{"id":12911,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/igreja-sem-fronteiras-peregrina-a-fatima\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"igreja-sem-fronteiras-peregrina-a-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-sem-fronteiras-peregrina-a-fatima\/","title":{"rendered":"Igreja sem fronteiras peregrina a F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>Em F\u00e1tima pela primeira vez, D. Leo Jun Ikenaga, Arcebispo de Osaka, Jap\u00e3o, presidiu \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es da Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional Anivers\u00e1ria de Julho neste Santu\u00e1rio, que trouxeram a F\u00e1tima quinze mil pessoas vindas de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo.  Apresentando-se como peregrino, o Arcebispo de Osaka, logo na abertura da Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria, ao final da tarde do dia 12, revelou as suas inten\u00e7\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o durante a presen\u00e7a neste santu\u00e1rio: \u201crezar para que haja uma maior aproxima\u00e7\u00e3o a Deus e dos homens entre si\u201d.  \u201c\u00c9 uma grande alegria estar aqui a rezar para que aconte\u00e7a a mensagem de Maria\u201d, \u201ca Virgem Maria disse em F\u00e1tima que devemos converter-nos\u201d, referiu D. Leo Ikenaga na ocasi\u00e3o, acrescentando que \u201capesar da mensagem, transmitida no s\u00e9culo XX, chegamos ao s\u00e9culo XXI e verificamos que existe \u00f3dio, viol\u00eancia e guerra\u201d. Hoje, dia 13 de Julho, durante a eucaristia internacional da Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria, D. Ikenaga, reafirmou a import\u00e2ncia da ora\u00e7\u00e3o, como fonte e base da vida espiritual, ap\u00f3s a convers\u00e3o, que \u00e9 o \u201cvoltar o cora\u00e7\u00e3o para Deus\u201d. \u201cA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o fermento, \u00e9 a base da nossa vida espiritual e de toda a nossa exist\u00eancia. Por vezes n\u00e3o sabemos como rezar. E cada um de n\u00f3s tem a sua forma de rezar, de acordo com a raiz cultural, temperamento, \u00e2mbito familiar ou social. Por exemplo, os povos orientais valorizam mais o sil\u00eancio; os ocidentais concentram-se mais na palavra. Podemos rezar s\u00f3s ou em comunidade. Mas, na realidade, a ora\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 um acto isolado, pois existe uma liga\u00e7\u00e3o misteriosa entre as pessoas orantes. Podemos sentir que as nossas ora\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o escutadas e os nossos desejos n\u00e3o s\u00e3o atendidos. Isso, por vezes, n\u00e3o ser\u00e1 resultado da nossa pretens\u00e3o, da nossa exig\u00eancia? Ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma exig\u00eancia nem um neg\u00f3cio com Deus; \u00e9 entrega confiante, na consci\u00eancia de que somos transmissores do fluir da gra\u00e7a, &#8220;por encargo divino&#8221; (Col 1,25), no dizer da Segunda Leitura. A ora\u00e7\u00e3o d\u00e1-nos alimento e consolo nas tribula\u00e7\u00f5es e adversidades (cf. Col 1,24)\u201d. Nas palavras aos peregrinos de F\u00e1tima, proferidas em Japon\u00eas e lidas depois em l\u00edngua portuguesa, o Arcebispo de Osaka, em cuja Catedral est\u00e1 tamb\u00e9m uma imagem da Virgem de F\u00e1tima com os Tr\u00eas Pastorinhos, real\u00e7ou o papel de Maria como intercessora, como caminho para chegar a Jesus. \u201cQuando nos sentimos desamparados, receosos, inseguros, lembramo-nos da nossa m\u00e3e, pois foi ela que nos amparou, protegeu e amou desde os primeiros momentos da nossa vida. Por analogia, Maria \u00e9 nossa M\u00e3e. N\u00e3o \u00e9 meta; a meta \u00e9 Cristo. Mas \u00e9 intercessora. Que ela interceda por n\u00f3s com o seu cora\u00e7\u00e3o maternal, para que possamos converter-nos cada dia e ser verdadeiros anunciadores de justi\u00e7a e de paz\u201d, disse D. Ikenaga.  No contexto do tema anual proposto \u00e0 reflex\u00e3o \u2013 N\u00e3o matar\u00e1s! -, a Peregrina\u00e7\u00e3o de Julho teve como tema &#8220;S\u00f3 Eu \u00e9 que dou a vida e dou a morte&#8221;. (Dt 32, 39). Na reflex\u00e3o sobre o sentido da vida e da morte humana, durante a eucaristia da noite do dia 12, D. Leo Ikenaga sublinhou a experi\u00eancia amarga da morte e a import\u00e2ncia do crente se entregar a Cristo, na caminhada permanente at\u00e9 ao Senhor. \u201cQuando desprezamos o mais d\u00e9bil, quando ignoramos o apelo daquele que sofre, quando esquecemos a necessidade do faminto de p\u00e3o ou de uma palavra amiga, quando nos cerramos em n\u00f3s pr\u00f3prios. Quando assim procedemos, estamos a anular a vida e somos co-respons\u00e1veis pela pobreza, pelo sofrimento e pela injusti\u00e7a. \u00c9 na entrega ao outro que seremos transmissores de vida, pois, como nos dizia S. Paulo na Segunda Leitura, &#8220;ningu\u00e9m de n\u00f3s vive e ningu\u00e9m morre para si mesmo&#8221;. Na entrega ao outro, estaremos a viver com Cristo e em Cristo\u201d, referiu o Arcebispo de Osaka em certo momento da homilia.   NOTA: As homilias na \u00edntegra e as fotos da Peregrina\u00e7\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina da Internet do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, nas pastas \u201cCentro de Comunica\u00e7\u00e3o Social\u201d e \u201cArquivo Multim\u00e9dia\u201d, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em F\u00e1tima pela primeira vez, D. 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