{"id":130189,"date":"2019-03-11T10:54:27","date_gmt":"2019-03-11T10:54:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=130189"},"modified":"2019-03-11T10:54:27","modified_gmt":"2019-03-11T10:54:27","slug":"descobrir-o-jardim-da-comunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/descobrir-o-jardim-da-comunhao\/","title":{"rendered":"Descobrir o Jardim da Comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><!--more--><\/p>\n<p>No in\u00edcio deste per\u00edodo da Quaresma percebemos que o Esp\u00edrito Santo ter\u00e1 conduzido Jesus para o deserto antes de iniciar a sua miss\u00e3o. Diz-nos a Escritura apenas que ter\u00e1 jejuado durante esses dias antes de ser tentado. Ao pensar neste per\u00edodo de que a Escritura fala pouco, questionei-me o significado que pode ter para n\u00f3s na cultura em que vivemos.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure id=\"attachment_130197\" aria-describedby=\"caption-attachment-130197\" style=\"width: 417px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/flor_seca.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-130197\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/flor_seca.jpg\" alt=\"\" width=\"417\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/flor_seca.jpg 900w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/flor_seca-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/flor_seca-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 417px) 100vw, 417px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-130197\" class=\"wp-caption-text\">Photo de klimkin em pixbay<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Encontro com o interior<\/h3>\n<p>No in\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es como Presidente, Abraham Lincoln retirava-se frequentemente para uma casa de campo pr\u00f3ximo da Casa Branca. Na quietude que circundava essa casa, Lincoln procurava o sentido dos traumas vividos na Guerra Civil americana e pensar nas decis\u00f5es dif\u00edceis que enfrentava durante esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1920, o psic\u00f3logo Carl Jung tinha o h\u00e1bito de se retirar por per\u00edodos de tempo para uma casa de pedra r\u00fastica que construiu na floresta, junto \u00e0 pequena cidade de Bollingen para escrever sem interrup\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, meditava e passeava pelos bosques nas imedia\u00e7\u00f5es para clarificar as ideias que surgiam na sua cabe\u00e7a e, assim, preparar a escrita a fazer no dia seguinte.<\/p>\n<p>Adam Grant, psic\u00f3logo americano e professor na Wharton Business School, escritor de livros como \u201cOs Originais\u201d que se tornaram verdadeiros <em>bestsellers<\/em>, reserva per\u00edodos de tempo que duram de dois a quatro dias, uma a duas vezes por m\u00eas para desenvolver as suas ideias e realizar a sua investiga\u00e7\u00e3o sem qualquer interrup\u00e7\u00e3o. Para isso, coloca respostas autom\u00e1ticas ao email e desconecta-se digitalmente do mundo.<\/p>\n<p>Todos experimentamos per\u00edodos na vida em que necessitamos de um encontro s\u00e9rio com o nosso interior. A \u00fanica coisa que Jesus tinha para interagir consigo pr\u00f3prio no per\u00edodo do deserto era o mesmo que Lincoln, Jung e Grant possuem, cada um no seu contexto, os seus pensamentos.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em jogo na quaresma \u00e9 um s\u00e9rio exame de consci\u00eancia da nossa uni\u00e3o com Deus, da qual emerge a for\u00e7a para realizar a voca\u00e7\u00e3o a que Ele nos chamou, ou mesmo descobri-la no meio deste mundo hiper-conectado onde, dificilmente, conseguimos espa\u00e7o e tempo para ir ao encontro de Deus atrav\u00e9s dos pensamentos que ocorrem no nosso interior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A raiz dos excessos<\/h3>\n<p>A aridez que sentimos diante da adversidade da vida constr\u00f3i, gradualmente, um deserto interior. Da falta de vida que existe num deserto prov\u00eam as palavras negativas, o descontentamento, a raiva e o pessimismo que o Papa nos convida a jejuar pronunciando palavras bondosas, gratid\u00e3o, mansid\u00e3o e paci\u00eancia, esperan\u00e7a e optimismo. Por\u00e9m, n\u00e3o seria melhor mesmo passar do jejum \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o total dos aspectos que afectam negativamente a nossa uni\u00e3o com Deus, incluindo a que ocorre atrav\u00e9s dos outros?<\/p>\n<p>O melhor modo de erradicar algo \u00e9 arranc\u00e1-lo pela raiz, logo, qual a raiz das palavras negativas, descontentamento, raiva e pessimismo? Sem os per\u00edodos em que nos encontramos junto com os nossos pensamentos, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, ou ser\u00e1 mesmo imposs\u00edvel chegar a essa raiz. Da\u00ed que uma das grandes dificuldades do nosso tempo seja criar os espa\u00e7os adequados para isso.<\/p>\n<p>Quando penso na escolha de Jesus em ir para um deserto, penso que o fez para minimizar as distrac\u00e7\u00f5es e vicissitudes do quotidiano que diminuiam a possibilidade de se concentrar ao m\u00e1ximo na Sua uni\u00e3o com o Pai. Por outro lado, a Sua escolha \u00e9 tamb\u00e9m fruto de uma inspira\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, como escreve a Escritura. Ora, isso significa que estava atento \u00e0 Sua Voz, uma Voz que fala atrav\u00e9s de sinais, mas tamb\u00e9m no nosso interior.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, vivemos hoje uma dificuldade cultural grande que influencia muito a escuta daquela Voz Interior que nos inspira e penso que seja essa a raiz dos excessos que nos levam \u00e0 negatividade em que vivemos: a <em>depriva\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o interior<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Solid\u00e3o interior<\/h3>\n<p>Em primeiro lugar, \u00e9 importante perceber que a solid\u00e3o interior n\u00e3o \u00e9 um fechar-se sobre si mesmo, mas um encontro com o nosso interior. Um interior que vive de pensamentos, sentimentos e sonhos, livre das intromiss\u00f5es de outras mentes que pretendem distrair-nos.<\/p>\n<p>O jejum quaresmal existe para nos ajudar no exame de consci\u00eancia dos excessos que nos impedem de ter uma uni\u00e3o maior com Deus. Se pensarmos bem, existe um excesso cultural que vivemos actualmente e que passa despercebido.<\/p>\n<p>O excesso de conectividade.<\/p>\n<p>Parece ser um contrasenso quando pensamos em como nos descobrimos cada vez mais e melhor como seres relacionais. N\u00e3o \u00e9 a conectividade que temos entre n\u00f3s, indepentemente de onde quer que estejamos, uma coisa boa? Claro que sim. O problema n\u00e3o \u00e9 a conectividade, mas o <em>excesso<\/em> que n\u00e3o volta as pessoas para si pr\u00f3prias, mas &#8211; curiosamente &#8211; as isola do mundo \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de dezembro do ano passado, um jovem de 22 anos morre improvisamente ao ser atropelado por um comboio na linha de Oeiras por estar a ouvir m\u00fasica com os seus auscultadores, n\u00e3o se apercebendo da chegada do comboio. Para al\u00e9m dos ouvidos temos outros sentidos, como a vis\u00e3o de um comboio que se aproxima, o tacto para sentir a brisa que normalmente produz, e o seu cheiro t\u00edpico, mas este caso triste mostra como \u00e9 poss\u00edvel um tal isolamento atrav\u00e9s do excesso de conectividade de uma vida digital activa. Infelizmente, este n\u00e3o \u00e9 caso \u00fanico.<\/p>\n<p>O que o per\u00edodo de deserto vivido por Jesus nos ensina de universal \u00e9 esta necessidade profundamente humana e espiritual que temos, regularmente, de nos encontrarmos com o nosso interior. Algo que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque muitos t\u00eam medo da verdade que poder\u00e3o encontrar quando se encontram com os seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es. Da\u00ed que troquem o deserto da concentra\u00e7\u00e3o pela ilha da distrac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Desertos contempor\u00e2neos<\/h3>\n<p>O contexto social e cultural que permitiu Jesus fazer a experi\u00eancia do deserto para encontrar uma uni\u00e3o forte com o Pai n\u00e3o existe hoje. Construir casas numa floresta como Jung n\u00e3o est\u00e1 ao nosso alcance, e encontrar uma casa de campo para reflectir pode ser impratic\u00e1vel com os ritmos familiares que a maior parte de n\u00f3s vive. O isolamento digital de Adam Grant tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a vida da maior parte das pessoas. Da\u00ed que jejuar do excesso de conectividade para realizarmos um encontro s\u00e9rio e profundo com os nossos pensamentos, e fazermos desta solid\u00e3o interior uma experi\u00eancia transformativa de maior uni\u00e3o com Deus seja um grande desafio. \u00c9 aquele passo inspirado na experi\u00eancia de Jesus no deserto e que o Papa Francisco refere e explica dizendo,<\/p>\n<blockquote><p>\u201da \u00abquaresma\u00bb do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da cria\u00e7\u00e3o para faz\u00ea-la voltar a ser aquele jardim da comunh\u00e3o com Deus\u201d (Papa Francisco)<\/p><\/blockquote>\n<p>Gostaria de partilhar tr\u00eas sugest\u00f5es simples a partir da minha experi\u00eancia pessoal que pretendem estimular a criatividade pessoal de cada leitor na descoberta de como converter os desertos do isolamento em jardins da comunh\u00e3o no mundo actual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Dar sentido aos momentos de t\u00e9dio<\/h3>\n<p>O t\u00e9dio \u00e9 uma constante da vida quotidiana. Esperamos em filas de tr\u00e2nsito, de supermercado, de repati\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, pelos transportes, etc., que nos obrigam a experimentar o t\u00e9dio. O aborrecimento experimentado em momentos de t\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 mais do que a resist\u00eancia que sentimos em estarmos junto com os nossos pensamentos.<\/p>\n<p>Como isso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, sugiro um primeiro passo. De cada vez que sentires t\u00e9dio, diz em voz alta palavras positivas se tiveres privacidade para isso, ou interiormente, caso contr\u00e1rio. Por exemplo, abra\u00e7o, sorriso, alegria, paz, acordo, conforto, bem, vit\u00f3ria, descanso, tranquilidade, suavidade, \u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Retomar actividades anal\u00f3gicas<\/h3>\n<p>Pensemos naquilo que faz\u00edamos antes da era digital. Seguramente que haviam muitas actividades anal\u00f3gicas que deram lugar a outras actividades digitais. No meu caso foi a redescoberta por tocar guitarra cl\u00e1ssica que aprendi quando era mais novo e que passei a tocar menos. E, depois, a constru\u00e7\u00e3o de puzzles, que s\u00e3o dos poucos jogos onde todos podem contribuir e divertir, sem competir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Caminhar pela natureza<\/h3>\n<p>Wendell Berry \u00e9 um escritor americano e activista ambiental que afirma,<\/p>\n<blockquote><p>\u201dEnquanto caminho, sou sempre lembrado da lenta, paciente constru\u00e7\u00e3o do solo nos bosques. E sou lembrado dos eventos e companheiros da minha vida &#8211; pois, as minhas caminhadas, depois de tanto tempo, s\u00e3o eventos culturais.\u201d (Wendell Berry)<\/p><\/blockquote>\n<p>H\u00e1 algum tempo que tenho experimentado as caminhadas como momentos em que posso estar junto com os meus pensamentos. Por outro lado, s\u00e3o tamb\u00e9m uma oportunidade de contemplar a natureza, qual cria\u00e7\u00e3o de Deus que n\u00e3o s\u00f3 restaura a nossa aten\u00e7\u00e3o, como atrav\u00e9s da qual podemos experimentar, de modo particular, a presen\u00e7a do Criador. No final, talvez descubramos que o encontro com o nosso interior acaba por ser um encontro com Deus-dentro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-130189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130189"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130189\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}