{"id":130310,"date":"2019-03-12T13:04:57","date_gmt":"2019-03-12T13:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=130310"},"modified":"2019-03-19T12:35:02","modified_gmt":"2019-03-19T12:35:02","slug":"a-cruz-escondida-46","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-46\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>A miss\u00e3o da Irm\u00e3 Fulg\u00eancia numa das regi\u00f5es mais pobres da \u00cdndia<\/em><!--more--><\/p>\n<h3>Ver os invis\u00edveis<\/h3>\n<p>Bihar \u00e9 uma das regi\u00f5es mais pobres da \u00cdndia. \u00c9 seguramente uma das regi\u00f5es onde vivem algumas das pessoas mais pobres da \u00cdndia. Uma dessas pessoas \u00e9 Sumitra Devi. A sua vida \u00e9 muito dif\u00edcil. Falta-lhe quase tudo no dia-a-dia, mas a sua principal preocupa\u00e7\u00e3o ultrapassa as quest\u00f5es dram\u00e1ticas da alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio\u2026 dos medicamentos. Falta-lhe quase tudo isso, mas ela queixa-se mesmo \u00e9 de n\u00e3o ter uma capela na sua aldeia. N\u00e3o tem uma capela mas tem a Irm\u00e3 Fulg\u00eancia\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 uma aldeia muito pobre situada num dos estados mais populosos da \u00cdndia. S\u00e3o cerca de 140 milh\u00f5es as pessoas que vivem l\u00e1. Uma delas \u00e9 Sumitra Devi. A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia conhece bem Sumitra. Falemos dela. Por ali, na aldeia, quase todos vivem com enormes dificuldades. Sobreviver \u00e9 um desafio quotidiano. A aldeia \u00e9 um mundo onde falta quase tudo. Menos a for\u00e7a da f\u00e9. Sumitra n\u00e3o se queixa das prateleiras vazias da de sua casa, mas sim de n\u00e3o haver nenhuma igreja na aldeia. \u201cNa nossa aldeia n\u00e3o h\u00e1 capela nem igreja. Por isso, n\u00e3o podemos ter Missa todos os dias.\u201d Pode parecer uma contradi\u00e7\u00e3o, mas foi por n\u00e3o haver sequer uma capela na aldeia que a vida de Sumitra mudou. Um dia ela cruzou-se com a Irm\u00e3 Fulg\u00eancia. Quem v\u00ea esta irm\u00e3 ao longe n\u00e3o lhe distingue nenhuma particularidade. Parece apenas uma mulher indiana, com as vestes compridas, o cabelo apanhado, sand\u00e1lias nos p\u00e9s. Mas quem reparar nela com mais aten\u00e7\u00e3o, notar\u00e1 um crucifixo discreto pendurado ao pesco\u00e7o. E um sorriso simples quase sempre presente no rosto. A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia \u00e9 amiga de Sumitra. Quase todos os dias rezam juntas. N\u00e3o h\u00e1 capela na aldeia de Sumitra, mas uma simples vela acesa, numa prateleira, transforma a casa, oferece-lhe uma dimens\u00e3o transcendente.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3>Vidas dif\u00edceis<\/h3>\n<p>Falemos da irm\u00e3. Quando se apresenta diz apenas que \u00e9 a Irm\u00e3 Fulg\u00eancia. Parece at\u00e9 esconder-se nas palavras para falar de si pr\u00f3pria. \u201cTrabalho nesta aldeia h\u00e1 dois anos e meio. Ensino as crian\u00e7as. Durante o dia visito as fam\u00edlias e ou\u00e7o as pessoas para poder entender a sua situa\u00e7\u00e3o. Rezamos juntos, pedindo ao Senhor que os acompanhe nas suas dificuldades e alegrias.\u201d Sumitra Devi pertence aos \u2018dalits\u2019, aos intoc\u00e1veis, \u00e0queles que est\u00e3o na base do complexo sistema de castas da \u00cdndia. S\u00e3o invis\u00edveis aos olhos da sociedade. Mas n\u00e3o s\u00e3o indiferentes ao olhar da Igreja, \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es da Irm\u00e3 Fulg\u00eancia. H\u00e1 imensos \u2018dalits\u2019 na aldeia onde a Irm\u00e3 Fulg\u00eancia cumpre a sua miss\u00e3o. \u201cPor serem t\u00e3o pobres, n\u00e3o conseguem mandar os filhos para a escola, mas se forem fortes na f\u00e9, ter\u00e3o for\u00e7a para enfrentar as dificuldades da vida.\u201d Rezar, educar, ajudar. Oferecer a vida aos outros. A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia olha para todas as pessoas como se fossem o Sud\u00e1rio de Cristo. Especialmente os mais pobres. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil a vida numa aldeia onde falta quase tudo. Mas, de m\u00e3os postas, olhos fechados, ao lado da Irm\u00e3 Fulg\u00eancia, Sumitra descobre que \u00e9 mais do que a insignific\u00e2ncia que a sociedade lhe atribui. Deixa de ser uma coisa, passa a ser uma pessoa. A f\u00e9 transforma tudo. A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia sabe de cor as hist\u00f3rias de todas as pessoas da aldeia, vive as suas dificuldades, as suas dores. Confunde-se com elas. A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia \u00e9 uma das pessoas da aldeia. Veste-se como elas, come como elas, conhece como elas os dramas do dia-a-dia. As l\u00e1grimas de Sumitra s\u00e3o tamb\u00e9m as l\u00e1grimas da Irm\u00e3 Fulg\u00eancia. Uma nasceu sem futuro, sem sonhos nem sorrisos. A irm\u00e3 nasceu para entregar a sua vida aos outros. As duas encontraram-se numa aldeia na \u00cdndia, em Bihar. Falta quase tudo no dia-a-dia de Sumitra, mas a sua principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o haver uma capela na sua aldeia. O que vale \u00e9 a Irm\u00e3 Fulg\u00eancia\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_63529\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K1h7_MpfzD0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Irm\u00e3 Fulg\u00eancia \u00e9 apoiada directamente pela Funda\u00e7\u00e3o AIS. Quer ajud\u00e1-la na sua miss\u00e3o junto dos mais pobres da sociedade, junto dos mais pobres na \u00cdndia?<\/p>\n<p>MULHERES EXTRAORDIN\u00c1RIAS<br \/>\nGRA\u00c7AS A DEUS<br \/>\nGRA\u00c7AS A SI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o da Irm\u00e3 Fulg\u00eancia numa das regi\u00f5es mais pobres da \u00cdndia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-130310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}