{"id":129919,"date":"2019-03-07T14:53:58","date_gmt":"2019-03-07T14:53:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=129919"},"modified":"2019-03-08T14:04:34","modified_gmt":"2019-03-08T14:04:34","slug":"igreja-familia-diocese-do-porto-quer-maior-integracao-de-catolicos-divorciados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-familia-diocese-do-porto-quer-maior-integracao-de-catolicos-divorciados\/","title":{"rendered":"Igreja\/Fam\u00edlia: Diocese do Porto quer maior \u00abintegra\u00e7\u00e3o\u00bb de cat\u00f3licos divorciados"},"content":{"rendered":"<p><em>Orienta\u00e7\u00f5es para a pastoral familiar prop\u00f5em \u00abminist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o\u00bb para casais em crise<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-115253 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Se-Porto.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Porto, 07 mar 2019 (Ecclesia) \u2013 A Diocese do Porto acaba de publicar um conjunto de \u201corienta\u00e7\u00f5es para a pastoral familiar\u201d, apresentadas pelo seu bispo, nas quais se admite o acesso de cat\u00f3licos divorciados e em segunda uni\u00e3o aos sacramentos da Reconcilia\u00e7\u00e3o e da Eucaristia.<\/p>\n<p>\u201cO percurso de acompanhamento e discernimento destas situa\u00e7\u00f5es complexas passa por uma maior e melhor integra\u00e7\u00e3o na vida da comunidade e um poss\u00edvel acesso aos sacramentos da Reconcilia\u00e7\u00e3o e da Eucaristia\u201d, refere o texto, enviado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e divulgado, simbolicamente, no in\u00edcio do tempo da Quaresma, que antecede a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa no calend\u00e1rio cat\u00f3lico.<\/p>\n<p>O documento sublinha a &#8220;exist\u00eancia de circunst\u00e2ncias atenuantes&#8221; e defende o &#8220;princ\u00edpio da miseric\u00f3rdia&#8221; sublinhado na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica &#8220;Amoris Laetitia&#8221;.<\/p>\n<p>O Papa Francisco <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/vaticano\/igrejadivorciados-papa-defende-maior-abertura-acompanhamento-e-discernimento-das-situacoes\/\">prop\u00f5e<\/a> na sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica sobre a fam\u00edlia, publicada em 2016, ap\u00f3s duas assembleias do S\u00ednodo dos Bispos (2014 e 2015), um caminho de \u201cdiscernimento\u201d para os cat\u00f3licos divorciados que voltaram a casar-se civilmente, sublinhando que n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para estas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As orienta\u00e7\u00f5es publicadas pela Diocese do Porto, com uma nota introdut\u00f3ria assinada por D. Manuel Linda, assinalam que &#8220;os divorciados que vivem numa nova uni\u00e3o encontram-se em situa\u00e7\u00f5es muito diferentes, que n\u00e3o devem ser catalogadas ou encerradas em afirma\u00e7\u00f5es demasiado r\u00edgidas, sem deixar espa\u00e7o para um adequado discernimento pessoal e pastoral&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cO caminho da maior integra\u00e7\u00e3o dos divorciados recasados pode, em alguns casos, passar pelo acesso aos sacramentos, ap\u00f3s um caminho de discernimento pessoal e pastoral, acompanhado por um sacerdote\u201d, real\u00e7a o documento.<\/p>\n<p>A diocese precisa que o processo de \u201cdiscernimento pessoal e pastoral\u201d deve ter uma dura\u00e7\u00e3o \u201cnunca inferior a seis meses&#8221; e apresenta nove linhas orientadoras, entre elas um \u201cexame de consci\u00eancia\u201d sobre as causas de rutura do matrim\u00f3nio precedente e a investiga\u00e7\u00e3o sobre eventual exist\u00eancia de fundamento para a \u201ccausa de declara\u00e7\u00e3o de nulidade do matrim\u00f3nio\u201d, atrav\u00e9s de um servi\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o e aconselhamento.<\/p>\n<blockquote><p>Evite-se a ideia de uma permiss\u00e3o generalizada de acesso aos sacramentos. O processo de discernimento pessoal e pastoral, acompanhado sempre de um pastor, pode desembocar ou n\u00e3o no acesso aos sacramentos. Por isso, nenhum divorciado recasado pode decidir por iniciativa pr\u00f3pria celebrar os sacramentos da Confiss\u00e3o e da Eucaristia\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O texto, explica D. Manuel Linda, come\u00e7ou por ser produzido pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, tendo passado passou por todos os \u00f3rg\u00e3os de aconselhamento da diocese (Conselho Episcopal, Presbiteral, Pastoral e de Vig\u00e1rios).<\/p>\n<p>Segundo as novas orienta\u00e7\u00f5es, \u201cos batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade crist\u00e3 sob as diferentes formas poss\u00edveis, evitando toda a ocasi\u00e3o de esc\u00e2ndalo&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>A sua participa\u00e7\u00e3o pode exprimir-se em diferentes servi\u00e7os eclesiais, sendo necess\u00e1rio, por isso, discernir quais das diferentes formas de exclus\u00e3o atualmente praticadas em \u00e2mbito lit\u00fargico, pastoral, educativo e institucional possam ser superadas\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O documento destaca o papel do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar como &#8220;principal dinamizador da fam\u00edlia na diocese&#8221;, com refer\u00eancia \u00e0 \u201ctradicional prepara\u00e7\u00e3o para a vida matrimonial, que tem de ser intensificada e ainda mais levada a s\u00e9rio\u201d, e \u00e0 fase do p\u00f3s-casamento, na qual, segundo D. Manuel Linda, se est\u00e1 a \u201cfazer muito pouco\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Amoris-laetitia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-96154 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Amoris-laetitia-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Amoris-laetitia-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Amoris-laetitia-768x511.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Amoris-laetitia.jpg 880w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cPara os casais que passam por dificuldades e momentos de crise, revela-se urgente um minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o a ser desempenhado por todos os agentes pastorais, com destaque para os casais amigos\u201d pode ler-se.<\/p>\n<p>As <a href=\"http:\/\/www.diocese-porto.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3925:nota-pastoral-orientacoes-para-a-pastoral-familiar-na-diocese-do-porto&amp;catid=85:notas-pastorais&amp;Itemid=157\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">orienta\u00e7\u00f5es pastorais<\/a> prop\u00f5em a institui\u00e7\u00e3o de equipas, constitu\u00eddas por casais, m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, juristas, mediadores de conflitos e sacerdotes, para \u201cpromover uma pastoral da reconcilia\u00e7\u00e3o e da media\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em Portugal, v\u00e1rias dioceses que publicaram documentos sobre a aplica\u00e7\u00e3o das propostas para a pastoral familiar, ap\u00f3s as duas assembleias sinodais (2014 e 2015) sobre o tema, nomeadamente no que respeita ao cap\u00edtulo VIII da \u2018Amoris Laetitia\u2019.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n<table style=\"background-color: #ededed;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Para dar in\u00edcio ao processo de discernimento pessoal e pastoral s\u00e3o exigidos aos divorciados recasados os seguintes requisitos:<\/p>\n<ol>\n<li>Estar verdadeiramente arrependido do fracasso do seu primeiro matrim\u00f3nio can\u00f3nico se a consci\u00eancia o acusar de ter agido mal ou de forma insatisfat\u00f3ria.<\/li>\n<li>Ter cumprido com todas as obriga\u00e7\u00f5es do primeiro matrim\u00f3nio e j\u00e1 n\u00e3o poder voltar atr\u00e1s.<\/li>\n<li>Viver a segunda uni\u00e3o, consolidada no tempo, com fidelidade comprovada e dedica\u00e7\u00e3o generosa.<\/li>\n<li>N\u00e3o poder abandonar, sem nova culpa, os compromissos assumidos com o novo casamento civil.<\/li>\n<li>Ter-se esfor\u00e7ado por viver da melhor maneira poss\u00edvel o segundo casamento a partir da f\u00e9, ter educado os filhos na f\u00e9 crist\u00e3 e manter uma pr\u00e1tica religiosa consent\u00e2nea com a sua condi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Sentir o desejo ardente dos sacramentos como for\u00e7a para a sua caminhada de f\u00e9.<\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orienta\u00e7\u00f5es para a pastoral familiar prop\u00f5em \u00abminist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o\u00bb para casais em 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