{"id":133495,"date":"2019-04-11T17:21:52","date_gmt":"2019-04-11T16:21:52","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=133495"},"modified":"2019-04-12T11:02:57","modified_gmt":"2019-04-12T10:02:57","slug":"d-manuel-linda-um-ano-a-frente-da-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-manuel-linda-um-ano-a-frente-da-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"D. Manuel Linda: Um ano \u00e0 frente da diocese do Porto (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>N\u00e3o se v\u00ea como um bispo de gabinete mas afirma que se andar sempre na rua n\u00e3o governa. \u00c9 no equil\u00edbrio que est\u00e1 a arte de ser bispo do Porto, uma das mais populosas dioceses do pa\u00eds com 22 vigararias, onde j\u00e1 esteve mas n\u00e3o com a \u201cprofundidade e frequ\u00eancia que desejaria\u201d.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-133537 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/manuel_linda_entrevista.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Destaca a a\u00e7\u00e3o da pastoral familiar, os jovens e universit\u00e1rios, a a\u00e7\u00e3o social da Igreja t\u00e3o presente nas par\u00f3quias atrav\u00e9s das Confer\u00eancias Vicentinas. A forma\u00e7\u00e3o dos jovens e adultos ser\u00e1 uma aposta para os pr\u00f3ximos anos para contrariar a catolicidade por heran\u00e7a.<\/em><br \/>\n<em>D. Manuel Linda sente-se acarinhado no Porto, diocese de portas abertas deixadas pelo seu antecessor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Lu\u00eds Filipe Santos<\/em><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Ecclesia &#8211; Est\u00e1 a fazer um ano que tomou posse. Uma avalia\u00e7\u00e3o do trabalho realizado ao longo deste ano?<\/em><\/p>\n<p>D. Manuel Linda \u2013 Um trabalho de alegria. \u00c9 um trabalho que sup\u00f5e coordena\u00e7\u00e3o com outras pessoas e jun\u00e7\u00e3o de vontades. Alguma coisa j\u00e1 se realizou. O saldo os outros poder\u00e3o avaliar mas eu creio que \u00e9 positivo.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Que chagas encontrou nesta diocese?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o h\u00e1 chagas, apenas a necessidade de coordenar esfor\u00e7os porque isto \u00e9 uma grande nau: tem muita gente a remar &#8211; presb\u00edteros, di\u00e1conos, leigos, muitos leigos\u2026 Juntar toda a gente para que remem ao mesmo tempo, \u00e0s vezes, \u00e9 a parte mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Claro que todos falavam do problema econ\u00f3mico, que era real. Est\u00e1 em vias de solu\u00e7\u00e3o. Trata-se de um dos aspetos em que \u00e9 necess\u00e1rio congregar boas vontades. De resto, seguimos rumo. E o rumo \u00e9 sempre esta presen\u00e7a crist\u00e3 junto do nosso povo que responde \u00e0s nossas provoca\u00e7\u00f5es, no sentido positivo do termo. Esta caminhada-rumo dedicamos \u00e0 dimens\u00e3o mais vis\u00edvel de um cristianismo palp\u00e1vel.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Falou na quest\u00e3o econ\u00f3mica: como conseguiu resolver?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; \u00c9 um conjunto de circunst\u00e2ncias. Tivemos de reduzir despesas que n\u00e3o eram fundamentais sem as quais n\u00e3o conseguir\u00edamos o equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>A diocese tem muitos valores. N\u00e3o alienamos patrim\u00f3nio que n\u00e3o estava j\u00e1 decidido alienar, em concreto, uns apartamentos que foram constru\u00eddos junto \u00e0 casa sacerdotal, que contribu\u00edram para a sua sustentabilidade e da diocese.\u00a0Foi isso que se alienou at\u00e9 este momento.<\/p>\n<p>Claro que h\u00e1 outro patrim\u00f3nio que reequacionamos para o futuro. O que necessitar de recupera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos dinheiro nem ter\u00e1 grande interesse para n\u00f3s. Pode ser que alienemos mais alguma coisa, mas o que n\u00e3o \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Nos aspetos positivos e negativos: a alegria de estar nesta diocese\u2026 consta que \u00e9 a maior a n\u00edvel populacional.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Fundamentalmente encontro muito recetividade da parte de todos, dos leigos em qualquer idade. Mas deixe-me destacar os jovens: tem sido feito um bom trabalho a n\u00edvel dos jovens, universit\u00e1rios, em particular. N\u00f3s temos aqui um conjunto de movimentos e obras que trabalham coordenadamente. Estamos a relan\u00e7ar uma particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pastoral das voca\u00e7\u00f5es.\u00a0Claro que o mundo n\u00e3o come\u00e7a connosco. E a preocupa\u00e7\u00e3o com as voca\u00e7\u00f5es j\u00e1 vinha detr\u00e1s mas nesta fase procuramos um novo incentivo.<\/p>\n<p>Tantos aspetos que considero t\u00e3o positivos e v\u00e1lidos.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Falou na pastoral universit\u00e1ria e juvenil: o que conseguiu incutir nestas duas realidades?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; J\u00e1 as encontrei muito din\u00e2micas. Consegui, pelo menos, que n\u00e3o volt\u00e1ssemos atr\u00e1s, que nos sent\u00edssemos estimulados por uma pastoral que \u00e9 urgente. Os universit\u00e1rios s\u00e3o os futuros l\u00edderes do pa\u00eds. E os jovens, n\u00e3o s\u00e3o o futuro, mas o presente, como diz o Papa, a realidade com que contactamos no dia-a-dia.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O di\u00e1logo f\u00e9 e cultura no mundo universit\u00e1rio, tamb\u00e9m existe.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; \u00c9 um setor ainda n\u00e3o devidamente equacionado. N\u00e3o nego ser um dos aspetos que tem de ser mais pensado. Neste momento n\u00e3o temos uma comiss\u00e3o diocesana a trabalhar nesse setor da cultura. As pessoas que estavam, por motivos v\u00e1rios, em concreto por doen\u00e7a de um familiar do diretor, neste momento n\u00e3o podem prestar acompanhamento.<\/p>\n<p>Temos de repensar este sector. \u00c9 um dos que est\u00e1 em atraso.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 A pastoral da cultura \u00e9 uma das meninas dos seus olhos, uma vez que trabalhou nesta \u00e1rea?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; \u00c9 um dos aspetos em que coloco muita confian\u00e7a e esperan\u00e7a. E que infelizmente est\u00e1 atrasado.<\/p>\n<table class=\" alignright\" style=\"height: 23px; width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 23px;\">\n<td style=\"height: 23px;\"><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_85806\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/43lexFIE3BA?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 A pastoral social tamb\u00e9m lhe \u00e9 cara?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Tamb\u00e9m. E n\u00f3s temos bons setores que trabalham nesta \u00e1rea, concretamente, a Obra Diocesana de Promo\u00e7\u00e3o Social e a C\u00e1ritas diocesana.<\/p>\n<p>Temos uma novidade, praticamente a n\u00edvel nacional, que \u00e9 a presen\u00e7a, em quase todas as par\u00f3quias, das Confer\u00eancias Vicentinas.<\/p>\n<p>\u00c9 um setor diferente. Os meus antecessores apostaram muito fortemente na pastoral social a partir das Confer\u00eancias Vicentinas e t\u00eam realizado um trabalho verdadeiramente not\u00e1vel porque s\u00e3o tarefas de muita proximidade.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Podemos dizer que h\u00e1 um Porto solid\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; H\u00e1 um Porto solid\u00e1rio que foi, \u00e9 e ser\u00e1.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O que fazem concretamente as Confer\u00eancias Vicentinas e a C\u00e1ritas?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; As Confer\u00eancias Vicentinas, para al\u00e9m da sua presen\u00e7a junto de doentes e pobres, t\u00eam centros e lares para pessoas com menos possibilidades econ\u00f3micas. Aquilo que as IPSS paroquiais tamb\u00e9m t\u00eam.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 E a C\u00e1ritas, mudou de presidente recentemente. Um jovem\u2026<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; A C\u00e1ritas n\u00e3o tem, na Diocese do Porto, a responsabilidade que tem noutras dioceses, precisamente devido \u00e0s confer\u00eancias vicentinas, mas est\u00e1 a fazer um trabalho not\u00e1vel ao n\u00edvel da forma\u00e7\u00e3o das pessoas para a solidariedade, para a participa\u00e7\u00e3o nos trabalhos dos centros sociais e paroquiais, enfim, de formar para a ideia de que ser crist\u00e3o \u00e9 estar junto do irm\u00e3o.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Mas o Porto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cidade, tem o seu lado rural.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Eu quando falo no Porto refiro-me a toda a diocese. Claro que algumas realidades est\u00e3o mais presentes na cidade, outras no lado rural, mas na minha mentalidade est\u00e1 a diocese como um todo.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Como consegue fazer este di\u00e1logo entre o Porto citadino e mais rural?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Nesta cultura de hoje que \u00e9 generalizada encontramos nas franjas do Mar\u00e3o ou da serra da Freita os mesmos tra\u00e7os culturais que encontramos aqui na zona hist\u00f3rica do Porto. E tamb\u00e9m encontramos muitos tra\u00e7os de ruralidade entre habitantes do Porto nas vigararias e concelhos rurais.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o g\u00e9nero de pastoral do centro hist\u00f3rico que nos preocupa, n\u00e3o pode ser feito com as mesmas coordenadas numa aldeia eminentemente rural.<\/p>\n<p>Estamos com uma din\u00e2mica &#8211; aguardo resultado do trabalho que estamos a fazer &#8211; em reequacionar e avaliar o g\u00e9nero de pastoral desenvolvido na cidade do Porto e na vigararia de Gaia norte.<\/p>\n<table class=\" alignleft\" style=\"width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 0px;\"><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_34858\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AvAFiX_odNI?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 J\u00e1 se fala numa reorganiza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o \u00e9 tanto nas estruturas, mais nas mentalidades. As estruturas que herdamos do passado s\u00e3o v\u00e1lidas, em linha de princ\u00edpio. Se elas se tornarem caducas, acabam por desaparecer por si. N\u00e3o se enquadra num decreto de fus\u00e3o de par\u00f3quias. Trata-se de perceber at\u00e9 que ponto os agentes que est\u00e3o no terreno, podem adquirir outra mentalidade que n\u00e3o seja marcada pelas fronteiras geogr\u00e1ficas mas por outras coordenadas deste tempo.<\/p>\n<p>No centro hist\u00f3rico do Porto lidamos com um fen\u00f3meno t\u00edpico que gera, depois, sub-fen\u00f3menos: o turismo. Este fen\u00f3meno n\u00e3o \u00e9 isolado. Provoca, depois, os problemas das pessoas sem-abrigo, que sabem que podem ter algum rendimento aqui. Gera tamb\u00e9m problemas morais, como at\u00e9 a toxicodepend\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 esta avalia\u00e7\u00e3o que estamos a fazer.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Os padres est\u00e3o preparados para este fluxo de turistas? Eles n\u00e3o procuram apenas os monumentos, querem tamb\u00e9m as suas celebra\u00e7\u00f5es\u2026<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; \u00c9 isso que estamos a reequacionar. Existe uma celebra\u00e7\u00e3o de missa em alem\u00e3o, mas temos necessidade urgente de ter, pelo menos, mais duas celebra\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas, e uma em castelhano. Se Deus quiser, isso come\u00e7ar\u00e1 ainda neste ano pastoral.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 E sobre o patrim\u00f3nio hist\u00f3rico? A diocese tem contribu\u00eddo para a reabilita\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da cidade?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Hoje mesmo vamos proceder a uma inaugura\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de cinco templos determinantes no centro hist\u00f3rico da cidade que foram intervencionados e que est\u00e3o voltados para o acolhimento do turismo.<\/p>\n<p>Temos uma \u00f3tima rela\u00e7\u00e3o, fora da cidade do Porto, com a Rota do Rom\u00e2nico. Eu pr\u00f3prio participei na inaugura\u00e7\u00e3o das obras de restauro de duas igrejas bel\u00edssimas, do melhor que existe a esse n\u00edvel, que est\u00e3o a ser usufru\u00eddas por turistas nacionais e estrangeiros. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma igreja do centro hist\u00f3rico do Porto que, neste momento esteja em ru\u00ednas. Todas est\u00e3o recuperadas e est\u00e3o abertas para a dimens\u00e3o religiosa e tur\u00edstica.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 E o di\u00e1logo com o poder aut\u00e1rquico?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; \u00c9 um di\u00e1logo normal\u00edssimo, com as 28 c\u00e2maras que constituem o \u00e2mbito desta diocese nos seus diferentes conselhos. Com todos h\u00e1 rela\u00e7\u00f5es protocolares como tamb\u00e9m de forte amizade.<\/p>\n<table class=\" alignright\" style=\"width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_31921\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/19x7jJ5NeQM?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 Deixemos as pedras mortas, voltemo-nos para as pedras vivas: pastoral da fam\u00edlia?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Est\u00e1 bem e recomenda-se. Est\u00e1 mesmo bem, gra\u00e7as a Deus. Temos uma comiss\u00e3o diocesana muito din\u00e2mica, muito criteriosa. Claro que seguimos o esp\u00edrito do Papa Francisco e que outras dioceses j\u00e1 avan\u00e7aram. Estamos neste momento a constituir equipas, pelo menos a n\u00edvel de zona, e porventura em algumas vigararias: equipas de psic\u00f3logos, diretores espirituais, t\u00e9cnicos de aconselhamento, para acompanharmos os casos em que possamos intervir, na certeza de que n\u00e3o s\u00e3o as nossas equipas que v\u00e3o resolver o problema familiar de um momento para o outro, mas onde poder\u00e3o dar um not\u00e1vel e not\u00f3rio contributo.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Isto na linha da Exorta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-sinodal Amoris Laetitia\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Na linha de um documento que publicamos h\u00e1 dois ou tr\u00eas meses que segue essa linha.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Essas pessoas que se sentem fragilizadas t\u00eam um ombro amigo na Igreja do Porto?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; T\u00eam. Custe o que custar, aconte\u00e7a o que acontecer, porque temos franjas que n\u00e3o veem isso com bons olhos, quase sempre fora da Diocese do Porto. Ningu\u00e9m, praticamente, dentro da diocese, s\u00e3o quase todos de fora&#8230; Mas aconte\u00e7a o que acontecer essas pessoas ter\u00e3o algu\u00e9m que as compreenda, acolha e n\u00e3o as mandar\u00e1 para o inferno, usando uma express\u00e3o popular.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Encontram no bispo do Porto e do seu clero, um ombro amigo que as acolhe?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Encontram acolhimento no bispo, no clero, nos fi\u00e9is, nos leigos.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O di\u00e1logo entre pastor e presbit\u00e9rio? Como tem sido?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Muito bom, melhor at\u00e9 do que eu imaginava. Numa diocese t\u00e3o grande pode acontecer que algu\u00e9m n\u00e3o tenha o contacto t\u00e3o personalizado com o bispo &#8211; h\u00e1 alguns casos desses, existe um caso ou outro de mais dif\u00edcil di\u00e1logo, mas isso s\u00e3o casos expect\u00e1veis e normais.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 \u00c9 dif\u00edcil ser pastor no Porto?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o, \u00e9 belo. Ocupa mais tempo do que nas For\u00e7as Armadas, onde estava, um setor t\u00e3o simp\u00e1tico. Aqui ocupa mas tenho os melhores colaboradores. Tenho tr\u00eas bispos auxiliares que s\u00e3o impec\u00e1veis, pessoas de muita categoria, colaboramos muito bem. Tenho um vig\u00e1rio geral e colaboradores diretos muito bons. E tenho nos meios locais, as vigararias, vig\u00e1rios com muito zelo, muita cultura, muito conhecedores do seu clero que me facilitam imensamente a vida.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Disse que era belo ser pastor do Porto, tamb\u00e9m est\u00e1 perto da casa do Drag\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sabe que eu tenho responsabilidade para com todos os clubes. Al\u00e9m do Drag\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m o Boavista, onde j\u00e1 estive, e tantos outros.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Sei que escreve com alguma frequ\u00eancia sobre temas acutilantes. Mas n\u00e3o costuma assinar. Porqu\u00ea?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Assino tudo o que \u00e9 oficial e assino outros artigos que comprometem a Igreja enquanto tal. \u00c9 nessa linha que uso um esquema que era t\u00edpico no Vaticano, assinar com tr\u00eas asteriscos.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Mas as pessoas sabem que o texto \u00e9 seu.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sim, toda a gente sabe.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 N\u00e3o era prefer\u00edvel escrever D. Manuel Linda?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o. Quando olhamos para a lua ficamos apenas a apontar para o dedo e n\u00e3o para a lua. O mais importante n\u00e3o \u00e9 o nome no fim mas a ideia l\u00e1 exposta.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 S\u00e3o textos pertinentes. N\u00e3o tem receio de dizer a verdade?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Eu escrevo n\u00e3o por ser bispo do Porto mas porque a minha consci\u00eancia me indica que devo escrever. Neste momento s\u00f3 tive momentos de palmas e de louvores; pode acontecer que alguns n\u00e3o pensem assim mas, ainda, n\u00e3o se dirigiram a mim.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa linha de liberdade de quem l\u00ea e de quem escreve que continuaremos.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Tamb\u00e9m escreve as suas homilias ou \u00e9 mais de improviso?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Fa\u00e7o esquemas num cart\u00e3o muito pequeno. Raramente escrevo porque se me cingir apenas \u00e0 leitura que \u00e9 mais flu\u00eda e mais agrad\u00e1vel para quem escuta. E tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 tempo para tudo. Mas preparo-as. Eu levo sempre um papel comigo, com um esquema. Tamb\u00e9m porque se n\u00e3o o levar corro o risco de demorar mais.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Havia uma tradi\u00e7\u00e3o de magist\u00e9rio dos bispos do Porto nos documentos que escreviam. Se n\u00e3o assina os textos que publica no site da diocese, se n\u00e3o escreve as suas homilias, o que fica para a hist\u00f3ria?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; A hist\u00f3ria faz-se de outra maneira, por exemplo com estes v\u00eddeos. N\u00e3o podemos voltar \u00e0 gal\u00e1xia de Gutenberg. N\u00e3o s\u00e3o as longas homilias que salvam o mundo, n\u00e3o tenha ilus\u00e3o. \u00c9 toda uma caminhada que se faz em conjunto, n\u00e3o o bispo de um lado e os fieis de outro.<\/p>\n<p>Eu procuro dar menos nas vistas e estar mais presente junto do meu povo, concretamente um povo organizado com o seu clero, com os movimentos e obras laicais dos dirigentes diocesanos. \u00c9 nessa linha. N\u00e3o \u00e9 uma homilia que salva o mundo.<\/p>\n<table class=\" alignleft\" style=\"width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_28519\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yDZ8lmgjPK4?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 O legado que D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos lhe deixou foi pesado?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o. A D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos tenho de lhe agradecer, fundamentalmente, ter aberto todas as portas, com o mundo da cren\u00e7a e com o mundo da indiferen\u00e7a. Porque ele abriu as portas, a mim compete-me n\u00e3o as fechar. Tenho as portas abertas que o meu antecessor deixou.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Tamb\u00e9m lhe deixou um plano quinquenal.<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Que se esgota agora neste ano. Estamos a preparar j\u00e1 o pr\u00f3ximo que, em linha de princ\u00edpios, se o conselho pastoral assim o aprovar, ser\u00e1 sobre a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Porqu\u00ea? Os adultos precisam de forma\u00e7\u00e3o na vida crist\u00e3?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sim, necessitamos. Continuamos numa Igreja tradicional que vive fortemente \u00e0 base de um batismo recebido quase por heran\u00e7a gen\u00e9tica e depois, temos uma catequese, que nem sempre d\u00e1 os resultados esperados a 100%.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o sobre inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 vai-nos projetar fundamentalmente para duas idades muito pr\u00f3prias: dos jovens e dos adultos. E \u00e9 ai que queremos chegar.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 E a pastoral vocacional?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; J\u00e1 reunimos, vamos continuar a manter como um objetivo determinante para esta Diocese do Porto. N\u00f3s encontramos tanta gente desperta para a Igreja, para o compromisso. Porque n\u00e3o d\u00e3o mais um passo?<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que temos um Semin\u00e1rio com 28 alunos e alguns mais em est\u00e1gio. Mas para uma Igreja t\u00e3o grande\u2026 o Semin\u00e1rio Redemptoris Matter tem 18 seminaristas e s\u00e3o uma esperan\u00e7a, uma certeza de que esta diocese vai contar com os pastores indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, precisamos de continuar a investir na pastoral vocacional, aberta a outras dimens\u00f5es, concretamente \u00e0 dimens\u00e3o mission\u00e1ria, \u00e0 qual j\u00e1 era, e, por motivos pr\u00f3prios, me tornei mais sens\u00edvel.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Em 2022 Portugal acolhe as Jornadas Mundiais da Juventude. A pastoral juvenil da diocese j\u00e1 est\u00e1 mobilizada para este grande evento?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00f3s vamos ter uma celebra\u00e7\u00e3o anual, t\u00edpica de todas as dioceses, por altura do dia mundial da juventude, nos dias 13 e 14. Por janeiro ou fevereiro vamos ter uma celebra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para manter vivo este interesse e a chama da juventude na rela\u00e7\u00e3o com as Jornadas.<\/p>\n<p>Evidentemente que n\u00e3o sabemos n\u00f3s fazer outras programa\u00e7\u00f5es a n\u00edvel nacional mas estamos \u00e0 espera que o Patriarcado de Lisboa nos pe\u00e7a colabora\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel.<\/p>\n<table class=\" alignright\" style=\"width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_64238\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H-uHTsgBiRM?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 Fal\u00e1mos h\u00e1 pouco de D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, das portas abertas que ele deixou. Deixou tamb\u00e9m tr\u00eas grandes desafios: a canoniza\u00e7\u00e3o do padre Am\u00e9rico, S\u00edlvia Barroso e D. Ant\u00f3nio Barroso. Como est\u00e3o os processos?<\/em><\/p>\n<p>DML \u2013 Sobre o padre Am\u00e9rico, pelo que eu sei, teremos boas not\u00edcias em breve; quanto a D. Ant\u00f3nio Barroso, segue em velocidade de cruzeiro, embora agora esperamos que ele fa\u00e7a a sua parte, que \u00e9 o milagre. Vamos todos rezar muito a D. Ant\u00f3nio Barroso.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 causa de S\u00edlvia Cardoso, estive j\u00e1 em Roma, na Congrega\u00e7\u00e3o da Causa dos Santos e est\u00e1 bem adiantada, embora talvez dos tr\u00eas \u00e9 a que est\u00e1 mais atrasada.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o ao padre Am\u00e9rico, n\u00e3o pode adiantar mais nada?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sei que muito brevemente vai a Conselho da Congrega\u00e7\u00e3o da Causa dos Santos, a vota\u00e7\u00e3o das suas virtudes her\u00f3icas.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Falou-se na possibilidade de abrir um processo de beatifica\u00e7\u00e3o do seu antecessor. Deram-se passos?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Essa ideia proveio da Diocese de Aveiro e n\u00e3o teve continuidade. Passou pouco tempo, pouco mais de um ano.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso distinguir a emo\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o. Os processos de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o, normalmente, n\u00e3o se iniciam logo ap\u00f3s da morte de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Quando eu come\u00e7ar a ver e a ouvir que o povo de Deus, do Porto, e porventura de Aveiro e Lamego, onde ele foi presb\u00edtero e vig\u00e1rio geral, come\u00e7a a \u201cexigir\u201d que se inicie o processo, avan\u00e7aremos. Mas queria distinguir o que \u00e9 da emo\u00e7\u00e3o t\u00edpica, de uma morte inesperada, do que \u00e9 verdadeiramente um sentido popular. Quando esse sentido popular sobressair, evidentemente, introduziremos o processo de beatifica\u00e7\u00e3o do meu antecessor.<\/p>\n<table class=\" alignleft\" style=\"width: 50%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_88453\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VWx6ReLpoAE?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=pt&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=1&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div><\/div><\/figure><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>AE \u2013 Est\u00e1 a completar um ano na Diocese do Porto. J\u00e1 conhece a diocese como a palma das suas m\u00e3os?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; N\u00e3o, nem de longe nem de perto. Esta n\u00e3o \u00e9 uma diocese de meter ao bolso. \u00c9 uma diocese que nas suas institui\u00e7\u00f5es eclesiais, civis e demais, \u00e9 um mundo de refer\u00eancias.<\/p>\n<p>S\u00e3o 28 concelhos, 22 vigararias, algumas delas enormes, s\u00e3o 350 sacerdotes e mais 98 di\u00e1conos. Mais as institui\u00e7\u00f5es civis. Infelizmente, o que era expect\u00e1vel ou o que eu imaginava poder realizar quando c\u00e1 chegasse, era privilegiar o encontro com os mais afastados, as periferias geogr\u00e1ficas. Mas a realidade imp\u00f4s-me outras raz\u00f5es. Tenho tantas vezes de estar no gabinete a despachar pap\u00e9is, a ler dossiers. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o tenha circulado: j\u00e1 estive em todas as vigararias da diocese. Mas n\u00e3o com a profundidade e frequ\u00eancia que desejaria.<\/p>\n<p><em>AE- Sente que criou empatia com este povo?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sinto que por amabilidade do povo,\u00a0 sou querido e apoiado, e \u00e0s vezes me batem as palmas. N\u00e3o \u00e9 tanto por mim, mas pelo povo. A amabilidade e a vantagem n\u00e3o est\u00e1 na minha parte mas nas pessoas.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O que sente quando lhe batem palmas? Que a sua voz lhes toca no cora\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sinto que n\u00e3o estou \u00e0 parte, que estou com as pessoas. Que foi dito ou sentido alguma coisa que as pessoas queriam sentir naquele momento.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Sente-se um bispo na linha do papa Francisco?<\/em><\/p>\n<p>DML &#8211; Sou algu\u00e9m que procura aprender com o Papa Francisco mas n\u00e3o teria a pretens\u00e3o de dizer que sou ou que atingi aquela altitude t\u00e3o grande t\u00edpica do Papa Francisco&#8230; Nem de longe nem de perto. Para mim, \u00e9 uma refer\u00eancia.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Sente-se mais um bispo de gabinete ou de andar na rua e falar com as pessoas?<\/em><\/p>\n<p>DML \u2013 Sou um bispo que tem de conciliar as duas dimens\u00f5es. Se andar sempre na rua \u00e9 simp\u00e1tico para as pessoas, mas n\u00e3o se governa; se estiver sempre no gabinete posso ser um executivo mas n\u00e3o um pastor.<\/p>\n<p>H\u00e1 alturas em que \u00e9 preciso uma coisa e outra, conciliar as duas \u00e9 preciso uma arte. N\u00e3o sei se o consigo a 100%.<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Passou um ano. O futuro?<\/em><\/p>\n<p>Continuar. Juntar o clero, que gra\u00e7as a Deus, \u00e9 extraordin\u00e1rio, mas temos muitas sensibilidades: alguns sacerdotes com 93 anos ainda a paroquiar; gente de forma\u00e7\u00f5es muito distintas, pessoas que se incardinaram na Diocese do Porto que n\u00e3o eram originais no nosso Semin\u00e1rio com outras forma\u00e7\u00f5es\u2026 Juntar tudo \u00e9 tarefa primordial.<\/p>\n<p>Ligarmo-nos \u00e0s voca\u00e7\u00f5es: precisamos de mais voca\u00e7\u00f5es para todos os \u00e2mbitos e concretamente para o clero diocesano.<\/p>\n<p>Continuar a incentivar os leigos, que aqui os temos de primeira categoria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o se v\u00ea como um bispo de gabinete mas afirma que se andar sempre na rua n\u00e3o governa. \u00c9 no equil\u00edbrio que est\u00e1 a arte de ser bispo do Porto, uma das mais populosas dioceses do pa\u00eds com 22 vigararias, onde j\u00e1 esteve mas n\u00e3o com a \u201cprofundidade e frequ\u00eancia que 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