{"id":13147,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/diocese-do-porto-inaugura-casa-sacerdotal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"diocese-do-porto-inaugura-casa-sacerdotal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diocese-do-porto-inaugura-casa-sacerdotal\/","title":{"rendered":"Diocese do Porto inaugura Casa Sacerdotal"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista de D. Armindo Lopes Coelho \u00e0 <i>Voz Portucalense<\/i> <!--more--> Por ocasi\u00e3o da b\u00ean\u00e7\u00e3o e inaugura\u00e7\u00e3o da Casa Sacerdotal da Diocese do Porto, que est\u00e1 marcada para as 15h00 do dia 29 de Julho, a <i>Voz Portucalense<\/i> entrevista Bispo da Diocese, D. Armindo Lopes Coelho. O Prelado clarifica nas suas respostas aspectos importantes do processo de concep\u00e7\u00e3o, planifica\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e conclus\u00e3o de t\u00e3o importante projecto.  <b>A concep\u00e7\u00e3o de um projecto<\/b> <i>Voz Portucalense \u2013 Definiu a constru\u00e7\u00e3o da Casa Sacerdotal como uma das prioridades, em termos de estruturas materiais, da sua miss\u00e3o como Bispo do Porto. Que raz\u00f5es fundamentaram esta sua op\u00e7\u00e3o? D. Armindo Lopes Coelho \u2013<\/i> N\u00e3o me parece que tenha definido a constru\u00e7\u00e3o da Casa Sacerdotal, em sentido estrito, como uma das prioridades da minha miss\u00e3o como Bispo do Porto. Compreendi e afirmei que os sacerdotes da Diocese t\u00eam direito a uma Casa Sacerdotal condigna. E para tal era importante escolher o local (e neste ponto teve um papel decisivo o Conselho Presbiteral), fazer elaborar e aprovar um projecto com dimens\u00e3o suficiente e qualidade adequada, expor o projecto a concurso publico, adjudicar a obra convenientemente, acompanhar e fiscalizar a constru\u00e7\u00e3o, e confiar a uma equipe t\u00e9cnica respons\u00e1vel todo o processo de constru\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o das inevit\u00e1veis dificuldades emergentes.  <b>Tr\u00eas n\u00facleos, para situa\u00e7\u00f5es diferentes<\/b> <i>VP &#8211; Quais as dimens\u00f5es e sentidos da constru\u00e7\u00e3o desta Casa Sacerdotal? DALC &#8211;<\/i> A Casa Sacerdotal \u00e9 constitu\u00edda por tr\u00eas n\u00facleos: n\u00facleo 1 com tr\u00eas quartos; n\u00facleo 2 com 12 quartos, e n\u00facleo 3 com dezoito apartamentos habitacionais. O n\u00facleo 1 \u00e9 constitu\u00eddo por uma casa que j\u00e1 existia e foi comprada \u00e0 Seguran\u00e7a Social. Os n\u00facleos 2 e 3 foram constru\u00eddos de raiz, de modo que o complexo assim constitu\u00eddo tem unidade funcional. Naturalmente, pelos tr\u00eas n\u00facleos est\u00e3o localizados: Recep\u00e7\u00e3o, cozinha, refeit\u00f3rio, lavandaria, salas de estar e de visitas, servi\u00e7os administrativos, capela, sala de conv\u00edvio, enfermaria, biblioteca, instala\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e meios de tratamento por hidroterapia. Foi elaborado e aprovado um Regulamento que contempla as v\u00e1rias modalidades de utiliza\u00e7\u00e3o e funcionamento da Casa Sacerdotal. Foi nomeado um Director e est\u00e1 a trabalhar uma comiss\u00e3o de instala\u00e7\u00e3o, a fim de que os candidatos possam encontrar a casa devidamente mobilada e apta a receb\u00ea-los, de harmonia com as modalidades oferecidas e as op\u00e7\u00f5es feitas. Porque a Casa Sacerdotal foi concebida e constru\u00edda para utentes em situa\u00e7\u00f5es diferentes, de idade, de sa\u00fade, etc.  <b>Integra\u00e7\u00e3o na Casa da Torre da Marca<\/b> <i>VP &#8211; A Casa Sacerdotal est\u00e1 integrada num conjunto de outras val\u00eancias. Que linhas orientaram a sua integra\u00e7\u00e3o e como avalia, agora que as obras se concluem, a pertin\u00eancia do projecto, particularmente a rela\u00e7\u00e3o com a Casa da Torre da Marca e o Centro de Cultura Cat\u00f3lica? DALC \u2013<\/i> Quando se resolveu construir a Casa Sacerdotal nos terrenos da Torre da Marca, j\u00e1 existia a Casa da Torre da Marca, com capacidade habitacional limitada, at\u00e9 em virtude da presen\u00e7a do Centro de Cultura Cat\u00f3lica no mesmo Pal\u00e1cio. S\u00f3 o facto de se tratar de um monumento nacional qualificado retirava \u00e0 Casa da Torre da Marca quaisquer hip\u00f3tese de ser transformada na Casa Sacerdotal que se desejava, al\u00e9m de que nunca se pensou extinguir ou transformar o Centro de Cultura Cat\u00f3lica. O facto de a nova Casa Sacerdotal poder usufruir de \u00e1reas (jardins) de lazer comuns \u00e0 Casa da Torre das Marca e ao Centro de Cultura Cat\u00f3lica n\u00e3o deve, creio, criar problemas de qualquer esp\u00e9cie. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es com capacidade de boa vizinhan\u00e7a e de conv\u00edvio sadio. Al\u00e9m de que o Centro de Cultura Cat\u00f3lica sempre, neste processo, foi entendido como vizinho aliciante e aberto aos moradores da Casa Sacerdotal. De harmonia com as possibilidades e circunst\u00e2ncia de qualquer ordem.  <b>Responder a situa\u00e7\u00f5es que exigem reconhecimento<\/b> <i>VP &#8211; Uma obra desta envergadura enriquece o patrim\u00f3nio da Diocese, material e espiritualmente. Como interpreta esta dupla dimens\u00e3o? DALC \u2013<\/i> N\u00e3o haver\u00e1 d\u00favida de que esta obra enriquece o patrim\u00f3nio espiritual da Diocese. Satisfaz um direito humano, responde a situa\u00e7\u00f5es que exigem reconhecimento e gratid\u00e3o, ameniza ou elimina preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao futuro dos sacerdotes e seus servidores, possibilita maior disponibilidade para actos de fraternidade e caridade, torna a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal menos aventureira, menos insegura e mais normal no contexto da sociedade. \u00c9 um enriquecimento espiritual, sem d\u00favida, para a Diocese. Quanto \u00e0 dimens\u00e3o material dir\u00edamos que a Casa Sacerdotal redunda numa mais valia. Se \u00e9 certo que motivou e estimulou ajudas financeiras, a sua constru\u00e7\u00e3o resultou sobretudo do financiamento por parte da Diocese.  <b>Contributos e colabora\u00e7\u00e3o<\/b> <i>VP &#8211; A realiza\u00e7\u00e3o do projecto implicou parcerias e interac\u00e7\u00e3o com outras entidades, como a C\u00e2mara Municipal, o Estado, entidades banc\u00e1rias e empresa construtora. Que avalia\u00e7\u00e3o faz desta interac\u00e7\u00e3o? DALC \u2013<\/i> O problema das parcerias e interac\u00e7\u00f5es com outras entidades \u00e9 bastante complexo e complicado. At\u00e9 meados de Julho (de 2005) a despesa total foi de euros 5.759.210,74, assim justificada: n\u00facleo 1: euros 571.036,99 (euros 200.000 da compra da casa e 371.036,99 de obras); n\u00facleos 2 e 3:  euros 5.188.173,75. Do Estado (ou fundos estruturais europeus) n\u00e3o recebemos qualquer comparticipa\u00e7\u00e3o ou ajuda. Houve protocolos assinados por ambas as partes, mas nenhum foi respeitado. Nenhuma candidatura foi seleccionada. Da C\u00e2mara Municipal do Porto recebemos todos os apoios necess\u00e1rios, quer na \u00e1rea das burocracias quer mesmo da isen\u00e7\u00e3o de taxas camar\u00e1rias. As ofertas particulares, entre 2002 e 2005, somaram euros 282.946,10. O Contributo Penitencial (de 2003 e 2004) somou 300.978,79. H\u00e1 que sublinhar o contributo oferecido nestes anos pelos Religiosos e religiosas da Diocese no Dia dos Consagrados (2 de Fevereiro). H\u00e1 ainda que referir alguns empr\u00e9stimos e uma linha de Cr\u00e9dito de um banco para o prosseguimento desta obra, que obrigam a Diocese e que dever\u00e3o ser quitados a seu tempo. Para terminar, diria que o nosso relacionamento com os Arquitectos, Empresa Construtora e Empresa fiscalizadora tem sido excelente, o que sup\u00f5e o cumprimento rigoroso dos contratos.  <b>A resolu\u00e7\u00e3o de um problema e resposta a um direito<\/b> <i>VP &#8211; Considera a conclus\u00e3o desta casa como uma esp\u00e9cie de \u201cobra simb\u00f3lica\u201d da sua miss\u00e3o como Bispo do Porto? DALC &#8211;<\/i> Nunca pensei em qualquer \u201cobra simb\u00f3lica\u201d como marca da minha ac\u00e7\u00e3o ou actividade episcopal no Porto. Nem fico a pensar. A quest\u00e3o da Casa Sacerdotal andava na minha cabe\u00e7a antes de eu ser Bispo auxiliar do Porto, quando fui presidente da Fraternidade Sacerdotal. Era um problema de toda a Direc\u00e7\u00e3o da Fraternidade, porque era problema de muitos sacerdotes. E por isso me apraz ver agora resolvido este problema.  <i>VP \u2013 Que outros aspectos deseja salientar? DALC \u2013<\/i> Desejo apenas retomar e concluir o que dizia como resposta \u00e0 quest\u00e3o anterior. A Casa Sacerdotal est\u00e1 conclu\u00edda no local que foi escolhido em vota\u00e7\u00f5es livres. Estar\u00e3o obviamente insatisfeitos os que preferiam outro lugar e os que mudaram de opini\u00e3o. Foi aprovado um projecto que pareceu de qualidade aos que foram chamados a pronunciar-se. \u00c9 natural que outras ideias e outros projectos n\u00e3o tenham conseguido impor-se. Foi redigido e aprovado um Regulamento para o mais correcto funcionamento, conv\u00edvio e felicidade dos residentes. Esperamos que estas bases sejam suficientes e v\u00e1lidas para que a Casa Sacerdotal realize as finalidades que lhe s\u00e3o inerentes. Como tive ocasi\u00e3o de dizer, mais que uma vez, os sacerdotes da diocese t\u00eam direito a uma Casa Sacerdotal condigna. A\u00ed est\u00e1 a Casa, como satisfa\u00e7\u00e3o e resposta a um direito. Oxal\u00e1 que este direito seja completado e sublimado pelas virtudes, humanas crist\u00e3s e sacerdotais, bem necess\u00e1rias nesta nova comunidade que a Diocese do Porto inaugura como dimens\u00e3o espiritual para o seu Presbit\u00e9rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista de D. 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