{"id":129750,"date":"2019-03-06T15:11:01","date_gmt":"2019-03-06T15:11:01","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=129750"},"modified":"2019-03-06T18:01:20","modified_gmt":"2019-03-06T18:01:20","slug":"a-cruz-escondida-45","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-45\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de duas irm\u00e3s na \u00fanica ilha crist\u00e3 em toda a Indon\u00e9sia<!--more--><\/p>\n<h3><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-129752 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia.jpg\" alt=\"\" width=\"534\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/indonesia-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/a>Em nome do Pai<\/strong><\/h3>\n<p>No maior pa\u00eds mu\u00e7ulmano do mundo existe uma pequena ilha onde ainda h\u00e1 vest\u00edgios da presen\u00e7a portuguesa. Dos tempos coloniais ficaram palavras soltas, express\u00f5es do dia-a-dia, nomes de pessoas e a religi\u00e3o. Na Ilha das Flores \u00e9 poss\u00edvel escutar ainda em portugu\u00eas, como numa ladainha, as ora\u00e7\u00f5es do Pai-Nosso e da Ave-Maria. Nesta ilha, quase um enclave crist\u00e3o no meio do mundo isl\u00e2mico, duas mulheres consagraram as suas vidas a Deus.<\/p>\n<p>A Indon\u00e9sia \u00e9 o maior pa\u00eds mu\u00e7ulmano do mundo. No entanto, h\u00e1 um lugar, uma pequena ilha, onde a maioria dos seus habitantes s\u00e3o crist\u00e3os. Na Ilha das Flores, a mem\u00f3ria dos tempos coloniais quando os portugueses se estabeleceram na regi\u00e3o continua bem viva em palavras do dia-a-dia e, acima de tudo, na vida religiosa. As irm\u00e3s Maria Erna e Lu\u00edsa Maria s\u00e3o a express\u00e3o viva de como a mesma voca\u00e7\u00e3o de f\u00e9 pode levar-nos a trilhar caminhos t\u00e3o diferentes. Maria Erna pertence \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Filhas da Rainha do Ros\u00e1rio. A casa destas irm\u00e3s, em Larantuka, fica numa das extremidades da Ilha. A congrega\u00e7\u00e3o foi fundada em 1958 e tem um carisma muito simples: trabalhar junto dos mais pobres da sociedade, sempre invocando a protec\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. A irm\u00e3 Maria Erna n\u00e3o tem m\u00e3os a medir. S\u00e3o muitas as raparigas que procuram seguir o exemplo das Filhas da Rainha do Ros\u00e1rio entregando tamb\u00e9m as suas vidas a Deus atrav\u00e9s da miss\u00e3o junto dos mais humildes, dos mais pobres. \u201cElas querem tornar-se religiosas, em primeiro lugar para servir os mais necessitados\u201d, explica. \u201cDepois, querem estar perto de Jesus e querem amar os pobres, tal como Jesus fez, e \u00e9 por isso que escolheram uma congrega\u00e7\u00e3o que por si j\u00e1 \u00e9 pobre.\u201d Materialmente pobre, claro. As irm\u00e3s vivem da generosidade dos habitantes das Flores. A ilha, muito bonita, carregada sempre de uma vegeta\u00e7\u00e3o densa, esconde muitas vezes casebres humildes, pessoas que precisam de ajuda. E as irm\u00e3s fazem-se todos os dias ao caminho para junto dessas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o e trabalho<\/h3>\n<p>Na outra ponta da ilha, em Ruteng, numa casa escondida na vegeta\u00e7\u00e3o exuberante, vive a irm\u00e3 Lu\u00edsa Maria. O nome \u00e9 demasiadamente portugu\u00eas para um rosto t\u00e3o oriental. Ela est\u00e1 quase sempre a sorrir. Ao contr\u00e1rio das Filhas da Rainha do Ros\u00e1rio, a congrega\u00e7\u00e3o de Lu\u00edsa Maria \u00e9 contemplativa. As Servas do Esp\u00edrito Santo da Adora\u00e7\u00e3o Perp\u00e9tua passam horas do dia em ora\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o e trabalho. \u201cAntes de entrar no convento\u201d, diz a irm\u00e3 Lu\u00edsa Maria, \u201csenti t\u00e3o imensamente o amor de Deus por mim que quis fazer o que Ele queria de mim\u2026\u201d Esse chamamento para uma vida religiosa levou-a at\u00e9 \u00e0 casa onde as irm\u00e3s usam um invulgar h\u00e1bito cor-de-rosa. \u201cO que fazemos \u00e9 rezar diariamente. Rezamos pelas voca\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 para a nossa congrega\u00e7\u00e3o mas para toda a Igreja. \u00c9 realmente o Esp\u00edrito Santo que nos envia voca\u00e7\u00f5es\u2026\u201d Um muro separa a casa do resto da ilha mas para as irm\u00e3s \u00e9 apenas um pormenor, uma parede invis\u00edvel pois elas conseguem abra\u00e7ar o mundo inteiro mesmo quando est\u00e3o de olhos fechados, com as m\u00e3os juntas, de joelhos, em medita\u00e7\u00e3o. Do lado de fora dos muros do convento, as pessoas escutam os mesmos p\u00e1ssaros que as irm\u00e3s e a chuva e o sol s\u00e3o iguais, tal como o vento. O muro \u00e9 apenas um peda\u00e7o de nada que n\u00e3o impede que aquelas mulheres, aquelas irm\u00e3s, abracem e amem a humanidade inteira com a mesma convic\u00e7\u00e3o amorosa com que as Filhas da Rainha do Ros\u00e1rio batem \u00e0 porta das casas mais humildes da Ilha das Flores levando-lhes sorrisos enamorados de Deus, pois fazem-no sempre em nome do Pai.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_66091\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mNr7qE-jacM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; 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