igreja que reza e canta, pois Ele prometeu \u00abOnde estiverem dois ou tr\u00eas reunidos, em meu nome, Eu estou no meio deles\u00bb. \u00a0\u00c9, por isso, que \u00abangelus\u00bb, que se traduz por anjo, significa mensageiro. N\u00f3s somos, pois, anjos da ressurrei\u00e7\u00e3o, mensageiros cont\u00ednuos e sem desfalecer da Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Vig\u00edlia Pascal, m\u00e3e de todas as vig\u00edlias, \u00e9 tamb\u00e9m a m\u00e3e de todos os mensageiros. Como dizia S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, \u00abn\u00f3s somos o povo da P\u00e1scoa e o Aleluia \u00e9 a nossa can\u00e7\u00e3o\u00bb. Cantamos o Aleluia com os l\u00e1bios para nunca deixar de cantar o \u00abaleluia\u00bb com a vida.<\/p>\n<p>\u00c9 na P\u00e1scoa que come\u00e7a a vida crist\u00e3. Por isso, o Baptismo \u00e9 um sacramento eminentemente pascal. E quem come\u00e7a a viver em P\u00e1scoa n\u00e3o pode parar, tem que percorrer a vida com Cristo at\u00e9 ao fim, conduzindo-se pela Sua Palavra, alimentando-Se no P\u00e3o da Eucaristia e fortalecendo-se no dom do Esp\u00edrito Santo, que continuamente nos unge pelo \u00d3leo do Crisma, pelo Sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o. \u00c9, assim, que a Igreja gera e alimenta filhos para Deus: a partir da entrega do Filho de Deus, como Paulo escreve \u00e0 Comunidade da Gal\u00e1cia (cf. 4, 5). A sua fun\u00e7\u00e3o consiste em \u201cgestar\u201d Cristo no homem e em \u201cmaternar\u201d cada homem no seu itiner\u00e1rio, por Cristo, at\u00e9 Deus, consumando-se na parusia: Vinde benditos de meu Pai, v\u00f3s que chegais da grande tribula\u00e7\u00e3o e sois vencedores!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>Estamos, uma vez mais, perante uma luminosa afirma\u00e7\u00e3o de vida. A inten\u00e7\u00e3o de espetar a lan\u00e7a, picando o corpo para testar a morte. Sucede que aquele cora\u00e7\u00e3o estava repleto de vida: da vida que, pelo Seu Filho, Deus ofereceu \u00e0 humanidade. Como recordou o Papa Pio XII foi \u00abdo cora\u00e7\u00e3o ferido do Redentor que nasceu a Igreja\u00bb. O cora\u00e7\u00e3o sinaliza o imenso amor \u00abque moveu o nosso Salvador a celebrar o Seu m\u00edstico matrim\u00f3nio com a Igreja\u00bb.<\/p>\n<p>Como os primeiros disc\u00edpulos, n\u00f3s tamb\u00e9m somos testemunhas da vit\u00f3ria de Cristo sobre a morte: \u00abDeus ressuscitou Jesus, do que n\u00f3s somos testemunhas\u00bb, como proclama o Livros dos Atos dos Ap\u00f3stolos (cf. 2, 32); \u00abo Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem v\u00f3s matastes [\u2026] e n\u00f3s somos testemunhas destes factos\u00bb (5, 30.32).<\/p>\n<p>Temos de ser testemunhas pela palavra e, sobretudo, pela vida. Tamb\u00e9m somos testemunhos de que aquele sepulcro n\u00e3o estava vazio, mas cheio: cheio de sinais de vida. No sepulcro, os panos que envolveram o corpo de Jesus estavam no ch\u00e3o e o len\u00e7o que Ele tivera na cabe\u00e7a encontrava-se cuidadosamente dobrado, noutro s\u00edtio, como nos refere S\u00e3o Jo\u00e3o (cf. 20, 5.7).<\/p>\n<p>Para os judeus, a posi\u00e7\u00e3o do len\u00e7o constitu\u00eda uma mensagem subliminar do senhor para o seu servo. Este nunca tocava na mesa antes de o senhor ter terminado a refei\u00e7\u00e3o. E como \u00e9 que ele saberia que o senhor terminou? Precisamente pela posi\u00e7\u00e3o do len\u00e7o. Se o senhor colocasse o len\u00e7o amarrotado queria dizer: \u00abEu terminei\u00bb. Mas se deixasse o len\u00e7o dobrado ao lado do prato, o servo continuava a n\u00e3o tocar na mesa, porque aquele len\u00e7o dobrado queria dizer: \u00abEu voltarei!\u00bb. Jesus tinha voltado, mas n\u00e3o \u00e0 antiga vida. Jesus voltou para entrar na nova e definitiva vida. N\u00e3o houve o assalto ao corpo de um morto, mas o definitivo salto da morte para a vida. Isto significa que aquilo que se passou no t\u00famulo n\u00e3o foi ac\u00e7\u00e3o humana, mas obra divina. O t\u00famulo foi aberto por Deus. A pedra foi removida por Deus. A morte foi vencida por Deus.<\/p>\n<p>Deus desamarra Jesus de todas as amarras. \u00c9 Deus que desliga Jesus de todas aquelas ligaduras. \u00c9 ent\u00e3o que se faz luz nas escuras vidas dos disc\u00edpulos. Faz-se luz sobre a Ressurrei\u00e7\u00e3o e faz-se at\u00e9 luz sobre a morte. A morte n\u00e3o eliminou Jesus, pois a Sua vida entregue nas m\u00e3os do Pai \u2013 \u00abPai, nas Tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito!\u00bb \u2013 n\u00e3o foi interrompida, mas transfigurada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>A morte de Jesus \u00e9 uma morte morticida, uma morte que mata a morte. N\u00e3o elimina a vida, ilumina a vida! Aquela morte n\u00e3o era um termo da vida biol\u00f3gica, mas o ingresso na vida plena, na vida que vence a morte e permanece eternamente para l\u00e1 da morte. Esta ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o era um regresso \u00e0 vida, mas um ingresso na Vida: na vida que vence a morte.<\/p>\n<p>N\u00f3s que, tantas vezes, sentimos que vamos morrendo aos poucos na vida, encontramos assim sentido para as mortes na pr\u00f3pria morte. Aquele que foi \u00e0 morada dos mortos continua vivo e at\u00e9 aos mortos Ele d\u00e1 vida; \u00e9 Ele que nos faz viver; \u00c9, por Ele, que nem na morte havemos de morrer.<\/p>\n<p>A Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o apaga a Cruz; d\u00e1 sentido \u00e0 Cruz. Aquele que volta \u00e0 vida \u00e9 o mesmo que deu a vida. A Cruz est\u00e1 sempre a ensinar-nos que \u00e9 quanto mais damos que mais recebemos. A Cruz mostra-nos que vencemos sempre quando damos tudo, se nos dermos inteiramente. Por isso, entre os primeiros crist\u00e3os n\u00e3o havia \u00abqualquer necessitado\u00bb, como nos lembra o Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos (4, 34) e Tertuliano d\u00e1-nos conta do espanto dos que n\u00e3o eram crist\u00e3os quando olhavam para o comportamento dos crist\u00e3os: \u00abVede como eles se amam!\u00bb No fundo, eles apercebiam-se de como a palavra de Deus professada nos seus l\u00e1bios se repercutia coer\u00eancia e transpar\u00eancia da sua vida. A nossa miss\u00e3o h\u00e1-de ser a miss\u00e3o do pr\u00f3prio Jesus. Como Ele fez, fa\u00e7amos n\u00f3s tamb\u00e9m (cf. Jo 13, 15). Uma vez que Ele veio para servir, n\u00f3s tamb\u00e9m somos chamados a servir (cf. Mt 20, 28). Quem n\u00e3o serve, n\u00e3o serve para a miss\u00e3o. Por isso, somos chamados a ser Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios. Somos disc\u00edpulos mission\u00e1rios quando contemplamos Jesus, o Cordeiro Imolado, perla Salva\u00e7\u00e3o da Humanidade. Como nos lembra o Papa Francisco, \u00abo cordeiro n\u00e3o \u00e9 um dominador, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 d\u00f3cil; n\u00e3o \u00e9 agressivo, antes pac\u00edfico; n\u00e3o mostra as garras e os doentes diante de um ataque, pelo contr\u00e1rio, suporta e \u00e9 d\u00f3cil. Assim \u00e9 Jesus, como um Cordeiro!\u00bb (cf Francisco, Angelus, 19 de janeiro de 2014). Eis o modelo do disc\u00edpulo mission\u00e1rio: Homem Novo, construtor de um mundo novo. S\u00f3 com cora\u00e7\u00f5es novos faremos um mundo novo.<\/p>\n<p>Jesus ressuscitou para a vida plena, n\u00e3o reviveu para a vida biol\u00f3gica, por isso, a Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 novidade, n\u00e3o \u00e9 regresso. Como P\u00e1scoa, \u00e9 uma passagem para a frente, n\u00e3o \u00e9 um passo atr\u00e1s. Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recuo, reencarna\u00e7\u00e3o, pois Jesus n\u00e3o \u00e9 devolvido \u00e0 vida anterior, mas entra numa vida nova, na vida definitiva. \u00c9, por isso, que hoje n\u00f3s n\u00e3o evocamos algu\u00e9m que j\u00e1 morreu; n\u00f3s celebramos Algu\u00e9m que continua vivo. A Igreja, alicer\u00e7ada na P\u00e1scoa, n\u00e3o transporta a recorda\u00e7\u00e3o de um ausente, mas oferece-nos a permanente celebra\u00e7\u00e3o de uma presen\u00e7a. Nunca digamos, pois, \u00abCristo viveu\u00bb. Digamos e proclamemos sempre \u00abCristo est\u00e1 vivo\u00bb, connosco. Ele \u00e9 sempre o Emanuel! Com o Papa Francisco, tamb\u00e9m n\u00f3s dizemos: \u00abCRISTO VIVE!, ALELUIA, ALELUIA\u00bb. Vivamos com Ele, Aleluia! Aleluia!<\/p>\n<p><em>+ Francisco Jos\u00e9, Arcebispo de \u00c9vora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIG\u00cdLIA PASCAL 2019<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":120472,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[175,275],"class_list":["post-134668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-evora","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134668\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}