{"id":134293,"date":"2019-04-18T11:34:09","date_gmt":"2019-04-18T10:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=134293"},"modified":"2019-04-18T11:34:09","modified_gmt":"2019-04-18T10:34:09","slug":"mensagem-de-d-jose-ornelas-para-a-pascoa-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-d-jose-ornelas-para-a-pascoa-2019\/","title":{"rendered":"Mensagem de D. Jos\u00e9 Ornelas para a P\u00e1scoa 2019"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abCristo ressuscitado re\u00fane, acompanha e envia a Igreja\u00bb\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-134294 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mensagem-Pascoa-Bispo-Setubal-msg-850x635-348x260.jpg\" alt=\"\" width=\"348\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mensagem-Pascoa-Bispo-Setubal-msg-850x635-348x260.jpg 348w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mensagem-Pascoa-Bispo-Setubal-msg-850x635-768x574.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mensagem-Pascoa-Bispo-Setubal-msg-850x635-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mensagem-Pascoa-Bispo-Setubal-msg-850x635.jpg 850w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/>A P\u00e1scoa \u00e9 o centro de converg\u00eancia da f\u00e9 e da vida da Igreja, antes de mais, porque \u00e9 o ponto culminante da vida de Jesus, que permite compreender e assimilar a sua vida e a sua miss\u00e3o. De facto, como narram os Evangelhos, a morte violenta e inesperada do Mestre, deitou por terra a esperan\u00e7a de um mundo novo que tinha nascido no cora\u00e7\u00e3o dos seus disc\u00edpulos, os quais come\u00e7aram a debandar, mais decepcionados do que nunca, como mostra a narra\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (cf. Lc 24).<\/p>\n<p>Para os disc\u00edpulos desiludidos e prostrados, a presen\u00e7a do Senhor ressuscitado significa, antes de mais, que Deus colocou o seu selo sobre o que Jesus viveu, realizou e ensinou e que eles tinham tido tanta dificuldade a entender e a interiorizar. Sem essa nova presen\u00e7a viva e vivificadora, n\u00e3o haveria Igreja nem miss\u00e3o. A pr\u00f3pria mensagem do Evangelho, mesmo com toda a sua bondade, n\u00e3o teria tido validade determinante para a humanidade, se Jesus tivesse simplesmente morrido \u00e0s m\u00e3os dos seus inimigos.<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 apenas um regresso para o meio dos seus, a continua\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a passada, interrompida pela morte. N\u00e3o! A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 um regresso a este mundo, mas de modo diferente e para criar um futuro novo, uma nova realidade, uma nova compreens\u00e3o da vida, uma nova esperan\u00e7a que se torna j\u00e1 presente, em cada \u00e9poca e em cada lugar, mas que se alarga para al\u00e9m daquilo que conhecemos e dominamos, para a plenitude da vida, no poder e no amor de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 uma nova presen\u00e7a que torna cred\u00edvel e vi\u00e1vel o projeto de Jesus. Cristo vivo confirma e torna poss\u00edvel a reuni\u00e3o dos disc\u00edpulos, n\u00e3o s\u00f3 os primeiros que v\u00eam citados no Evangelho, mas todos aqueles que, ao longo dos s\u00e9culos d\u00e3o vida a este novo caminho de Deus entre os homens, construindo, em cada gera\u00e7\u00e3o um mundo novo, pela for\u00e7a do Esp\u00edrito de Jesus ressuscitado.<\/p>\n<p>A nova presen\u00e7a de Jesus ressuscitado j\u00e1 n\u00e3o se limita aos caminhos da Palestina, mas abre-se, sem fronteiras a novos percursos e a novas hist\u00f3rias, e acompanha os disc\u00edpulos por todos os caminhos da miss\u00e3o, at\u00e9 aos quatro cantos do mundo, em novas terras, ra\u00e7as e culturas. Cristo ressuscitado j\u00e1 n\u00e3o tem limites de espa\u00e7o nem de tempo, mas torna-se presente onde quer que dois ou tr\u00eas estiverem reunidos em seu nome. Por isso, \u00e9 da ressurrei\u00e7\u00e3o e do derramar do Esp\u00edrito que nasce a Igreja \u2013 a Igreja mission\u00e1ria \u2013 composta por todas as ra\u00e7as e culturas da humanidade e especialmente presente onde se sofre, se desespera, se morre, para levar vida e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje, n\u00f3s celebramos esta presen\u00e7a do Senhor, com a mesma novidade e dinamismo que os primeiros disc\u00edpulos, na manh\u00e3 da primeira P\u00e1scoa. Cristo ressuscitado vem dizer-nos que o caminho que percorreu, de servi\u00e7o e dom da vida, n\u00e3o \u00e9 um falhan\u00e7o, mas cria novas realidades neste mundo e abre-se a um mundo novo, que s\u00f3 Deus pode tornar poss\u00edvel. N\u00e3o nos tira deste mundo. Pelo contr\u00e1rio, quer que o tomemos a s\u00e9rio, que o amemos e transformemos em terra de justi\u00e7a, de fraternidade e de paz. Diz que dar a vida deste modo, n\u00e3o \u00e9 perd\u00ea-la, mas seme\u00e1-la e alarg\u00e1-la a novos horizontes, onde desaparecer\u00e3o totalmente o sofrimento e a morte.<\/p>\n<p>\u00c9 este an\u00fancio da P\u00e1scoa viva que proclamamos tamb\u00e9m hoje, particularmente aos nossos jovens, neste bi\u00e9nio que a Diocese lhes est\u00e1 dedicando. Cristo est\u00e1 vivo e convida-vos \u00e0 sua vida, \u00e0 sua Igreja, \u00e0 sua miss\u00e3o. Como os disc\u00edpulos de Ema\u00fas, \u00e0s vezes, na tristeza e na desorienta\u00e7\u00e3o, tendes dificuldade de reconhec\u00ea-lo. Mas Ele n\u00e3o desiste de nenhum\/a de v\u00f3s; faz arder o vosso cora\u00e7\u00e3o e conduz-vos \u00e0 sua comunidade, para que possais dizer, como os primeiros disc\u00edpulos: \u201cVimos o Senhor!\u201c<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abCristo ressuscitado re\u00fane, acompanha e envia a Igreja\u00bb\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":134294,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[181,275],"class_list":["post-134293","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-setubal","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}