{"id":134283,"date":"2019-04-18T10:56:26","date_gmt":"2019-04-18T09:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=134283"},"modified":"2019-04-23T12:30:36","modified_gmt":"2019-04-23T11:30:36","slug":"homilia-de-d-nuno-bras-na-missa-crismal-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-nuno-bras-na-missa-crismal-2019\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Nuno Br\u00e1s na Missa Crismal 2019"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-134278 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SeFunchal_MIssaCrismal-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SeFunchal_MIssaCrismal-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SeFunchal_MIssaCrismal-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SeFunchal_MIssaCrismal.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/p>\n<p>Queridos Padres,<\/p>\n<p>Meus irm\u00e3os,<\/p>\n<p>N\u00e3o vos posso esconder a minha como\u00e7\u00e3o ao presidir pela primeira vez a esta celebra\u00e7\u00e3o que nos \u00e9, felizmente, t\u00e3o querida. Na impossibilidade de, por motivos pastorais, concelebrarmos a Missa da Ceia do Senhor da tarde deste dia santo \u2014 havemos de a celebrar, com n\u00e3o menos uni\u00e3o entre todos, mas junto do povo que nos est\u00e1 confiado, iniciando desse modo o Tr\u00edduo Pascal \u2014 na impossibilidade, dizia, de concelebrarmos no mesmo lugar f\u00edsico a Missa da Ceia do Senhor, quis a sabedoria da Igreja convidar-nos para, nesta Eucaristia de consagra\u00e7\u00e3o dos santos \u00f3leos, tomarmos consci\u00eancia do presbit\u00e9rio que somos, da miss\u00e3o que Jesus nos confia, a cada um e a todos, sinais vis\u00edveis da Sua gra\u00e7a, sacramentos vivos e para sempre da Sua presen\u00e7a no meio da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ver-vos assim, reunidos e unidos, diante do povo, em redor deste indigno servo que o Senhor colocou \u00e0 frente da nossa Igreja diocesana e, sobretudo, em redor da mesa eucar\u00edstica, n\u00e3o pode deixar de me fazer estremecer de alegria, e de fazer brotar do meu cora\u00e7\u00e3o um hino de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as \u2014 que n\u00e3o \u00e9 menos um hino de s\u00faplica para que Ele n\u00e3o me abandone, e eu possa ser o pastor que a nossa diocese necessita.<\/p>\n<p>Queridos Padres,<\/p>\n<p>Escut\u00e1vamos, na leitura evang\u00e9lica, as palavras de Jesus: &#8220;cumpriu-se hoje a passagem da Escritura que acabais de ouvir&#8221;. Deixai que, por alguns momentos, vos proponha uma medita\u00e7\u00e3o acerca do que pode representar para cada um de n\u00f3s este &#8220;hoje&#8221; a que Jesus se referia.<\/p>\n<p>1. Chamado, como bom judeu que frequenta a sinagoga, a fazer a leitura dos profetas, Jesus depara-se com o c\u00e9lebre trecho retirado de um dos c\u00e2nticos do Servo de Isa\u00edas: &#8220;O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre Mim, porque o Senhor me ungiu, e me enviou a proclamar a Boa Nova aos pobres\u201d (Is 61,1). O Servo v\u00ea-se ungido e enviado. Melhor: ungido para ser enviado. E no cumprimento destas realidades consiste o seu servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 \u201cungido\u201d. Desde os tempos do \u00caxodo que os sacerdotes eram ungidos (cf. Ex 29,7; 30,22-33). Tratava-se de derramar sobre a sua cabe\u00e7a o \u00f3leo da un\u00e7\u00e3o. Desse modo, um membro do povo de Israel ficava consagrado para exercer um sacerd\u00f3cio em honra do Senhor (cf. Ex 30,30). Esta un\u00e7\u00e3o era tamb\u00e9m pr\u00f3pria dos reis: Sa\u00fal foi ungido pelo Profeta Samuel (1Sam 10,1), e j\u00e1 nessa ocasi\u00e3o o Profeta afirmou que a un\u00e7\u00e3o com \u00f3leo era sinal de uma outra un\u00e7\u00e3o, de uma elei\u00e7\u00e3o realizada pelo pr\u00f3prio Deus: \u201cEste \u00e9 o sinal de que o Senhor te ungiu como chefe da sua heran\u00e7a\u201d (1Sam 10,1). Ou seja: a un\u00e7\u00e3o f\u00edsica com o \u00f3leo era sinal de uma outra un\u00e7\u00e3o, realizada por Deus, que capacitava o rei para desempenhar a fun\u00e7\u00e3o de chefe de todo o Israel. Do mesmo modo, tamb\u00e9m David foi ungido: \u201cSamuel tomou o vaso de azeite e ungiu-o na presen\u00e7a dos seus irm\u00e3os. O Esp\u00edrito do Senhor precipitou-se sobre David, a partir desse dia e tamb\u00e9m depois\u201d (1Sam 16,13).<\/p>\n<p>Assim, quando, s\u00e9culos mais tarde, Isa\u00edas v\u00ea ao longe e tra\u00e7a um esbo\u00e7o da figura do Servo de Deus e da sua miss\u00e3o (Is 61,1), j\u00e1 n\u00e3o sente necessidade de fazer refer\u00eancia ao \u00f3leo, mas t\u00e3o-simplesmente \u00e0 un\u00e7\u00e3o com o Esp\u00edrito do Senhor. O Esp\u00edrito toma posse do Servo, de modo a que ele possa exercer cabalmente a miss\u00e3o que lhe \u00e9 confiada: anunciar o Evangelho aos pobres, curar os cora\u00e7\u00f5es atribulados, proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor. O Esp\u00edrito confia uma miss\u00e3o e torna aquele que \u00e9 escolhido capaz de a realizar.<\/p>\n<p>2.Ao ler o texto de Isa\u00edas perante os seus conterr\u00e2neos reunidos na Sinagoga, Jesus proclama diante de todos que o esbo\u00e7o da figura do Ungido que Isa\u00edas realizou, adquiria finalmente uma verdadeira realiza\u00e7\u00e3o. O que era entrevisto de longe e de forma pouco clara, adquiria agora clareza evidente na sua pr\u00f3pria pessoa. Isa\u00edas anteviu; Jesus realiza. Ele \u00e9 o Servo, o Ungido, o Messias, o Cristo. Toda a sua pessoa \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Jesus n\u00e3o foi apenas ungido num determinado momento, mas Ele \u00e9, desde a eternidade, o Ungido por excel\u00eancia \u2014 todo Ele, todo o seu ser, todo o seu agir, todas as suas palavras s\u00e3o manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, e realiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o que o Pai lhe confiou.<\/p>\n<p>Ousadia grande \u2014 \u00fanica! \u2014 a de Jesus quando aplica a si mesmo a passagem do Profeta. Que a profecia clamasse por cumprimento, era esperado. Mas o tempo da sua realiza\u00e7\u00e3o era sempre reenviado para um futuro distante. Que, num povoado long\u00ednquo da Galileia, um simples carpinteiro, conhecido de todos, ousasse afirmar que era de si que o Profeta tinha falado, e que naquele preciso instante a palavra do Profeta encontrava a sua realiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poderia deixar de, no m\u00ednimo, desencadear nos presentes reac\u00e7\u00f5es de ira e mesmo de condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte (cf. Lc 4,28-30).<\/p>\n<p>E, no entanto, tempos depois, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, vencedor da morte,\u00a0 Senhor da Vida, haveria de O mostrar n\u00e3o apenas como Aquele em quem se cumpriu aquela determinada passagem do Profeta, mas como Aquele em quem se cumpriam todas as Escrituras \u2014 haveria de o mostrar como o centro da hist\u00f3ria, o hoje eterno de Deus, no seio do tempo.<\/p>\n<p>Jesus \u00e9 o hoje de Deus: Aquele para onde caminham todos os tempos, culturas e civiliza\u00e7\u00f5es; Aquele de onde parte o sentido \u00faltimo e definitivo da pr\u00f3pria vida humana \u2014 de todas as vidas humanas, da exist\u00eancia de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u00c9 por causa deste hoje \u2014 que apenas Deus pode pronunciar com toda a verdade no seio da hist\u00f3ria \u2014 que aquela mesma palavra de Jesus, longe de ficar prisioneira de um passado, continua a ser proclamada no nosso tempo com todo o seu vigor e actualidade: \u201ccumpriu-se hoje a passagem da Escritura que acabais de ouvir\u201d. Hoje, Jesus, o Ungido, o Messias, o Cristo do Pai continua a proclamar o Evangelho, a realizar a salva\u00e7\u00e3o no seio da hist\u00f3ria \u2014 aqui, bem presente no meio de n\u00f3s que celebramos a Eucaristia nesta S\u00e9 do Funchal. E este hoje significa igualmente a realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o de anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a liberta\u00e7\u00e3o aos prisioneiros, a vista aos cegos, a liberdade aos oprimidos.<\/p>\n<p>3.A este hoje que atravessa a hist\u00f3ria, que lhe d\u00e1 qualidade divina e permite a salva\u00e7\u00e3o de todos e cada um dos seres humanos, de todos os tempos e culturas, a este hoje divino que apenas o Deus feito Homem pode pronunciar plenamente, o Senhor associa homens fr\u00e1geis e pecadores, dando-lhes a participar da sua un\u00e7\u00e3o, do seu sacerd\u00f3cio, enviando-os a celebrar o memorial da sua paix\u00e3o, capacitando-os para dizerem com toda a verdade as palavras da \u00daltima Ceia, enviando-os a espalhar o seu perd\u00e3o. N\u00e3o por sua causa ou para seu deleite, mas por causa de uma humanidade \u2014 os homens e mulheres do nosso tempo \u2014 a quem Ele n\u00e3o desiste de oferecer a salva\u00e7\u00e3o; a quem Ele n\u00e3o desiste de proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor.<\/p>\n<p>Nunca julguemos, queridos irm\u00e3os sacerdotes, que s\u00e3o nossas as capacidades ou a miss\u00e3o de que somos investidos. Por n\u00f3s, por muito s\u00e1bios que porventura sejamos; por muito bons e clarividentes que nos julguemos ou que nos pensem os nossos semelhantes, nunca deixaremos de ser pecadores e fr\u00e1geis, incapazes de pronunciar com verdade o \u201choje\u201d de Deus.<\/p>\n<p>Repito: apenas Jesus o pode fazer. Mas Jesus quer proclamar o hoje de Deus, connosco e por meio de n\u00f3s. E essa vontade divina, esse olhar que repousou sobre n\u00f3s e nos escolheu por motivos que apenas Ele conhece, s\u00f3 nos pode tornar humildes e conscientes das nossas fragilidades, para que em n\u00f3s, no nosso minist\u00e9rio, no nosso pensar, agir e falar, no nosso ser apare\u00e7a de um modo mais evidente e claro, a pessoa de Jesus.<\/p>\n<p>Hoje como em todos os tempos, Ele vem ao encontro do mundo, ao encontro de todos os seres humanos, quaisquer que eles sejam, mas particularmente dos pobres, dos que t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o atribulado, dos cativos e prisioneiros, enredados nas malhas de tantos v\u00edcios e pecados. A esses urge que chegue a not\u00edcia do \u201choje\u201d da gra\u00e7a do Senhor, que chegue o Evangelho.<\/p>\n<p>Nos nossos dias, um Padre \u00e9 solicitado por v\u00e1rias tarefas, muitas em si boas e que integram a sua miss\u00e3o mas que n\u00e3o raras vezes o afastam do centro da sua exist\u00eancia. E \u00e9 tentado por tantos outros pensamentos que o podem desviar daquilo que \u00e9, e das tarefas que o Senhor lhe confiou: s\u00e3o tenta\u00e7\u00f5es do poder (pol\u00edtico ou religioso), da import\u00e2ncia, do estatuto social, ou tenta\u00e7\u00f5es de se deixar diluir por entre a multid\u00e3o, de ser como os demais e, quando muito, exercer o seu servi\u00e7o em hor\u00e1rios determinados, qual funcion\u00e1rio de uma institui\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os sacerdotes,<\/p>\n<p>Deixemos que em n\u00f3s, sempre, em cada momento da nossa exist\u00eancia, resplande\u00e7a a ousadia do \u201choje divino\u201d \u2014 aquele hoje pronunciado pelo Senhor na Sinagoga de Nazar\u00e9, que \u00e9 presente em cada momento da hist\u00f3ria, e nos envolve como seus ministros e como servidores dos nossos irm\u00e3os. Renovemos pois aqui, todos numa s\u00f3 voz, com a mesma disponibilidade e entusiasmo do nosso cora\u00e7\u00e3o, como naquele dia em que o Esp\u00edrito do Senhor nos ungiu, as promessas da nossa ordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[186,308],"class_list":["post-134283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-funchal","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134283\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}