{"id":13078,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-dialogo-intercultural-fecunda-uma-sociedade-integrada\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-dialogo-intercultural-fecunda-uma-sociedade-integrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-dialogo-intercultural-fecunda-uma-sociedade-integrada\/","title":{"rendered":"O di\u00e1logo intercultural fecunda uma sociedade integrada"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana para a 33\u00aa Semana de Migra\u00e7\u00f5es: 8-14 de Agosto 2005 <!--more--> <i>N\u00f3madas da aldeia global<\/i>  \u00c9 lugar comum dizer-se que vivemos na aldeia global, onde tudo se divulga simultaneamente, chega ao conhecimento de todos e produz reac\u00e7\u00f5es semelhantes nos habitantes do pequeno Cosmos. No entanto, os efeitos residuais em cada pessoa s\u00e3o diferentes: uns aproveitam e sentem-se bem, enquanto outros ficam inseguros, insatisfeitos; uns alegram-se com os actos de terrorismo e outros protegem-se dele; uns t\u00eam mais que suficiente para uma vida c\u00f3moda no canto da aldeia e outros passam mal no outro canto; os que t\u00eam fazem turismo no canto onde se vive mal e os outros espreitam no outro, para conseguir o mesmo bem-estar.  E assim andamos, de um lado para outro, nesta aldeia, sem conseguirmos que a globaliza\u00e7\u00e3o seja tamb\u00e9m para todos em todas as dimens\u00f5es: do saber, da economia, da solidariedade, da liberdade e da paz.  <i>Os E\/Imigrantes s\u00e3o pessoas<\/i> Nesta aldeia muitas vezes esquecemo-nos que os habitantes s\u00e3o pessoas e que t\u00eam uma igual dignidade fundamental. N\u00e3o pode haver uns que s\u00e3o mais pessoas que outros, embora, na pr\u00e1tica, isso aconte\u00e7a. Para enfrentar os problemas que a globaliza\u00e7\u00e3o faz surgir \u00e9 preciso partir da verdade fundamental: todos s\u00e3o pessoas e sujeitos de iguais direitos e deveres. Por isso, temos de considerar e acolher os migrantes, sejam pobres ou ricos, pessoas \u00e0 procura de trabalho ou de lazer, trabalhadores ou turistas, como nossos semelhantes e interlocutores. Entrar em di\u00e1logo com eles e dar respostas adequadas, conscientes do princ\u00edpio fundamental da cultura crist\u00e3: \u201cn\u00e3o fa\u00e7as aos outros aquilo que n\u00e3o gostarias que te fizessem a ti\u201d. Ou ent\u00e3o aqueloutra recomenda\u00e7\u00e3o do Antigo Testamento: \u201clembra-te que tamb\u00e9m tu foste estrangeiro em terras do Egipto\u201d (cf. Dt 5, 15 e 10,19).  <i>Acolher o outro \u00e9 factor de enriquecimento<\/i> Na mensagem para o 91\u00ba Dia Mundial do Migrante e Refugiado, escrita pelo saudoso Papa Jo\u00e3o Paulo II, em 24 de Novembro de 2004, l\u00ea-se que \u201catrav\u00e9s do contacto com o outro se descobre o seu segredo e se contribui para um maior conhecimento m\u00fatuo\u201d. Pelo di\u00e1logo intercultural v\u00e3o-se esbatendo as barreiras e as agress\u00f5es e constr\u00f3i-se uma sociedade pac\u00edfica, onde as diferen\u00e7as \u00e9tnicas, lingu\u00edsticas, religiosas e culturais s\u00e3o factor de enriquecimento das pessoas e da sociedade. N\u00e3o se trata \u201cde assimilar o estrangeiro, mas de integr\u00e1-lo na nossa conviv\u00eancia\u201d, deixando de ver nele apenas um concorrente ou um factor de progresso econ\u00f3mico, para ter nele um amigo, um irm\u00e3o que caminha ao nosso lado e connosco luta por um mundo mais justo e fraterno.  \u00c9 preciso ultrapassar os limites da toler\u00e2ncia, que muitas vezes \u00e9 indiferen\u00e7a e se traduz em consequ\u00eancias negativas na conviv\u00eancia humana, para passar \u00e0 atitude do di\u00e1logo acolhedor do outro, \u00e0 simpatia que respeita as diferen\u00e7as e as interpela para as compreender e integrar e, em alguns casos, esbater e superar numa s\u00edntese cultural de outra dimens\u00e3o, que pode ser o princ\u00edpio de uma nova cultura. N\u00e3o devemos considerar as culturas como bens est\u00e1ticos e imut\u00e1veis, mas como caminhos fecundantes da evolu\u00e7\u00e3o social.  <i>Da sociedade multicultural desenraizada \u00e0 cidade integrada e pac\u00edfica<\/i> Sem cair num sincretismo cultural ou religioso, os di\u00e1logos intercultural, ecum\u00e9nico e interreligioso ajudar\u00e3o a construir uma nova sociedade, uma nova civiliza\u00e7\u00e3o, baseada no amor e no respeito da pessoa humana. \u00c9 para esta atitude que apela a mensagem papal. Ela ser\u00e1 aurora duma sociedade aberta e solid\u00e1ria, universalista, global em todos os sentidos, conforme a vis\u00e3o do profeta Isa\u00edas, que no ex\u00edlio antevia um povo formado de todos os povos e de todas as l\u00ednguas, reunido em volta de um \u00fanico Deus e Senhor (Is 66).  Se enveredarmos por este caminho, temos futuro. Mas resta-nos um longo caminho a percorrer. Como crist\u00e3os somos fermento dessa nova sociedade, testemunhas da esperan\u00e7a, peregrinos do Reino de Deus, sentinelas duma nova aurora.  Beja, 22 de Julho de 2005  \u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, Bispo de Beja Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana para a 33\u00aa Semana de Migra\u00e7\u00f5es: 8-14 de Agosto 2005<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[171,191,237,258,314,320],"class_list":["post-13078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-beja","tag-economia","tag-joao-paulo-ii","tag-migracoes","tag-solidariedade","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}