{"id":134583,"date":"2019-04-20T11:04:27","date_gmt":"2019-04-20T10:04:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=134583"},"modified":"2019-04-20T11:07:42","modified_gmt":"2019-04-20T10:07:42","slug":"homilia-do-arcebispo-de-evora-na-missa-crismal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-evora-na-missa-crismal-3\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de \u00c9vora na celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Excelent\u00edssimo e Reverend\u00edssimo Senhor Dom Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves, dign\u00edssimo Arcebispo Em\u00e9rito de \u00c9vora; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Excelent\u00edssimo e Reverend\u00edssimo Senhor Dom Manuel Madureira Dias, dign\u00edssimo Bispo Em\u00e9rito do Algarve<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Reverend\u00edssimos Senhores C\u00f3negos e demais Presb\u00edteros<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caros Di\u00e1conos <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estimados Seminaristas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Meus irm\u00e3os e minhas irm\u00e3s<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sa\u00fado-vos a todos com a \u201calegria crist\u00e3 de nos reunirmos em nome do Senhor, para celebrarmos a Missa Crismal, em Quinta-feira Santa. Bendito seja Deus por cada um de v\u00f3s. Bendito seja Deus pelo Presbit\u00e9rio Eborense e por todos os que o acompanham no Amor Fraterno da ora\u00e7\u00e3o e do servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A todos agrade\u00e7o o acolhimento que me tendes dispensado nestes primeiros meses de minist\u00e9rio episcopal convosco e para v\u00f3s. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Louvo o Bom e Belo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo nosso presbit\u00e9rio e consagro cada um dos seus membros, pelas m\u00e3os maternais de Maria, ao Amor do Eterno Pai, na unidade do Esp\u00edrito Santo.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Convido-vos a todos a rezarmos ao Senhor por dois irm\u00e3os que partiram para a Casa do Pai, desde a \u00faltima Quinta-feira Santa, e que para sempre estar\u00e3o vinculados a este presbit\u00e9rio: refiro-me ao saudoso Padre Afonso Artur de Almeida Ribeiro, nascido a 10 de Novembro de 1924, ordenado presb\u00edtero a 29 de Junho de 1950 e falecido, aos 94 anos de idade, em Caldas de Vizela, na Arquidiocese de Braga e sepultado em S\u00e3o Jorge, a 16 de Novembro; e ao nosso estimado Arcebispo Em\u00e9rito, Dom Maur\u00edlio de Gouveia, nascido no Funchal a 5 de Agosto de 1932, ordenado presb\u00edtero a 04 de Junho de 1955 e Bispo a 26 de Novembro de 1973. Foi nosso Pastor de 08 de Dezembro de 1981 a 08 de Janeiro de 2008, ou seja, durante 27 anos. Damos gra\u00e7as pelo grande testemunho que nos deixou e pela serenidade, confian\u00e7a e piedade com que viveu a dolorosa doen\u00e7a, que o levou para a Casa do Pai, no passado dia 19 de mar\u00e7o; confirmou no avesso da vida, a Palavra de Deus, que nos anunciou. Bendito seja o Senhor pelo Pastor que nos concedeu!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 nosso desejo trazer a esta ora\u00e7\u00e3o os sacerdotes mais idosos e j\u00e1 em merecido descanso. Recordamos com muita amizade o Padre Carlos Cardoso de Melo, a residir na Casa Sacerdotal do Porto; os C\u00f3negos Ant\u00f3nio Henrique de Freitas Guimar\u00e3es e Salvador Dias Terra, a residirem no Lar do Centro Paroquial da sua terra natal, em Avanca, Diocese de Aveiro; o Padre Francisco Pacheco Alves, a residir com a sua fam\u00edlia tamb\u00e9m na sua terra natal, em Pa\u00e7os de Ferreira, Diocese do Porto; o Padre Humberto C\u00e9sar Gon\u00e7alves Coelho, em tratamento na casa de seus pais, em Gouveia, Diocese da Guarda. A residir na Arquidiocese, rezamos pelas melhoras dos C\u00f3negos Ant\u00f3nio Salvador dos Santos e Ant\u00f3nio Gata Sim\u00f5es e dos Padres Ant\u00f3nio Marques dos Santos e Agostinho Crespo Leal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste Ano Pastoral, elevamos o nosso canto de louvor pela celebra\u00e7\u00e3o jubilar de 25 anos de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral dos car\u00edssimos Padres Am\u00e2ndio Manuel Temudo Painha, ordenado a 10 de Julho de 1994 e Domingos de Freitas, sacerdote jesu\u00edta, ordenado a 18 de Julho de 1994. Para eles, os nossos votos de fecundo minist\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><b> <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">No Evangelho que acab\u00e1mos de acolher, Jesus assume-se como o \u201cHoje\u201d de Deus, Ele \u00e9 o cumprimento pleno das promessas do Pai. N\u2019Ele repousa a fidelidade daquele que prometeu enviar o Seu Ungido \u201ca anunciar a boa nova aos infelizes, a curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados, a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor e o dia da a\u00e7\u00e3o justiceira do nosso Deus\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jesus \u00e9 o Sacerdote eterno! Ungido pelo Esp\u00edrito, foi enviado pelo Pai, na plenitude dos tempos, \u201ca evangelizar os pobres, a amar os contritos de cora\u00e7\u00e3o\u201d, como \u201cm\u00e9dico da carne e do esp\u00edrito, mediador entre Deus e os homens\u201d, como nos ensina a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Liturgia, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sacrossanctum Conc\u00edlio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, no seu n\u00famero 5.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com Cristo, iniciaram-se os Novos Tempos, um \u201cAno da Gra\u00e7a\u201d, que \u00e9 o tempo da reden\u00e7\u00e3o e de Liberta\u00e7\u00e3o universal, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">kair\u00f3s<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> da miseric\u00f3rdia de Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O an\u00fancio messi\u00e2nico de salva\u00e7\u00e3o que Jesus assume como cumprimento, implica a salva\u00e7\u00e3o do homem todo e de todos os homens. O mesmo Esp\u00edrito de Deus que O ungiu, desceu sobre a Igreja em Dia de Pentecostes, constituindo a Igreja como Comunidade de Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios. Assim, como Cristo \u00e9 o enviado do Pai, a Igreja \u00e9 enviada, por Cristo, como portadora da Boa Nova, \u201cSacramento Universal de Salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como ensina o Conc\u00edlio Vaticano II, na Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Gaudium et Spes<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, no seu n\u00famero 41, \u201cnenhuma lei humana pode assegurar a dignidade pessoal e a liberdade do Homem como o fez o Evangelho de Cristo confiado \u00e0 Igreja\u201d. Eis a miss\u00e3o dos disc\u00edpulos de Cristo: testemunhar com a vida o Evangelho, anunciado com a Palavra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caros irm\u00e3os presb\u00edteros, cada um de n\u00f3s, \u00e9 chamado pelo Senhor a ser <\/span><b>Disc\u00edpulo Mission\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, cuidando da nossa filia\u00e7\u00e3o divina com todo o empenho. A nossa condi\u00e7\u00e3o de batizados \u00e9 primordial na experi\u00eancia libertadora que fazemos como filhos amados de Deus. N\u00e3o deixemos que as preocupa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do exerc\u00edcio do minist\u00e9rio, assumido com o Sacramento da Ordem, nos fa\u00e7a esquecer ou prescindir deste respirar quotidiano de Filhos de Deus, templos do Esp\u00edrito Santo e herdeiros do Eterno. Que a vincula\u00e7\u00e3o ao estado clerical e eclesi\u00e1stico, nunca nos roube a alegria e o vigor que nos vem da renovada vivencia dos Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3. Que cada Eucaristia que temos a felicidade de celebrar nos centre sempre de novo em Cristo e nos torne dispon\u00edveis para o servi\u00e7o do Lava-p\u00e9s a todos os irm\u00e3os. Beijemos o altar, o Evangeli\u00e1rio, os irm\u00e3os no \u00f3sculo da Paz, o Crucifixo e, hoje, os p\u00e9s dos irm\u00e3os, com o renovado amor com que Cristo nos abra\u00e7a em cada Eucaristia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Como refere Enzo Bianchi, a espiritualidade da Igreja e do Disc\u00edpulo Mission\u00e1rio, \u00e9 uma s\u00f3. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Cada padre \u00e9 chamado a\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">ser, antes de mais, um crente, um disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Cristo. Ningu\u00e9m lhe exigir\u00e1 que atinja os cumes\u00a0\u00a0da m\u00edstica, mas todos dele esperar\u00e3o uma espiritualidade s\u00f3lida e\u00a0 solid\u00e1ria. Tratar-se-\u00e1 de uma espiritualidade que integre a Eucaristia (celebrada, adorada e testemunhada), a Liturgia das Horas, a confiss\u00e3o\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">frequente, o ros\u00e1rio quotidiano, a leitura e a medita\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, o\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">atendimento, a escuta, a aten\u00e7\u00e3o aos doentes e s\u00f3s. O que pede para fazer aos outros h\u00e1-de procurar\u00a0faz\u00ea-lo com os outros, pelos outros. A humildade e a simplicidade s\u00e3o\u00a0a credibilidade do padre.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s somos essencialmente disc\u00edpulos e vocacionalmente mission\u00e1rios.\u00a0Esta dupla dimens\u00e3o assinala a sua estrutural depend\u00eancia de Cristo e\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">a conatural rela\u00e7\u00e3o com o povo. O Presb\u00edtero representa (torna presente) Cristo no povo. Tudo, em n\u00f3s, tem de saber a Cristo. Tudo tem de respirar\u00a0\u00a0Cristo. N\u00f3s estamos, definitivamente, \u00abtatuados\u00bb por Cristo. O que o\u00a0sacerdote recebe no sacramento tem de se tornar vis\u00edvel na vida. A\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">novidade de Cristo, como adverte Walter Kasper, est\u00e1 n\u00e3o na Sua<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">mensagem, mas na Sua conduta. Jesus dizia o que vivia e vivia o que\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">dizia. Na miss\u00e3o, a compet\u00eancia \u00e9 muito, mas a viv\u00eancia \u00e9 tudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o creio que o presb\u00edtero possa ser outro Cristo. Pura e simplesmente,\u00a0porque n\u00e3o h\u00e1 outro Cristo, embora perceba o sentido desta express\u00e3o\u00a0atribu\u00edda a Hugo Grotius. Em tudo e sempre, o padre \u00e9 Cristo. Tal como\u00a0\u00a0Cristo \u00e9 a transpar\u00eancia do Pai (cf. Jo 14, 9), o padre h\u00e1-de ser a\u00a0\u00a0transpar\u00eancia de Cristo. S\u00f3 espalha Cristo quem espelha Cristo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dir-se-\u00e1 que ser Cristo \u00e9 tarefa imposs\u00edvel. Sem d\u00favida. Mas o\u00a0imposs\u00edvel para n\u00f3s torna-se poss\u00edvel a partir de Cristo. Por isso, o\u00a0\u00a0presb\u00edtero tem de estar totalmente descentrado de si para estar plenamente\u00a0recentrado em Cristo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Qual \u00e9, ent\u00e3o, a nossa prioridade? A nossa prioridade \u00e9 estar com Cristo. Ali\u00e1s, o Evangelho\u00a0anota que, antes de os enviar em miss\u00e3o, Jesus quis que os Doze\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">andassem com Ele (cf. Mc 3, 14). Para ser disc\u00edpulo de Cristo, \u00e9\u00a0preciso ser recept\u00e1culo de Cristo. Parafraseando Sto. In\u00e1cio de\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Antioquia, diremos que todo o padre tem de ser \u00abcrist\u00f3foro\u00bb, aquele que\u00a0traz Cristo. S\u00f3 quem traz Cristo pode dar Cristo. Todas as depend\u00eancias s\u00e3o opressoras. H\u00e1, contudo, uma excep\u00e7\u00e3o: a\u00a0depend\u00eancia de Cristo. S\u00f3 a depend\u00eancia de Cristo \u00e9 libertadora. O\u00a0\u00a0padre opta por ser inteiramente dependente de Cristo. Ser padre \u00e9 ser,\u00a0\u00a0pois, \u00abcristoc\u00eantrico\u00bb. Centrar-se em Cristo \u00e9 a porta para aceitar at\u00e9 o que n\u00e3o tem\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">aceita\u00e7\u00e3o justific\u00e1vel e a chave para compreender at\u00e9 o que n\u00e3o tem\u00a0\u00a0compreens\u00e3o poss\u00edvel. O padre pode ser um incompreendido para muitos. S\u00f3 em Cristo\u00a0\u00a0conseguimos aceitar o que n\u00e3o compreendemos. S\u00f3 em Cristo conseguimos\u00a0\u00a0compreender o que nos d\u00f3i aceitar. Se o disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), \u00e9 normal\u00a0\u00a0que a vida do disc\u00edpulo esteja decalcada na vida do Mestre. Torna-se,\u00a0portanto, compreens\u00edvel que o padre seja acompanhado pelo\u00a0 (humanamente) incompreens\u00edvel. Mas se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como \u00e9 que poderia estar ausente da nossa vida?<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o presb\u00edtero, n\u00e3o se trata de sentir que a liberdade est\u00e1\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">condicionada; trata-se de assumir que at\u00e9 a (sua) liberdade \u00e9\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">oferecida. Por muito paradoxal que pare\u00e7a, n\u00e3o haver\u00e1 maior afirma\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">de liberdade do que o acto de oferecer a liberdade. E nunca seremos\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">t\u00e3o livres como quando mergulhamos na nascente da liberdade: Deus.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Para o Presb\u00edtero, at\u00e9 o mais pequeno significante encerra um grande\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">significado. O padre encontrar\u00e1 sempre Deus. Mesmo quando parece mais\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">ausente, Ele acaba por estar presente. Ele est\u00e1 quando muitos se\u00a0afastam, quando alguns agridem, quando tantos hostilizam. Podemos n\u00e3o\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">ouvir sempre as Suas respostas, mas Ele nunca deixa de acolher o eco\u00a0das nossas perguntas. O presb\u00edtero pode n\u00e3o fazer aquilo de que gosta nem aquilo que os\u00a0\u00a0outros apreciam. Acontece que o seu des\u00edgnio n\u00e3o \u00e9 satisfazer-se a si\u00a0\u00a0nem agradar aos outros, mas na fidelidade \u00e0 Palavra de Deus, servir a todos. Satisfazer e agradar n\u00e3o\u00a0\u00a0rimam com servir. A diaconia n\u00e3o \u00e9 um exclusivo do diaconado. O padre\u00a0\u00a0serve para viver e vive para servir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 coisas que um padre pode n\u00e3o entender. Muitas vezes, nem\u00a0adianta esgrimir raz\u00f5es. Arriscamo-nos a trope\u00e7ar em eventuais\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00abdes-raz\u00f5es\u00bb nossas e em prov\u00e1veis \u00absem-raz\u00f5es\u00bb alheias. No entanto,\u00a0nunca perde a raz\u00e3o quem mant\u00e9m a disponibilidade. De um padre\u00a0espera-se ac\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m rectid\u00e3o, compostura, urbanidade. N\u00e3o basta saber nem saber fazer; \u00e9 fundamental saber estar. O padre deve\u00a0mostrar o que \u00e9 e ser o que mostra, tem de ser uma pessoa cred\u00edvel, em quem se possa confiar e com quem se possa contar na edifica\u00e7\u00e3o do Bem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os preteridos do mundo t\u00eam de ser os preferidos do padre. Um padre\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o \u00e9 da direita, n\u00e3o \u00e9 da esquerda, n\u00e3o \u00e9 do centro; \u00e9 do fundo. \u00c9 da\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">profundidade de Deus que ele nasce. \u00c9 na profundidade do Homem que ele\u00a0tem de estar. Junto de cada pessoa, o \u00abministerium patris (minist\u00e9rio\u00a0\u00a0do padre) tem de ser, cada vez mais, um \u00abmysterium pacis\u00bb (mist\u00e9rio de\u00a0\u00a0paz).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A aut\u00eantica espiritualidade do presb\u00edtero s\u00f3 pode ser alimentada e vivida atrav\u00e9s do cumprimento do seu minist\u00e9rio, ou seja, o presb\u00edtero cresce na f\u00e9 e aprofunda a sua espiritualidade pelo exerc\u00edcio di\u00e1rio do seu minist\u00e9rio. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o existe \u00abautarquia ministerial\u00bb. O padre n\u00e3o age em seu nome.\u00a0\u00a0N\u00e3o \u00e9 gestor de uma carreira nem promotor de interesses. N\u00e3o est\u00e1 onde\u00a0quer, mas onde s\u00e3o claros e discernidos os sinais de Deus e a Igreja lhe confirmar e indicar. Da\u00ed que t\u00e3o depressa esteja a chegar como\u00a0\u00a0possa estar a partir. O seu campo de trabalho \u00e9 o mundo; a sua paix\u00e3o\u00a0\u00a0\u00e9 a humanidade; a sua \u00fanica morada \u00e9 Deus.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De facto, preparando-nos para anunciar a Palavra e proclamando-a, alimentamo-nos a n\u00f3s mesmos; celebrando a eucaristia, entramos profundamente no mist\u00e9rio pascal; como ministros da reconcilia\u00e7\u00e3o, impregnamos a nossa vida de miseric\u00f3rdia; procurando anunciar o Evangelho hoje e aos outros, compreendemo-lo melhor; no confronto e no di\u00e1logo com os n\u00e3o-crist\u00e3os encontramos a medida da nossa pr\u00f3pria f\u00e9; escutando os irm\u00e3os e as irm\u00e3s e carregando com as suas feridas, mostramos o rosto do \u00abbom pastor, que d\u00e1 a vida pelas ovelhas\u00bb (Jo, 10,11).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os grandes p\u00f3los da nossa miss\u00e3o est\u00e3o no sacr\u00e1rio e na rua. Cristo est\u00e1 no templo e no tempo. Cristo est\u00e1 no p\u00e3o e no pobre. Cristo subiu \u00e0s\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">alturas, mas continua a ser encontrado nas profundidades. Cristo\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">tamb\u00e9m est\u00e1 em baixo. Cristo tamb\u00e9m est\u00e1 do lado de fora. \u00c9 preciso\u00a0 saber sair para que muitos possam entrar e reentrar. H\u00e1, indiscutivelmente,\u00a0muito que fazer. Mas, como prevenia Sebasti\u00e3o da Gama, h\u00e1 muito mais\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">que amar. H\u00e1 que amar humanamente a Deus. E h\u00e1 que (tentar) amar\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">divinamente o pr\u00f3ximo. H\u00e1 verbos que o padre n\u00e3o pode conjugar: o\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">verbo \u00abimpor\u00bb, o verbo \u00abexplorar\u00bb, o verbo \u00abofender\u00bb. O padre s\u00f3 pode\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">conjugar o verbo \u00abservir\u00bb, o verbo \u00abdar\u00bb (sobretudo na forma reflexa:\u00a0\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00abdar-se\u00bb), em suma, o verbo \u00abamar\u00bb.<\/span><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Em rela\u00e7\u00e3o estreita com este tema coloca-se tamb\u00e9m a quest\u00e3o da assim chamada \u00abpresid\u00eancia\u00bb presbiteral. N\u00f3s temos consci\u00eancia clara de sermos crist\u00e3os chamados pelo Senhor e colocados pelo Esp\u00edrito Santo para presidir \u00e0 Comunidade, ou seja, para presidir ao an\u00fancio do Palavra, da liturgia eucar\u00edstica e do cuidado pastoral. A forma deste minist\u00e9rio de \u201cpresid\u00eancia\u201d \u00e9 simples e n\u00e3o requer atitudes especiais ou estrat\u00e9gias espec\u00edficas. Expressa-se fundamentalmente na <\/span><b><i>solidez<\/i><\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">e no <\/span><b><i>discernimento<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: solidez da f\u00e9, para confirmar os irm\u00e3os e o discernimento realizado com a autoridade, que nos vem da coer\u00eancia e da doa\u00e7\u00e3o da vida, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">exous\u00eda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, para edificar a Comunidade como Corpo de Cristo.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se acompanhamos e concretizamos estes carismas com o dom da miseric\u00f3rdia, exercida para com a Comunidade que nos foi confiada (e o Senhor n\u00e3o priva deste dom a quem lho pedir), ent\u00e3o aparece na Igreja o \u00edcone do \u201cpastor bom e belo\u201d, que d\u00e1 a vida pelos seus irm\u00e3os, que conhece os crist\u00e3os do seu rebanho, que caminha diante das sua comunidade e lhe d\u00e1 o alimento necess\u00e1rio a seu tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pastor da comunidade, servo da comunh\u00e3o, n\u00f3s, presb\u00edteros, somos crist\u00e3os e disc\u00edpulos junto aos nossos irm\u00e3os, mas, ao mesmo tempo com a fun\u00e7\u00e3o de guiar; por outro lado, somos guiados pelo Esp\u00edrito Santo, a quem nos entregamos, pela escuta e obedi\u00eancia fiel, at\u00e9 ao ponto de estar \u00e0 altura de poder conduzir a grei de Deus no meio da qual o Esp\u00edrito Santo nos colocou para presidir (cf Act 20, 28).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conv\u00e9m lembrar ainda que a efic\u00e1cia do nosso minist\u00e9rio est\u00e1 condicionada pela autenticidade e pela fidelidade com que o vivemos, ou seja, uma maior ou menos fidelidade ao Evangelho no exerc\u00edcio do nosso minist\u00e9rio influencia claramente na evangeliza\u00e7\u00e3o, na presid\u00eancia da comunidade ou na celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos, como nos referem a Presbyterorum Ordinis (n\u00ba12) e a Pastores Dabo Vobis (n\u00ba 25). E vice-versa: o que fazemos como presb\u00edteros \u00e9 parte integrante da nossa espiritualidade e \u00e9 determinante para a nossa santifica\u00e7\u00e3o; vivendo plenamente o nosso minist\u00e9rio, realizamo-nos como homens espirituais e, por isso, santificamo-nos; e mais, acolhemos as energias da santidade que Deus d\u00e1 \u00e0queles que a elas se abrem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, quando sustentamos e acompanhamos grupos particulares ou movimentos, n\u00e3o podemos esquecer que, se \u00e9 poss\u00edvel receber est\u00edmulos das experi\u00eancias espirituais do pr\u00f3prio grupo, n\u00e3o podemos correr o risco de privatizar o nosso minist\u00e9rio: n\u00f3s estamos investidos do minist\u00e9rio presbiteral olhando para a Igreja na sua totalidade e \u00e9 este o minist\u00e9rio que deve configurar a nossa vida e forjar a nossa santidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><b><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Em conclus\u00e3o e compromisso, sublinhamos que a Igreja, express\u00e3o da Trindade \u00e9 a Igreja em estado de miss\u00e3o, ou melhor ainda, a miss\u00e3o \u00e9 a que faz tomar consci\u00eancia aos seguidores do Ressuscitado do seu ser Igreja. A Igreja peregrinante \u00e9, por natureza, mission\u00e1ria, na medida em que tem a sua origem na miss\u00e3o do Filho e do Esp\u00edrito Santo, segundo o desejo de Deus Pai. Como na Sant\u00edssima Trindade, tamb\u00e9m na Igreja, a miss\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o do dinamismo mais profundo da comunh\u00e3o, da irradia\u00e7\u00e3o e da super-abundancia do Amor, que nela foi e continua a ser infundida pelo Esp\u00edrito Santo. A Igreja \u00e9 obra do Amor de Deus e compreende-se, n\u00e3o s\u00f3 como movimento para dentro do mist\u00e9rio de Deus, como tal, mas tamb\u00e9m como Deus que entra no meio do mundo como Amor salvador. Como nos recordava Bento XVI, \u201co amor ao pr\u00f3ximo arraigado no amor a Deus \u00e9, antes de mais, tarefa para cada fiel, mas \u00e9 tamb\u00e9m tarefa da comunidade eclesial, em todas as suas dimens\u00f5es: desde a comunidade local \u00e0 Igreja Particular at\u00e9 abarcar a Igreja Universal na sua totalidade\u201d. <\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A miss\u00e3o \u00e9, pois, a \u201cmatriz da Igreja\u201d, pois nasce no mist\u00e9rio da P\u00e1scoa e do Pentecostes para continuar o des\u00edgnio mission\u00e1rio amoroso do Deus Trindade na hist\u00f3ria. Isso obriga a igreja a acolher e a viver um paradigma evidente: a miss\u00e3o. Eis-nos centrados no tema deste Ano Pastoral: Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na sua primeira Missa Crismal como Papa, na qual leu a homilia que tinha preparado para pronunciar na sua Arquidiocese de Buenos Aires, Francisco dizia-nos: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe est\u00e1 confiado e tendo os seus nomes gravados no cora\u00e7\u00e3o. Quando envergamos a nossa casula humilde, pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no cora\u00e7\u00e3o o peso e o rosto de nosso povo fiel, dos nossos e dos nossos m\u00e1rtires\u201d.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, n\u00e3o basta citar o refr\u00e3o \u201colhos que n\u00e3o veem, cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sente\u201d. Hoje, al\u00e9m de ver, temos de oferecer o ombro: porque o problema est\u00e1 em que vemos tudo, mas tanto ver anestesia-nos o cora\u00e7\u00e3o. Por isso, para os que somos ou queremos ser sacerdotes, n\u00e3o \u00e9 suficiente a moral da lei ou das virtudes: \u00e9 necess\u00e1rio aprofundar e agora com o cora\u00e7\u00e3o, enquanto oferecemos o ombro \u00e0s pessoas que nos pertencem, aos jovens que temos de fazer avan\u00e7ar, aos anci\u00e3os que pedem ternura, aos mais pobres que a sociedade descarta e deixa na berma do caminho&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cantarei eternamente as miseric\u00f3rdias do Senhor!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">+ Francisco Jos\u00e9, Arcebispo de \u00c9vora<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":120190,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[175,275],"class_list":["post-134583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-evora","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134583\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}