{"id":133134,"date":"2019-04-09T10:34:08","date_gmt":"2019-04-09T09:34:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=133134"},"modified":"2019-04-09T10:34:08","modified_gmt":"2019-04-09T09:34:08","slug":"a-cruz-escondida-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-50\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Cazaquist\u00e3o: Na vida da Irm\u00e3 Rita h\u00e1 lugar at\u00e9 para 18 filhos<!--more--><\/p>\n<h3><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-133135 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ir_rita_fais.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e<\/strong><\/h3>\n<p>Descobriu a f\u00e9 sozinha, numa fam\u00edlia onde a religi\u00e3o n\u00e3o tinha lugar. Descobriu, numa congrega\u00e7\u00e3o devota de Nossa Senhora, que a sua voca\u00e7\u00e3o seria trabalhar com crian\u00e7as oriundas de fam\u00edlias disfuncionais. Crian\u00e7as sem inf\u00e2ncia, sem alegria, sem futuro. Rita descobriu que, como irm\u00e3, podia ajudar a fazer milagres todos os dias. A Irm\u00e3 Rita descobriu que tem um cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. E 18 filhos para cuidar\u2026<\/p>\n<p>Nasceu numa casa onde n\u00e3o havia lugar para Deus. Nasceu no Cazaquist\u00e3o, um pa\u00eds que, ainda hoje, tem marcas fortes da mis\u00e9ria dos tempos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. A Irm\u00e3 Rita descobriu Deus sozinha. Foi uma aventura enorme. Tinha apenas 10 anos. Decidiu que queria ser religiosa. Aos 14, resolveu preparar-se para o baptismo. A semente de Deus continuava a crescer e, mais tarde, Rita Kurochkina tomou uma decis\u00e3o ainda mais radical: para dedicar toda a sua vida a Deus teria de entrar num convento. Era tudo ou nada. A m\u00e3e de Rita n\u00e3o aceitou a ideia de bom grado. Foram 12 longos meses de espera, de ora\u00e7\u00e3o. De paci\u00eancia. \u201cA minha m\u00e3e mudou de opini\u00e3o quando percebeu que eu teria uma vida normal. Ela viu como eu estava infeliz por n\u00e3o poder entrar na congrega\u00e7\u00e3o e agora v\u00ea como estou feliz\u201d, explicou. Rita trabalha e vive na casa de Santa Clara, em Kapshagay, no Cazaquist\u00e3o. \u00c9 uma casa que acolhe crian\u00e7as oriundas de fam\u00edlias disfuncionais. \u00c9 um orfanato que pertence \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Bem-Aventurada Virgem Maria. Na casa de Santa Clara h\u00e1 tr\u00eas religiosas. A Irm\u00e3 Rita, a Irm\u00e3 Viera e a Irm\u00e3 Samuela. Tr\u00eas irm\u00e3s que s\u00e3o, na verdade, tr\u00eas m\u00e3es de 18 crian\u00e7as muito especiais. Oriundas de fam\u00edlias disfuncionais muitas destas crian\u00e7as e jovens sofreram viol\u00eancia, fugiram de casa e acabaram mesmo por tornar-se sem-abrigo. \u201cO comunismo trouxe uma grande mis\u00e9ria a este pa\u00eds\u201d, explica a Irm\u00e3 Rita. \u201cMuita gente deixou de acreditar em Deus.\u201d O colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica veio agravar as coisas ainda mais. A pobreza \u00e9 muito significativa neste pa\u00eds que demora a assumir, na plenitude, a vida democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>A congrega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cN\u00f3s cuidamos de muitas crian\u00e7as que passaram por muitos acontecimentos traum\u00e1ticos\u201d, explica a irm\u00e3 Rita. \u201cS\u00e3o tr\u00eas mulheres, tr\u00eas religiosas que dedicam todas as horas do dia a procurar resgatar estas crian\u00e7as e jovens ao infort\u00fanio. \u201cEstamos sempre com as nossas crian\u00e7as, 24 horas do dia, sete dias por semana.\u201d Elas fazem tudo por estas crian\u00e7as. Cozinham, lavam a roupa, levam-nas \u00e0 escola ou ao jardim-de-inf\u00e2ncia, ajudam-nas com os trabalhos de casa, brincam. S\u00e3o m\u00e3es de cora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o m\u00e3es de verdade. Estas 18 crian\u00e7as v\u00e3o esquecendo aos poucos os traumas do passado e v\u00e3o aprendendo a sorrir, a brincar, a crescer. Tudo ali acontece com normalidade. At\u00e9 os momentos de ora\u00e7\u00e3o. Todos juntos s\u00e3o uma fam\u00edlia, tornam-se mais fortes, mais unidos. \u201cA minha maior alegria ser\u00e1 v\u00ea-las crescer e tornarem-se pessoas boas\u201d, diz-nos a Irm\u00e3 Rita. Pessoas boas e am\u00e1veis. Pessoas saud\u00e1veis. Bons crist\u00e3os. Ela sabe que a sua congrega\u00e7\u00e3o e as suas crian\u00e7as s\u00e3o apoiadas directamente pela <a href=\"http:\/\/www.fundacao-ais.pt\">Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/a>, atrav\u00e9s da generosidade dos seus benfeitores e amigos. Muitos deles, em Portugal. \u201cMuito obrigada por nos ajudarem, apoiando-nos sempre, e por podermos confiar sempre em v\u00f3s. Muito obrigada!\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>As Irm\u00e3s da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Bem-Aventurada Virgem Maria s\u00e3o exemplo do trabalho not\u00e1vel da Igreja junto das crian\u00e7as oriundas de fam\u00edlias disfuncionais no Cazaquist\u00e3o.<\/em><br \/>\n<em>Vamos ajudar a Irm\u00e3 Rita?<\/em><br \/>\n<em>MULHERES EXTRAORDIN\u00c1RIAS. GRA\u00c7AS A DEUS. GRA\u00c7AS A SI.<\/em><br \/>\n<em>Saiba mais em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Mulheres_Extraordinarias\">http:\/\/bit.ly\/Mulheres_Extraordinarias<\/a><\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_28515\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bIcW_shvVN8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cazaquist\u00e3o: Na vida da Irm\u00e3 Rita h\u00e1 lugar at\u00e9 para 18 filhos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-133134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133134\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}