{"id":130989,"date":"2019-03-21T10:10:02","date_gmt":"2019-03-21T10:10:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=130989"},"modified":"2019-03-19T11:55:00","modified_gmt":"2019-03-19T11:55:00","slug":"semana-caritas-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/semana-caritas-4\/","title":{"rendered":"Semana C\u00e1ritas"},"content":{"rendered":"<p><em>Guilherme d\u2019Oliveira Martins<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_130991\" aria-describedby=\"caption-attachment-130991\" style=\"width: 374px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-130991\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa.jpg\" alt=\"\" width=\"374\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/guilherme_oliveira_martins_lusa-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-130991\" class=\"wp-caption-text\">LUSA<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00abNa Semana Nacional da Caritas 2019, importa p\u00f4r a t\u00f3nica no papel fundamental das organiza\u00e7\u00f5es de proximidade. Falamos da salvaguarda da diversidade, da complementaridade e da considera\u00e7\u00e3o de \u201cuma s\u00f3 fam\u00edlia humana\u201d. Longe de uma no\u00e7\u00e3o fechada de unicidade, tem21os de ver o outro como a outra metade de n\u00f3s mesmos. Diferen\u00e7a e igualdade s\u00e3o faces da mesma moeda. \u00abO bem comum consiste no conjunto de todas as condi\u00e7\u00f5es de vida social que consintam e favore\u00e7am o desenvolvimento integral da personalidade humana\u00bb \u2013 afirmou Jo\u00e3o XXIII na \u00abMater et Magistra\u00bb (1961).<\/p>\n<p>Se uma autoridade n\u00e3o reconhecer os direitos ou os violar \u00abn\u00e3o s\u00f3 perde a raz\u00e3o de ser, como tamb\u00e9m as suas injun\u00e7\u00f5es perdem a for\u00e7a de obrigar em consci\u00eancia\u00bb, como insistia o Papa h\u00e1 cinquenta anos, num documento moderno que hoje se tornou mais atual que nunca. A no\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o se at\u00e9m, assim, apenas ao Estado e ao mercado, mas \u00e0 comunidade. A comunidade tem assim de representar a sociedade e os cidad\u00e3os, devendo o servi\u00e7o p\u00fablico corresponder sempre a uma rede de iniciativas de cidad\u00e3os criadores e participantes. Falamos do cat\u00e1logo de direitos aceites e reconhecidos pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, que a \u00abPacem in Terris\u00bb refere: a exist\u00eancia de um digno padr\u00e3o de vida; o respeito pelos valores morais e culturais; o prestar culto segundo o imperativo da reta consci\u00eancia; a liberdade de escolha do estado de vida; a satisfa\u00e7\u00e3o justa de necessidades econ\u00f3micas; para al\u00e9m dos direitos de reuni\u00e3o, de associa\u00e7\u00e3o, de migra\u00e7\u00e3o e de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e ainda a liberdade religiosa e de consci\u00eancia. E este conjunto completa-se com o elenco dos deveres de cidadania (e n\u00e3o de s\u00fabditos): reciprocidade entre direitos e responsabilidades, colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre pessoas, conviv\u00eancia na verdade, na justi\u00e7a, no amor e na liberdade, bem como salvaguarda de uma ordem moral, cujo fundamento para os crist\u00e3os \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>Referimo-nos \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u00abbem comum\u00bb que parte da dignidade da pessoa humana, articulando a singularidade individual e o sentido comunit\u00e1rio. N\u00e3o se trata de referir um modelo de bem comum ou uma no\u00e7\u00e3o estereotipada de democracia \u2013 mas sim de considerar a pessoa humana como medida comum de direitos e responsabilidades. Estamos perante um elemento de justifica\u00e7\u00e3o, de legitimidade e de reconhecimento. \u00c9 justifica\u00e7\u00e3o, uma vez que permite superar a l\u00f3gica redutora da sociedade humana sujeita a modelos ou receitas. Sendo a pessoa a refer\u00eancia, a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento da sociedade dever\u00e1 encontrar um modo de respeitar, de facto, a liberdade, a igualdade, a diferen\u00e7a, a responsabilidade social, o pluralismo, o respeito m\u00fatuo, a igual considera\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio e a limita\u00e7\u00e3o de poderes (de Montesquieu). E Maritain esclarece: \u00abNo dia em que todos os fi\u00e9is possam viver com homens de outras cren\u00e7as, praticando em rela\u00e7\u00e3o a eles perfeitas virtudes de justi\u00e7a, de amor e de intelig\u00eancia, e guardando ao mesmo tempo em si a verdadeira f\u00e9 perfeitamente \u00edntegra e pura, nesse dia os homens n\u00e3o ter\u00e3o necessidade de praticar essas virtudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas doutras cren\u00e7as porque a infidelidade e a divis\u00e3o religiosa ter\u00e3o desaparecido da terra\u00bb. A qualidade do cuidado para quem precisa e do servi\u00e7o p\u00fablico de interesse geral tem de ser real\u00e7ada \u2013 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, prote\u00e7\u00e3o social, meio ambiente, qualidade de vida. A demografia reduz os nascimentos e torna a sociedade mais idosa \u2013 eis por que temos de encontrar novos caminhos que correspondam a esta realidade.<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas pretende assim aperfei\u00e7oar-se como institui\u00e7\u00e3o que incentive e favore\u00e7a os cuidados de proximidade. O bem comum n\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o \u00e9 o reconhecimento da dignidade humana\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme d\u2019Oliveira Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":130991,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[125],"class_list":["post-130989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-caritas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130989"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130989\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}