{"id":12910,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ferias-nao-podem-servir-para-esquecer-desemprego\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ferias-nao-podem-servir-para-esquecer-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ferias-nao-podem-servir-para-esquecer-desemprego\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias n\u00e3o podem servir para esquecer desemprego"},"content":{"rendered":"<p>Alerta dos Bispos de Braga <!--more--> <i>O Arcebispo Primaz e os Bispos Auxiliares de Braga esperam que a viv\u00eancia das f\u00e9rias, &#8220;um direito cada vez mais ao alcance de um maior n\u00famero de pessoas&#8221;, n\u00e3o leve a esquecer &#8220;o drama de quem n\u00e3o tem trabalho&#8221;. &#8220;A procura do primeiro emprego \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil e a perda de emprego  \u00e9 cada vez maior na nossa regi\u00e3o, onde a fal\u00eancia de algumas empresas e a deslocaliza\u00e7\u00e3o de outras nos aflige e inquieta&#8221;, afirmam os prelados bracarenses numa nota pastoral a prop\u00f3sito do tempo de f\u00e9rias<\/i>.  <b>Reflectir e Valorizar as F\u00e9rias<\/b> 1. Os meses de Ver\u00e3o s\u00e3o, no contexto da vida e da cultura portuguesas e da nossa realidade diocesana, tempo de f\u00e9rias. Tempo esperado, programado e necess\u00e1rio para refazer energias gastas por um ano de trabalho e para encontrar o descanso e o repouso que restabele\u00e7a o equil\u00edbrio e a harmonia de uma vida tantas vezes repartida, agitada e dispersa. As f\u00e9rias assumem-se, hoje, como um direito cada vez mais ao alcance de um maior n\u00famero de pessoas.  Queremos defender e promover este direito para que possa ser um direito de todos, sem nunca esquecermos aqueles a quem a actual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mico-financeira n\u00e3o garante trabalho e faz, de modo crescente e preocupante, perder o emprego e esvaziar o direito a f\u00e9rias. Desejamos oferecer \u00e0s pessoas que as usufruem um olhar crente, uma leitura crist\u00e3 e uma perspectiva solid\u00e1ria para o seu aproveitamento.   2. As f\u00e9rias permitem-nos ter tempo, ter mais tempo f\u00edsico e psicol\u00f3gico, para n\u00f3s, para a fam\u00edlia e para os outros. Abrem-nos caminhos para uma descoberta diferente e mais bela da natureza, para um di\u00e1logo mais atento com os outros e uma escuta mais demorada, silenciosa e serena de Deus.  As f\u00e9rias s\u00e3o, tamb\u00e9m, com frequ\u00eancia, \u00e2ncora onde se alicer\u00e7a a coragem de questionar os padr\u00f5es de vida por que nos pautamos e que a agita\u00e7\u00e3o e a rotina do quotidiano dificilmente permitem fazer ao longo do ano.   3. F\u00e9rias e trabalho s\u00e3o duas faces da mesma moeda. Viver as f\u00e9rias implica que saibamos retemperar energias para o trabalho em todas as suas dimens\u00f5es. Mas viver as f\u00e9rias imp\u00f5e, tamb\u00e9m, que saibamos partilhar o drama de quem n\u00e3o tem trabalho. A procura do primeiro emprego \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil e a perda de emprego \u00e9 cada vez maior na nossa regi\u00e3o, onde a fal\u00eancia de algumas empresas e a deslocaliza\u00e7\u00e3o de outras nos aflige e inquieta.  Estamos com quantos vivem estas situa\u00e7\u00f5es, acreditando que, em conjunto, com ousadia, determina\u00e7\u00e3o e perseveran\u00e7a, possuiremos capacidade para inovar e criar oportunidades de desenvolvimento sustentado e de empregos est\u00e1veis.  4. Este \u00e9 o tempo \u00fatil para louvarmos os esfor\u00e7os realizados e para pedirmos a governantes, pol\u00edticos, empres\u00e1rios e trabalhadores um esfor\u00e7o \u00fanico, concertado e solid\u00e1rio para encontrar na converg\u00eancia de objectivos as estrat\u00e9gias que procurem o melhor para cada um e devolvam a justi\u00e7a e o trabalho para todos e sempre.  A solidariedade e a caridade crist\u00e3s, sempre inventivas e prof\u00e9ticas, reclamam de todos n\u00f3s uma aten\u00e7\u00e3o particular na ajuda que n\u00e3o humilhe e na procura de novos campos de trabalho. Que cada par\u00f3quia cuide, com particular desvelo, dos que vivem a prova\u00e7\u00e3o do desemprego que envolve tantas vezes fam\u00edlias inteiras.  5. Acreditamos que o futuro da sociedade passa pela fam\u00edlia. Com sentido de responsabilidade queremos colocar as comunidades e a Arquidiocese numa atitude de pensar a fam\u00edlia, tamb\u00e9m, nesta direc\u00e7\u00e3o, construindo espa\u00e7os de di\u00e1logo, fraternidade, colabora\u00e7\u00e3o e entreajuda. Muitos dos problemas hodiernos nascem dum contexto s\u00f3cio- cultural e dum ambiente familiar onde as pessoas perdem o entusiasmo da primeira hora, a harmonia e a qualidade de vida.  A solu\u00e7\u00e3o como resposta \u00e0s causas que os provocam depende de uma Pastoral Familiar que n\u00e3o se limita \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio mas perspectiva ac\u00e7\u00f5es concretas. \u00c9 neste sentido que nada nos \u00e9 estranho, n\u00e3o queremos fechar-nos a nenhum problema e nos lan\u00e7amos num plano da pastoral familiar para o tri\u00e9nio 2005-2008.   6. Por fim, deixamos um apelo aos nossos Santu\u00e1rios diocesanos mais visitados e procurados em tempo de f\u00e9rias. Que eles, pelo seu acolhimento, din\u00e2mica e programa\u00e7\u00e3o pastoral, sejam, cada vez mais, lugares de descoberta e de encontro com Deus e oportunidade de evangeliza\u00e7\u00e3o, de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, de viv\u00eancia espiritual, vocacional e eucar\u00edstica.  Braga, 13\/07\/2005  <i>D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga (Arcebispo Primaz),  D. Antonino Eug\u00e9nio Fernandes Dias e D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos (Bispos Auxiliares)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alerta dos Bispos de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[159,172,206,211,303,314],"class_list":["post-12910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-d-antonio-francisco-dos-santos","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-ferias","tag-santuarios","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12910\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}